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Dimitri Vegas & Like Mike e Armin Van Buuren dão o tom do Tomorrowland Brasil

por em 03/05/2015

Por Gabriela Rodriguez

O festival belga Tomorrowland chegou pela primeira vez ao Brasil em 2015 para provar o tamanho do público da música eletrônica no país e na América Latina. Com previsão de atrair até 200 mil pessoas nos três dias (de 2 a 4 de maio) na Fazenda Maeda, em Itu, o evento reuniu importantes nomes do gênero de todo o mundo e uma multidão de brasileiros, hermanos e europeus.

Depois de lotar a tenda eletrônica do Lollapalooza Brasil com muito mais gente além de sua capacidade há pouco mais de um mês, Steve Aoki reuniu milhares de pessoas no Tomorrowland Brasil com seus shows no Mainstage na sexta (1º/05) e no palco que levou o nome de sua gravadora, Dim Mak, no sábado (2/05). O set do DJ incluiu canções pop remixadas bem conhecidas do público – uma tendência em quase todos os headlines – mas também tocou hits próprios, como “Darker Than Blood”, nova parceria com o Linkin Park, que encerrou o show. E, mesmo fora do palco principal, o DJ americano conseguiu manter a energia em alta e não deixou ninguém parado por uma hora e meia ininterrupta.

Entre um show e outro é possível caminhar pelas áreas do espaço – de 1,2 milhão de metros quadrados – e perceber o capricho na decoração e em a toda estrutura, que levou um mês pra ficar pronta. Há luzes coloridas nas árvores, máquinas de bolas de sabão, fontes de água e cogumelos gigantes. Há também diversos locais para descanso (com sombra!), banheiros sem fila (com local para lavar as mãos!) e barraquinhas de comida espalhadas por todos os lugares. Tudo para dar uma sensação de universo paralelo e de fantasia – a proposta do festival em todas as suas edições.

No entanto, como em quase todo evento deste porte no Brasil, os preços salgados pegaram muita gente desprevenida. Um copo de cerveja, por exemplo, custa R$ 11. E, apesar da equipe gigante de limpeza, faltou quem pudesse dar informações enquanto a música rolava solta. Se você precisa saber alguma coisa, tem que andar até o centro do Tomorrowland, onde um grande globo giratório iluminado abriga o Centro de Informações. Outra opção para se informar é o aplicativo de celular do festival, que funciona mesmo sem conexão à internet – coisa difícil de se conseguir, aliás – e fornece informações sobre os horários dos shows, um mapa e curiosidades sobre os DJs. Infelizmente a ferramenta é toda em inglês e poderia ser melhor desenvolvida no quesito praticidade.

Outro problema enfrentado pelos visitantes é a super lotação do estacionamento, que provoca congestionamento na saída, além de ser longe da área dos palcos, o que exige uma caminhada de mais de três quilômetros de quem já enfrentou uma maratona ao longo do dia.

Mas quem assistiu Hardwell em ação ontem (2/05) garantiu que o esforço valeu a pena. “O melhor DJ do mundo”, como ele se auto denomina, é o mais esperado em festivais de música no mundo todo, incluindo o Tomorrowland da Bélgica. No Brasil não foi diferente. Depois de um show lotado no Mainstage na sexta-feira, o DJ voltou a atrair uma multidão para a tenda Hardwell presents Revealed na noite de ontem. Quem chegou perto da hora do show acabou ficando fora da tenda, onde o som não era dos melhores. Mas isso não foi problema quando as batidas de “Call Me Spaceman” começaram. Na verdade, nada parecia ser um problema em meio a toda a energia criada pela mistura de música eletrônica e cenários fantasiosos que movem o Tomorrowland.

Entre as apresentações dos headlines ou até durante elas, os palcos menores atraem quem é fã de uma música eletrônica menos comercial. O palco Warung Savage, por exemplo, tocou para os amantes de Deep House durante todo o sábado. Uma surpresa foi o show do Borgore, que conseguiu segurar um bom número de pessoas no palco Dim Mak mesmo durante o show de Hardwell.

[caption id="attachment_31769" align="aligncenter" width="607"]Foto: Reprodução/Instragram Foto: Reprodução/Instragram[/caption]

Uma das performances mais esperadas do festival era a dos irmãos belgas Dimitri Vegas & Like Mike no Mainstage. De longe os favoritos no lineup de sábado, a dupla de DJs de EDM (Eletronic Dance Music) fez um show repleto de hits eletrônicos próprios, como “Find Tomorrow” e “Tremor” (cujas batidas estavam presentes em grande parte dos shows do dia), e outras músicas conhecidas do público, como um remix de “Snow”, do Red Hot Chili Peppers, e da mais nova “Let Her Go”, do Passenger.  Like Mike fez – direitinho – seu trabalho de interação com o público e até mostrou habilidade com o português. Sob gritos de “faz barulho, caralho!”,  a plateia esqueceu o frio e o cansaço e pulou ainda mais entre a meia-noite e a uma hora da madrugada com os hit makers.

[caption id="attachment_31768" align="aligncenter" width="602"]Foto: rudgrcom/Reprodução/Instagram Foto: rudgrcom/Reprodução/Instagram[/caption]

Quem também não decepcionou foi Armin Van Buuren. O DJ de trance music, que já foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, compensou o show repleto de hits de Dimitri Vegas & Like Mike trazendo para o encerramento do Mainstage ontem um set com mais batidas e menos vocais do que outros artistas do festival.

Apesar de ter sido reproduzido durante o festival por diversos músicos, seu hit “Ping Pong” - além de “This Is What It Feels Like” – seguraram  a multidão até o último minuto do sábado. Com olhos marejados, visíveis no telão gigante em forma de livro (que abre todos os dias do festival ao cair da noite e se fecha com a última apresentação), Armin traduziu a emoção que boa parte do púbico sentiu com a energia que dominou a Fazenda Maeda.
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Dimitri Vegas & Like Mike e Armin Van Buuren dão o tom do Tomorrowland Brasil

por em 03/05/2015

Por Gabriela Rodriguez

O festival belga Tomorrowland chegou pela primeira vez ao Brasil em 2015 para provar o tamanho do público da música eletrônica no país e na América Latina. Com previsão de atrair até 200 mil pessoas nos três dias (de 2 a 4 de maio) na Fazenda Maeda, em Itu, o evento reuniu importantes nomes do gênero de todo o mundo e uma multidão de brasileiros, hermanos e europeus.

Depois de lotar a tenda eletrônica do Lollapalooza Brasil com muito mais gente além de sua capacidade há pouco mais de um mês, Steve Aoki reuniu milhares de pessoas no Tomorrowland Brasil com seus shows no Mainstage na sexta (1º/05) e no palco que levou o nome de sua gravadora, Dim Mak, no sábado (2/05). O set do DJ incluiu canções pop remixadas bem conhecidas do público – uma tendência em quase todos os headlines – mas também tocou hits próprios, como “Darker Than Blood”, nova parceria com o Linkin Park, que encerrou o show. E, mesmo fora do palco principal, o DJ americano conseguiu manter a energia em alta e não deixou ninguém parado por uma hora e meia ininterrupta.

Entre um show e outro é possível caminhar pelas áreas do espaço – de 1,2 milhão de metros quadrados – e perceber o capricho na decoração e em a toda estrutura, que levou um mês pra ficar pronta. Há luzes coloridas nas árvores, máquinas de bolas de sabão, fontes de água e cogumelos gigantes. Há também diversos locais para descanso (com sombra!), banheiros sem fila (com local para lavar as mãos!) e barraquinhas de comida espalhadas por todos os lugares. Tudo para dar uma sensação de universo paralelo e de fantasia – a proposta do festival em todas as suas edições.

No entanto, como em quase todo evento deste porte no Brasil, os preços salgados pegaram muita gente desprevenida. Um copo de cerveja, por exemplo, custa R$ 11. E, apesar da equipe gigante de limpeza, faltou quem pudesse dar informações enquanto a música rolava solta. Se você precisa saber alguma coisa, tem que andar até o centro do Tomorrowland, onde um grande globo giratório iluminado abriga o Centro de Informações. Outra opção para se informar é o aplicativo de celular do festival, que funciona mesmo sem conexão à internet – coisa difícil de se conseguir, aliás – e fornece informações sobre os horários dos shows, um mapa e curiosidades sobre os DJs. Infelizmente a ferramenta é toda em inglês e poderia ser melhor desenvolvida no quesito praticidade.

Outro problema enfrentado pelos visitantes é a super lotação do estacionamento, que provoca congestionamento na saída, além de ser longe da área dos palcos, o que exige uma caminhada de mais de três quilômetros de quem já enfrentou uma maratona ao longo do dia.

Mas quem assistiu Hardwell em ação ontem (2/05) garantiu que o esforço valeu a pena. “O melhor DJ do mundo”, como ele se auto denomina, é o mais esperado em festivais de música no mundo todo, incluindo o Tomorrowland da Bélgica. No Brasil não foi diferente. Depois de um show lotado no Mainstage na sexta-feira, o DJ voltou a atrair uma multidão para a tenda Hardwell presents Revealed na noite de ontem. Quem chegou perto da hora do show acabou ficando fora da tenda, onde o som não era dos melhores. Mas isso não foi problema quando as batidas de “Call Me Spaceman” começaram. Na verdade, nada parecia ser um problema em meio a toda a energia criada pela mistura de música eletrônica e cenários fantasiosos que movem o Tomorrowland.

Entre as apresentações dos headlines ou até durante elas, os palcos menores atraem quem é fã de uma música eletrônica menos comercial. O palco Warung Savage, por exemplo, tocou para os amantes de Deep House durante todo o sábado. Uma surpresa foi o show do Borgore, que conseguiu segurar um bom número de pessoas no palco Dim Mak mesmo durante o show de Hardwell.

[caption id="attachment_31769" align="aligncenter" width="607"]Foto: Reprodução/Instragram Foto: Reprodução/Instragram[/caption]

Uma das performances mais esperadas do festival era a dos irmãos belgas Dimitri Vegas & Like Mike no Mainstage. De longe os favoritos no lineup de sábado, a dupla de DJs de EDM (Eletronic Dance Music) fez um show repleto de hits eletrônicos próprios, como “Find Tomorrow” e “Tremor” (cujas batidas estavam presentes em grande parte dos shows do dia), e outras músicas conhecidas do público, como um remix de “Snow”, do Red Hot Chili Peppers, e da mais nova “Let Her Go”, do Passenger.  Like Mike fez – direitinho – seu trabalho de interação com o público e até mostrou habilidade com o português. Sob gritos de “faz barulho, caralho!”,  a plateia esqueceu o frio e o cansaço e pulou ainda mais entre a meia-noite e a uma hora da madrugada com os hit makers.

[caption id="attachment_31768" align="aligncenter" width="602"]Foto: rudgrcom/Reprodução/Instagram Foto: rudgrcom/Reprodução/Instagram[/caption]

Quem também não decepcionou foi Armin Van Buuren. O DJ de trance music, que já foi eleito cinco vezes o melhor do mundo, compensou o show repleto de hits de Dimitri Vegas & Like Mike trazendo para o encerramento do Mainstage ontem um set com mais batidas e menos vocais do que outros artistas do festival.

Apesar de ter sido reproduzido durante o festival por diversos músicos, seu hit “Ping Pong” - além de “This Is What It Feels Like” – seguraram  a multidão até o último minuto do sábado. Com olhos marejados, visíveis no telão gigante em forma de livro (que abre todos os dias do festival ao cair da noite e se fecha com a última apresentação), Armin traduziu a emoção que boa parte do púbico sentiu com a energia que dominou a Fazenda Maeda.