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De Carmen Miranda a Anitta: 17 brasileiros que brilham no exterior

Veja os artistas que já tiveram que explorar seu inglês, espanhol e até italiano durante a carreira

por Marcos Lauro em 04/10/2017

O Brasil é um país continental. Mas, se forçar um pouquinho, dá pra avançar mais.

Alguns artistas tem o sucesso no exterior como objetivo; com outros, acontece de forma mais natural ou até pelo acaso – como no exemplo de artistas que se viram exilados em outro país no período da Ditadura e tiveram que tocar suas carreiras por lá.

OS 30 ARTISTAS BRASILEIROS MAIS OUVIDOS NO EXTERIOR

Veja na galeria abaixo 17 exemplos de artistas que brilham (ou brilharam) no exterior:

Carmen Miranda

Sim, Carmen Miranda nasceu na região do Porto, em Portugal. Mas veio para o Brasil com apenas 18 meses e se tornou a maior artista brasileiro-lusitana de sua época. Teve importância fundamental ao levar a música brasileira para os Estados Unidos – tanto é que se mudou pra lá e morreu em Los Angeles, em 1955. Seu primeiro sucesso foi “Pra Você Gostar de Mim (Taí)”, lançado em 1930. No ano seguinte, começou suas frequentes turnês pela Argentina, onde virou ídolo de ninguém menos do que Eva Peron. Em 1939, começou a dominação nos Estados Unidos quando foi se apresentar na Broadway. Para se ter ideia do tamanho de Carmen Miranda nos EUA, em 1945 ela foi a artista mais bem paga do país – segundo o Tesouro Americano. Nessa época, mesmo com o pós-guerra afetando as economias europeias, conseguiu fazer grandes turnês pelo continente. Em 1953, começou a sentir os primeiros sintomas de estresses e ter colapsos nervosos, que levaram a sua morte em 1955.

Reprodução

Os Originais do Samba

Sabe esse clichê de Brasil = samba e Carnaval (ler com sotaque gringo)? Antes do grupo se tornar ainda mais conhecido com as estripolias de um dos seus integrantes, Mussum, nos Trapalhões, Os Originais do Samba era um grupo que viajava pelo mundo levando shows de samba e de cultura brasileira, com direito a belas passistas para ilustrar isso tudo. Suas turnês mais longas, que duraram meses, foram no México e em Porto Rico.

Reprodução

Roberto Carlos

Em pesquisa publicada pela Billboard Brasil em setembro de 2015, segundo o Spotify, Roberto Carlos era o artista brasileiro mais ouvido via streaming no exterior. Isso porque, desde os anos 1960, o cantor e compositor tem uma grande entrada no mercado latino e europeu (italiano, especialmente), com grandes álbuns gravados em espanhol e italiano – todos disponíveis online. Um dos mais conhecidos é San Remo 1968, gravado no festival mais importante de música na Itália, com Robertão gastando o italiano em músicas como “Canzone per te” e “Un gatto nel' blu”.

Divulgação

Michel Teló

Inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, sânscrito, hebraico, romeno e búlgaro. “Ai Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, ganhou versão em todas essas línguas e muitas outras mais, o que gerou uma demanda de shows internacionais nunca antes vista na carreira do cantor. Se antes ele tocava sons regionais o Grupo Tradição, em 2011 seu som ultrapassou todos os regionalismos e conquistou o mundo.

Divulgação

Antônio Carlos Jobim e João Gilberto

Em 1962, um evento muito importante fez com que os Estados Unidos abrissem os ouvidos (de novo!) para a música brasileira: o Carneggie Hall, em Nova York, recebeu o Show da Bossa Nova. A apresentação foi uma invasão de brasilidade, já que até um cafezinho foi servido para cada pessoa que entrava no local. “Desafinado”, de Tom Jobim na voz de João Gilberto, ganhou 11 regravações nos Estados Unidos no mesmo ano e aquela mistura de samba e jazz ficaria marcada até hoje como um dos sons que simbolizam a música brasileira. Além de Tom e João Gilberto, também pisaram no palco nomes como Luiz Bonfá, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Milton Banana e Sérgio Ricardo, entre vários outros.

Reprodução

Sepultura

O grande case de sucesso de um artista brasileiro que faz sucesso no exterior não vem de um gênero necessariamente popular. O grupo mineiro de heavy metal Sepultura deve o seu sucesso ao seu som extremamente original e inovador para a época, pouco reconhecido no Brasil mas valorizado com louvor lá fora. Em 1989, com o disco Beneath the Remains, já chegaram as primeiras críticas positivas da imprensa de metal no exterior, especialmente a norte-americana. Com o som cada vez mais se aprimorando, em 1993 veio o primeiro disco de ouro nos Estados Unidos com o álbum Chaos A D. E tudo explodiu três anos depois com o disco Roots e sua mistura aprofundada de metal com música regional brasileira e indígena. Hoje, a banda é capaz de passar meses fora do Brasil fazendo shows e com a agenda bastante concorrida. O documentário recém-lançado Sepultura: Endurance mostra bem essa realidade e como os integrantes suportam a distância de casa e da família para manter viva a chama do metal.

Divulgação

DJ Marky

Das pequenas casas noturnas da Zona Leste de São Paulo até Londres, Marky se tornou um dos grandes nomes do drum ‘n’ bass mundial. Descoberto por um DJ inglês em 1996, foi convidado para tocar na Europa e topou, com a cara e a coragem. Se destacou até tocar em casas famosas, como The End e Movement, e ter o seu próprio horário na BBC Radio 1. Seu nome virou grife e pode ser visto em diversos festivais de música eletrônica na tenda/palco “Marky & Friends”, onde divide a atenção com outros DJs do gênero. Hoje, tem um programa semanal, aos domingos, na rádio Energia 97, de São Paulo e diversificou mais as suas discotecagens, com festas onde toca suas influências na soul music, no funk e na MPB.

Divulgação

Alexandre Pires

Ah, quem não se lembra daquele bigodinho marotos dos primeiros tempos de Só Pra Contrariar! No final da década de 1990, já com a diminuição do interesse das gravadoras no pagode, o grupo lançou um álbum em espanhol, Juegos de Amor, que teve participação da cantora Gloria Stefan na faixa “Santo Santo”. Em 2001, foi a vez de Pires se lançar em carreira solo, romântica e em espanhol. Sua carreira como cantor latino rendeu até uma apresentação na Casa Branca, no governo George Bush, o filho.

Divulgação

Seu Jorge

De “Burguesinha” em “Burguesinha”, Seu Jorge foi conquistando espaço fora do Brasil com seu samba para exportação. Tanto sua carreira como música quanto como ator recebem atenção fora do Brasil, especialmente pela força de seus personagens em Cidade De Deus (2002) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro (2010), ambos filmes que ultrapassaram as fronteiras do cinema nacional. Em 2005, lançou o álbum The Life Aquatic Studio Sessions, em inglês, com repertório de músicas do David Bowie – trabalho elogiado posteriormente pelo próprio cantor inglês. Hoje, faz frequentes turnês pela Europa e se divide entre o Rio de Janeiro e Los Angeles, onde também tem residência.

Divulgação

Jorge Ben Jor

Se você perguntar para dez gringos minimamente entendidos de música sobre algum som brasileiro, além da bossa nova, metade vai citar “País Tropical”. Jorge Ben é o compositor de umas das músicas-símbolo do país, além do criador de um dos ritmos mais populares do Sul e Sudeste, o samba-rock. Nos anos 1960, fez sucesso involuntário em todo mundo quando Sergio Mendes e sua banda Brazil 66’ regravou “Mas Que Nada”, música do seu primeiro álbum Samba Esquema Novo. Em 2006, Mendes gravou a música novamente, mas com produção de Will.I.Am e participação do Black Eyed Peas. Mais um estouro involuntário de Jorge Ben.

Divulgação

Ivete Sangalo

O fato de existir brasileiro em qualquer lugar do mundo ajuda a exportar alguns dos nomes que brilham no cenário nacional, especialmente aqueles com grande infiltração popular. Em 2005, ainda no comecinho da carreira solo pós-Banda Eva, Ivete começou a chamar atenção lá fora (foi personagem de uma matéria da Billboard norte-americana e recebeu indicação ao Grammy Latino). O ápice dessa trajetória no exterior e a comprovação da sua consolidação como grande nome de alcance mundial foi a gravação do CD e DVD Multishow ao Vivo: Ivete Sangalo no Madison Square Garden, lançado em 2010. Hoje, Ivete faz turnês frequentes na Europa e Estados Unidos, além de ser nome garantido em festivais como o Rock in Rio Lisboa. Já apareceu diversas vezes na parada Social 50, que mede a popularidade dos artistas de todo o mundo nas redes sociais.

Divulgação

Toquinho

No final dos anos 1960, Chico Buarque se exilou na Itália após sofrer perseguição da Ditadura Militar por conta do conteúdo político das suas músicas. Com apenas 23 anos, mas já com uma carreira consolidada, Toquinho acompanhou Chico por seis meses na Itália. Isso foi o suficiente para o exímio violonista e compositor fixar seu nome no público italiano e virar figura frequente no país – até hoje, Toquinho realiza shows na terra da pizza. Em 1969, gravou o álbum La Vita, Amico, é L'Arte Dell'Incontro, com músicas de Vinicius de Moraes em italiano. Sua discografia soma diversos álbuns e coletâneas em italiano.

Divulgação

Chico Buarque

Depois do exílio na Itália, acabou se tornando um artista popular na terra da pizza. O período forçado na Itália rendeu o disco Per un pugno di samba, lançado em 1970, e uma série de turnês.

Divulgação

CSS

O sucesso do CSS (ou Cansei de Ser Sexy) foi tão grande fora do Brasil que rapidamente surgiram várias comparações com o Sepultura. O descolado grupo de meninas (e um cara) de São Paulo foi adotado pelo público norte-americano de tal forma que ele fixou residência nos Estados Unidos e teve que lançar o álbum de estreia depois de assinar com o selo Sub Pop em 2006. Em 2011, Adriano Cintra, o cara da banda, saiu do grupo alegando que as meninas não sabiam tocar seus instrumentos (e nem gravar). O grupo seguiu a carreira de forma mais apagada, mas sem antes lançar discos até no Japão.

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Tim Maia 

Assim como Seu Jorge, Tim Maia também pode agradecer ao filme Cidade de Deus pela fama internacional. A faixa “O Caminho Do Bem”, presente na trilha do filme, correu o mundo e foi parar em diversas coletâneas de groove brasileiro lá fora. Hoje, Tim Maia é um nome muito mais reconhecido entre os gringos do que há 20, 30 anos.

Reprodução

Anitta

Anitta é o atual fenômeno pop que invade os territórios alheios. Dona de uma musicalidade própria aliada a uma estratégia de marketing afiada, a cantora pôs em prática diversas parcerias que levaram seu nome para outros públicos. A última cartada foi “Will I See You”, parceria com PooBear (compositor de hits de Justin Bieber). Antes disso, lançou o clipe de “Sua Cara”, música de Major Lazer com Pabllo Vittar, que bateu recorde de likes no YouTube. Também apareceu numa cena do clipe do remix de “Mi Gente”, de J Balvin, Willy William e Beyoncé.

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    BRASIL
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    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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De Carmen Miranda a Anitta: 17 brasileiros que brilham no exterior

Veja os artistas que já tiveram que explorar seu inglês, espanhol e até italiano durante a carreira

por Marcos Lauro em 04/10/2017

O Brasil é um país continental. Mas, se forçar um pouquinho, dá pra avançar mais.

Alguns artistas tem o sucesso no exterior como objetivo; com outros, acontece de forma mais natural ou até pelo acaso – como no exemplo de artistas que se viram exilados em outro país no período da Ditadura e tiveram que tocar suas carreiras por lá.

OS 30 ARTISTAS BRASILEIROS MAIS OUVIDOS NO EXTERIOR

Veja na galeria abaixo 17 exemplos de artistas que brilham (ou brilharam) no exterior:

Carmen Miranda

Sim, Carmen Miranda nasceu na região do Porto, em Portugal. Mas veio para o Brasil com apenas 18 meses e se tornou a maior artista brasileiro-lusitana de sua época. Teve importância fundamental ao levar a música brasileira para os Estados Unidos – tanto é que se mudou pra lá e morreu em Los Angeles, em 1955. Seu primeiro sucesso foi “Pra Você Gostar de Mim (Taí)”, lançado em 1930. No ano seguinte, começou suas frequentes turnês pela Argentina, onde virou ídolo de ninguém menos do que Eva Peron. Em 1939, começou a dominação nos Estados Unidos quando foi se apresentar na Broadway. Para se ter ideia do tamanho de Carmen Miranda nos EUA, em 1945 ela foi a artista mais bem paga do país – segundo o Tesouro Americano. Nessa época, mesmo com o pós-guerra afetando as economias europeias, conseguiu fazer grandes turnês pelo continente. Em 1953, começou a sentir os primeiros sintomas de estresses e ter colapsos nervosos, que levaram a sua morte em 1955.

Reprodução

Os Originais do Samba

Sabe esse clichê de Brasil = samba e Carnaval (ler com sotaque gringo)? Antes do grupo se tornar ainda mais conhecido com as estripolias de um dos seus integrantes, Mussum, nos Trapalhões, Os Originais do Samba era um grupo que viajava pelo mundo levando shows de samba e de cultura brasileira, com direito a belas passistas para ilustrar isso tudo. Suas turnês mais longas, que duraram meses, foram no México e em Porto Rico.

Reprodução

Roberto Carlos

Em pesquisa publicada pela Billboard Brasil em setembro de 2015, segundo o Spotify, Roberto Carlos era o artista brasileiro mais ouvido via streaming no exterior. Isso porque, desde os anos 1960, o cantor e compositor tem uma grande entrada no mercado latino e europeu (italiano, especialmente), com grandes álbuns gravados em espanhol e italiano – todos disponíveis online. Um dos mais conhecidos é San Remo 1968, gravado no festival mais importante de música na Itália, com Robertão gastando o italiano em músicas como “Canzone per te” e “Un gatto nel' blu”.

Divulgação

Michel Teló

Inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, sânscrito, hebraico, romeno e búlgaro. “Ai Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, ganhou versão em todas essas línguas e muitas outras mais, o que gerou uma demanda de shows internacionais nunca antes vista na carreira do cantor. Se antes ele tocava sons regionais o Grupo Tradição, em 2011 seu som ultrapassou todos os regionalismos e conquistou o mundo.

Divulgação

Antônio Carlos Jobim e João Gilberto

Em 1962, um evento muito importante fez com que os Estados Unidos abrissem os ouvidos (de novo!) para a música brasileira: o Carneggie Hall, em Nova York, recebeu o Show da Bossa Nova. A apresentação foi uma invasão de brasilidade, já que até um cafezinho foi servido para cada pessoa que entrava no local. “Desafinado”, de Tom Jobim na voz de João Gilberto, ganhou 11 regravações nos Estados Unidos no mesmo ano e aquela mistura de samba e jazz ficaria marcada até hoje como um dos sons que simbolizam a música brasileira. Além de Tom e João Gilberto, também pisaram no palco nomes como Luiz Bonfá, Sérgio Mendes, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Milton Banana e Sérgio Ricardo, entre vários outros.

Reprodução

Sepultura

O grande case de sucesso de um artista brasileiro que faz sucesso no exterior não vem de um gênero necessariamente popular. O grupo mineiro de heavy metal Sepultura deve o seu sucesso ao seu som extremamente original e inovador para a época, pouco reconhecido no Brasil mas valorizado com louvor lá fora. Em 1989, com o disco Beneath the Remains, já chegaram as primeiras críticas positivas da imprensa de metal no exterior, especialmente a norte-americana. Com o som cada vez mais se aprimorando, em 1993 veio o primeiro disco de ouro nos Estados Unidos com o álbum Chaos A D. E tudo explodiu três anos depois com o disco Roots e sua mistura aprofundada de metal com música regional brasileira e indígena. Hoje, a banda é capaz de passar meses fora do Brasil fazendo shows e com a agenda bastante concorrida. O documentário recém-lançado Sepultura: Endurance mostra bem essa realidade e como os integrantes suportam a distância de casa e da família para manter viva a chama do metal.

Divulgação

DJ Marky

Das pequenas casas noturnas da Zona Leste de São Paulo até Londres, Marky se tornou um dos grandes nomes do drum ‘n’ bass mundial. Descoberto por um DJ inglês em 1996, foi convidado para tocar na Europa e topou, com a cara e a coragem. Se destacou até tocar em casas famosas, como The End e Movement, e ter o seu próprio horário na BBC Radio 1. Seu nome virou grife e pode ser visto em diversos festivais de música eletrônica na tenda/palco “Marky & Friends”, onde divide a atenção com outros DJs do gênero. Hoje, tem um programa semanal, aos domingos, na rádio Energia 97, de São Paulo e diversificou mais as suas discotecagens, com festas onde toca suas influências na soul music, no funk e na MPB.

Divulgação

Alexandre Pires

Ah, quem não se lembra daquele bigodinho marotos dos primeiros tempos de Só Pra Contrariar! No final da década de 1990, já com a diminuição do interesse das gravadoras no pagode, o grupo lançou um álbum em espanhol, Juegos de Amor, que teve participação da cantora Gloria Stefan na faixa “Santo Santo”. Em 2001, foi a vez de Pires se lançar em carreira solo, romântica e em espanhol. Sua carreira como cantor latino rendeu até uma apresentação na Casa Branca, no governo George Bush, o filho.

Divulgação

Seu Jorge

De “Burguesinha” em “Burguesinha”, Seu Jorge foi conquistando espaço fora do Brasil com seu samba para exportação. Tanto sua carreira como música quanto como ator recebem atenção fora do Brasil, especialmente pela força de seus personagens em Cidade De Deus (2002) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro (2010), ambos filmes que ultrapassaram as fronteiras do cinema nacional. Em 2005, lançou o álbum The Life Aquatic Studio Sessions, em inglês, com repertório de músicas do David Bowie – trabalho elogiado posteriormente pelo próprio cantor inglês. Hoje, faz frequentes turnês pela Europa e se divide entre o Rio de Janeiro e Los Angeles, onde também tem residência.

Divulgação

Jorge Ben Jor

Se você perguntar para dez gringos minimamente entendidos de música sobre algum som brasileiro, além da bossa nova, metade vai citar “País Tropical”. Jorge Ben é o compositor de umas das músicas-símbolo do país, além do criador de um dos ritmos mais populares do Sul e Sudeste, o samba-rock. Nos anos 1960, fez sucesso involuntário em todo mundo quando Sergio Mendes e sua banda Brazil 66’ regravou “Mas Que Nada”, música do seu primeiro álbum Samba Esquema Novo. Em 2006, Mendes gravou a música novamente, mas com produção de Will.I.Am e participação do Black Eyed Peas. Mais um estouro involuntário de Jorge Ben.

Divulgação

Ivete Sangalo

O fato de existir brasileiro em qualquer lugar do mundo ajuda a exportar alguns dos nomes que brilham no cenário nacional, especialmente aqueles com grande infiltração popular. Em 2005, ainda no comecinho da carreira solo pós-Banda Eva, Ivete começou a chamar atenção lá fora (foi personagem de uma matéria da Billboard norte-americana e recebeu indicação ao Grammy Latino). O ápice dessa trajetória no exterior e a comprovação da sua consolidação como grande nome de alcance mundial foi a gravação do CD e DVD Multishow ao Vivo: Ivete Sangalo no Madison Square Garden, lançado em 2010. Hoje, Ivete faz turnês frequentes na Europa e Estados Unidos, além de ser nome garantido em festivais como o Rock in Rio Lisboa. Já apareceu diversas vezes na parada Social 50, que mede a popularidade dos artistas de todo o mundo nas redes sociais.

Divulgação

Toquinho

No final dos anos 1960, Chico Buarque se exilou na Itália após sofrer perseguição da Ditadura Militar por conta do conteúdo político das suas músicas. Com apenas 23 anos, mas já com uma carreira consolidada, Toquinho acompanhou Chico por seis meses na Itália. Isso foi o suficiente para o exímio violonista e compositor fixar seu nome no público italiano e virar figura frequente no país – até hoje, Toquinho realiza shows na terra da pizza. Em 1969, gravou o álbum La Vita, Amico, é L'Arte Dell'Incontro, com músicas de Vinicius de Moraes em italiano. Sua discografia soma diversos álbuns e coletâneas em italiano.

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Chico Buarque

Depois do exílio na Itália, acabou se tornando um artista popular na terra da pizza. O período forçado na Itália rendeu o disco Per un pugno di samba, lançado em 1970, e uma série de turnês.

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CSS

O sucesso do CSS (ou Cansei de Ser Sexy) foi tão grande fora do Brasil que rapidamente surgiram várias comparações com o Sepultura. O descolado grupo de meninas (e um cara) de São Paulo foi adotado pelo público norte-americano de tal forma que ele fixou residência nos Estados Unidos e teve que lançar o álbum de estreia depois de assinar com o selo Sub Pop em 2006. Em 2011, Adriano Cintra, o cara da banda, saiu do grupo alegando que as meninas não sabiam tocar seus instrumentos (e nem gravar). O grupo seguiu a carreira de forma mais apagada, mas sem antes lançar discos até no Japão.

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Tim Maia 

Assim como Seu Jorge, Tim Maia também pode agradecer ao filme Cidade de Deus pela fama internacional. A faixa “O Caminho Do Bem”, presente na trilha do filme, correu o mundo e foi parar em diversas coletâneas de groove brasileiro lá fora. Hoje, Tim Maia é um nome muito mais reconhecido entre os gringos do que há 20, 30 anos.

Reprodução

Anitta

Anitta é o atual fenômeno pop que invade os territórios alheios. Dona de uma musicalidade própria aliada a uma estratégia de marketing afiada, a cantora pôs em prática diversas parcerias que levaram seu nome para outros públicos. A última cartada foi “Will I See You”, parceria com PooBear (compositor de hits de Justin Bieber). Antes disso, lançou o clipe de “Sua Cara”, música de Major Lazer com Pabllo Vittar, que bateu recorde de likes no YouTube. Também apareceu numa cena do clipe do remix de “Mi Gente”, de J Balvin, Willy William e Beyoncé.

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