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Documentário relembra momentos dos Beatles nos palcos

Filme, que estreia nesta quinta-feira em curta temporada, retrata as turnês da banda entre 1963 e 1966

por Rebecca Silva em 31/01/2017

Lá na virada dos anos 1950 para 1960, quatro jovens apaixonados por música de Liverpool acabaram se encontrando e formando o que viria a ser uma das maiores bandas da história. Mas além da música, o visual impactante para a época e o frenesi causado por John, Paul, George e Ringo fez com que os Beatles se tornassem um ícone cultural. E foi graças ao corte de cabelo moptop dos amigos alemães Astrid e Jürgen, os terninhos sugeridos pelo empresário e conselheiro de longa data, Brian Epstein, e as botas que a identidade visual do grupo para as apresentações ao vivo estava formada. Segundo Paul, eram “um monstro de quatro cabeças” que levou a geração de baby boomers ao delírio.

CARTA DE JOHN LENNON APÓS TÉRMINO DOS BEATLES É LEILOADA POR US$ 30 MIL

Apesar de a história de sucesso da banda já ter sido muito contada e explorada em diversos formatos, o documentário The Beatles: Eight Days A Week – The Touring Years, de Ron Howard, foca nas experiências do quarteto nos palcos de todo o mundo, seguindo a cronologia do lançamento dos álbuns e das turnês que os promoviam.

VEJA SIGOURNEY WEAVER, ATRIZ DE ALIEN, NO SHOW DOS BEATLES EM 1964

Com depoimentos de Paul McCartney e Ringo Starr e imagens de acervo de antigas entrevistas de John Lennon e George Harrison, vemos na tela os próprios integrantes contando a sua história. Áudios e gravações de shows e programas de televisão também ajudam a recriar a época para aqueles que não viveram a Beatlemania.

Curioso observar, ao assistir, o ritmo frenético em que a banda divulgou seu trabalho em apenas três anos: com o plano de lançar singles a cada três meses e álbuns a cada seis, os Beatles viviam sempre em divulgação, seja fazendo shows, entrevistas ou trabalhando em estúdio. Que artista faz isso hoje em dia? O desgaste foi inevitável.

Por mais que se considerassem bons músicos, os quatro perceberam que os Beatles tinham virado um produto e que seus shows eram grandes eventos, lotados de pessoas que queriam estar ali para vê-los e não para ouvi-los. Foi aí que eles decidiram parar e seguir somente em estúdio, fazendo músicas cada vez mais experimentais e impossíveis de reproduzir ao vivo na época. Como o documentário foca nas turnês, a história dos álbuns lançados pós-tomada de decisão de acabar com os shows passa corrida se comparada com o ritmo que o filme apresenta desde o início.

Ouvindo as reclamações dos integrantes durante o documentário sobre os incessantes gritos dos fãs, é difícil não se perguntar: imagina se tivessem vindo ao Brasil?

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Thiago Brava
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João Bosco & Vinicius
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Lá na virada dos anos 1950 para 1960, quatro jovens apaixonados por música de Liverpool acabaram se encontrando e formando o que viria a ser uma das maiores bandas da história. Mas além da música, o visual impactante para a época e o frenesi causado por John, Paul, George e Ringo fez com que os Beatles se tornassem um ícone cultural. E foi graças ao corte de cabelo moptop dos amigos alemães Astrid e Jürgen, os terninhos sugeridos pelo empresário e conselheiro de longa data, Brian Epstein, e as botas que a identidade visual do grupo para as apresentações ao vivo estava formada. Segundo Paul, eram “um monstro de quatro cabeças” que levou a geração de baby boomers ao delírio.

CARTA DE JOHN LENNON APÓS TÉRMINO DOS BEATLES É LEILOADA POR US$ 30 MIL

Apesar de a história de sucesso da banda já ter sido muito contada e explorada em diversos formatos, o documentário The Beatles: Eight Days A Week – The Touring Years, de Ron Howard, foca nas experiências do quarteto nos palcos de todo o mundo, seguindo a cronologia do lançamento dos álbuns e das turnês que os promoviam.

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Com depoimentos de Paul McCartney e Ringo Starr e imagens de acervo de antigas entrevistas de John Lennon e George Harrison, vemos na tela os próprios integrantes contando a sua história. Áudios e gravações de shows e programas de televisão também ajudam a recriar a época para aqueles que não viveram a Beatlemania.

Curioso observar, ao assistir, o ritmo frenético em que a banda divulgou seu trabalho em apenas três anos: com o plano de lançar singles a cada três meses e álbuns a cada seis, os Beatles viviam sempre em divulgação, seja fazendo shows, entrevistas ou trabalhando em estúdio. Que artista faz isso hoje em dia? O desgaste foi inevitável.

Por mais que se considerassem bons músicos, os quatro perceberam que os Beatles tinham virado um produto e que seus shows eram grandes eventos, lotados de pessoas que queriam estar ali para vê-los e não para ouvi-los. Foi aí que eles decidiram parar e seguir somente em estúdio, fazendo músicas cada vez mais experimentais e impossíveis de reproduzir ao vivo na época. Como o documentário foca nas turnês, a história dos álbuns lançados pós-tomada de decisão de acabar com os shows passa corrida se comparada com o ritmo que o filme apresenta desde o início.

Ouvindo as reclamações dos integrantes durante o documentário sobre os incessantes gritos dos fãs, é difícil não se perguntar: imagina se tivessem vindo ao Brasil?