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Doc sobre Whitney mostra que as grandes estrelas também sentem dor

Filme tem mais uma exibição em São Paulo, na programação do festival In-Edit

por Marcos Lauro em 04/07/2017

Whitney: Can I Be Me não é um filme leve, daqueles que apenas contam fatos, detalhes e curiosidade da vida do seu artista preferido. E não teria como ser diferente, raso, quando se trata de uma história trágica como a de Whitney Houston – que continuou trágica mesmo após a sua morte, com a morte da filha em condições muito parecidas com as da mãe.

Nick Broomfield (Kurt & Courtney) e Rudi Dolezal (Freddie Mercury, the Untold Story) dirigem a obra, que conta com preciosas imagens de bastidores – e quanto mais o filme vai andando, mais pesadas as imagens vão ficando. A sequência que resulta nessa imagem abaixo, por exemplo, é desoladora.

Whitneystill04

Whitney foi escrava do seu próprio sucesso e não foi poupada por ninguém. No meio de tantos prós, os primeiros contras partiram da comunidade negra: A cantora foi acusada de pasteurizar (ou “esbranquiçar”, termo usado no filme) a música negra para fazer sucesso. E é fato que a música passava por esse momento. Além de Whitney, que já foi um estouro logo em seu álbum de estreia, homônimo, de 1985, Tina Turner vivia um retorno aos palcos bem diferente do funk e da soul music que a tornou conhecida. Era um som que não agredia e, talvez por isso, era sucesso comercial. A estreia de Whitney vendeu mais de 25 milhões de álbuns em todo o mundo e a moça da periferia educada em igreja protestante era alçada a pop star em questão de meses. O longa mostra Whitney sendo vaiada numa premiação do programa Soul Train. Ela vivia o auge logo na sua estreia, mas não era reconhecida pelos seus.

Outro ponto polêmico – e o que fez a família de Whitney desistir de participar ou apoiar o filme – é a relação da cantora com Robyn Crawford. Amigas inseparáveis, era Robyn que segurava a onda de Whitney. O longa especula se elas eram mais do que amigas e reforça que, assim que Whitney começou a se relacionar com quem viria a ser seu marido, Bobby Brown, começou uma disputa de espaço e atenção entre os dois. Robyn não resistiu à pressão e abandonou a amiga no meio de uma turnê, deixando o espaço livre para Bobby. E esse foi o começo do fim para Whitney.

Outro depoimento importante é o de David Roberts, ex-segurança da cantora. Ele conta que tentou avisar a família de várias formas sobre o abuso de drogas e comportamento de Whitney nas turnês. Ele mostra um documento impresso, entregue à família, apontando todos os problemas e o que precisaria ser feito para que os danos fossem consertados. No fim, ele acaba sendo demitido logo após essa denúncia.

O filme terá exibição única na próxima quinta-feira (06/07), dentro da programação do festival IN-EDIT.

Serviço:
Whitney: Can I Be Me
Centro Cultural São Paulo
06/07 – 18h
Ingressos: Grátis, com retirada 1h antes

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Whitney: Can I Be Me não é um filme leve, daqueles que apenas contam fatos, detalhes e curiosidade da vida do seu artista preferido. E não teria como ser diferente, raso, quando se trata de uma história trágica como a de Whitney Houston – que continuou trágica mesmo após a sua morte, com a morte da filha em condições muito parecidas com as da mãe.

Nick Broomfield (Kurt & Courtney) e Rudi Dolezal (Freddie Mercury, the Untold Story) dirigem a obra, que conta com preciosas imagens de bastidores – e quanto mais o filme vai andando, mais pesadas as imagens vão ficando. A sequência que resulta nessa imagem abaixo, por exemplo, é desoladora.

Whitneystill04

Whitney foi escrava do seu próprio sucesso e não foi poupada por ninguém. No meio de tantos prós, os primeiros contras partiram da comunidade negra: A cantora foi acusada de pasteurizar (ou “esbranquiçar”, termo usado no filme) a música negra para fazer sucesso. E é fato que a música passava por esse momento. Além de Whitney, que já foi um estouro logo em seu álbum de estreia, homônimo, de 1985, Tina Turner vivia um retorno aos palcos bem diferente do funk e da soul music que a tornou conhecida. Era um som que não agredia e, talvez por isso, era sucesso comercial. A estreia de Whitney vendeu mais de 25 milhões de álbuns em todo o mundo e a moça da periferia educada em igreja protestante era alçada a pop star em questão de meses. O longa mostra Whitney sendo vaiada numa premiação do programa Soul Train. Ela vivia o auge logo na sua estreia, mas não era reconhecida pelos seus.

Outro ponto polêmico – e o que fez a família de Whitney desistir de participar ou apoiar o filme – é a relação da cantora com Robyn Crawford. Amigas inseparáveis, era Robyn que segurava a onda de Whitney. O longa especula se elas eram mais do que amigas e reforça que, assim que Whitney começou a se relacionar com quem viria a ser seu marido, Bobby Brown, começou uma disputa de espaço e atenção entre os dois. Robyn não resistiu à pressão e abandonou a amiga no meio de uma turnê, deixando o espaço livre para Bobby. E esse foi o começo do fim para Whitney.

Outro depoimento importante é o de David Roberts, ex-segurança da cantora. Ele conta que tentou avisar a família de várias formas sobre o abuso de drogas e comportamento de Whitney nas turnês. Ele mostra um documento impresso, entregue à família, apontando todos os problemas e o que precisaria ser feito para que os danos fossem consertados. No fim, ele acaba sendo demitido logo após essa denúncia.

O filme terá exibição única na próxima quinta-feira (06/07), dentro da programação do festival IN-EDIT.

Serviço:
Whitney: Can I Be Me
Centro Cultural São Paulo
06/07 – 18h
Ingressos: Grátis, com retirada 1h antes