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Dua Lipa, a aposta pop de 2017

Cantora britânica lançará seu álbum de estreia em junho, mas já figura nas listas de artistas promissores

por Rebecca Silva em 11/01/2017

Um nome forte, clipes com excelente direção e fotografia, um Instagram de dar inveja e uma voz potente, diferente do que o pop costuma apresentar. Dua Lipa reúne todas essas características e promete mostrar muito mais com o lançamento de seu álbum de estreia, previsto para junho. A britânica com ascendência albanesa começou sua carreira profissional em 2015 e, desde então, tem chamado atenção da crítica – figurando nas listas de artistas promissores – e do público, atraindo cada vez mais adeptos para sua base de fãs.

A Billboard Brasil bateu um papo com a jovem cantora de 21 anos sobre o processo de criação de seu primeiro álbum e a ansiedade para o lançamento.

Você se interessou por música por causa da influência da sua família e saiu de casa ainda adolescente para ir atrás do seu sonho de ser cantora. Como foi a experiência de se sustentar tão nova em uma grande cidade como Londres? Essa época serviu como inspiração para as suas letras?

Foi bem normal e tranquilo. Para quem vê de fora, Londres parece outra coisa. Para quem mora lá, é só uma cidade. Morava perto do centro e dos turistas, mas foi tranquilo. Tinha muitos amigos e a vantagem de ter muitas oportunidades em Londres. Serviu como inspiração sim, com certeza. Todas as noites divertidas, os relacionamentos que tive. E também o que senti quando estava longe de casa, a saudade de lá.

CONHEÇA ALLIE X, UMA DAS CARAS DA NOVA GERAÇÃO DO POP

Finalmente estamos conhecendo o seu som e em breve seu disco será lançado, mas o processo foi longo, certo? Como é a sensação de lançar as faixas em que trabalhou por tanto tempo?

É a melhor sensação de todas. É excitante finalmente ver que as faixas estão disponíveis para quem quiser me conhecer. Quero que as pessoas ouçam o que eu tenho a dizer e será melhor ainda quando ouvirem o álbum com faixas com sonoridades diferentes do que já lancei. Trabalhei nisso por muito tempo.

Sua primeira demo, Lions & Tigers & Bears, de 2012, ainda está disponível em sua conta no SoundCloud. Nesses anos, o que mudou em você e no seu som?

Cresci muito. Nessa época, estava tentando me descobrir. Essa primeira demo foi uma forma de avisar que eu estava fazendo música – eu só queria estar no estúdio e trabalhar com isso, não importava no que. Agora já decidi que quero escrever sobre coisas que eu sei, que eu gosto, que eu vi. É mais fácil.

Qual faixa do álbum foi a mais difícil de escrever? Por quê?

“Running” foi a mais complicada. Por algum motivo, não conseguíamos pensar em nada e a música não saía de jeito nenhum. Mas no final do dia, gostamos do resultado.

O que podemos esperar de seu álbum de estreia e dos seus projetos em 2017?

Se preparem para serem surpreendidos. Meu álbum é honesto e diferente do que já lancei. Nesse ano, pretendo viajar bastante e fazer mais shows.

Seus clipes são cheios de referências. Como é o processo criativo?

Em cada clipe pensamos em algo diferente. Em “Blow Your Mind”, por exemplo, eu queria muito mostrar uma gangue de garotas e falar sobre tópicos atuais, mas sem ser muito politizada. Queria levantar a bandeira da liberdade. Depende do conceito e da música.

Estamos acompanhando o surgimento de uma nova geração de jovens cantoras pop com um visual mais fashionista e com um som mais alternativo, menos chiclete. Como se sente fazendo parte disso e sendo indicada como uma artista promissora?

Hoje, estrelas do pop têm mais liberdade criativa. É muito melhor ser você mesma, até porque se todas continuassem soando iguais, a música seria puro tédio. A moda e a música andam de mãos dadas e se influenciam.

Falando nisso, quais são as suas referências? O que você curte ouvir?

Descrevo minha música como dark pop. Sou influenciada pelo pop, mas passei a ouvir muito hip hop quando voltei para Londres e isso reflete bastante no meu som. Ouço J. Cole, Kendrick Lamar, Big Sean, A$AP Rocky. Quando era mais nova, curtia 50 Cent, Snoop Dogg, Missy Elliott. Do pop, P!nk, Nelly Furtado e Christina Aguilera.

Você lembra o que fez para comemorar o contrato com uma grande gravadora?

Larguei meu emprego! Trabalhava como hostess em um restaurante e acho que foi a melhor comemoração de todas. Agora eu podia levantar todos os dias pela manhã, ir para o estúdio e chamar aquilo de trabalho.

Você nasceu e foi criada em Londres, mas sua família é da Albânia e você chegou a morar em Kosovo por um tempo. Como você se sente quanto às conversas atuais sobre refugiados e imigrantes?

Minha mãe agora veio morar comigo em Londres, mas meu pai continua indo e voltando para Kosovo. As guerras são horríveis e é claro que ninguém escolhe deixar seu país porque quer. Eles temem por suas vidas. Londres é um lugar tão diverso, com muita aceitação. É difícil de ver preconceito por aqui, mas é uma situação complicada. Gostaria de ajudar a todos.

A música ultrapassa barreiras e você tem vários fãs brasileiros. Existe algum plano de vir para cá?

Eu amaria! Mas, infelizmente, ainda não temos planos para visitar o Brasil.

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Dua Lipa, a aposta pop de 2017

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por Rebecca Silva em 11/01/2017

Um nome forte, clipes com excelente direção e fotografia, um Instagram de dar inveja e uma voz potente, diferente do que o pop costuma apresentar. Dua Lipa reúne todas essas características e promete mostrar muito mais com o lançamento de seu álbum de estreia, previsto para junho. A britânica com ascendência albanesa começou sua carreira profissional em 2015 e, desde então, tem chamado atenção da crítica – figurando nas listas de artistas promissores – e do público, atraindo cada vez mais adeptos para sua base de fãs.

A Billboard Brasil bateu um papo com a jovem cantora de 21 anos sobre o processo de criação de seu primeiro álbum e a ansiedade para o lançamento.

Você se interessou por música por causa da influência da sua família e saiu de casa ainda adolescente para ir atrás do seu sonho de ser cantora. Como foi a experiência de se sustentar tão nova em uma grande cidade como Londres? Essa época serviu como inspiração para as suas letras?

Foi bem normal e tranquilo. Para quem vê de fora, Londres parece outra coisa. Para quem mora lá, é só uma cidade. Morava perto do centro e dos turistas, mas foi tranquilo. Tinha muitos amigos e a vantagem de ter muitas oportunidades em Londres. Serviu como inspiração sim, com certeza. Todas as noites divertidas, os relacionamentos que tive. E também o que senti quando estava longe de casa, a saudade de lá.

CONHEÇA ALLIE X, UMA DAS CARAS DA NOVA GERAÇÃO DO POP

Finalmente estamos conhecendo o seu som e em breve seu disco será lançado, mas o processo foi longo, certo? Como é a sensação de lançar as faixas em que trabalhou por tanto tempo?

É a melhor sensação de todas. É excitante finalmente ver que as faixas estão disponíveis para quem quiser me conhecer. Quero que as pessoas ouçam o que eu tenho a dizer e será melhor ainda quando ouvirem o álbum com faixas com sonoridades diferentes do que já lancei. Trabalhei nisso por muito tempo.

Sua primeira demo, Lions & Tigers & Bears, de 2012, ainda está disponível em sua conta no SoundCloud. Nesses anos, o que mudou em você e no seu som?

Cresci muito. Nessa época, estava tentando me descobrir. Essa primeira demo foi uma forma de avisar que eu estava fazendo música – eu só queria estar no estúdio e trabalhar com isso, não importava no que. Agora já decidi que quero escrever sobre coisas que eu sei, que eu gosto, que eu vi. É mais fácil.

Qual faixa do álbum foi a mais difícil de escrever? Por quê?

“Running” foi a mais complicada. Por algum motivo, não conseguíamos pensar em nada e a música não saía de jeito nenhum. Mas no final do dia, gostamos do resultado.

O que podemos esperar de seu álbum de estreia e dos seus projetos em 2017?

Se preparem para serem surpreendidos. Meu álbum é honesto e diferente do que já lancei. Nesse ano, pretendo viajar bastante e fazer mais shows.

Seus clipes são cheios de referências. Como é o processo criativo?

Em cada clipe pensamos em algo diferente. Em “Blow Your Mind”, por exemplo, eu queria muito mostrar uma gangue de garotas e falar sobre tópicos atuais, mas sem ser muito politizada. Queria levantar a bandeira da liberdade. Depende do conceito e da música.

Estamos acompanhando o surgimento de uma nova geração de jovens cantoras pop com um visual mais fashionista e com um som mais alternativo, menos chiclete. Como se sente fazendo parte disso e sendo indicada como uma artista promissora?

Hoje, estrelas do pop têm mais liberdade criativa. É muito melhor ser você mesma, até porque se todas continuassem soando iguais, a música seria puro tédio. A moda e a música andam de mãos dadas e se influenciam.

Falando nisso, quais são as suas referências? O que você curte ouvir?

Descrevo minha música como dark pop. Sou influenciada pelo pop, mas passei a ouvir muito hip hop quando voltei para Londres e isso reflete bastante no meu som. Ouço J. Cole, Kendrick Lamar, Big Sean, A$AP Rocky. Quando era mais nova, curtia 50 Cent, Snoop Dogg, Missy Elliott. Do pop, P!nk, Nelly Furtado e Christina Aguilera.

Você lembra o que fez para comemorar o contrato com uma grande gravadora?

Larguei meu emprego! Trabalhava como hostess em um restaurante e acho que foi a melhor comemoração de todas. Agora eu podia levantar todos os dias pela manhã, ir para o estúdio e chamar aquilo de trabalho.

Você nasceu e foi criada em Londres, mas sua família é da Albânia e você chegou a morar em Kosovo por um tempo. Como você se sente quanto às conversas atuais sobre refugiados e imigrantes?

Minha mãe agora veio morar comigo em Londres, mas meu pai continua indo e voltando para Kosovo. As guerras são horríveis e é claro que ninguém escolhe deixar seu país porque quer. Eles temem por suas vidas. Londres é um lugar tão diverso, com muita aceitação. É difícil de ver preconceito por aqui, mas é uma situação complicada. Gostaria de ajudar a todos.

A música ultrapassa barreiras e você tem vários fãs brasileiros. Existe algum plano de vir para cá?

Eu amaria! Mas, infelizmente, ainda não temos planos para visitar o Brasil.