NOTÍCIAS

“É o maior!” Erasmo grava DVD em São Paulo com suas canções menos famosas

por em 26/01/2015
ong>Por José Flávio Júnior Em apresentações no Tom Jazz (SP) na sexta (23) e no sábado (24/1), Erasmo Carlos gravou seu próximo DVD, previsto para chegar ao mercado este ano, provavelmente pela gravadora Coqueiro Verde. O local diminuto, com palco aumentado para comportar os seis músicos acompanhantes, foi ideal para receber o show, batizado de Meus Lados B. O título resume a intenção: recuperar pérolas de sua enorme discografia que não tiveram chance nas rádios. E, ao longo de 1h40, foi o que o Tremendão fez, para delírio dos sortudos que conseguiram ingresso ou convite. Na noite de sábado, figuras como Eduardo Suplicy, Fernanda Young, a cantora Karina Buhr e integrantes da Cachorro Grande destacavam-se na plateia. Ninguém com maior presença do que Beto Bruno, vocalista da banda gaúcha. Além de berrar, morder as nádegas de uma senhora sentada ao seu lado e fazer cara de choro diversas vezes, o fã exaltado puxava o corinho “É o maior! É o maior!” a todo instante, para a diversão do próprio Erasmo, que retribuía com sua marca registrada: a mão por dentro do colete, na altura do coração, indicando forte pulsação. O repertório privilegiou o disco Carlos, Erasmo (1971), talvez o mais cultuado do parceiro de Roberto. Dele, foram lembradas “De Noite Na Cama” (de Caetano Veloso), “Dois Animais Na Selva Suja Da Rua” (de Taiguara), “Gente Aberta”, “É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo” e “Maria Joana”, as três escritas pelos Carlos mais famosos da música brasileira, inclusive a ode à maconha, que ganhou um novo arranjo delicioso (sem os tambores de aço originais, mas com a flautinha, tocada pelo maestro José Lourenço, sósia do cantor sertanejo Bruno). De Sonhos E Memórias – 1941-1972 (1972), Erasmo lembrou “Grilos”, “Meu Mar” e “Mané João”. A última das 22 canções apresentadas foi a roqueira “1990 – Projeto Salva Terra!”, do disco homônimo, lançado em 1974. O foco na produção setentista, no entanto, não esgotou as possibilidades. Houve quem saísse da gravação triste por não ouvir “Sábado Morto”, “Baby”, “Deitar E Rolar”, “Sorriso Dela”, “Mundo Deserto”, “26 Anos De Vida Normal”, “Mundo Cão” ou “A Banda Dos Contentes”, faixa que batiza o álbum de 1976, representado no show por “Paralelas” (Belchior), “Queremos Saber” (Gilberto Gil) e “Análise Descontraída”. Erasmo escolheu apresentar as composições em blocos, contextualizando todas elas, com o carinho do pai que não tem filho favorito. Contou que a belíssima “Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção”, lançada em compacto em 1969, foi gravada às pressas para entrar no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, num dia em que um resfriado tampava seu nariz. E que o samba “Cachaça Mecânica” buscou inspiração no filme Laranja Mecânica. Apesar da voz já bastante gasta, ele não refez nenhuma música na apresentação de sábado (pediu para recomeçar umazinha e olhe lá). Na banda, o destaque foi Renato “Massa” Calmon, que costuma ser visto com Ed Motta e outros músicos de categoria. Com Erasmo, ele aproveitou para descer a mão no kit, incentivado por Beto Bruno, que gritava “o batera sabe tudo!”. Agora é esperar pelo DVD e, quem sabe, um show com os outros b-sides que ficaram de fora. De preciosidades que mereciam nova lustrada o baú do Tremendão está cheio.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

“É o maior!” Erasmo grava DVD em São Paulo com suas canções menos famosas

por em 26/01/2015
ong>Por José Flávio Júnior Em apresentações no Tom Jazz (SP) na sexta (23) e no sábado (24/1), Erasmo Carlos gravou seu próximo DVD, previsto para chegar ao mercado este ano, provavelmente pela gravadora Coqueiro Verde. O local diminuto, com palco aumentado para comportar os seis músicos acompanhantes, foi ideal para receber o show, batizado de Meus Lados B. O título resume a intenção: recuperar pérolas de sua enorme discografia que não tiveram chance nas rádios. E, ao longo de 1h40, foi o que o Tremendão fez, para delírio dos sortudos que conseguiram ingresso ou convite. Na noite de sábado, figuras como Eduardo Suplicy, Fernanda Young, a cantora Karina Buhr e integrantes da Cachorro Grande destacavam-se na plateia. Ninguém com maior presença do que Beto Bruno, vocalista da banda gaúcha. Além de berrar, morder as nádegas de uma senhora sentada ao seu lado e fazer cara de choro diversas vezes, o fã exaltado puxava o corinho “É o maior! É o maior!” a todo instante, para a diversão do próprio Erasmo, que retribuía com sua marca registrada: a mão por dentro do colete, na altura do coração, indicando forte pulsação. O repertório privilegiou o disco Carlos, Erasmo (1971), talvez o mais cultuado do parceiro de Roberto. Dele, foram lembradas “De Noite Na Cama” (de Caetano Veloso), “Dois Animais Na Selva Suja Da Rua” (de Taiguara), “Gente Aberta”, “É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo” e “Maria Joana”, as três escritas pelos Carlos mais famosos da música brasileira, inclusive a ode à maconha, que ganhou um novo arranjo delicioso (sem os tambores de aço originais, mas com a flautinha, tocada pelo maestro José Lourenço, sósia do cantor sertanejo Bruno). De Sonhos E Memórias – 1941-1972 (1972), Erasmo lembrou “Grilos”, “Meu Mar” e “Mané João”. A última das 22 canções apresentadas foi a roqueira “1990 – Projeto Salva Terra!”, do disco homônimo, lançado em 1974. O foco na produção setentista, no entanto, não esgotou as possibilidades. Houve quem saísse da gravação triste por não ouvir “Sábado Morto”, “Baby”, “Deitar E Rolar”, “Sorriso Dela”, “Mundo Deserto”, “26 Anos De Vida Normal”, “Mundo Cão” ou “A Banda Dos Contentes”, faixa que batiza o álbum de 1976, representado no show por “Paralelas” (Belchior), “Queremos Saber” (Gilberto Gil) e “Análise Descontraída”. Erasmo escolheu apresentar as composições em blocos, contextualizando todas elas, com o carinho do pai que não tem filho favorito. Contou que a belíssima “Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção”, lançada em compacto em 1969, foi gravada às pressas para entrar no filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, num dia em que um resfriado tampava seu nariz. E que o samba “Cachaça Mecânica” buscou inspiração no filme Laranja Mecânica. Apesar da voz já bastante gasta, ele não refez nenhuma música na apresentação de sábado (pediu para recomeçar umazinha e olhe lá). Na banda, o destaque foi Renato “Massa” Calmon, que costuma ser visto com Ed Motta e outros músicos de categoria. Com Erasmo, ele aproveitou para descer a mão no kit, incentivado por Beto Bruno, que gritava “o batera sabe tudo!”. Agora é esperar pelo DVD e, quem sabe, um show com os outros b-sides que ficaram de fora. De preciosidades que mereciam nova lustrada o baú do Tremendão está cheio.