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Em mutação: cariocas do The Outs buscam a melhor tradução para sua psicodelia

por em 01/12/2014
“M
esmo não ganhando o programa, a exposição vai dar um gás para a banda. Viemos para a brincadeira pensando que já tínhamos ganhado o que queríamos. De sete mil bandas, ficamos no top 12. A vitória já estava aí. O programa foi bom para mostrarmos nosso som, sem encasquetar com a vitória.” Quem vê Gabriel falando pensa que sua banda foi só mais uma a passar pelo Breakout Brasil. Já quem acompanhou todos os episódios sabe que, desde o primeiro acorde tocado, o quarteto carioca se posicionou muito bem para levar o prêmio principal. Estamos falando de uma banda de músicos versáteis, já um tanto rodados, convictos de cada passo. “A música é a nossa droga”, define Gabriel, que tem ao seu lado Dennis, Tiago e Vinícius. “A gente sempre ouviu som psicodélico. Escutamos muito The Verve em 2007, 2008. Foi a banda que começou essa onda psicodélica para a gente: uma guitarra mais viajante, um vocal mais dentro da música. Depois, conhecemos Beatles e outras coisas semelhantes”, recorda. O início do The Outs teve muito a ver com o britpop. Bandas como Oasis, Blur e Kula Shaker eram referências nos primeiros ensaios e shows. “Depois, sentimos que tínhamos de ter referências mais atuais, de bandas que estivessem numa linha mais psicodélica. Conhecemos Tame Impala, Pond, Jack White, Black Keys. Pegamos o que a gente gosta disso daí e tentamos criar algo novo. Pesquisa musical é o que a gente mais gosta de fazer”, diz Dennis. Até a participação no Breakout Brasil, o vocalista Tiago defendia todas as músicas do The Outs em inglês. Se o programa já mudou o destino dos cariocas de alguma forma, foi por abrir uma possibilidade de mudança de idioma preferencial no futuro. “Em duas provas, tivemos de fazer músicas em português. A gente gostou do desafio. Ficou interessante. Buscamos a brasilidade de bandas que já gostávamos, casos de Mutantes, do pessoal do Clube da Esquina, do Novos Baianos. A gente se surpreendeu com o resultado. Acendeu uma luzinha”, entrega Vinícius. O que anda empolgando o The Outs é o sucesso dos amigos goianos do Boogarins no exterior – um grupo que tem se dado bem mesmo com todas as letras sendo defendidas em português. “Quando cantamos em inglês, estamos tentando brigar com bandas lá de fora. E isso é uma disputa complicada, pois há muitas bandas excelentes lá. O português por si só traz um outro toque, pode ser curioso para os gringos. Por isso estamos considerando o português. Teríamos de cair dentro e desenvolver como fazer isso de uma forma legal”, reflete Gabriel. Que várias pulgas estão alojadas atrás das orelhas deles – e que o Breakout Brasil tem parte nisso – podemos ter certeza.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Em mutação: cariocas do The Outs buscam a melhor tradução para sua psicodelia

por em 01/12/2014
“M
esmo não ganhando o programa, a exposição vai dar um gás para a banda. Viemos para a brincadeira pensando que já tínhamos ganhado o que queríamos. De sete mil bandas, ficamos no top 12. A vitória já estava aí. O programa foi bom para mostrarmos nosso som, sem encasquetar com a vitória.” Quem vê Gabriel falando pensa que sua banda foi só mais uma a passar pelo Breakout Brasil. Já quem acompanhou todos os episódios sabe que, desde o primeiro acorde tocado, o quarteto carioca se posicionou muito bem para levar o prêmio principal. Estamos falando de uma banda de músicos versáteis, já um tanto rodados, convictos de cada passo. “A música é a nossa droga”, define Gabriel, que tem ao seu lado Dennis, Tiago e Vinícius. “A gente sempre ouviu som psicodélico. Escutamos muito The Verve em 2007, 2008. Foi a banda que começou essa onda psicodélica para a gente: uma guitarra mais viajante, um vocal mais dentro da música. Depois, conhecemos Beatles e outras coisas semelhantes”, recorda. O início do The Outs teve muito a ver com o britpop. Bandas como Oasis, Blur e Kula Shaker eram referências nos primeiros ensaios e shows. “Depois, sentimos que tínhamos de ter referências mais atuais, de bandas que estivessem numa linha mais psicodélica. Conhecemos Tame Impala, Pond, Jack White, Black Keys. Pegamos o que a gente gosta disso daí e tentamos criar algo novo. Pesquisa musical é o que a gente mais gosta de fazer”, diz Dennis. Até a participação no Breakout Brasil, o vocalista Tiago defendia todas as músicas do The Outs em inglês. Se o programa já mudou o destino dos cariocas de alguma forma, foi por abrir uma possibilidade de mudança de idioma preferencial no futuro. “Em duas provas, tivemos de fazer músicas em português. A gente gostou do desafio. Ficou interessante. Buscamos a brasilidade de bandas que já gostávamos, casos de Mutantes, do pessoal do Clube da Esquina, do Novos Baianos. A gente se surpreendeu com o resultado. Acendeu uma luzinha”, entrega Vinícius. O que anda empolgando o The Outs é o sucesso dos amigos goianos do Boogarins no exterior – um grupo que tem se dado bem mesmo com todas as letras sendo defendidas em português. “Quando cantamos em inglês, estamos tentando brigar com bandas lá de fora. E isso é uma disputa complicada, pois há muitas bandas excelentes lá. O português por si só traz um outro toque, pode ser curioso para os gringos. Por isso estamos considerando o português. Teríamos de cair dentro e desenvolver como fazer isso de uma forma legal”, reflete Gabriel. Que várias pulgas estão alojadas atrás das orelhas deles – e que o Breakout Brasil tem parte nisso – podemos ter certeza.