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Criador de Detonator se prepara para lançar disco “sério”

por em 16/11/2015
P
or Marcos Lauro
O grupo humorístico Hermes e Renato marcou época na MTV e gerou filhotes como o Tela Class – que redublava filmes obscuros e tirava completamente o contexto da história – e o Massacration, banda fictícia de heavy metal que brincava com os clichês do gênero. Das telas, a banda ganhou os palcos e lançou dois discos: Gates Of Metal Fried Chicken Of Death (2005) e Good Blood Headbanguers (2009). Com a separação do grupo, Detonator, vocalista do Massacration, interpretado por Bruno Sutter, saiu em carreira solo e se deu bem. Lançou em 2014 o disco Metal Folclore: The Zoeira Never Ends. Todo em português, algo raro no metal, o álbum foi gravado por uma banda composta apenas por mulheres e o show do Detonator passou a ter também essa marca. Agora, Bruno Sutter se lança em carreira solo. Sem Massacration ou mesmo Detonator, uma campanha de financiamento coletivo já arrecadou mais da metade da meta para o primeiro disco “sério” de Sutter. A Billboard Brasil conversou com Sutter: É difícil imaginar um disco sério vindo do criador do Detonator... Ah, eu não gosto de rótulos. Aqui no Brasil o cara só pode ser cantor ou ator pra ser levado a sério, se fizer as duas coisas já é visto com certa desconfiança. O Massacration e o Detonator são homenagens. E eu sempre fui músico antes de ser humorista. Espero sanar essa curiosidade [por um trabalho sério]. Quero agradar o cara que gosta de humor e o que gosta de metal também. Você já teve problemas com fãs do metal? É uma minoria que não respeita. Depois que comecei o programa [Bem Que Se Kiss] na Kiss FM [rádio paulistana focada em classic rock], passaram a me reconhecer mais. Lá falo sobre metal, toco as bandas que ouço... Entre as recompensas, os apoiadores poderão até tocar no disco! Não tem medo de quem possa aparecer? [risos] Estou com um apoiador aqui no estúdio nesse momento, ele vai gravar já já. O fã [do Hermes & Renato] se sente amigo. Já aconteceu de eu estar com o Adriano Pereira [Joselito], vir um cara e dar um tapa nele. É humor pra moleque mesmo. E como é sua relação com os caras do Hermes e Renato hoje? Somos amigos. Eles foram no meu programa da Kiss FM e foi muito legal. Como você explica o sucesso do Detonator? É um fenômeno mesmo. Metal Folclore vendeu cinco mil cópias. O DVD vendeu mil. São números que ninguém consegue nesse cenário e dentro do metal. Mas é correria. Daqui a pouco vou aos Correios, depois tenho que responder e-mails... A independência resolve, não tenho amarras. E o que você tem ouvido de heavy metal? É difícil citar os preferidos porque variam com o tempo. Mas ouço principalmente Black Sabbath – especialmente o Masters Of Reality –, Uriah Heep, Iron Maiden, System of a Down – Toxicity é uma aula de metal moderno – e Detonator, Metal Folclore. O que Bruno Sutter tem a dizer sobre o Detonator? O Detonator é um exemplo de superação, uma divindade do metal. Não tem pra Iron Maiden, Manowar... é o verdadeiro filhinho do Deus Metal. E o que o Detonator tem a dizer sobre o Bruno Sutter? O Bruno é um merda. O Detonator só trabalha com ele porque tem dó.
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Criador de Detonator se prepara para lançar disco “sério”

por em 16/11/2015
P
or Marcos Lauro
O grupo humorístico Hermes e Renato marcou época na MTV e gerou filhotes como o Tela Class – que redublava filmes obscuros e tirava completamente o contexto da história – e o Massacration, banda fictícia de heavy metal que brincava com os clichês do gênero. Das telas, a banda ganhou os palcos e lançou dois discos: Gates Of Metal Fried Chicken Of Death (2005) e Good Blood Headbanguers (2009). Com a separação do grupo, Detonator, vocalista do Massacration, interpretado por Bruno Sutter, saiu em carreira solo e se deu bem. Lançou em 2014 o disco Metal Folclore: The Zoeira Never Ends. Todo em português, algo raro no metal, o álbum foi gravado por uma banda composta apenas por mulheres e o show do Detonator passou a ter também essa marca. Agora, Bruno Sutter se lança em carreira solo. Sem Massacration ou mesmo Detonator, uma campanha de financiamento coletivo já arrecadou mais da metade da meta para o primeiro disco “sério” de Sutter. A Billboard Brasil conversou com Sutter: É difícil imaginar um disco sério vindo do criador do Detonator... Ah, eu não gosto de rótulos. Aqui no Brasil o cara só pode ser cantor ou ator pra ser levado a sério, se fizer as duas coisas já é visto com certa desconfiança. O Massacration e o Detonator são homenagens. E eu sempre fui músico antes de ser humorista. Espero sanar essa curiosidade [por um trabalho sério]. Quero agradar o cara que gosta de humor e o que gosta de metal também. Você já teve problemas com fãs do metal? É uma minoria que não respeita. Depois que comecei o programa [Bem Que Se Kiss] na Kiss FM [rádio paulistana focada em classic rock], passaram a me reconhecer mais. Lá falo sobre metal, toco as bandas que ouço... Entre as recompensas, os apoiadores poderão até tocar no disco! Não tem medo de quem possa aparecer? [risos] Estou com um apoiador aqui no estúdio nesse momento, ele vai gravar já já. O fã [do Hermes & Renato] se sente amigo. Já aconteceu de eu estar com o Adriano Pereira [Joselito], vir um cara e dar um tapa nele. É humor pra moleque mesmo. E como é sua relação com os caras do Hermes e Renato hoje? Somos amigos. Eles foram no meu programa da Kiss FM e foi muito legal. Como você explica o sucesso do Detonator? É um fenômeno mesmo. Metal Folclore vendeu cinco mil cópias. O DVD vendeu mil. São números que ninguém consegue nesse cenário e dentro do metal. Mas é correria. Daqui a pouco vou aos Correios, depois tenho que responder e-mails... A independência resolve, não tenho amarras. E o que você tem ouvido de heavy metal? É difícil citar os preferidos porque variam com o tempo. Mas ouço principalmente Black Sabbath – especialmente o Masters Of Reality –, Uriah Heep, Iron Maiden, System of a Down – Toxicity é uma aula de metal moderno – e Detonator, Metal Folclore. O que Bruno Sutter tem a dizer sobre o Detonator? O Detonator é um exemplo de superação, uma divindade do metal. Não tem pra Iron Maiden, Manowar... é o verdadeiro filhinho do Deus Metal. E o que o Detonator tem a dizer sobre o Bruno Sutter? O Bruno é um merda. O Detonator só trabalha com ele porque tem dó.