NOTÍCIAS

Destaque no Superstar, banda Scalene lança novo álbum

por em 18/05/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
Aproveitando o sucesso nacional causado pela participação no programa de televisão Superstar, a banda Scalene lança nessa terça-feira, 19 de maio, o segundo álbum de estúdio, Éter. Formada em 2009 na cidade de Brasília por Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe “Makako” (bateria e vocal), a Scalene conta com um público fiel oriundo da cena underground. Desde 2012 já foram lançados um EP (Cromático) e o primeiro álbum, Real/Surreal. Somente em 2015, a banda já recebeu convite para tocar nos festivais Lollapalooza Brasil e South by Southwest (SXSW), no Texas, Estados Unidos. A Billboard Brasil conversou com Gustavo Bertoni  sobre esse currículo, pouco comum para bandas do cenário underground: Como aconteceu o processo de criação e produção desse novo álbum? Foi bem parecido com o do último CD. Normalmente, levo ideias pro estúdio e fazemos jams em cima delas. Às vezes é só uma intro, o início de algo. Às vezes tenho a canção quase toda estruturada na cabeça. Em todo caso, o processo é bem colaborativo. Cada um coloca suas ideias e influências e a partir disso começamos a moldar a música. Nesse CD buscamos focar bastante no esqueleto das canções, na própria essência da composição. Os arranjos e os timbres foram melhor definidos durante a própria gravação. O processo das letras é parecido. E o Tomás (guitarrista) se encarrega de grande parte das letras também. A música "Histeria" traz a primeira letra que é toda do Lucas (baixista). O disco foi produzido pelo nosso grande amigo e parceiro Diego Marx. Ele tá com a gente desde 2012, é quase um integrante já. Gravamos bateria no estúdio do Lampadinha em São Paulo, a instrumentação toda no home studio do Diego e as vozes em um estúdio parceiro. Como é participar de um programa como o Superstar? Há alguma preparação especial para as apresentações, no caso da escolha da música, por exemplo?  É uma loucura. Inicialmente até ficamos em dúvida se era nossa cara participar. Mas hoje estamos muito animados e confortáveis de estar lá. A organização e o  profissionalismo da parada é de outro mundo. A escolha da música, pelo menos no nosso caso, tem sido nossa mesmo. Temos um produtor fenomenal trabalhando com a gente e ele está envolvido nas decisões também, mas estamos muito alinhados. Escolhemos "Surreal" como primeira música porque queríamos soltar sua mensagem e conhecemos o resultado que ela teve com nossos fãs. Ela começa calma e vai crescendo até explodir, isso funciona bem pro programa, que trabalha com versões de dois minutos das músicas. No próximo, vamos com uma mais pesada pra mostrar versatilidade e um lado mais ousado nosso. Como foi tocar para um público de festival, como o Lollapalooza? E a experiência de tocar para um público estrangeiro no SXSW? Por mais que ainda não sejamos uma banda do "mainstream", estamos crescendo bastante e temos um público bastante fiel. E no Lolla, como fomos a primeira banda do dia, grande parte do público que chegou cedo e estava no nosso show já nos conhecia. Então mesmo tocando em um festival gigante, a sensação foi de tocar para um público "nosso" ao ver todo mundo sendo caloroso e cantando as músicas. Foi muito louco ver fãs de várias partes do Brasil se conhecendo nesse show, isso não tem preço. Já no SXSW, foi completamente diferente. Os shows lá são pequenos, pra uma galera que está disposta a ver de tudo um pouco. Recebemos muitíssimo feedbacks positivos, foi muito legal. Muitos falaram que foi interessante ouvir um som tão "familiar" pra eles sendo cantado em outra língua e com um toque brasileiro.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Destaque no Superstar, banda Scalene lança novo álbum

por em 18/05/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
Aproveitando o sucesso nacional causado pela participação no programa de televisão Superstar, a banda Scalene lança nessa terça-feira, 19 de maio, o segundo álbum de estúdio, Éter. Formada em 2009 na cidade de Brasília por Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe “Makako” (bateria e vocal), a Scalene conta com um público fiel oriundo da cena underground. Desde 2012 já foram lançados um EP (Cromático) e o primeiro álbum, Real/Surreal. Somente em 2015, a banda já recebeu convite para tocar nos festivais Lollapalooza Brasil e South by Southwest (SXSW), no Texas, Estados Unidos. A Billboard Brasil conversou com Gustavo Bertoni  sobre esse currículo, pouco comum para bandas do cenário underground: Como aconteceu o processo de criação e produção desse novo álbum? Foi bem parecido com o do último CD. Normalmente, levo ideias pro estúdio e fazemos jams em cima delas. Às vezes é só uma intro, o início de algo. Às vezes tenho a canção quase toda estruturada na cabeça. Em todo caso, o processo é bem colaborativo. Cada um coloca suas ideias e influências e a partir disso começamos a moldar a música. Nesse CD buscamos focar bastante no esqueleto das canções, na própria essência da composição. Os arranjos e os timbres foram melhor definidos durante a própria gravação. O processo das letras é parecido. E o Tomás (guitarrista) se encarrega de grande parte das letras também. A música "Histeria" traz a primeira letra que é toda do Lucas (baixista). O disco foi produzido pelo nosso grande amigo e parceiro Diego Marx. Ele tá com a gente desde 2012, é quase um integrante já. Gravamos bateria no estúdio do Lampadinha em São Paulo, a instrumentação toda no home studio do Diego e as vozes em um estúdio parceiro. Como é participar de um programa como o Superstar? Há alguma preparação especial para as apresentações, no caso da escolha da música, por exemplo?  É uma loucura. Inicialmente até ficamos em dúvida se era nossa cara participar. Mas hoje estamos muito animados e confortáveis de estar lá. A organização e o  profissionalismo da parada é de outro mundo. A escolha da música, pelo menos no nosso caso, tem sido nossa mesmo. Temos um produtor fenomenal trabalhando com a gente e ele está envolvido nas decisões também, mas estamos muito alinhados. Escolhemos "Surreal" como primeira música porque queríamos soltar sua mensagem e conhecemos o resultado que ela teve com nossos fãs. Ela começa calma e vai crescendo até explodir, isso funciona bem pro programa, que trabalha com versões de dois minutos das músicas. No próximo, vamos com uma mais pesada pra mostrar versatilidade e um lado mais ousado nosso. Como foi tocar para um público de festival, como o Lollapalooza? E a experiência de tocar para um público estrangeiro no SXSW? Por mais que ainda não sejamos uma banda do "mainstream", estamos crescendo bastante e temos um público bastante fiel. E no Lolla, como fomos a primeira banda do dia, grande parte do público que chegou cedo e estava no nosso show já nos conhecia. Então mesmo tocando em um festival gigante, a sensação foi de tocar para um público "nosso" ao ver todo mundo sendo caloroso e cantando as músicas. Foi muito louco ver fãs de várias partes do Brasil se conhecendo nesse show, isso não tem preço. Já no SXSW, foi completamente diferente. Os shows lá são pequenos, pra uma galera que está disposta a ver de tudo um pouco. Recebemos muitíssimo feedbacks positivos, foi muito legal. Muitos falaram que foi interessante ouvir um som tão "familiar" pra eles sendo cantado em outra língua e com um toque brasileiro.