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Depois do temporal vem a chuva de hits dos Rolling Stones

Resenha do primeiro show da turnê Olé no Brasil

por Marcos Lauro em 21/02/2016

Rolling Stones - Estádio do Maracanã - 20/2

"Quem viu uma vez, viu todas". Esse é um comentário recorrente sobre as apresentações dos Rolling Stones. Afinal, já faz algum tempo em que uma música nova não aparece nos setlist. Mas quem não vai ao show dos ingleses por conta disso vai perder a chance de ver boa parte da história do rock bem diante dos seus olhos. Os hits são muitos e nem precisam ser listados. Além deles, ver esses senhores septuagenários em ação, dominando o palco e, acima de tudo, se divertindo, é algo que recompensa esforços.

O primeiro dessa noite no Rio de Janeiro: chegar ao Maracanã. Uma tempestade caiu sobre os cariocas. Quem chegou cedo, se molhou num nível de torcer roupa. Quem deixou pra chegar mais tarde, ficou preso no congestionamento. Outro desafio: o atraso. Também devido à forte chuva, os telões foram prejudicados. Quase meia hora depois do combinado, a banda mandou "Start Me Up", ainda com o telão direito parcialmente defeituoso.

Mick Jagger age como um lutador de rua. Canta, grita, faz gestos para a plateia. E bate. No fundo da memória afetiva dos presentes com as músicas que ouvimos desde que nos conhecemos por gente. Na plateia, um roqueiro desses bastante estereotipados - careca, cavanhaque grande e cara de mau - se vira pra trás e revela lágrimas nos olhos durante a execução de "Angie". Mais para o fim do show, uma senhora com seus 50 anos pulava feito criança em "Jumpin' Jack Flash". O telão passou a funcionar de forma definitiva em "Sympathy For The Devil", com a exibição de várias faces do sete-peles, o coisa-ruim. A reportagem não acredita nessas coisas, mas vai deixar essa informação no ar. Melhor não duvidar.

As duas últimas músicas do show - assim como nos anteriores dessa turnê - foram "You Can't Always Get What You Want" e "Satisfaction". A primeira contou com a belíssima participação do coral da PUC-Rio e a segunda mandou todos embora com a sensação de que poderia ter mais além do que duas horas de show. E temos certeza de que os velhinhos aguentariam. A impressão que fica é que Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Charlie Watts e banda de apoio estão ali se divertindo numa grande jam. Isso sim é satisfação.

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Maiara & Maraisa
5
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Marília Mendonça
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por Marcos Lauro em 21/02/2016

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"Quem viu uma vez, viu todas". Esse é um comentário recorrente sobre as apresentações dos Rolling Stones. Afinal, já faz algum tempo em que uma música nova não aparece nos setlist. Mas quem não vai ao show dos ingleses por conta disso vai perder a chance de ver boa parte da história do rock bem diante dos seus olhos. Os hits são muitos e nem precisam ser listados. Além deles, ver esses senhores septuagenários em ação, dominando o palco e, acima de tudo, se divertindo, é algo que recompensa esforços.

O primeiro dessa noite no Rio de Janeiro: chegar ao Maracanã. Uma tempestade caiu sobre os cariocas. Quem chegou cedo, se molhou num nível de torcer roupa. Quem deixou pra chegar mais tarde, ficou preso no congestionamento. Outro desafio: o atraso. Também devido à forte chuva, os telões foram prejudicados. Quase meia hora depois do combinado, a banda mandou "Start Me Up", ainda com o telão direito parcialmente defeituoso.

Mick Jagger age como um lutador de rua. Canta, grita, faz gestos para a plateia. E bate. No fundo da memória afetiva dos presentes com as músicas que ouvimos desde que nos conhecemos por gente. Na plateia, um roqueiro desses bastante estereotipados - careca, cavanhaque grande e cara de mau - se vira pra trás e revela lágrimas nos olhos durante a execução de "Angie". Mais para o fim do show, uma senhora com seus 50 anos pulava feito criança em "Jumpin' Jack Flash". O telão passou a funcionar de forma definitiva em "Sympathy For The Devil", com a exibição de várias faces do sete-peles, o coisa-ruim. A reportagem não acredita nessas coisas, mas vai deixar essa informação no ar. Melhor não duvidar.

As duas últimas músicas do show - assim como nos anteriores dessa turnê - foram "You Can't Always Get What You Want" e "Satisfaction". A primeira contou com a belíssima participação do coral da PUC-Rio e a segunda mandou todos embora com a sensação de que poderia ter mais além do que duas horas de show. E temos certeza de que os velhinhos aguentariam. A impressão que fica é que Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood, Charlie Watts e banda de apoio estão ali se divertindo numa grande jam. Isso sim é satisfação.