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Em homenagem a Marielle, Zara Larsson mostra que o pop pode falar de política em SP

Cantora sueca se apresentou ontem na Lolla Party na Audio; nesta sexta, ela canta no palco Axe do Lollapalooza

por Rebecca Silva em 23/03/2018

A cantora sueca Zara Larsson integra a nova leva do pop, composta por cantoras jovens, muitas vezes de fora do eixo Estados Unidos-Inglaterra, que fazem letras conscientes e empoderadoras para batidas chicletes e radiofônicas, sem fugir dos temas tão adorados pelo gênero: amor e diversão. Zara foi uma das artistas que se apresentaram nas concorridas Lolla Parties, shows de nomes do lineup do festival Lollapalooza, em versão solo, em casas menores. Nesta quinta-feira (22/03), ela se apresentou na Audio, em São Paulo, para um público pequeno, mas animado.

Pontualíssima, Zara subiu ao palco vestindo o uniforme da seleção brasileira. O clichê mais repetido pelos gringos, mas que não falha entre os fãs. Acompanhada de duas dançarinas, a cantora deu um show de presença de palco, com coreografias pouco elaboradas, mas afiadas e muita simpatia com o público. A estrutura do palco, aliás, era a mais simples possível, sem telões, luzes ou efeitos. Provavelmente, o mesmo que os fãs assistirão nesta sexta (23/03), no Lollapalooza.

zarashow-leandrogodoiDivulgação/Leandro Godoi

Os “efeitos especiais” ficaram por conta do público. Organizados, os admiradores de Zara levaram notas de dinheiro falso para “Make That Money Girl” e bexigas brancas para “Symphony”, parceria da cantora com o grupo Clean Bandit. Ela adorou as surpresas e interagiu com ambas.

Foi, aliás, antes de “Symphony” que Zara revelou que, naquela tarde, tinha ido a um encontro com ativistas e feministas e que ficou sabendo do que aconteceu com a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, executada na quarta-feira passada (14/03). A cantora pediu para que os fãs cantassem com todo o coração em homenagem à vereadora. Assim, Zara junta-se a Katy Perry, que também fez tributo para Marielle na semana passada, na apresentação do Rio de Janeiro, mostrando que o pop pode, sim, posicionar-se politicamente.

A cantora lançou seu disco de estreia, So Good, no ano passado. Longo para os padrões atuais – 15 faixas -, o álbum faz com que a setlist seja confortavelmente planejada para a uma hora de show. Apenas uma música fica de fora, mas Zara ainda encaixa um mashup de “Don’t Let Me Be Yours”, escrita com Ed Sheeran, com “Shape Of You”, hit do britânico no ano passado. A faixa contou com versão à capela dos fãs, espontaneamente, que impressionou a cantora.

Com palco e figurino simples, Zara cativa pelo talento e pela simpatia. Cantando ao vivo, acompanhada de duas backing vocals afiadas, ela capricha em um show feito por pessoas, sem distrações tecnológicas. Nada contra os artifícios trazidos por tantas outras cantoras pop, mas Zara faz parte de um grupo que valoriza mais a presença e a troca do que a idolatria e o pedestal.

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A cantora sueca Zara Larsson integra a nova leva do pop, composta por cantoras jovens, muitas vezes de fora do eixo Estados Unidos-Inglaterra, que fazem letras conscientes e empoderadoras para batidas chicletes e radiofônicas, sem fugir dos temas tão adorados pelo gênero: amor e diversão. Zara foi uma das artistas que se apresentaram nas concorridas Lolla Parties, shows de nomes do lineup do festival Lollapalooza, em versão solo, em casas menores. Nesta quinta-feira (22/03), ela se apresentou na Audio, em São Paulo, para um público pequeno, mas animado.

Pontualíssima, Zara subiu ao palco vestindo o uniforme da seleção brasileira. O clichê mais repetido pelos gringos, mas que não falha entre os fãs. Acompanhada de duas dançarinas, a cantora deu um show de presença de palco, com coreografias pouco elaboradas, mas afiadas e muita simpatia com o público. A estrutura do palco, aliás, era a mais simples possível, sem telões, luzes ou efeitos. Provavelmente, o mesmo que os fãs assistirão nesta sexta (23/03), no Lollapalooza.

zarashow-leandrogodoiDivulgação/Leandro Godoi

Os “efeitos especiais” ficaram por conta do público. Organizados, os admiradores de Zara levaram notas de dinheiro falso para “Make That Money Girl” e bexigas brancas para “Symphony”, parceria da cantora com o grupo Clean Bandit. Ela adorou as surpresas e interagiu com ambas.

Foi, aliás, antes de “Symphony” que Zara revelou que, naquela tarde, tinha ido a um encontro com ativistas e feministas e que ficou sabendo do que aconteceu com a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, executada na quarta-feira passada (14/03). A cantora pediu para que os fãs cantassem com todo o coração em homenagem à vereadora. Assim, Zara junta-se a Katy Perry, que também fez tributo para Marielle na semana passada, na apresentação do Rio de Janeiro, mostrando que o pop pode, sim, posicionar-se politicamente.

A cantora lançou seu disco de estreia, So Good, no ano passado. Longo para os padrões atuais – 15 faixas -, o álbum faz com que a setlist seja confortavelmente planejada para a uma hora de show. Apenas uma música fica de fora, mas Zara ainda encaixa um mashup de “Don’t Let Me Be Yours”, escrita com Ed Sheeran, com “Shape Of You”, hit do britânico no ano passado. A faixa contou com versão à capela dos fãs, espontaneamente, que impressionou a cantora.

Com palco e figurino simples, Zara cativa pelo talento e pela simpatia. Cantando ao vivo, acompanhada de duas backing vocals afiadas, ela capricha em um show feito por pessoas, sem distrações tecnológicas. Nada contra os artifícios trazidos por tantas outras cantoras pop, mas Zara faz parte de um grupo que valoriza mais a presença e a troca do que a idolatria e o pedestal.