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Ellie Goulding fala sobre próximo álbum e Amy Winehouse

por em 18/07/2015
Por Richard Smirke
O status de Ellie Goulding de atual rainha do pop britânico foi confirmado no início do ano quando "Love Me Like You Do", da trilha sonora de Cinquenta Tons De Cinza, passou quatro semanas no topo das paradas do Reino Unido e chegou à 3ª posição no Hot 100. Em entrevista à Billboard, a cantora falou sobre o seu terceiro álbum, o reencontro com o produtor sueco Max Martin e Amy Winehouse. Você está atualmente trabalhando no seu terceiro álbum em Londres. É difícil chegar ao mesmo nível de entusiasmo e intensidade que se tem no palco no estúdio? É um grande contraste. Estar no palco é uma situação de muita energia, enquanto no estúdio é só cérebro, já que realmente quero dizer como me sinto. Sempre que estou no estúdio consigo perceber quando não fiz nenhum esforço ou não coloquei emoção o suficiente em algo. Então nunca é bom o bastante para mim se eu não coloco emoção. Estou trabalhando com alguém no momento – somos duas garotas que claramente pensam demais. Quando nos juntamos, pensamos da mesma maneira e sinto como se fôssemos do mesmo universo. Nós simplesmente sentamos lá, pensamos, pensamos, e nada vem com facilidade. De repente, nós chegamos a uma letra e falamos: 'Ai, meu Deus. É isso!'. E você simplesmente sabe e tem uma conexão. É raro encontrar um compositor assim, então me considero privilegiada por trabalhar com ela. Seu nome é Laleh e ela foi contratada por Max Martin recentemente. Ela é uma artista incrível e nós temos uma ótima conexão. Você poderia falar sobre a direção do novo álbum? Não sei se é a palavra certa, mas é definitivamente maior. Um pouco mais ambicioso ou um pouco mais audacioso, eu não sei. Mas, certamente, estou assumindo algo bem maior do que já fiz. Está quase terminado e sairá neste ano. Nem que seja no dia 30 de dezembro, que é o meu aniversário, ele sairá neste ano. Além de Laleh, com quem mais você está trabalhando para compor? Trabalhei com Diplo. E trabalhei com produtores que conheço há anos, como Jim Eliot, do meu útimo álbum. Adoro trabalhar com ele. Eu achei que o que fizemos juntos ficou muito especial, então tive o pensamento de ‘não mexer em time que está ganhando’. Ele é simplesmente maravilhoso e eu pude voltar para a minha cidade natal [Hereford], o que ajuda muito no processo de composição. Mas depois eu fui adotada no acampamento de Max Martin e os amos muito. Você trabalhou com Max Martin em "Love Me Like You Do", que tornou-se um grande hit no mundo todo. O que torna o trabalho com a equipe de compositores e produtores dele tão frutífero? É mais do que a música. Eu sinto como se tivéssemos todos uma verdadeira ligação. Ele escreve com grandes artistas, mas também trabalha com os novos. Eu não me sinto como uma dessas grandes artistas, mas também não estou despercebida, então acho que ele foi atraído pela curiosidade e aqui estamos. Nos dois anos e meio desde o seu último álbum, sua fama aumentou de uma maneira que tudo o que você faz é noticiado no mundo inteiro. Como você se sente a respeito do circo que atualmente te cerca? Eu acho que quando artistas dizem "eu nunca quis ser famoso" nem sempre é verdade. Acho que, no começo, as pessoas ficam animadas com a ideia de tornarem-se famosas pela sua arte e, quando chegam lá, percebem que se arrependem de algum dia desejar isso. Eu assisti ao documentário sobre Amy Winehouse e ele me fez perceber que eu só quero continuar fazendo a minha arte enquanto puder, e nunca deixarei que isso tire o que há de melhor em mim. Eu aprendi com Amy. Ela é uma grande inspiração. Ela viveu aqui [em Londres]. Ela trabalhou aqui. Seus amigos estavam aqui. E não vejo por que essa não pode ser a minha vida, fazendo a minha arte sem deixar que essas coisas [a fama] interfiram. E não é que Amy deixou que isso levasse o melhor dela. Ela apenas não teve escolha. Foi tão esgotante e, como mostra o documentário, foi como alimentar um frenesi. Mas esse tipo de coisa não tem que ser parte do que eu faço. Você era próxima de Amy? Não. Nós tínhamos amigos em comum, mas eu não a conhecia e fico triste que as coisas tenham terminado como terminaram. Ela era inacreditavelmente talentosa. Ela foi uma das maiores artistas deste país. Nos últimos anos, artistas britânicos têm constantemente crescido no mundo. Como alguém que levanta a bandeira da Inglaterra, como você se sente? Eu estou muito orgulhosa de fazer parte disso. Toda vez que um britânico ganha um Grammy ou algum prêmio americano, fico um pouco orgulhosa deles e espero que um dia eu também faça isso.
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1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Ellie Goulding fala sobre próximo álbum e Amy Winehouse

por em 18/07/2015
Por Richard Smirke
O status de Ellie Goulding de atual rainha do pop britânico foi confirmado no início do ano quando "Love Me Like You Do", da trilha sonora de Cinquenta Tons De Cinza, passou quatro semanas no topo das paradas do Reino Unido e chegou à 3ª posição no Hot 100. Em entrevista à Billboard, a cantora falou sobre o seu terceiro álbum, o reencontro com o produtor sueco Max Martin e Amy Winehouse. Você está atualmente trabalhando no seu terceiro álbum em Londres. É difícil chegar ao mesmo nível de entusiasmo e intensidade que se tem no palco no estúdio? É um grande contraste. Estar no palco é uma situação de muita energia, enquanto no estúdio é só cérebro, já que realmente quero dizer como me sinto. Sempre que estou no estúdio consigo perceber quando não fiz nenhum esforço ou não coloquei emoção o suficiente em algo. Então nunca é bom o bastante para mim se eu não coloco emoção. Estou trabalhando com alguém no momento – somos duas garotas que claramente pensam demais. Quando nos juntamos, pensamos da mesma maneira e sinto como se fôssemos do mesmo universo. Nós simplesmente sentamos lá, pensamos, pensamos, e nada vem com facilidade. De repente, nós chegamos a uma letra e falamos: 'Ai, meu Deus. É isso!'. E você simplesmente sabe e tem uma conexão. É raro encontrar um compositor assim, então me considero privilegiada por trabalhar com ela. Seu nome é Laleh e ela foi contratada por Max Martin recentemente. Ela é uma artista incrível e nós temos uma ótima conexão. Você poderia falar sobre a direção do novo álbum? Não sei se é a palavra certa, mas é definitivamente maior. Um pouco mais ambicioso ou um pouco mais audacioso, eu não sei. Mas, certamente, estou assumindo algo bem maior do que já fiz. Está quase terminado e sairá neste ano. Nem que seja no dia 30 de dezembro, que é o meu aniversário, ele sairá neste ano. Além de Laleh, com quem mais você está trabalhando para compor? Trabalhei com Diplo. E trabalhei com produtores que conheço há anos, como Jim Eliot, do meu útimo álbum. Adoro trabalhar com ele. Eu achei que o que fizemos juntos ficou muito especial, então tive o pensamento de ‘não mexer em time que está ganhando’. Ele é simplesmente maravilhoso e eu pude voltar para a minha cidade natal [Hereford], o que ajuda muito no processo de composição. Mas depois eu fui adotada no acampamento de Max Martin e os amos muito. Você trabalhou com Max Martin em "Love Me Like You Do", que tornou-se um grande hit no mundo todo. O que torna o trabalho com a equipe de compositores e produtores dele tão frutífero? É mais do que a música. Eu sinto como se tivéssemos todos uma verdadeira ligação. Ele escreve com grandes artistas, mas também trabalha com os novos. Eu não me sinto como uma dessas grandes artistas, mas também não estou despercebida, então acho que ele foi atraído pela curiosidade e aqui estamos. Nos dois anos e meio desde o seu último álbum, sua fama aumentou de uma maneira que tudo o que você faz é noticiado no mundo inteiro. Como você se sente a respeito do circo que atualmente te cerca? Eu acho que quando artistas dizem "eu nunca quis ser famoso" nem sempre é verdade. Acho que, no começo, as pessoas ficam animadas com a ideia de tornarem-se famosas pela sua arte e, quando chegam lá, percebem que se arrependem de algum dia desejar isso. Eu assisti ao documentário sobre Amy Winehouse e ele me fez perceber que eu só quero continuar fazendo a minha arte enquanto puder, e nunca deixarei que isso tire o que há de melhor em mim. Eu aprendi com Amy. Ela é uma grande inspiração. Ela viveu aqui [em Londres]. Ela trabalhou aqui. Seus amigos estavam aqui. E não vejo por que essa não pode ser a minha vida, fazendo a minha arte sem deixar que essas coisas [a fama] interfiram. E não é que Amy deixou que isso levasse o melhor dela. Ela apenas não teve escolha. Foi tão esgotante e, como mostra o documentário, foi como alimentar um frenesi. Mas esse tipo de coisa não tem que ser parte do que eu faço. Você era próxima de Amy? Não. Nós tínhamos amigos em comum, mas eu não a conhecia e fico triste que as coisas tenham terminado como terminaram. Ela era inacreditavelmente talentosa. Ela foi uma das maiores artistas deste país. Nos últimos anos, artistas britânicos têm constantemente crescido no mundo. Como alguém que levanta a bandeira da Inglaterra, como você se sente? Eu estou muito orgulhosa de fazer parte disso. Toda vez que um britânico ganha um Grammy ou algum prêmio americano, fico um pouco orgulhosa deles e espero que um dia eu também faça isso.