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“Diferente de tudo”, diz Eduardo Costa sobre "Sapequinha"

por em 20/08/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
O cantor Eduardo Costa vive um ano romântico. Após lançar no começo de 2015, junto com o cantor Leonardo, o Cabaré, CD e DVD que homenageiam canções de amor habituais no ambiente que dá nome ao projeto, o mineiro vai ainda mais fundo no romantismo em seu novo álbum, Vivendo E Aprendendo. Quase 100% autoral (com exceção da faixa “Um Louco”), Eduardo mergulha no amor. O cantor e compositor fala de saudade em “Você Tem Razão” e “Eu Amei Demais”, deixa o “coração rasgar” em “Fala” e dá um recado para quem o dispensou na faixa-homônima. De muitas formas o amor é representado em Vivendo E Aprendendo. A faixa que destoa desta onda é “Sapequinha”, primeiro single do disco e número 1 na última semana do Hot 100 Brasil. Nela dá pra sentir a forte presença de outra onda que dita o ritmo do álbum: a música latina – seja por influência do flamenco, ou do chamamé e do bolero, dois conhecidos antigos da música sertaneja. Costumam associar seu nome à música sertaneja. Você diria que, depois deste álbum, é errado dar esse rótulo? Eu sou sertanejo porque nasci na roça e tenho toda uma vertente caipira. Mas se você for pegar esse CD, tem mais música latina do que sertaneja, muita influência flamenca e cigana. Acho bom que as pessoas me associem ao sertanejo, mas, se você for levar ao pé da letra, não é sertanejo. Está muito mais para o romantismo. Em Vivendo E Aprendendo, você atua na produção. O que você buscou como sonoridade para este disco? Já é o terceiro disco que eu mesmo produzo. Antes eu fazia esse trabalho junto com o César Augusto, ou o Pinóquio, mas dessa vez eu mesmo assino a produção (com Romário Rodrigues). Eu busquei muito os discos latinos: Luis Miguel, Julio Iglesias, Ricky Martin, Enrique Iglesias, Luis Fonsi, Cristian Castro, Jesse & Joy... Eu procurei isso porque é o que gosto de ouvir no dia a dia. A música de trabalho “Sapequinha” tem muito a pegada da música latina... Bem pop latino, aquela coisa do flamenco com o eletrônico, tem muito isso. É diferente de tudo que eu já tinha lançado antes. Mas é bem diferente de todo o resto do trabalho, destoa do clima romântico do disco. Eu venho de um romantismo com o Cabaré, com o Leonardo, e esse disco é romântico, então eu pensei: “seu eu for trabalhar uma música agora, vai ficar um disco de dormir”. Então eu preferi lançar uma música mais pra cima. Você acha que o povo gosta mais de música de amor ou de farra? De amor. Música de farra tem um momento, um churrasco, uma festinha. Mas na hora que o cara tá no carro ou no trânsito, que ele vai ouvir, a música que ele ouve é a música romântica. É um disco de “sofrência”? O disco pode ser para quem está sofrendo ou não. Eu não gosto de música de corno, sabe, aquela música que o cara tomou o chifre e perdoou, dessa eu não gosto de jeito nenhum. Eu gosto de música romântica, do cara que está tentando conquistar a mulher, do cara que tenta reconquistar a mulher... Eu vejo o povo falar e usar o termo “sofrência” por causa de alguns artistas, mas eu já faço “sofrência” há mais de dez anos. É o 13º na sua carreira, desde 2003, é quase um por ano. É um ritmo bom? Acho que é um ritmo bom, sim. Se eu pudesse, gravaria um disco a cada dois anos, mas a gravadora não permite. Acho que um ano é um tempo muito pequeno para divulgar as músicas. Mas sempre foi assim e eu não vou fugir do esquema. Esse disco é todo autoral. Como é compor pra você? Gosto demais de compor. É mais fácil cantar o que a gente escreve, é mais verdadeiro. Eu normalmente componho de madrugada, porque a madrugada tem a ver com o romantismo. E o Cabaré 2, vai sair? O Cabaré vai ser um projeto que vai sair de dois em dois anos. Era pra sair esse ano ainda, mas o grande estouro do primeiro está sendo agora. “Sapequinha” estreou em primeiro lugar na última semana, deve ter uma vida longa no ranking ainda. Mas já tem em mente qual a próxima aposta de sucesso? A próxima deve ser “Um Louco”, a faixa-bônus. E fala de amor. https://www.youtube.com/watch?v=YSUYbiOe0-k  
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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“Diferente de tudo”, diz Eduardo Costa sobre "Sapequinha"

por em 20/08/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
O cantor Eduardo Costa vive um ano romântico. Após lançar no começo de 2015, junto com o cantor Leonardo, o Cabaré, CD e DVD que homenageiam canções de amor habituais no ambiente que dá nome ao projeto, o mineiro vai ainda mais fundo no romantismo em seu novo álbum, Vivendo E Aprendendo. Quase 100% autoral (com exceção da faixa “Um Louco”), Eduardo mergulha no amor. O cantor e compositor fala de saudade em “Você Tem Razão” e “Eu Amei Demais”, deixa o “coração rasgar” em “Fala” e dá um recado para quem o dispensou na faixa-homônima. De muitas formas o amor é representado em Vivendo E Aprendendo. A faixa que destoa desta onda é “Sapequinha”, primeiro single do disco e número 1 na última semana do Hot 100 Brasil. Nela dá pra sentir a forte presença de outra onda que dita o ritmo do álbum: a música latina – seja por influência do flamenco, ou do chamamé e do bolero, dois conhecidos antigos da música sertaneja. Costumam associar seu nome à música sertaneja. Você diria que, depois deste álbum, é errado dar esse rótulo? Eu sou sertanejo porque nasci na roça e tenho toda uma vertente caipira. Mas se você for pegar esse CD, tem mais música latina do que sertaneja, muita influência flamenca e cigana. Acho bom que as pessoas me associem ao sertanejo, mas, se você for levar ao pé da letra, não é sertanejo. Está muito mais para o romantismo. Em Vivendo E Aprendendo, você atua na produção. O que você buscou como sonoridade para este disco? Já é o terceiro disco que eu mesmo produzo. Antes eu fazia esse trabalho junto com o César Augusto, ou o Pinóquio, mas dessa vez eu mesmo assino a produção (com Romário Rodrigues). Eu busquei muito os discos latinos: Luis Miguel, Julio Iglesias, Ricky Martin, Enrique Iglesias, Luis Fonsi, Cristian Castro, Jesse & Joy... Eu procurei isso porque é o que gosto de ouvir no dia a dia. A música de trabalho “Sapequinha” tem muito a pegada da música latina... Bem pop latino, aquela coisa do flamenco com o eletrônico, tem muito isso. É diferente de tudo que eu já tinha lançado antes. Mas é bem diferente de todo o resto do trabalho, destoa do clima romântico do disco. Eu venho de um romantismo com o Cabaré, com o Leonardo, e esse disco é romântico, então eu pensei: “seu eu for trabalhar uma música agora, vai ficar um disco de dormir”. Então eu preferi lançar uma música mais pra cima. Você acha que o povo gosta mais de música de amor ou de farra? De amor. Música de farra tem um momento, um churrasco, uma festinha. Mas na hora que o cara tá no carro ou no trânsito, que ele vai ouvir, a música que ele ouve é a música romântica. É um disco de “sofrência”? O disco pode ser para quem está sofrendo ou não. Eu não gosto de música de corno, sabe, aquela música que o cara tomou o chifre e perdoou, dessa eu não gosto de jeito nenhum. Eu gosto de música romântica, do cara que está tentando conquistar a mulher, do cara que tenta reconquistar a mulher... Eu vejo o povo falar e usar o termo “sofrência” por causa de alguns artistas, mas eu já faço “sofrência” há mais de dez anos. É o 13º na sua carreira, desde 2003, é quase um por ano. É um ritmo bom? Acho que é um ritmo bom, sim. Se eu pudesse, gravaria um disco a cada dois anos, mas a gravadora não permite. Acho que um ano é um tempo muito pequeno para divulgar as músicas. Mas sempre foi assim e eu não vou fugir do esquema. Esse disco é todo autoral. Como é compor pra você? Gosto demais de compor. É mais fácil cantar o que a gente escreve, é mais verdadeiro. Eu normalmente componho de madrugada, porque a madrugada tem a ver com o romantismo. E o Cabaré 2, vai sair? O Cabaré vai ser um projeto que vai sair de dois em dois anos. Era pra sair esse ano ainda, mas o grande estouro do primeiro está sendo agora. “Sapequinha” estreou em primeiro lugar na última semana, deve ter uma vida longa no ranking ainda. Mas já tem em mente qual a próxima aposta de sucesso? A próxima deve ser “Um Louco”, a faixa-bônus. E fala de amor. https://www.youtube.com/watch?v=YSUYbiOe0-k