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Diana Krall se joga no pop em novo disco

por em 12/02/2015
A ca
ntora e pianista Diana Krall quer deixar uma coisa clara sobre Wallflower, seu novo disco: ele é pop, não jazz. Em seu 12º álbum, Diana convocou o produtor e músico David Foster – vencedor de 16 Grammy – para tocar piano, e priorizou os vocais. Outros artistas prestigiados participaram do trabalho, como Stephen Stills, Graham Nash, Michael Bublé e Bryan Adams. O repertório conta com baladas pop dos anos 1960 e 1970, incluindo “California Dreamin’”, do The Mamas And The Papas, e “Sorry Seems To Be The Hardest Word”, de Elton John. A faixa-título é uma canção obscura de Bob Dylan, que Diana descobriu em compilações não oficiais do cantor. Após complicações advindas de uma pneumonia, a cantora foi forçada a adiar o lançamento do álbum, que chegou ao mercado apenas nesta semana – e já aparece no Top 10 do Billboard 200. Mas agora está olhando para o futuro: inicia uma turnê no próximo dia 25 e bateu um papo com a Billboard. Por que você quis fazer um álbum pop? Eu tive a chance de trabalhar com David Foster, que eu conheço há um bom tempo. Senti que este era o momento certo e ele era a pessoa certo para gravar este disco. David tem essa influência do jazz, mas ele também é um grande produtor pop e um incrível músico de acompanhamento. Fui descobrindo isso ao longo do trabalho. Deixei claro que não queria fazer um disco de jazz... Queria um trabalho pop que mantivesse a integridade das melodias originais e as mudanças de acordes. Você tem um conexão pessoal com essas canções dos anos 1960 e 1970? Eu não acho que conseguiria trabalhar com coisas que eu não tenha conexão. Não é como se eu tivesse pegando canções de uma outra época que não significam nada para mim. Eu cantei música pop por muito tempo na minha vida. Era como uma jovem normal que ouvia pop – Crowded House, Linda Ronstadt, Bryan Adams – e aprendia a tocar as música. Elton John sempre será o meu herói, assim como Oscar Peterson. Como foi trabalhar com Paul McCartney no álbum Kisses On The Bottom ? O tempo em que estive com Paul foi, provavelmente, uma das melhores experiências da minha vida. Ele é incrível e uma ótima pessoa. Eu fui a líder da banda, a pianista e a musicista acompanhante. Adorei estar nesses papéis. Todos os dias era um prazer entrar no estúdio e ver Paul e o produtor Tommy Li Puma trabalhando juntos. Paul escreveu muitas baladas românticas para o seu próprio disco, mas, felizmente para mim, “If I Take You Home Tonight” não foi incluída. Eu perguntei se poderia colocá-la no meu disco e ele respondeu “claro!”. O quão excitante é gravar uma nova música de Paul McCartney? É uma das minhas favoritas no álbum. Você está preocupada com a reação dos fãs para Wallflower? Acha que alguns podem pensar que você está trocando o jazz pelo pop? Eu não acho que esteja abandonando nada... Sempre me vi como uma pianista de jazz antes de tudo. Minha maior influência é Nat King Cole. Entretanto, não me coloco na mesma categoria que ele. Eu sei que alguns gostarão do álbum e outros não. Não posso controlar isso... Você apenas quer fazer um disco maravilhoso, que você ame, vindo de um lugar honesto e esperando que as pessoas o amem.
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Diana Krall se joga no pop em novo disco

por em 12/02/2015
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ntora e pianista Diana Krall quer deixar uma coisa clara sobre Wallflower, seu novo disco: ele é pop, não jazz. Em seu 12º álbum, Diana convocou o produtor e músico David Foster – vencedor de 16 Grammy – para tocar piano, e priorizou os vocais. Outros artistas prestigiados participaram do trabalho, como Stephen Stills, Graham Nash, Michael Bublé e Bryan Adams. O repertório conta com baladas pop dos anos 1960 e 1970, incluindo “California Dreamin’”, do The Mamas And The Papas, e “Sorry Seems To Be The Hardest Word”, de Elton John. A faixa-título é uma canção obscura de Bob Dylan, que Diana descobriu em compilações não oficiais do cantor. Após complicações advindas de uma pneumonia, a cantora foi forçada a adiar o lançamento do álbum, que chegou ao mercado apenas nesta semana – e já aparece no Top 10 do Billboard 200. Mas agora está olhando para o futuro: inicia uma turnê no próximo dia 25 e bateu um papo com a Billboard. Por que você quis fazer um álbum pop? Eu tive a chance de trabalhar com David Foster, que eu conheço há um bom tempo. Senti que este era o momento certo e ele era a pessoa certo para gravar este disco. David tem essa influência do jazz, mas ele também é um grande produtor pop e um incrível músico de acompanhamento. Fui descobrindo isso ao longo do trabalho. Deixei claro que não queria fazer um disco de jazz... Queria um trabalho pop que mantivesse a integridade das melodias originais e as mudanças de acordes. Você tem um conexão pessoal com essas canções dos anos 1960 e 1970? Eu não acho que conseguiria trabalhar com coisas que eu não tenha conexão. Não é como se eu tivesse pegando canções de uma outra época que não significam nada para mim. Eu cantei música pop por muito tempo na minha vida. Era como uma jovem normal que ouvia pop – Crowded House, Linda Ronstadt, Bryan Adams – e aprendia a tocar as música. Elton John sempre será o meu herói, assim como Oscar Peterson. Como foi trabalhar com Paul McCartney no álbum Kisses On The Bottom ? O tempo em que estive com Paul foi, provavelmente, uma das melhores experiências da minha vida. Ele é incrível e uma ótima pessoa. Eu fui a líder da banda, a pianista e a musicista acompanhante. Adorei estar nesses papéis. Todos os dias era um prazer entrar no estúdio e ver Paul e o produtor Tommy Li Puma trabalhando juntos. Paul escreveu muitas baladas românticas para o seu próprio disco, mas, felizmente para mim, “If I Take You Home Tonight” não foi incluída. Eu perguntei se poderia colocá-la no meu disco e ele respondeu “claro!”. O quão excitante é gravar uma nova música de Paul McCartney? É uma das minhas favoritas no álbum. Você está preocupada com a reação dos fãs para Wallflower? Acha que alguns podem pensar que você está trocando o jazz pelo pop? Eu não acho que esteja abandonando nada... Sempre me vi como uma pianista de jazz antes de tudo. Minha maior influência é Nat King Cole. Entretanto, não me coloco na mesma categoria que ele. Eu sei que alguns gostarão do álbum e outros não. Não posso controlar isso... Você apenas quer fazer um disco maravilhoso, que você ame, vindo de um lugar honesto e esperando que as pessoas o amem.