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De técnica de som do Circo Voador a artista de destaque em 2016; conheça Mahmundi

Cantora, que lançou álbum homônimo, esteve na redação da Billboard Brasil

por Redação em 07/09/2016

Marcela Vale lançou seu álbum de estreia no começo de 2016 e, de cara, entrou na lista da Billboard Brasil de melhores trabalhos do ano. Sob o pseudônimo de Mahmundi, a cantora faz um pop repleto de histórias solares, amor e, porque não, trabalho duro – moradora de Marechal Hermes, subúrbio do Rio de Janeiro, Mahmundi já trabalhou como técnica de som no Circo Voador e colocou shows de artistas como Feist, Air e Toro Y Moi para funcionar.

Há seis meses em São Paulo, a cantora trabalha a divulgação do álbum e esteve na redação da Billboard Brasil para contar sua história.

Veja o vídeo completo:

Veja também a lista de melhores discos de 2016 – até agora:

Remonta – Liniker e os Caramelows

Em cerca de um ano, Liniker apareceu, viu sua agenda de shows crescer, gravou e lançou um álbum. E Remonta já chega com diversas músicas conhecidas e difundidas pelo público que lotou shows durante esse ano de carreira. Claro que Liniker ainda tem muitos desafios, como, já já, o temido segundo disco, mas a estreia mostra que Liniker não é apenas um hype e tem muito futuro. Mostra também que, apesar do discurso de gênero tão forte, não é apenas por isso que Liniker tem fãs. O discurso complementa a música, bem produzida e profissional – sem ela, não há discurso que resista ao mercado musical.

Reprodução

Gatos e Ratos – Odair José

Odair José nunca deixou de ser rock and roll. Mas desde o disco anterior, Dia 16, pode-se dizer que o artista está pesando a mão nas distorções. Agora, em Gatos e Ratos, isso se confirma. Com riffs de hard rock e até uns vocais mais gritados aqui e ali, Odair se entrega ao peso com letras libertárias que falam sobre sexo, comportamento e política.

Reprodução

Bandida – MC Carol

Muito se fala sobre o funk proibidão, mas poucos já foram a um fluxo ver como a coisa é de perto. E mesmo as músicas que caem no Spotify ou outras plataformas “oficiais” são transformadas para versões mais palatáveis para o ouvido. Mas agora temos Bandida, que é a experiência mais próxima de ir ao batidão. MC Carol fala sobre sexo, polícia, feminismo e violência de uma forma tão natural que assusta os menos acostumados. MC Carol misturou faixas já conhecidas como “Não Foi Cabral” (que ganhou remix de Leo Justi, o produtor do disco) com novidades como a arrepiante “Delação Premiada” (lançada como single pouco tempo antes do álbum). É o heavy baile no streaming!

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Sou Filho da Lua – MC Guimê

MC Guimê começou no rap e, num determinado momento, viu que o funk era mais viável para fazer a sua carreira. Depois de cinco anos soltando singles e clipes (todos com milhões de visualizações), o funkeiro fez rap em seu álbum de estreia. Destaque para “Sampa” (com Rael e Emicida), “Gata Eu Vim Do Gueto” (com a ConeCrew Diretoria) e “Viva La Vida” (com Tropkillaz) que abre e fecha o CD numa versão remix. “O objetivo é chegar num nível bacana de qualidade musical, expandir o trabalho pra todo mundo, fazer um DVD a partir desse disco e ter essa identidade, essa característica de fazer muita música e muito vídeo”, disse em entrevista para a Billboard Brasil.

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Soy - Lali
Lali Espósito é um dos grandes nomes do pop argentino e lançou o álbum Soy para se firmar como artista solo. Figura carimbada na TV, cinema e teatro, esse segundo trabalho finca raízes na música com um diferencial: há uma gama maior de gêneros. Em vez do dominante pop, Lali se arrisca pela música eletrônica, R&B e até dubstep. Um disco bastante diversificado e com uma produção que não deixa a desejar.

Leia a entrevista que fizemos com Lali no especial Latinos 

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Sabotage - Sabotage
Foram apenas 29 anos de vida e três de carreira, mas o suficiente para Sabotage se tornar o nome mais cultuado do rap nacional. Agora, 14 anos depois da sua morte, gravações inéditas ganham um álbum homônimo ao rapper com produção de Instituto (Tejo Damasceno e Rica Amabis) e Daniel Ganjaman. A ideia foi produzir as músicas com participações de quem conviveu ou trabalhou com Sabotage. Aparecem DJ Nutz, Negra Li, Rappin’ Hood, Rodrigo Brandão, Dexter e DJ Cia, entre tantos outros. O disco tenta responder a impossível pergunta: “O que Sabotage estaria fazendo hoje?”. Mesmo não sabendo a resposta, dá pra saber que o disco chegou perto.

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Energía - J.Balvin
Mais recente álbum do colombiano J.Balvin, Energía ganhou versão brasileira com participações de Anitta e Projota. “Creio que agora é que começa a história de J.Balvin. Fizemos esse disco não pensando apenas no som, mas nas raízes latinas. É um trabalho para o mundo”, disse ao jornal Metro do seu país. Parece que ele estava certo: Energía liderou o ranking Top Latin Albuns e alcançou a 38º posição no Billboard 200. Leia a matéria que fizemos sobre ele em nosso especial Latinos.

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Boogie Naipe – Mano Brown

O líder dos Racionais MC’s resolveu homenagear a música negra, especialmente os sons que vieram antes do gênero do seu grupo, o rap. Para isso, juntou Lino Kriss, Ellen Oleria, Hyldon, William Magalhães, Carlos Dafé, Seu Jorge e mais uma infinidade de artistas para recriar o clima dos bailes black dos anos 1970 e 1980. Leia o texto sobre o álbum aqui.

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Flor de Lótus – Dexter

O esperado segundo álbum solo de estúdio do rapper Dexter chegou nesse ano e não decepcionou. Surpreende chegando em ritmo de pagode com o grupo Katinguelê e segue no rap, auxiliado pela bela voz de Terra Preta. Entre as participações, estão Edi Rock, Ed Motta, Gilson e até Dr. Jayme, juiz que assinou a liberdade do rapper e entendeu que ele tinha mais utilidade fora do que dentro da prisão (ou “exílio”, como o rapper diz). Dexter esteve na redação da Billboard Brasil para falar sobre esse trabalho.

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Joanne – Lady Gaga

Lady Gaga ficou três anos longe do pop – depois de Artpop, de 2013, se dedicou ao disco de jazz com Tony Bennett. E a sua volta se dá de maneira diferente: sai a “bateção de cabelo” e entram músicas de fundo sentimental (o disco leva o nome de uma tia, já falecida, e serve como homenagem a ela). Pode ser que Joanne não produza hinos como os álbuns anteriores, mas o álbum serve para mostrar o quão plural e completa é Lady Gaga.

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A Seat At The Table – Solange

Ser irmã de Beyoncé não deve ser lá muito fácil. Irmã e cantora, menos ainda. Irmã, cantora e lançando um álbum pós-Lemonade, nem se fala. Mas Solange encarou o desafio e lançou um trabalho que bate forte nas questões raciais e de gênero. Muitos podem acusar Solange de aproveitar as ideias do álbum da irmã, mas a cantora mostra personalidade e faz um belíssimo trabalho. As mulheres estão com tudo – e não apenas no discurso.

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HERE – Alicia Keys

Depois de quatro anos sem um álbum de inéditas, a cantora chega com um álbum impactante. Alicia mostra que domina o processo e, junto com parceiros como Pharrell Williams, Emily Sandé e Swizz Beatz, compôs e produziu todo o trabalho. “Blended Family (What You Do for Love)”, o primeiro single, é a única faixa que conta com participação de outro artista nos vocais – ASAP Rocky faz as vezes.

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Anavitória - Anavitória

O primeiro álbum de estúdio da dupla Anavitória, homônimo, apresenta as duas jovens do Tocantins com faixas autorais e um som romântico e delicado que elas gostam de chamar de Pop Rural. Produzido por Tiago Iorc, conta com a participação dele na faixa “Trevo (Tu)”.

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Mahmundi – Mahmundi

Vem do Rio de Janeiro uma das mais novas vozes da música nacional. Imagine você um Kid Abelha atualizado e com uma produção afiada. A bela voz de Mahmundi aparece sobre guitarra e programações afinada com os tempos atuais.

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Tropix – Céu

O quarto álbum da Céu chegou um pouquinho diferente: beats, efeitos e programações eletrônicas fazem a cama para a cantora. Ela, que já teve músicas anteriores trabalhadas por DJs, dá a deixa para novos remixes pintarem por aí.

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Eu Mesmo – Barbara Rodrix

O sobrenome é uma grife respeitada na música brasileira. Filha de Zé Rodrix, Barbara Rodrix abre o belo Eu Mesmo apenas com voz e violoncelo e dá a deixa do delicado e tocante disco que vem nas faixas seguintes. Destaque para a bem humorada (e fofa) “Rãzinha Blues”.

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Orgunga – Rico Dalasam

O primeiro álbum de Rico Dalasam chegou depois do rapper conquistar seu público com as seis faixas do EP Modo Diverso, lançado em 2015. Se o assunto é diversidade, o som não poderia ser diferente: tem som pra balada, rap com produção mais pesada e até rock and roll.

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Anti – Rihanna

Rihanna não para nunca, seja participando de singles de outros artistas ou lançando sua marca de roupas. Mas quatro anos sem álbum próprio já estava deixando seus fãs nervosos. E no finalzinho de janeiro chegou Anti, seu oitavo disco. E, claro, chegou para causar: só o primeiro single, “Work”, com Drake, já rendeu assunto para um mês de internet, no mínimo.

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Mind Of Mine – Zayn

A expectativa é sempre bastante grande quando um integrante deixa uma banda para apostar na carreira solo. Quando é o caso de boy band, então, parece que todos ficam esperando para saber se aquele cara vai conseguir sobreviver sem os companheiros. Mas Zayn se saiu muito bem e apresenta um som focado no R&B, bastante adulto se comparado com a One Direction. Agora, que venha a prova do segundo disco.

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The Life Of Pablo – Kanye West

2016 tem sido um ano bastante agitado para Kanye West. Mas não resuma o álbum The Life Of Pablo a “Famous”, a polêmica faixa que cita Taylor Swift. Kanye consegue surpreender com novos beats, rimas e possibilidades dentro do hip hop, além de apresentar novos nomes (Desiigner subiu no Hot 100 com sua música Panda depois de aparecer no álbum de West).

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Coloring Book – Chance the Rapper

Da novíssima geração do rap norte-americano, Chance The Rapper (23 anos) chega a sua quarta mixtape – todas disponíveis apenas nos formatos digitais. "No Problem", com Lil Wayne e 2 Chainz, é o hit do álbum. Coloring Book foi o primeiro álbum exclusivamente digital a aparecer no Billboard 200 – com pico na oitava posição.

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The Hope Six Demolition Project — PJ Harvey

O álbum é resultado de uma viagem da PJ Harvey para Kosovo e Afeganistão entre 2011 e 2014. Na volta, a cantora lançou o livro de poesias The Hollow of the Hand e o álbum The Hope Six Demolition Project saiu em abril de 2016.

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Post Pop Depression — Iggy Pop

Qual o resultado da mistura entre Iggy Pop, Josh Homme, Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Matt Helders (Arctic Monkeys)? É o Post Pop Depression, gravado e lançado em segredo, o décimo sétimo álbum de Iggy Pop.

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untitled unmastered. — Kendrick Lamar

Kendrick Lamar estão em tão boa fase que até um álbum lançado de surpresa no Spotify com sobras e demos faz sucesso. untitled unmastered. tem elementos de funk, jazz, soul e até samba.

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Blackstar — David Bowie

Último álbum em vida de David Bowie. Acompanhado do grupo do jazzista Donny McCaslin, Bowie usou o ritmo para dar adeus – quando começou a produção do álbum, Bowie já tinha conhecimento da sua doença. O álbum foi primeiro lugar em cinco paradas diferentes da Billboard.

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Starboy – The Weeknd

Terceiro álbum de estúdio de The Weeknd, Starboy chegou apresentando credenciais de um artista consagrado. Mesmo um ano após seu disco anterior – o que é um prazo ok para os dias de hoje –, Starboy era bastante aguardado e bateu recordes no streaming com o disco mais ouvido em um único dia. Também fez com que The Weeknd batesse o fenômeno Drake como artista mais ouvido do Spotify. O álbum é longo (tem 18 faixas) e tem momentos desnecessários (como “Stargirl Interlude”, com a sonolenta Lana Del Rey), mas mostrou um artista seguro e consolidado no pop. Destaque para “Sidewalks”, com Kendrick Lamar, e “Starboy”, com Daft Punk.

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A Moon Shaped Pool — Radiohead

O 9º álbum do Radiohead chegou cercado de mistérios. Dias antes do lançamento, a banda “zerou” todas as suas mídias sociais – posts antigos foram apagados e o branco tomou conta das páginas. Logo depois, o Instagram foi municiado com um vídeo enigmático para, na sequência, o clipe de “Burn the Witch” ganhar o YouTube.

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Lemonade — Beyoncé

O disco-filme-manifesto de Beyoncé começou a causar reações em fevereiro, quando o single “Formation” foi lançado. Com forte conteúdo anti-racismo, a opinião pública norte-americana se assustou com uma Beyoncé engajada. Em abril, chegou Lemonade, que completou o discurso. Os temas vão de traição à violência policial, além de racismo e empoderamento feminino. Who run the world?

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Nocturnal Koreans — Wire

O pós-punk, que dominou os anos 1980 e 1990, ainda vive! Nocturnal Koreans é o 15º álbum dos veteranos ingleses do Wire, que mantém o pique e foram bastante elogiados pela crítica.

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Malibu – Anderson .Paak

Segundo álbum de estúdio do californiano Anderson .Paak – que aos 30 anos, já soma quatro álbuns e quatro EPs. Em Malibu, .Paak une R&B ao rap com participações que vão de um coral gospel até o rapper ScHoolboy Q. Daqueles raros álbuns que fazem sentido por inteiro.

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Ouça Mahmundi:

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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De técnica de som do Circo Voador a artista de destaque em 2016; conheça Mahmundi

Cantora, que lançou álbum homônimo, esteve na redação da Billboard Brasil

por Redação em 07/09/2016

Marcela Vale lançou seu álbum de estreia no começo de 2016 e, de cara, entrou na lista da Billboard Brasil de melhores trabalhos do ano. Sob o pseudônimo de Mahmundi, a cantora faz um pop repleto de histórias solares, amor e, porque não, trabalho duro – moradora de Marechal Hermes, subúrbio do Rio de Janeiro, Mahmundi já trabalhou como técnica de som no Circo Voador e colocou shows de artistas como Feist, Air e Toro Y Moi para funcionar.

Há seis meses em São Paulo, a cantora trabalha a divulgação do álbum e esteve na redação da Billboard Brasil para contar sua história.

Veja o vídeo completo:

Veja também a lista de melhores discos de 2016 – até agora:

Remonta – Liniker e os Caramelows

Em cerca de um ano, Liniker apareceu, viu sua agenda de shows crescer, gravou e lançou um álbum. E Remonta já chega com diversas músicas conhecidas e difundidas pelo público que lotou shows durante esse ano de carreira. Claro que Liniker ainda tem muitos desafios, como, já já, o temido segundo disco, mas a estreia mostra que Liniker não é apenas um hype e tem muito futuro. Mostra também que, apesar do discurso de gênero tão forte, não é apenas por isso que Liniker tem fãs. O discurso complementa a música, bem produzida e profissional – sem ela, não há discurso que resista ao mercado musical.

Reprodução

Gatos e Ratos – Odair José

Odair José nunca deixou de ser rock and roll. Mas desde o disco anterior, Dia 16, pode-se dizer que o artista está pesando a mão nas distorções. Agora, em Gatos e Ratos, isso se confirma. Com riffs de hard rock e até uns vocais mais gritados aqui e ali, Odair se entrega ao peso com letras libertárias que falam sobre sexo, comportamento e política.

Reprodução

Bandida – MC Carol

Muito se fala sobre o funk proibidão, mas poucos já foram a um fluxo ver como a coisa é de perto. E mesmo as músicas que caem no Spotify ou outras plataformas “oficiais” são transformadas para versões mais palatáveis para o ouvido. Mas agora temos Bandida, que é a experiência mais próxima de ir ao batidão. MC Carol fala sobre sexo, polícia, feminismo e violência de uma forma tão natural que assusta os menos acostumados. MC Carol misturou faixas já conhecidas como “Não Foi Cabral” (que ganhou remix de Leo Justi, o produtor do disco) com novidades como a arrepiante “Delação Premiada” (lançada como single pouco tempo antes do álbum). É o heavy baile no streaming!

Reprodução

Sou Filho da Lua – MC Guimê

MC Guimê começou no rap e, num determinado momento, viu que o funk era mais viável para fazer a sua carreira. Depois de cinco anos soltando singles e clipes (todos com milhões de visualizações), o funkeiro fez rap em seu álbum de estreia. Destaque para “Sampa” (com Rael e Emicida), “Gata Eu Vim Do Gueto” (com a ConeCrew Diretoria) e “Viva La Vida” (com Tropkillaz) que abre e fecha o CD numa versão remix. “O objetivo é chegar num nível bacana de qualidade musical, expandir o trabalho pra todo mundo, fazer um DVD a partir desse disco e ter essa identidade, essa característica de fazer muita música e muito vídeo”, disse em entrevista para a Billboard Brasil.

Reprodução

Soy - Lali
Lali Espósito é um dos grandes nomes do pop argentino e lançou o álbum Soy para se firmar como artista solo. Figura carimbada na TV, cinema e teatro, esse segundo trabalho finca raízes na música com um diferencial: há uma gama maior de gêneros. Em vez do dominante pop, Lali se arrisca pela música eletrônica, R&B e até dubstep. Um disco bastante diversificado e com uma produção que não deixa a desejar.

Leia a entrevista que fizemos com Lali no especial Latinos 

Reprodução

Sabotage - Sabotage
Foram apenas 29 anos de vida e três de carreira, mas o suficiente para Sabotage se tornar o nome mais cultuado do rap nacional. Agora, 14 anos depois da sua morte, gravações inéditas ganham um álbum homônimo ao rapper com produção de Instituto (Tejo Damasceno e Rica Amabis) e Daniel Ganjaman. A ideia foi produzir as músicas com participações de quem conviveu ou trabalhou com Sabotage. Aparecem DJ Nutz, Negra Li, Rappin’ Hood, Rodrigo Brandão, Dexter e DJ Cia, entre tantos outros. O disco tenta responder a impossível pergunta: “O que Sabotage estaria fazendo hoje?”. Mesmo não sabendo a resposta, dá pra saber que o disco chegou perto.

Reprodução

Energía - J.Balvin
Mais recente álbum do colombiano J.Balvin, Energía ganhou versão brasileira com participações de Anitta e Projota. “Creio que agora é que começa a história de J.Balvin. Fizemos esse disco não pensando apenas no som, mas nas raízes latinas. É um trabalho para o mundo”, disse ao jornal Metro do seu país. Parece que ele estava certo: Energía liderou o ranking Top Latin Albuns e alcançou a 38º posição no Billboard 200. Leia a matéria que fizemos sobre ele em nosso especial Latinos.

Reprodução

Boogie Naipe – Mano Brown

O líder dos Racionais MC’s resolveu homenagear a música negra, especialmente os sons que vieram antes do gênero do seu grupo, o rap. Para isso, juntou Lino Kriss, Ellen Oleria, Hyldon, William Magalhães, Carlos Dafé, Seu Jorge e mais uma infinidade de artistas para recriar o clima dos bailes black dos anos 1970 e 1980. Leia o texto sobre o álbum aqui.

Reprodução

Flor de Lótus – Dexter

O esperado segundo álbum solo de estúdio do rapper Dexter chegou nesse ano e não decepcionou. Surpreende chegando em ritmo de pagode com o grupo Katinguelê e segue no rap, auxiliado pela bela voz de Terra Preta. Entre as participações, estão Edi Rock, Ed Motta, Gilson e até Dr. Jayme, juiz que assinou a liberdade do rapper e entendeu que ele tinha mais utilidade fora do que dentro da prisão (ou “exílio”, como o rapper diz). Dexter esteve na redação da Billboard Brasil para falar sobre esse trabalho.

Reprodução

Joanne – Lady Gaga

Lady Gaga ficou três anos longe do pop – depois de Artpop, de 2013, se dedicou ao disco de jazz com Tony Bennett. E a sua volta se dá de maneira diferente: sai a “bateção de cabelo” e entram músicas de fundo sentimental (o disco leva o nome de uma tia, já falecida, e serve como homenagem a ela). Pode ser que Joanne não produza hinos como os álbuns anteriores, mas o álbum serve para mostrar o quão plural e completa é Lady Gaga.

Reprodução

A Seat At The Table – Solange

Ser irmã de Beyoncé não deve ser lá muito fácil. Irmã e cantora, menos ainda. Irmã, cantora e lançando um álbum pós-Lemonade, nem se fala. Mas Solange encarou o desafio e lançou um trabalho que bate forte nas questões raciais e de gênero. Muitos podem acusar Solange de aproveitar as ideias do álbum da irmã, mas a cantora mostra personalidade e faz um belíssimo trabalho. As mulheres estão com tudo – e não apenas no discurso.

Reprodução

HERE – Alicia Keys

Depois de quatro anos sem um álbum de inéditas, a cantora chega com um álbum impactante. Alicia mostra que domina o processo e, junto com parceiros como Pharrell Williams, Emily Sandé e Swizz Beatz, compôs e produziu todo o trabalho. “Blended Family (What You Do for Love)”, o primeiro single, é a única faixa que conta com participação de outro artista nos vocais – ASAP Rocky faz as vezes.

Reprodução

Anavitória - Anavitória

O primeiro álbum de estúdio da dupla Anavitória, homônimo, apresenta as duas jovens do Tocantins com faixas autorais e um som romântico e delicado que elas gostam de chamar de Pop Rural. Produzido por Tiago Iorc, conta com a participação dele na faixa “Trevo (Tu)”.

Reprodução

Mahmundi – Mahmundi

Vem do Rio de Janeiro uma das mais novas vozes da música nacional. Imagine você um Kid Abelha atualizado e com uma produção afiada. A bela voz de Mahmundi aparece sobre guitarra e programações afinada com os tempos atuais.

Reprodução

Tropix – Céu

O quarto álbum da Céu chegou um pouquinho diferente: beats, efeitos e programações eletrônicas fazem a cama para a cantora. Ela, que já teve músicas anteriores trabalhadas por DJs, dá a deixa para novos remixes pintarem por aí.

Reprodução

Eu Mesmo – Barbara Rodrix

O sobrenome é uma grife respeitada na música brasileira. Filha de Zé Rodrix, Barbara Rodrix abre o belo Eu Mesmo apenas com voz e violoncelo e dá a deixa do delicado e tocante disco que vem nas faixas seguintes. Destaque para a bem humorada (e fofa) “Rãzinha Blues”.

Reprodução

Orgunga – Rico Dalasam

O primeiro álbum de Rico Dalasam chegou depois do rapper conquistar seu público com as seis faixas do EP Modo Diverso, lançado em 2015. Se o assunto é diversidade, o som não poderia ser diferente: tem som pra balada, rap com produção mais pesada e até rock and roll.

Reprodução

Anti – Rihanna

Rihanna não para nunca, seja participando de singles de outros artistas ou lançando sua marca de roupas. Mas quatro anos sem álbum próprio já estava deixando seus fãs nervosos. E no finalzinho de janeiro chegou Anti, seu oitavo disco. E, claro, chegou para causar: só o primeiro single, “Work”, com Drake, já rendeu assunto para um mês de internet, no mínimo.

Reprodução

Mind Of Mine – Zayn

A expectativa é sempre bastante grande quando um integrante deixa uma banda para apostar na carreira solo. Quando é o caso de boy band, então, parece que todos ficam esperando para saber se aquele cara vai conseguir sobreviver sem os companheiros. Mas Zayn se saiu muito bem e apresenta um som focado no R&B, bastante adulto se comparado com a One Direction. Agora, que venha a prova do segundo disco.

Reprodução

The Life Of Pablo – Kanye West

2016 tem sido um ano bastante agitado para Kanye West. Mas não resuma o álbum The Life Of Pablo a “Famous”, a polêmica faixa que cita Taylor Swift. Kanye consegue surpreender com novos beats, rimas e possibilidades dentro do hip hop, além de apresentar novos nomes (Desiigner subiu no Hot 100 com sua música Panda depois de aparecer no álbum de West).

Reprodução

Coloring Book – Chance the Rapper

Da novíssima geração do rap norte-americano, Chance The Rapper (23 anos) chega a sua quarta mixtape – todas disponíveis apenas nos formatos digitais. "No Problem", com Lil Wayne e 2 Chainz, é o hit do álbum. Coloring Book foi o primeiro álbum exclusivamente digital a aparecer no Billboard 200 – com pico na oitava posição.

Reprodução

The Hope Six Demolition Project — PJ Harvey

O álbum é resultado de uma viagem da PJ Harvey para Kosovo e Afeganistão entre 2011 e 2014. Na volta, a cantora lançou o livro de poesias The Hollow of the Hand e o álbum The Hope Six Demolition Project saiu em abril de 2016.

Reprodução

Post Pop Depression — Iggy Pop

Qual o resultado da mistura entre Iggy Pop, Josh Homme, Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Matt Helders (Arctic Monkeys)? É o Post Pop Depression, gravado e lançado em segredo, o décimo sétimo álbum de Iggy Pop.

Reprodução

untitled unmastered. — Kendrick Lamar

Kendrick Lamar estão em tão boa fase que até um álbum lançado de surpresa no Spotify com sobras e demos faz sucesso. untitled unmastered. tem elementos de funk, jazz, soul e até samba.

Reprodução

Blackstar — David Bowie

Último álbum em vida de David Bowie. Acompanhado do grupo do jazzista Donny McCaslin, Bowie usou o ritmo para dar adeus – quando começou a produção do álbum, Bowie já tinha conhecimento da sua doença. O álbum foi primeiro lugar em cinco paradas diferentes da Billboard.

Reprodução

Starboy – The Weeknd

Terceiro álbum de estúdio de The Weeknd, Starboy chegou apresentando credenciais de um artista consagrado. Mesmo um ano após seu disco anterior – o que é um prazo ok para os dias de hoje –, Starboy era bastante aguardado e bateu recordes no streaming com o disco mais ouvido em um único dia. Também fez com que The Weeknd batesse o fenômeno Drake como artista mais ouvido do Spotify. O álbum é longo (tem 18 faixas) e tem momentos desnecessários (como “Stargirl Interlude”, com a sonolenta Lana Del Rey), mas mostrou um artista seguro e consolidado no pop. Destaque para “Sidewalks”, com Kendrick Lamar, e “Starboy”, com Daft Punk.

Reprodução

A Moon Shaped Pool — Radiohead

O 9º álbum do Radiohead chegou cercado de mistérios. Dias antes do lançamento, a banda “zerou” todas as suas mídias sociais – posts antigos foram apagados e o branco tomou conta das páginas. Logo depois, o Instagram foi municiado com um vídeo enigmático para, na sequência, o clipe de “Burn the Witch” ganhar o YouTube.

Reprodução

Lemonade — Beyoncé

O disco-filme-manifesto de Beyoncé começou a causar reações em fevereiro, quando o single “Formation” foi lançado. Com forte conteúdo anti-racismo, a opinião pública norte-americana se assustou com uma Beyoncé engajada. Em abril, chegou Lemonade, que completou o discurso. Os temas vão de traição à violência policial, além de racismo e empoderamento feminino. Who run the world?

Reprodução

Nocturnal Koreans — Wire

O pós-punk, que dominou os anos 1980 e 1990, ainda vive! Nocturnal Koreans é o 15º álbum dos veteranos ingleses do Wire, que mantém o pique e foram bastante elogiados pela crítica.

Reprodução

Malibu – Anderson .Paak

Segundo álbum de estúdio do californiano Anderson .Paak – que aos 30 anos, já soma quatro álbuns e quatro EPs. Em Malibu, .Paak une R&B ao rap com participações que vão de um coral gospel até o rapper ScHoolboy Q. Daqueles raros álbuns que fazem sentido por inteiro.

Reprodução

Ouça Mahmundi: