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Disco de estreia dos Mamonas Assassinas completa 20 anos

por em 23/06/2015
Por Marcos Lauro
O fenômeno durou pouco mais de 8 meses. Entre o lançamento do disco de estreia, em 23 de junho de 1995, até o acidente aéreo fatal, em 2 de março de 1996, a banda Mamonas Assassinas percorreu todo o Brasil, esteve nos principais programas de TV, foi estrela das principais rádios e alegrou adultos e crianças em todo o país. Claro que não foram unanimidade: num show para a 89 FM de São Paulo, famosa pela programação rock and roll, algumas pessoas da plateia insistiam em jogar objetos no palco enquanto cinco caras fantasiados cantavam sucessos como “Robocop Gay” e “Vira-Vira”. “Joga a mãe pra ver se quica”, foi uma das respostas dadas pelo vocalista, Dinho. Já em outro show, para a Jovem Pan, a glória: dividiram um lotado Ginásio do Ibirapuera com Skank (que também estava surgindo naquela época) e Paralamas (já consagrados). Diferente de outros conteúdos humorísticos, Mamonas Assassinas, o disco, não soa hoje como uma piada repetida. As pérolas estão ali há 20 anos e ainda é possível rir e descobrir detalhes entre elas. Do baixo à lá Red Hot Chilli Peppers da faixa de abertura, “1406”, à imitação de Raça Negra e Negritude Junior  em “Lá Vem O Alemão” – lembre-se, o pagode estava bombando nessa época! –, são 14 faixas e 39 minutos de pura molecagem. Sobra pra todo mundo, até para o produtor Rick Bonadio – que recebeu o apelido non sense de Creuzebeck e aparece algumas vezes no decorrer do disco.

mamonas - disco

Os seios à mostra logo na capa e letras como a própria “Vira-Vira” davam a dica: não era exatamente um disco para crianças. Mas as crianças não estavam nem aí. Era só ir a qualquer festa de aniversário nesse período para ouvir o disco inteiro uma, duas, até três vezes, com direito a performances do aniversariante e dos seus coleguinhas. O disco pegou: em seis meses, foram quase dois milhões de cópias vendidas. O disco acabou criando um problema: as bandas que surgiram depois e tentaram criar algo minimamente engraçado foram carimbadas como “cópias de Mamonas Assassinas”.  O efeito Mamonas precisou de mais ou menos 10 anos para passar e outras bandas poderem fazer graça. Pedra Letícia é um dos exemplos mais bem sucedidos. Para entender um pouco mais esse fenômeno – ou simplesmente se lembrar do que você ouvia há 20 anos –, ouça: https://open.spotify.com/album/5Bt5FYi2uicM6ryvNqKUzI
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Disco de estreia dos Mamonas Assassinas completa 20 anos

por em 23/06/2015
Por Marcos Lauro
O fenômeno durou pouco mais de 8 meses. Entre o lançamento do disco de estreia, em 23 de junho de 1995, até o acidente aéreo fatal, em 2 de março de 1996, a banda Mamonas Assassinas percorreu todo o Brasil, esteve nos principais programas de TV, foi estrela das principais rádios e alegrou adultos e crianças em todo o país. Claro que não foram unanimidade: num show para a 89 FM de São Paulo, famosa pela programação rock and roll, algumas pessoas da plateia insistiam em jogar objetos no palco enquanto cinco caras fantasiados cantavam sucessos como “Robocop Gay” e “Vira-Vira”. “Joga a mãe pra ver se quica”, foi uma das respostas dadas pelo vocalista, Dinho. Já em outro show, para a Jovem Pan, a glória: dividiram um lotado Ginásio do Ibirapuera com Skank (que também estava surgindo naquela época) e Paralamas (já consagrados). Diferente de outros conteúdos humorísticos, Mamonas Assassinas, o disco, não soa hoje como uma piada repetida. As pérolas estão ali há 20 anos e ainda é possível rir e descobrir detalhes entre elas. Do baixo à lá Red Hot Chilli Peppers da faixa de abertura, “1406”, à imitação de Raça Negra e Negritude Junior  em “Lá Vem O Alemão” – lembre-se, o pagode estava bombando nessa época! –, são 14 faixas e 39 minutos de pura molecagem. Sobra pra todo mundo, até para o produtor Rick Bonadio – que recebeu o apelido non sense de Creuzebeck e aparece algumas vezes no decorrer do disco.

mamonas - disco

Os seios à mostra logo na capa e letras como a própria “Vira-Vira” davam a dica: não era exatamente um disco para crianças. Mas as crianças não estavam nem aí. Era só ir a qualquer festa de aniversário nesse período para ouvir o disco inteiro uma, duas, até três vezes, com direito a performances do aniversariante e dos seus coleguinhas. O disco pegou: em seis meses, foram quase dois milhões de cópias vendidas. O disco acabou criando um problema: as bandas que surgiram depois e tentaram criar algo minimamente engraçado foram carimbadas como “cópias de Mamonas Assassinas”.  O efeito Mamonas precisou de mais ou menos 10 anos para passar e outras bandas poderem fazer graça. Pedra Letícia é um dos exemplos mais bem sucedidos. Para entender um pouco mais esse fenômeno – ou simplesmente se lembrar do que você ouvia há 20 anos –, ouça: https://open.spotify.com/album/5Bt5FYi2uicM6ryvNqKUzI