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Dez marchinhas fundamentais para curtir o Carnaval

por em 03/02/2016
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mais que o Carnaval seja uma festa cada vez mais abrangente e heterogênea, quando pensamos em gêneros musicais é difícil escapar das tradicionais marchinhas. Composições como “Cabeleira Do Zezé”, “Cachaça” e “Oh Abre Alas” ecoam por bailes e avenidas de todas as cidades do país e são verdadeiros patrimônios culturais tupiniquins. Para que você possa curtir o Carnaval da forma mais legítima possível, separamos dez marchinhas fundamentais para os foliões. Prepare a fantasia e som na caixa! “Chiquita Bacana” “Chiquita Bacana” – aquela lá da Martinica – é uma composição de Alberto Ribeiro e de João de Barro, o lendário Braguinha e ficou famosa na voz de Emilinha Borba. A marchinha de 1948 é uma das mais conhecidas do Brasil e chegou a ganhar versões em inglês, espanhol e francês (“Chiquita Madame De La Martinique”). “Maria Sapatão” A composição dessa marchinha é do carioca João Roberto Kelly, mas ela caiu nas graças do brasileiro com Chacrinha. Invariavelmente, o velho guerreiro, que também participou da criação da música na década de 1950, entoou os famosos versos “De dia é Maria/ De noite é João” em seu programa. “Aurora” O multitalentoso Mario Lago chegou a dizer que “Aurora” foi composta numa Quarta-Feira de Cinzas, numa época em que o dia que anunciava o fim do Carnaval era realmente de tristeza para os foliões. Criada em parceria com Roberto Roberti no início da década de 1940, a marchinha ganhou ainda mais força na voz de Carmem Miranda. “Me Dá Um Dinheiro Aí” Composta pelo trio Homer, Ivan e Glauco Ferreira, em 1959, esta marchinha é, sem dúvida, uma das mais conhecidas até hoje. A fama da súplica por um dinheirinho se deve a Moacir Franco, que, à época, interpretava um mendigo que dizia a frase num quadro do programa Praça Da Alegria. Inspirados no bordão, os três compositores criaram a marchinha que caiu nas graças do Brasil. “Cachaça” Com um aviso que combina muito com o clima de Carnaval – cachaça não é água, minha gente! –, a marchinha foi composta por Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato em 1953. Após mais de 20 anos, o londrinense Marinósio Filho ganhou na Justiça o direito de também ser considerado um dos autores da canção. “Ó Abre Alas” A composição mais conhecida de Chiquinha Gonzaga é considerada a primeira marchinha de Carnaval da história. Feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro (do Rio de Janeiro), “Ó Abre Alas” foi composta em 1899, na época em que a musicista já era avó (!). Sua importância é ainda maior por ter consolidado a marchinha como o gênero musical do Carnaval brasileiro. Naquele período, nos bailes mascarados dos salões, a elite do país dançava ao som de polcas, valsas e quadrilhas. Com “Ó Abre Alas”, tudo mudou. “O Teu Cabelo Não Nega” Além de ter embalado muitos carnavais, esta marchinha ganhou notoriedade por algumas polêmicas. Composta pelos Irmãos Valença, autores conhecidos do Carnaval de Pernambuco, “O Teu Cabelo Não Nega” foi regravada, com algumas alterações, pelo carioca Lamartine Babo. No crédito do disco que continha a nova versão, a canção foi creditada apenas a Babo, fazendo com que a dupla pernambucana entrasse com uma ação judicial contra a gravadora e ganhasse em todas as instâncias. Além disso, nos dias atuais, há quem queira barrar a famosa marchinha por um suposto conteúdo racista. Ainda assim, ela segue como patrimônio cultural brasileiro. “Mamãe, Eu Quero” Composta por Jararaca e Vicente Paiva, “Mamãe, Eu Quero” ganhou fama na voz de Carmen Miranda. No livro História Do Carnaval Carioca, de Eneida de Moraes, o cantor e musicólogo Almirante contou que na hora da gravação, em 1937, a faixa não tinha a duração exigida para o disco. Então, Jararaca e ele completaram a marchinha fazendo um diálogo improvisado na hora. Segundo ele, teve até erro de acordes na execução final. Deu certo e a marchinha segue como uma das mais populares do Carnaval. “Allah-la-ô” Bem adequada para o calor senegalês que vamos passar nos próximos dias, “Allah-la-ô” foi composta por Haroldo Lobo em parceria com Antônio Nássara, no início da década de 1940. De acordo com o jornalista Ruy Castro, a marchinha nasceu de um diálogo com o também cantor Carlos Galhardo. Nássara teria dito que Galhardo tinha cara de árabe e, já mandou o título da canção na hora. Com os retoques de Lobo, nasceu a famosa marchinha. “Cabeleira Do Zezé” Uma das músicas mais executadas do Carnaval brasileiro foi composta por João Roberto Kelly. A história da marchinha começou em 1963, no Bar São Jorge, em Copacabana, quando Kelly quis brincar com um garçom chamado José, que tinha os cabelos compridos. À época, não era muito comum ver cabeludos por aí. Após algumas conversas com o amigo e ator Roberto Faissal, “Cabeleira Do Zezé” estava pronta. (Foto: Luiz Fabiano/Pref. Olinda)
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Dez marchinhas fundamentais para curtir o Carnaval

por em 03/02/2016
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