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Do zen Mraz à festa de Safadão, Planeta Atlântida tem diversidade

Ultramen e Haikaiss também foram destaque na primeira noite

por Marcos Lauro em 04/02/2017

40 mil pessoas, segundo a organização do Planeta Atlântida, acompanharam de perto a primeira noite do festival realizado no Rio Grande do Sul. A 22ª edição do evento teve seus trabalhos iniciados pelo fenômeno do reggae nacional Maneva, que subiu ao palco Atlântida às 18h.

MANEVA LANÇA CLIPE DE "SAUDADES DO TEMPO"

Pouco depois, no palco principal, o Planeta, outro fenômeno, especialmente junto ao público teen: Tiago Iorc. Ainda estava claro quando ele subiu ao palco para botar as mãos dos adolescentes presentes para o alto e balançar ao som dos seus hits - já nesse momento, ainda comecinho do festival, deu para perceber que os adolescentes eram maioria no local, tanto na pista quanto no camarote. Mas ainda era cedo e os "mais velhinhos" teriam atrações para seus gostos também.

atlantida-iorc

O grupo Haikaiss, da zona norte de São Paulo, fez seu show-festa de rap no Atlântida e fez questão de dizer que aquele clima de extrema descontração deveria ficar ali: "A gente faz apologia sim à bebida e tudo mais, mas isso fica aqui na nossa festa de rap, certo? Se beber, não dirija", aconselhou um dos integrantes. De fato, os show é uma festa com direito à uísque no palco. Na música "Filosofia de Boteco", o grupo entrou com uma garrafa para cantar versos como "dois copos de vodca e um copo de uísque/cafajeste, um brinde". O discurso social e engajado fica de lado e dá lugar aos rolês com as minas e às bebedeiras. Ao final da apresentação, todos sóbrios - pelo menos aparentemente.

De volta ao palco principal, os cariocas d'O Rappa com um show morno e um tanto burocrático. Falcão pediu para a plateia puxar o famoso "ah, eu sou gaúcho!" (que seria ouvido dezenas de vezes por toda a noite) e elogiou a postura que o povo gaúcho tem com seu estado. "Que bom se todo estado tivesse isso, cada um com sua história", disse o vocalista. Hits antigos como "Me Deixa" dividiram espaço com mais recentes como "Auto-Reverse", mas a turma vibrou mesmo com uma farta distribuição de garrafinhas de água mineral feita pelos roadies da banda durante o show.

atlantida-rappa

23h30 era o horário marcado para um momento importante: Ultramen, banda gaúcha que comemora 25 anos de existência, no palco Atlântida. Pontualmente, os gaúchos apareceram para tocar para um publico mais velho - ou para os jovens que curtem o balanço e o suíngue de Tonho Crocco e companhia. Ele e o percussionista Malásia, com quem divide os vocais de algumas músicas, mostraram que estavam mesmo em casa quando, cada um num momento diferente do show, resolveram ir pra galera: Tonho deu o famoso mosh e surfou nas mãos da galera, enquanto Malásia resolveu cantar uma das músicas lá de baixo.

HIP-HOP COM CUMBIA? OUÇA "KUKUMBIA CIGANA", DE DJ CHERNOBYL E TONHO CROCCO

Com cerca de meia hora de apresentação, por volta da meia-noite, Ultramen tocou seu maior hit, "Dívida" - o clipe ao vivo, com a participação do Falcão d'O Rappa, passou exaustivamente na MTV no começo dos anos 2000 - enquanto Jason Mraz começava seu show no palco principal. A diferença entre os climas era nítido e a reportagem preferiu continuar "em casa" com o Ultramen. De passagem, deu para notar o quanto o som de Mraz agrada o público feminino - só se ouviam gritinhos entre uma música e outra. Show lento, arrastado, quase não combinando com o clima de um festival desse porte.

Na sequência, o inverso total. Em vez da sonolência, a energia, a animação e o carisma de Wesley Safadão. É comum artistas brasileiros reclamarem por não serem priorizados em festivais com presença estrangeira no line-up, mas aqui isso não rolou. Safadão tocou depois de Mraz e contou com cenário e estrutura de palco próprios - o músico e sua banda viajaram para o sul com ônibus e caminhão de equipamentos, potência total para o público do Atlântida. Extremamente comunicativo, Safadão faz diversas provocações aos solteiros, casados e sobra até para mulheres acompanhadas de amigas ("Se sua melhor amiga estiver do seu lado agora, vire pra ela e fale 'eu te amo, amiga'", pediu a certa altura do show).

atlantida-safadao

Safadão comemorou o lançamento de "Olha A Explosão", parceria com o MC Kevinho. Segundo ele, o clipe, dirigido por KondZilla, alcançou 3,5 milhões de visualizações no YouTube em 24 horas, um novo recorde brasileiro para a plataforma de vídeos. A prova do sucesso é que, ao puxar a letra da música, boa parte do público já sabia acompanhar.

KONDZILLA: "EU NÃO FAÇO CLIPE, EU FAÇO CINEMA PRA MÚSICA DE FAVELA" 

O show de Safadão é para quem gosta de festa. Como diz o próprio em "Novinha Vai No Chão": "Se eu quero poesia, eu escuto Roupa Nova, escuto Djavan". Quando o show acabou já passava das três da manhã e ainda tinha fôlego pra mais. Mas o line-up mandava Safadão ceder o seu lugar para Alok, um dos DJs brasileiros mais celebrados da atualidade. Acostumado às raves e festivais de eletrônica pelo mundo, Alok soube reger a eclética plateia que já tinha ido até o chão e voltado.

atlantida-alok

Nesse sábado (04/02), o Planeta Atlântida segue com Projota, Natiruts, Anitta, CPM 22 e Tropkillaz com MC Bin Laden, entre outros.

A reportagem viajou à convite da organização do evento.
Fotos: Agência Preview/Divulgação

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Ultramen e Haikaiss também foram destaque na primeira noite

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40 mil pessoas, segundo a organização do Planeta Atlântida, acompanharam de perto a primeira noite do festival realizado no Rio Grande do Sul. A 22ª edição do evento teve seus trabalhos iniciados pelo fenômeno do reggae nacional Maneva, que subiu ao palco Atlântida às 18h.

MANEVA LANÇA CLIPE DE "SAUDADES DO TEMPO"

Pouco depois, no palco principal, o Planeta, outro fenômeno, especialmente junto ao público teen: Tiago Iorc. Ainda estava claro quando ele subiu ao palco para botar as mãos dos adolescentes presentes para o alto e balançar ao som dos seus hits - já nesse momento, ainda comecinho do festival, deu para perceber que os adolescentes eram maioria no local, tanto na pista quanto no camarote. Mas ainda era cedo e os "mais velhinhos" teriam atrações para seus gostos também.

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O grupo Haikaiss, da zona norte de São Paulo, fez seu show-festa de rap no Atlântida e fez questão de dizer que aquele clima de extrema descontração deveria ficar ali: "A gente faz apologia sim à bebida e tudo mais, mas isso fica aqui na nossa festa de rap, certo? Se beber, não dirija", aconselhou um dos integrantes. De fato, os show é uma festa com direito à uísque no palco. Na música "Filosofia de Boteco", o grupo entrou com uma garrafa para cantar versos como "dois copos de vodca e um copo de uísque/cafajeste, um brinde". O discurso social e engajado fica de lado e dá lugar aos rolês com as minas e às bebedeiras. Ao final da apresentação, todos sóbrios - pelo menos aparentemente.

De volta ao palco principal, os cariocas d'O Rappa com um show morno e um tanto burocrático. Falcão pediu para a plateia puxar o famoso "ah, eu sou gaúcho!" (que seria ouvido dezenas de vezes por toda a noite) e elogiou a postura que o povo gaúcho tem com seu estado. "Que bom se todo estado tivesse isso, cada um com sua história", disse o vocalista. Hits antigos como "Me Deixa" dividiram espaço com mais recentes como "Auto-Reverse", mas a turma vibrou mesmo com uma farta distribuição de garrafinhas de água mineral feita pelos roadies da banda durante o show.

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23h30 era o horário marcado para um momento importante: Ultramen, banda gaúcha que comemora 25 anos de existência, no palco Atlântida. Pontualmente, os gaúchos apareceram para tocar para um publico mais velho - ou para os jovens que curtem o balanço e o suíngue de Tonho Crocco e companhia. Ele e o percussionista Malásia, com quem divide os vocais de algumas músicas, mostraram que estavam mesmo em casa quando, cada um num momento diferente do show, resolveram ir pra galera: Tonho deu o famoso mosh e surfou nas mãos da galera, enquanto Malásia resolveu cantar uma das músicas lá de baixo.

HIP-HOP COM CUMBIA? OUÇA "KUKUMBIA CIGANA", DE DJ CHERNOBYL E TONHO CROCCO

Com cerca de meia hora de apresentação, por volta da meia-noite, Ultramen tocou seu maior hit, "Dívida" - o clipe ao vivo, com a participação do Falcão d'O Rappa, passou exaustivamente na MTV no começo dos anos 2000 - enquanto Jason Mraz começava seu show no palco principal. A diferença entre os climas era nítido e a reportagem preferiu continuar "em casa" com o Ultramen. De passagem, deu para notar o quanto o som de Mraz agrada o público feminino - só se ouviam gritinhos entre uma música e outra. Show lento, arrastado, quase não combinando com o clima de um festival desse porte.

Na sequência, o inverso total. Em vez da sonolência, a energia, a animação e o carisma de Wesley Safadão. É comum artistas brasileiros reclamarem por não serem priorizados em festivais com presença estrangeira no line-up, mas aqui isso não rolou. Safadão tocou depois de Mraz e contou com cenário e estrutura de palco próprios - o músico e sua banda viajaram para o sul com ônibus e caminhão de equipamentos, potência total para o público do Atlântida. Extremamente comunicativo, Safadão faz diversas provocações aos solteiros, casados e sobra até para mulheres acompanhadas de amigas ("Se sua melhor amiga estiver do seu lado agora, vire pra ela e fale 'eu te amo, amiga'", pediu a certa altura do show).

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Safadão comemorou o lançamento de "Olha A Explosão", parceria com o MC Kevinho. Segundo ele, o clipe, dirigido por KondZilla, alcançou 3,5 milhões de visualizações no YouTube em 24 horas, um novo recorde brasileiro para a plataforma de vídeos. A prova do sucesso é que, ao puxar a letra da música, boa parte do público já sabia acompanhar.

KONDZILLA: "EU NÃO FAÇO CLIPE, EU FAÇO CINEMA PRA MÚSICA DE FAVELA" 

O show de Safadão é para quem gosta de festa. Como diz o próprio em "Novinha Vai No Chão": "Se eu quero poesia, eu escuto Roupa Nova, escuto Djavan". Quando o show acabou já passava das três da manhã e ainda tinha fôlego pra mais. Mas o line-up mandava Safadão ceder o seu lugar para Alok, um dos DJs brasileiros mais celebrados da atualidade. Acostumado às raves e festivais de eletrônica pelo mundo, Alok soube reger a eclética plateia que já tinha ido até o chão e voltado.

atlantida-alok

Nesse sábado (04/02), o Planeta Atlântida segue com Projota, Natiruts, Anitta, CPM 22 e Tropkillaz com MC Bin Laden, entre outros.

A reportagem viajou à convite da organização do evento.
Fotos: Agência Preview/Divulgação