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Damien Rice fala sobre novo álbum e o que mudou em sua música

por em 16/11/2014
Por
Steve Baltin Em 2002, o irlandês Damien Rice divulgou seu álbum de estreia, O, um trabalho de tirar o fôlego, premiado pelo extinto Shortlist Prize, que colocou o músico em papos sobre os melhores cantores/compositores do século. Parte da grandiosidade do disco veio da forma com que Rice uniu seus vocais aos de Lisa Hannigan, que hoje segue em carreira solo. Quatro anos depois, veio 9, outro triunfo que consolidou seu status como um dos maiores trovadores da música, um artista com força e honestidade que retomam os dias de Bob Dylan, Leonard Cohen, Van Morrison, Joni Mitchell – ou qualquer outro grande cantor/compositor. Durante a turnê desse álbum, Rice e Lisa pararam de trabalhar juntos devido a diferenças criativas. Foram necessários oito anos para que Rice fizesse outro álbum e o resultado foi My Favourite Faded Fantasy, lançado neste mês. Sem Lisa Hannigan, cujos vocais eram parte central de músicas como “The Blowers Daughter", "Volcano" e "Cannonball”, especulava-se muito sobre como seria o retorno do músico. A resposta veio recentemente, quando ele se apresentou nos Estados Unidos pela primeira vez em muitos anos. O show, realizado em uma igreja em Los Angeles, teve todos os ingressos vendidos e duas horas de duração, com o cantor sozinho no palco, acompanhado apenas de seu violão e, às vezes, ao piano. Possivelmente, essa foi a melhor apresentação que a cidade recebeu no ano inteiro. Veja o primeiro clipe de um single do novo álbum, "I Don't Want To Change You": https://www.youtube.com/watch?v=FnzHOsiaJns Fascinante, cativante, deslumbrante – não existem palavras suficientes para transmitir a bravura e profundidade necessárias em pleno 2014 para prender a atenção do público por duas horas, sem produção, efeitos visuais ou frescuras, apenas canções e histórias. O novo álbum, produzido por Rick Rubin, foi o assunto da conversa de Damien Rice com a Billboard. Confira a entrevista. Em uma entrevista concedida ao jornalIrish Independent, você fala sobre precisar de um novo apoio no estúdio sem Lisa Hannigan. Como Rick Rubin preencheu este espaço? O que mais te surpreendeu ao trabalhar com ele e como ele abordava as coisas? A abordagem de Rick era fluída quando eu estava travado e sólida quando eu precisava manter os pés no chão. Uma pipa precisa estar presa a alguma coisa para voar. Eu aprendi como restrições podem ser importantes algumas vezes para que se possa experimentar a liberdade. Você pode dar algum exemplo das restrições que você aprendeu? A melhor restrição que eu aprendi foi adquirir o hábito de fazer alguma coisa, mesmo que eu não quisesse, em vez de fugir disso. Às vezes, um bom trabalho precisa ser conquistado e, quando você supera a si mesmo, sua musa percebe e celebra. Na mesma entrevista, você falou sobre as coisas que você aprendeu sobre si mesmo ao enfrentar as situações difíceis. Quais foram essas coisas que surgiram durante o processo de composição que te surpreenderam? Eu percebi que meu pensamento era a única coisa que precisava mudar para que o mundo ao meu redor mudasse. Você pode dar um exemplo de como seu pensamento mudou? Eu costumava achar que aquele Papai Noel gordo, vestindo roupas vermelhas e que o Deus Cristão eram reais. Eu achava que amor condicional era amor. Seu show na Catedral de Los Angeles há algumas semanas foi incrível. Você com certeza é uma pessoa diferente de quando fez seus trabalhos antigos. Você tem uma percepção diferente das músicas de seus dois primeiros álbuns? Sou muito grato por ainda gostar de cantar essas músicas e pelas experiências que levaram a elas. Não importa quão dolorido ou sofrido possa ter sido na época, eu não mudaria nada. A verdade é que eu não posso mudar nada, então isso é um alívio. Muito do seu sucesso vem da honestidade e da profundidade de suas letras, com as quais as pessoas conseguem se identificar. Quais são algumas de suas respostas preferidas quando as pessoas dizem como suas músicas as afetaram? Eu gosto daqueles casais que me contam detalhes de sua primeira noite juntos, que aconteceu enquanto eles ouviam uma música minha – eles falam tão descarada e abertamente para mim que é impressionante. O que você sente quando ouve o álbum My Faded Favourite Fantasy? Um desejo de voltar ao estúdio e gravar mais músicas. Isso significa que isso acontecerá em breve? Você tem muito material sobrando entre um álbum e outro? Eu tenho muito entusiasmo. No entanto, seria tolice achar que eu posso prever um futuro que não existe.
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Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Damien Rice fala sobre novo álbum e o que mudou em sua música

por em 16/11/2014
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Steve Baltin Em 2002, o irlandês Damien Rice divulgou seu álbum de estreia, O, um trabalho de tirar o fôlego, premiado pelo extinto Shortlist Prize, que colocou o músico em papos sobre os melhores cantores/compositores do século. Parte da grandiosidade do disco veio da forma com que Rice uniu seus vocais aos de Lisa Hannigan, que hoje segue em carreira solo. Quatro anos depois, veio 9, outro triunfo que consolidou seu status como um dos maiores trovadores da música, um artista com força e honestidade que retomam os dias de Bob Dylan, Leonard Cohen, Van Morrison, Joni Mitchell – ou qualquer outro grande cantor/compositor. Durante a turnê desse álbum, Rice e Lisa pararam de trabalhar juntos devido a diferenças criativas. Foram necessários oito anos para que Rice fizesse outro álbum e o resultado foi My Favourite Faded Fantasy, lançado neste mês. Sem Lisa Hannigan, cujos vocais eram parte central de músicas como “The Blowers Daughter", "Volcano" e "Cannonball”, especulava-se muito sobre como seria o retorno do músico. A resposta veio recentemente, quando ele se apresentou nos Estados Unidos pela primeira vez em muitos anos. O show, realizado em uma igreja em Los Angeles, teve todos os ingressos vendidos e duas horas de duração, com o cantor sozinho no palco, acompanhado apenas de seu violão e, às vezes, ao piano. Possivelmente, essa foi a melhor apresentação que a cidade recebeu no ano inteiro. Veja o primeiro clipe de um single do novo álbum, "I Don't Want To Change You": https://www.youtube.com/watch?v=FnzHOsiaJns Fascinante, cativante, deslumbrante – não existem palavras suficientes para transmitir a bravura e profundidade necessárias em pleno 2014 para prender a atenção do público por duas horas, sem produção, efeitos visuais ou frescuras, apenas canções e histórias. O novo álbum, produzido por Rick Rubin, foi o assunto da conversa de Damien Rice com a Billboard. Confira a entrevista. Em uma entrevista concedida ao jornalIrish Independent, você fala sobre precisar de um novo apoio no estúdio sem Lisa Hannigan. Como Rick Rubin preencheu este espaço? O que mais te surpreendeu ao trabalhar com ele e como ele abordava as coisas? A abordagem de Rick era fluída quando eu estava travado e sólida quando eu precisava manter os pés no chão. Uma pipa precisa estar presa a alguma coisa para voar. Eu aprendi como restrições podem ser importantes algumas vezes para que se possa experimentar a liberdade. Você pode dar algum exemplo das restrições que você aprendeu? A melhor restrição que eu aprendi foi adquirir o hábito de fazer alguma coisa, mesmo que eu não quisesse, em vez de fugir disso. Às vezes, um bom trabalho precisa ser conquistado e, quando você supera a si mesmo, sua musa percebe e celebra. Na mesma entrevista, você falou sobre as coisas que você aprendeu sobre si mesmo ao enfrentar as situações difíceis. Quais foram essas coisas que surgiram durante o processo de composição que te surpreenderam? Eu percebi que meu pensamento era a única coisa que precisava mudar para que o mundo ao meu redor mudasse. Você pode dar um exemplo de como seu pensamento mudou? Eu costumava achar que aquele Papai Noel gordo, vestindo roupas vermelhas e que o Deus Cristão eram reais. Eu achava que amor condicional era amor. Seu show na Catedral de Los Angeles há algumas semanas foi incrível. Você com certeza é uma pessoa diferente de quando fez seus trabalhos antigos. Você tem uma percepção diferente das músicas de seus dois primeiros álbuns? Sou muito grato por ainda gostar de cantar essas músicas e pelas experiências que levaram a elas. Não importa quão dolorido ou sofrido possa ter sido na época, eu não mudaria nada. A verdade é que eu não posso mudar nada, então isso é um alívio. Muito do seu sucesso vem da honestidade e da profundidade de suas letras, com as quais as pessoas conseguem se identificar. Quais são algumas de suas respostas preferidas quando as pessoas dizem como suas músicas as afetaram? Eu gosto daqueles casais que me contam detalhes de sua primeira noite juntos, que aconteceu enquanto eles ouviam uma música minha – eles falam tão descarada e abertamente para mim que é impressionante. O que você sente quando ouve o álbum My Faded Favourite Fantasy? Um desejo de voltar ao estúdio e gravar mais músicas. Isso significa que isso acontecerá em breve? Você tem muito material sobrando entre um álbum e outro? Eu tenho muito entusiasmo. No entanto, seria tolice achar que eu posso prever um futuro que não existe.