NOTÍCIAS

Em noite de estreia do Rock in Rio, Queen mostra soberania

por em 19/09/2015
Por Bruna Gonçalves Serur
Ryan Tedder bem que tentou prender a atenção do público, porém sem muito sucesso. O OneRepublic mostrou a tatuagem que o multiinstrumentista Drew Brown tem em homenagem ao Queen, colocou a bandeira do Brasil no telão e até tocou cover da batida "Seven Nation Army", do White Stripes. "Esse é um sonho, 30 anos depois do show do Queen... Muito obrigado por esta noite", agradeceu Tedder, logo no início. E a cada menção que o vocalista do OneRepublic fazia à atração principal da noite, os desprevenidos, que só ouviam a palavra-chave, gritavam. Foram os momentos nos quais o público mais vibrou, mesmo com o OneRepublic mostrando seu trabalho no palco. A banda norte-americana se esforçou e fez um bom show, com muitos solos - vocal, piano e até guitarra espanhola. "Esta é a segunda música que nós lançamos. Alguns de vocês eram crianças. Se souberem, cantem conosco”, pediu Tedder - em vão, pois poucas pessoas sabiam a letra de "Stop And Stare", single do disco de estreia da banda, Dreaming Out Louds (2007). No repertório, estavam, claro, os hits "Apologize" - que teve até um mashup de "Stay With Me", de Sam Smith -, "Counting Stars", "Secrets", "All The Right Moves", "I Lived" e "If I Lose Myself Tonight", que encerrou a apresentação. E então era a vez deles. Quem estava sentado economizando energia, levantou-se assim que o bandeirão com o logo da banda surgiu. Queen subiu ao palco do Rock in Rio 30 anos depois do seu show na primeira edição do festival. O público estava eufórico, assim como os coroas. Brian May corria de um lado do palco para o outro com a sua guitarra, a fim de dar um pouco de si para todos. Ele deu e ainda assim não foi o suficiente - as pessoas imploravam por mais. Na bateria, o incansável Roger Taylor nos faz esquecer os seus 66 anos. Na primeira música, parecia que o show era apenas de Taylor e May. E então Adam Lambert chega para cativar com o seu requebrado e carisma. Em "Killer Queen" Lambert era a própria rainha, abanando-se de leque e deitado num sofá (num estilo à lá Maria Antonieta). No fim, bebeu champanhe no gargalo e ainda cuspiu na plateia, como se fosse uma fonte, arrancando sorrisos ainda mais largos. "Rio, quem aqui está apaixonado? Será que alguém podia encontrar alguém para eu amar?", gritou o vocalista, antes do início de "Somebody To Love". Como era de esperar, "Love Of My Life" foi cantada em coro, assim como em 1985. "É uma experiência emocionante estar aqui depois de 30 anos", disse Brian May, sozinho no palco com seu violão. "Cantem comigo, essa é para Freddie". Poucos olhos ficaram secos enquanto o público executava o pedido, recebido como uma ordem, quando Freddie Mercury apareceu no telão e em gravação. Em seguida, foi a vez de Taylor cantar "Kind Of Magic". Ao longo da apresentação inteira, várias pessoas sentaram no chão para descansar a desgastada coluna e joelhos. Para "Under Pressure" - com Taylor substituindo os vocais de Bowie, além de tocar a bateria -, Lambert trocou de roupa para algo mais apropriado (uma calça e regata brancas e colete de jeans sem mangas) para os 37ºC cariocas. Ou 47ºC, a sensação térmica para quem estava assistindo ao disputado show na multidão. O cantor, que conquistou o público com sua simpatia, escorregou em algumas canções, como "Save Me". No entanto, "Ghost Town", do seu álbum solo, The Original High, acompanhada da potente guitarra de May, foi melhor recebida do que era antecipado. https://www.youtube.com/watch?v=4pQx0s5F3wM Apesar de carismático e fiel à proposta teatral, Adam Lambert não pode ser comparado a Freddie Mercury - e ele nem deseja ser. O "novato" (ele está com a banda de May e Taylor desde 2011) é apenas um ótimo encaixe.
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Em noite de estreia do Rock in Rio, Queen mostra soberania

por em 19/09/2015
Por Bruna Gonçalves Serur
Ryan Tedder bem que tentou prender a atenção do público, porém sem muito sucesso. O OneRepublic mostrou a tatuagem que o multiinstrumentista Drew Brown tem em homenagem ao Queen, colocou a bandeira do Brasil no telão e até tocou cover da batida "Seven Nation Army", do White Stripes. "Esse é um sonho, 30 anos depois do show do Queen... Muito obrigado por esta noite", agradeceu Tedder, logo no início. E a cada menção que o vocalista do OneRepublic fazia à atração principal da noite, os desprevenidos, que só ouviam a palavra-chave, gritavam. Foram os momentos nos quais o público mais vibrou, mesmo com o OneRepublic mostrando seu trabalho no palco. A banda norte-americana se esforçou e fez um bom show, com muitos solos - vocal, piano e até guitarra espanhola. "Esta é a segunda música que nós lançamos. Alguns de vocês eram crianças. Se souberem, cantem conosco”, pediu Tedder - em vão, pois poucas pessoas sabiam a letra de "Stop And Stare", single do disco de estreia da banda, Dreaming Out Louds (2007). No repertório, estavam, claro, os hits "Apologize" - que teve até um mashup de "Stay With Me", de Sam Smith -, "Counting Stars", "Secrets", "All The Right Moves", "I Lived" e "If I Lose Myself Tonight", que encerrou a apresentação. E então era a vez deles. Quem estava sentado economizando energia, levantou-se assim que o bandeirão com o logo da banda surgiu. Queen subiu ao palco do Rock in Rio 30 anos depois do seu show na primeira edição do festival. O público estava eufórico, assim como os coroas. Brian May corria de um lado do palco para o outro com a sua guitarra, a fim de dar um pouco de si para todos. Ele deu e ainda assim não foi o suficiente - as pessoas imploravam por mais. Na bateria, o incansável Roger Taylor nos faz esquecer os seus 66 anos. Na primeira música, parecia que o show era apenas de Taylor e May. E então Adam Lambert chega para cativar com o seu requebrado e carisma. Em "Killer Queen" Lambert era a própria rainha, abanando-se de leque e deitado num sofá (num estilo à lá Maria Antonieta). No fim, bebeu champanhe no gargalo e ainda cuspiu na plateia, como se fosse uma fonte, arrancando sorrisos ainda mais largos. "Rio, quem aqui está apaixonado? Será que alguém podia encontrar alguém para eu amar?", gritou o vocalista, antes do início de "Somebody To Love". Como era de esperar, "Love Of My Life" foi cantada em coro, assim como em 1985. "É uma experiência emocionante estar aqui depois de 30 anos", disse Brian May, sozinho no palco com seu violão. "Cantem comigo, essa é para Freddie". Poucos olhos ficaram secos enquanto o público executava o pedido, recebido como uma ordem, quando Freddie Mercury apareceu no telão e em gravação. Em seguida, foi a vez de Taylor cantar "Kind Of Magic". Ao longo da apresentação inteira, várias pessoas sentaram no chão para descansar a desgastada coluna e joelhos. Para "Under Pressure" - com Taylor substituindo os vocais de Bowie, além de tocar a bateria -, Lambert trocou de roupa para algo mais apropriado (uma calça e regata brancas e colete de jeans sem mangas) para os 37ºC cariocas. Ou 47ºC, a sensação térmica para quem estava assistindo ao disputado show na multidão. O cantor, que conquistou o público com sua simpatia, escorregou em algumas canções, como "Save Me". No entanto, "Ghost Town", do seu álbum solo, The Original High, acompanhada da potente guitarra de May, foi melhor recebida do que era antecipado. https://www.youtube.com/watch?v=4pQx0s5F3wM Apesar de carismático e fiel à proposta teatral, Adam Lambert não pode ser comparado a Freddie Mercury - e ele nem deseja ser. O "novato" (ele está com a banda de May e Taylor desde 2011) é apenas um ótimo encaixe.