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Daniel canta a sua história em projeto gravado em Brotas

por em 11/11/2015
(fot
o: Marcos Hermes) Por Rodrigo Amaral da Rocha Há décadas, quando José Daniel Camillo começava a sua carreira como cantor, entre 9 e 10 anos de idade, ele fez uma apresentação solo em um festival cantando “Porto Solidão”, de Jessé. A performance rendeu a ele a segunda colocação, atrás dos vencedores Nero & Nerinho, dupla formada por João Paulo – seu futuro parceiro - e o irmão. O lugar daquela competição era o Cine São José, em Brotas, no interior de São Paulo, mesmo local onde Daniel gravou o recém-lançado DVD In Concert Em Brotas. “O Cine São José é um lugar que remete ao meu passado e a tudo que eu vivi até aqui. Lá, no mesmo prédio, eu fazia uma participação num programa de um senhor que se chamava Compadre Tico. Então tudo isso me fez levar esse projeto para lá”, conta Daniel. É com esse clima caseiro, rodeado de tanta história, que Daniel comemora seus 30 anos de carreira. Além do lugar cheio de significado, o cantor escolheu um repertório bem diferente do que os fãs estão acostumados. Canções como “Primavera” (Tim Maia), “Gita” (Raul Seixas), “Será” (Legião Urbana), “Como Vai Você” (Roberto Carlos) e outras tantas que fazem parte do karaokê da vida dele estão presentes. Para acompanhá-lo, Daniel também chamou pessoas que fizeram parte de alguma forma de sua trajetória. Desde o compositor Rick Solo, em seu caminho desde 1994, até Carlinhos Brown, parte da história atual do cantor por conta do The Voice Brasil. Além deles, também estão as “entidades da música sertaneja” Sérgio Reis e Renato Teixeira, Roberto Leal para fortalecer ainda mais a questão de sua origem portuguesa e o pai José Camilo, seu “grande professor”. Fora do reality musical The Voice Brasil, no qual foi jurado por três temporadas, Daniel conta qual foi o seu maior aprendizado com a experiência do programa: “Acima de tudo, o The Voice fortaleceu o que eu tinha impregnado dentro de mim: que música é música, não existem barreiras, temos que estar unindo forças um com o outro. E também trouxe uma sobrecarga de coisas que eu vivia no meu início, que é ser avaliado, quando participava de festivais”, diz ele, remetendo sem querer ao Cine São José. Com mais tempo para seus projetos pessoais, o cantor já reúne disposição para gravar um material de inéditas. Seu desejo é que o projeto esteja pronto até junho ou julho do próximo ano. É um compromisso que tenho comigo mesmo e com o meu público de trazer uma canção nova tocando e, quem sabe, continuar encantando o coração das pessoas”, conta o cantor assumidamente de vertente romântica hoje em dia. E sobre a atual música sertaneja? Daniel tem uma visão bem política, assim como em sua época de The Voice quando julgava alguma apresentação. Respeitoso às mudanças, ele não morre de amores, mas afirma não desgostar do que tem sido feito. “Ela [a música sertaneja] vem sofrendo muitas mutações e aí vem uma porção de rótulos que eu não sou muito a favor, como o sertanejo universitário. O que eu acho interessante é que essa moçada de hoje vem trazendo um público que não ouvia sertanejo, em localidades que não aderiam a música sertaneja, como o Rio de Janeiro”, conclui.
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Daniel canta a sua história em projeto gravado em Brotas

por em 11/11/2015
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o: Marcos Hermes) Por Rodrigo Amaral da Rocha Há décadas, quando José Daniel Camillo começava a sua carreira como cantor, entre 9 e 10 anos de idade, ele fez uma apresentação solo em um festival cantando “Porto Solidão”, de Jessé. A performance rendeu a ele a segunda colocação, atrás dos vencedores Nero & Nerinho, dupla formada por João Paulo – seu futuro parceiro - e o irmão. O lugar daquela competição era o Cine São José, em Brotas, no interior de São Paulo, mesmo local onde Daniel gravou o recém-lançado DVD In Concert Em Brotas. “O Cine São José é um lugar que remete ao meu passado e a tudo que eu vivi até aqui. Lá, no mesmo prédio, eu fazia uma participação num programa de um senhor que se chamava Compadre Tico. Então tudo isso me fez levar esse projeto para lá”, conta Daniel. É com esse clima caseiro, rodeado de tanta história, que Daniel comemora seus 30 anos de carreira. Além do lugar cheio de significado, o cantor escolheu um repertório bem diferente do que os fãs estão acostumados. Canções como “Primavera” (Tim Maia), “Gita” (Raul Seixas), “Será” (Legião Urbana), “Como Vai Você” (Roberto Carlos) e outras tantas que fazem parte do karaokê da vida dele estão presentes. Para acompanhá-lo, Daniel também chamou pessoas que fizeram parte de alguma forma de sua trajetória. Desde o compositor Rick Solo, em seu caminho desde 1994, até Carlinhos Brown, parte da história atual do cantor por conta do The Voice Brasil. Além deles, também estão as “entidades da música sertaneja” Sérgio Reis e Renato Teixeira, Roberto Leal para fortalecer ainda mais a questão de sua origem portuguesa e o pai José Camilo, seu “grande professor”. Fora do reality musical The Voice Brasil, no qual foi jurado por três temporadas, Daniel conta qual foi o seu maior aprendizado com a experiência do programa: “Acima de tudo, o The Voice fortaleceu o que eu tinha impregnado dentro de mim: que música é música, não existem barreiras, temos que estar unindo forças um com o outro. E também trouxe uma sobrecarga de coisas que eu vivia no meu início, que é ser avaliado, quando participava de festivais”, diz ele, remetendo sem querer ao Cine São José. Com mais tempo para seus projetos pessoais, o cantor já reúne disposição para gravar um material de inéditas. Seu desejo é que o projeto esteja pronto até junho ou julho do próximo ano. É um compromisso que tenho comigo mesmo e com o meu público de trazer uma canção nova tocando e, quem sabe, continuar encantando o coração das pessoas”, conta o cantor assumidamente de vertente romântica hoje em dia. E sobre a atual música sertaneja? Daniel tem uma visão bem política, assim como em sua época de The Voice quando julgava alguma apresentação. Respeitoso às mudanças, ele não morre de amores, mas afirma não desgostar do que tem sido feito. “Ela [a música sertaneja] vem sofrendo muitas mutações e aí vem uma porção de rótulos que eu não sou muito a favor, como o sertanejo universitário. O que eu acho interessante é que essa moçada de hoje vem trazendo um público que não ouvia sertanejo, em localidades que não aderiam a música sertaneja, como o Rio de Janeiro”, conclui.