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Ed Sheeran brilha solitário em sua estreia no Brasil

por em 29/04/2015
Ed S
heeran – 28/4 – Espaço das Américas/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha  A primeira noite em São Paulo justificou o fenômeno pop que é Ed Sheeran. Sozinho o tempo todo no palco, o ruivo mais querido da música mundial cantou seus grandes sucessos, fez versões de clássicos da R&B e da música pop e mostrou um som com muito mais energia do que em suas gravações de estúdio. O cantor inglês encheu o Espaço das Américas com um público predominantemente feminino, que ia dos 10 aos 30 anos. Já a média de idade da minoria masculina era maior; entre fãs e namorados, muitos pais estavam lá acompanhando as filhas extasiadas. Vestindo uma camisa da seleção brasileira, o cantor de 24 anos tem um violão, um pedestal (que também "vestia" Brasil) e seis telões retangulares compondo o cenário do show. É isso e nada mais. Mas Sheeran faz uma barulheira e tanta em cima do palco - para isso ele usa pedais que reproduzem  acordes e batidas do violão, ruídos e vozes. São muitos “Eds” em um só. Componente importante da noite, a plateia trouxe energia e fez de tudo para ser notada. De ponta a ponta, o setlist foi cantado em coro por seu fã-clube. No respiro de uma música para outra, gritos histéricos de “Ed, eu te amo” chamavam atenção. Poderia ser um show do Backstreet Boys, mas era só um garoto de 24 anos e seu violão.

Move - Ed Sheeran (SP 28)-5652

Para quem não conhece, pode pensar que o inglês é mais um desses fenômenos bobinhos do pop, mas ele surpreende e mostra qualidade, como nos covers de R&B emendados uns nos outros. Com suingue particular, ele mandou “Superstition”, de Stevie Wonder, e “Ain't no Sunshine”, de Bill Whiters. Ele ainda soltou a voz em “Feeling Good”, de Nina Simone. Outro cover da noite foi “In Da Club”, de 50 Cent e “Fancy”, de Iggy Azalea. De cima do palco a impressão de garoto inglês tímido é esquecida. Ed sheeran segura bem a voz e mostra versatilidade cantando o romantismo de “Tenerife Sea” e “All Of The Stars” ou os versos ligeiros de “Don’t” e “Take It Back”. Em um momento único, ele troca o violão pela guitarra para cantar o hit "Thinking Out Loud". A mais animada do setlist ficou para o final. “Sing” é o efeito da ‘Pharrelmania’ que também pegou Sheeran. O resultado não pode ser outro: todos dançando e pulando. Plaquinhas escritas “sing” e “ooh” foram levantadas. E, com o público entoando o coro do hit, Sheeran deixou o palco. Ele volta hoje ao Espaço das Américas para a segunda apresentação em São Paulo, antes de seguir viagem para o Rio de Janeiro.
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Ed Sheeran brilha solitário em sua estreia no Brasil

por em 29/04/2015
Ed S
heeran – 28/4 – Espaço das Américas/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha  A primeira noite em São Paulo justificou o fenômeno pop que é Ed Sheeran. Sozinho o tempo todo no palco, o ruivo mais querido da música mundial cantou seus grandes sucessos, fez versões de clássicos da R&B e da música pop e mostrou um som com muito mais energia do que em suas gravações de estúdio. O cantor inglês encheu o Espaço das Américas com um público predominantemente feminino, que ia dos 10 aos 30 anos. Já a média de idade da minoria masculina era maior; entre fãs e namorados, muitos pais estavam lá acompanhando as filhas extasiadas. Vestindo uma camisa da seleção brasileira, o cantor de 24 anos tem um violão, um pedestal (que também "vestia" Brasil) e seis telões retangulares compondo o cenário do show. É isso e nada mais. Mas Sheeran faz uma barulheira e tanta em cima do palco - para isso ele usa pedais que reproduzem  acordes e batidas do violão, ruídos e vozes. São muitos “Eds” em um só. Componente importante da noite, a plateia trouxe energia e fez de tudo para ser notada. De ponta a ponta, o setlist foi cantado em coro por seu fã-clube. No respiro de uma música para outra, gritos histéricos de “Ed, eu te amo” chamavam atenção. Poderia ser um show do Backstreet Boys, mas era só um garoto de 24 anos e seu violão.

Move - Ed Sheeran (SP 28)-5652

Para quem não conhece, pode pensar que o inglês é mais um desses fenômenos bobinhos do pop, mas ele surpreende e mostra qualidade, como nos covers de R&B emendados uns nos outros. Com suingue particular, ele mandou “Superstition”, de Stevie Wonder, e “Ain't no Sunshine”, de Bill Whiters. Ele ainda soltou a voz em “Feeling Good”, de Nina Simone. Outro cover da noite foi “In Da Club”, de 50 Cent e “Fancy”, de Iggy Azalea. De cima do palco a impressão de garoto inglês tímido é esquecida. Ed sheeran segura bem a voz e mostra versatilidade cantando o romantismo de “Tenerife Sea” e “All Of The Stars” ou os versos ligeiros de “Don’t” e “Take It Back”. Em um momento único, ele troca o violão pela guitarra para cantar o hit "Thinking Out Loud". A mais animada do setlist ficou para o final. “Sing” é o efeito da ‘Pharrelmania’ que também pegou Sheeran. O resultado não pode ser outro: todos dançando e pulando. Plaquinhas escritas “sing” e “ooh” foram levantadas. E, com o público entoando o coro do hit, Sheeran deixou o palco. Ele volta hoje ao Espaço das Américas para a segunda apresentação em São Paulo, antes de seguir viagem para o Rio de Janeiro.