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“Elas são completamente manipuladas”, diz mulher que conviveu com R. Kelly

Cantor foi acusado de manter seis mulheres em cárcere privado para culto sexual

por Redação em 20/07/2017

Na última segunda-feira (17/07), o BuzzFeed publicou uma longa matéria investigativa feita pelo jornalista Jim DeRogatis sobre o cantor R. Kelly. O artigo alega que o artista mantém mulheres em cárcere privado para um culto sexual.

R. KELLY É ACUSADO DE MANTER JOVENS EM CÁRCERE PRIVADO PARA CULTO SEXUAL

Depois da publicação da matéria, a família de uma das reféns fez uma coletiva de imprensa e uma suposta mulher que vive com o cantor se pronunciou, dizendo que está feliz e que não está sendo mantida em cárcere privado.

SUPOSTA REFÉM DE R. KELLY SE PRONUNCIA

Kelly se pronunciou por meio de sua advogada, Linda Mensch, negando as acusações e afirmando que fará de tudo para limpar seu nome.

LINHA DO TEMPO DOS PROBLEMAS R. KELLY COM A LEI

Mas a história continua a se desdobrar. Uma mulher que conviveu com R. Kelly conversou com o site Jezebel e descreveu o comportamento do artista como “perturbador”. Seu nome foi mudado para Kim, para preservar a sua identidade. Ela contou que conheceu R. Kelly em uma festa após um de seus shows. Eles se envolveram sexualmente e, durante a relação, o artista a perguntou qual era a sua idade. Depois do ato, ele pegou seu número de telefone e salvou em seus três aparelhos de celular.

Kim diz que tem cerca de 20 anos e sabia no que estava se metendo. Para ela, as outras mulheres ao redor de Kelly estavam “completamente manipuladas”.

Leia um trecho da matéria, traduzida:

“Kim não percebeu que as outras mulheres moravam com Kelly, diz ela, e até ler a história publicada no BuzzFeed tinha a impressão de que todas elas eram livres para sair e voltar do mesmo jeito que ela era. Ela voltava para o hotel após os encontros com Kelly e amigos, voava de volta para sua cidade, vida e carreira. Seu celular nunca foi confiscado, nunca foi pedido para que ela assinasse um contrato de sigilo. Ela também era diferente das outras porque não estava na indústria musical (então não precisava da ajuda de Kelly na carreira), ela negava o uso de drogas que eram constantemente oferecidas, era alguns anos mais velha do que as outras mulheres e é branca, enquanto as outras eram negras”.

Kim descreve Kelly como “muito controlador”, afirmando que as mulheres saíam juntas e não podiam olhar para ninguém, precisando manter a cabeça abaixada. Elas também foram instruídas a falar umas das outras em certas situações.

“’Se estávamos em um Uber e conversássemos com o motorista, tínhamos que falar para ele que tal garota fez isso ou aquilo. Ele é muito controlador e manipulador. Ele gosta de estar no controle’. As mulheres eram instruídas a chamá-lo de ‘papai’ o tempo todo, ela disse, enquanto ele as chamava de ‘bebês’. As mulheres não podem entrar em um cômodo sem antes bater na porta três vezes e esperar pela permissão para entrar; elas também precisam pedir permissão para sair”. 

Kim também conta que as mulheres não podem interagir umas com as outras, apenas de forma superficial. “Não podemos falar sobre nada. Apenas fazer elogios a roupas, esmaltes ou conversar sobre o tempo, mas nada de falar sobre detalhes pessoais”. Ela também afirma que nunca viu Kelly agir de forma violenta, mas descreve outros comportamentos abusivos.

“Ele nunca faz ameaças. Mas as garotas estão dispostas a fazer tudo que ele quiser. Ele nos acordava no meio da noite e dizia ‘me chupa’ ou mandava duas garotas se beijarem e imediatamente elas faziam o que ele pedisse sem questionar. É simplesmente bizarro. Diferente de qualquer coisa que eu já tenha visto antes, honestamente. Não acredito que seja não consensual. Mas não sei se elas percebem a situação e o quão errada ela é”.

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Na última segunda-feira (17/07), o BuzzFeed publicou uma longa matéria investigativa feita pelo jornalista Jim DeRogatis sobre o cantor R. Kelly. O artigo alega que o artista mantém mulheres em cárcere privado para um culto sexual.

R. KELLY É ACUSADO DE MANTER JOVENS EM CÁRCERE PRIVADO PARA CULTO SEXUAL

Depois da publicação da matéria, a família de uma das reféns fez uma coletiva de imprensa e uma suposta mulher que vive com o cantor se pronunciou, dizendo que está feliz e que não está sendo mantida em cárcere privado.

SUPOSTA REFÉM DE R. KELLY SE PRONUNCIA

Kelly se pronunciou por meio de sua advogada, Linda Mensch, negando as acusações e afirmando que fará de tudo para limpar seu nome.

LINHA DO TEMPO DOS PROBLEMAS R. KELLY COM A LEI

Mas a história continua a se desdobrar. Uma mulher que conviveu com R. Kelly conversou com o site Jezebel e descreveu o comportamento do artista como “perturbador”. Seu nome foi mudado para Kim, para preservar a sua identidade. Ela contou que conheceu R. Kelly em uma festa após um de seus shows. Eles se envolveram sexualmente e, durante a relação, o artista a perguntou qual era a sua idade. Depois do ato, ele pegou seu número de telefone e salvou em seus três aparelhos de celular.

Kim diz que tem cerca de 20 anos e sabia no que estava se metendo. Para ela, as outras mulheres ao redor de Kelly estavam “completamente manipuladas”.

Leia um trecho da matéria, traduzida:

“Kim não percebeu que as outras mulheres moravam com Kelly, diz ela, e até ler a história publicada no BuzzFeed tinha a impressão de que todas elas eram livres para sair e voltar do mesmo jeito que ela era. Ela voltava para o hotel após os encontros com Kelly e amigos, voava de volta para sua cidade, vida e carreira. Seu celular nunca foi confiscado, nunca foi pedido para que ela assinasse um contrato de sigilo. Ela também era diferente das outras porque não estava na indústria musical (então não precisava da ajuda de Kelly na carreira), ela negava o uso de drogas que eram constantemente oferecidas, era alguns anos mais velha do que as outras mulheres e é branca, enquanto as outras eram negras”.

Kim descreve Kelly como “muito controlador”, afirmando que as mulheres saíam juntas e não podiam olhar para ninguém, precisando manter a cabeça abaixada. Elas também foram instruídas a falar umas das outras em certas situações.

“’Se estávamos em um Uber e conversássemos com o motorista, tínhamos que falar para ele que tal garota fez isso ou aquilo. Ele é muito controlador e manipulador. Ele gosta de estar no controle’. As mulheres eram instruídas a chamá-lo de ‘papai’ o tempo todo, ela disse, enquanto ele as chamava de ‘bebês’. As mulheres não podem entrar em um cômodo sem antes bater na porta três vezes e esperar pela permissão para entrar; elas também precisam pedir permissão para sair”. 

Kim também conta que as mulheres não podem interagir umas com as outras, apenas de forma superficial. “Não podemos falar sobre nada. Apenas fazer elogios a roupas, esmaltes ou conversar sobre o tempo, mas nada de falar sobre detalhes pessoais”. Ela também afirma que nunca viu Kelly agir de forma violenta, mas descreve outros comportamentos abusivos.

“Ele nunca faz ameaças. Mas as garotas estão dispostas a fazer tudo que ele quiser. Ele nos acordava no meio da noite e dizia ‘me chupa’ ou mandava duas garotas se beijarem e imediatamente elas faziam o que ele pedisse sem questionar. É simplesmente bizarro. Diferente de qualquer coisa que eu já tenha visto antes, honestamente. Não acredito que seja não consensual. Mas não sei se elas percebem a situação e o quão errada ela é”.