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Em noite de perdão e “Mexicola”, Queens Of The Stone Age faz casa lotada suar

por em 26/09/2014
ong>Por José Flávio Júnior Um Espaço das Américas lotado ofereceu na noite de ontem (25/9) a recepção calorosa que o Queens Of The Stone Age merecia. Desde que o grupo fez sua estreia no Brasil, no Rock in Rio de 2001, os fãs das antigas sentem uma mistura de alívio e desagravo a cada vez que Josh Homme e sua gangue são bem tratados por aqui. Isso porque, naquela ocasião, o QOTSA foi vaiado e humilhado pelos metaleiros que aguardavam Sepultura e Iron Maiden, as atrações que se apresentaram logo na sequência. OK, a banda participou de outros dois festivais depois do Rock in Rio (SWU e Lollapalooza) e não houve qualquer incidente. Pelo contrário. Mas, para as testemunhas daquela noite na Cidade do Rock, é impossível apagar das retinas as cenas de Homme e seu então escudeiro Nick Oliveri tentando agradar a turba ignóbil e recebendo apupos em troca. Ironicamente, após as seis primeiras músicas executadas na casa de shows da Barra Funda, parte dos 7 mil fãs começou a pedir “Mexicola” (com pronúncia aportuguesada!). A faixa integra o primeiro disco do QOTSA e podia até ter sido tocada no maldito Rock in Rio, já que o repertório dos californianos então era curto (apenas dois álbuns lançados). Acontece que, neste ano, ela ainda não havia pintado nos setlists. A promessa de que atenderia ao pedido soou como bravata de Homme. Mas, dez músicas depois, foi servida a tal “Mexicola” – uma adição tão inusitada ao roteiro que até o baterista Jon Theodore deu uma erradinha. Para a velha guarda, foi como se Homme tivesse aceitado mais esse pedido de desculpas dos brasileiros e ainda mandado um “agora desencana disso!”. A outra música solicitada em coro não veio: “Misfit Love”, tocada em Buenos Aires no ano passado, mais ainda inédita por aqui (quem for ao show de Porto Alegre no sábado, também com ingressos esgotados, pode ter a sorte de ouvi-la). Mas fica difícil reclamar de um script com 21 pauladas (no México, a parada anterior da turnê, foram apenas 18), espalhadas por 1h45 de espetáculo. Se bem que as xaropes “...Like Clockwork”, “I Appear Missing” e “The Vampyre Of Time And Memory” não podem ser chamadas de pauladas. O público, no entanto, estava bastante receptivo às músicas melosas do último álbum. Tanto que o momento em que as vozes dos presentes ficaram mais evidência se deu nas estrofes de “Fairweather Friends”. Homme levou o show com comentários cirúrgicos, sempre enaltecendo o ânimo de quem pagou caro para estar no gargarejo (detalhe: a casa parecia uma sauna de tão quente, algo indesculpável). Também fez questão de mencionar que a atual turnê começou em São Paulo, no Lollapalooza de 2013. Antes de fechar o bis com “A Song For The Dead”, prometeu que se o QOTSA vier a lançar um novo álbum, o começo será pela capital paulistana novamente. Isso a gente bem sabe que é conversinha de rockstar. Mas, vindo de Homme, dá para perdoar.  (Foto: Marcos Hermes/divulgação)
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Em noite de perdão e “Mexicola”, Queens Of The Stone Age faz casa lotada suar

por em 26/09/2014
ong>Por José Flávio Júnior Um Espaço das Américas lotado ofereceu na noite de ontem (25/9) a recepção calorosa que o Queens Of The Stone Age merecia. Desde que o grupo fez sua estreia no Brasil, no Rock in Rio de 2001, os fãs das antigas sentem uma mistura de alívio e desagravo a cada vez que Josh Homme e sua gangue são bem tratados por aqui. Isso porque, naquela ocasião, o QOTSA foi vaiado e humilhado pelos metaleiros que aguardavam Sepultura e Iron Maiden, as atrações que se apresentaram logo na sequência. OK, a banda participou de outros dois festivais depois do Rock in Rio (SWU e Lollapalooza) e não houve qualquer incidente. Pelo contrário. Mas, para as testemunhas daquela noite na Cidade do Rock, é impossível apagar das retinas as cenas de Homme e seu então escudeiro Nick Oliveri tentando agradar a turba ignóbil e recebendo apupos em troca. Ironicamente, após as seis primeiras músicas executadas na casa de shows da Barra Funda, parte dos 7 mil fãs começou a pedir “Mexicola” (com pronúncia aportuguesada!). A faixa integra o primeiro disco do QOTSA e podia até ter sido tocada no maldito Rock in Rio, já que o repertório dos californianos então era curto (apenas dois álbuns lançados). Acontece que, neste ano, ela ainda não havia pintado nos setlists. A promessa de que atenderia ao pedido soou como bravata de Homme. Mas, dez músicas depois, foi servida a tal “Mexicola” – uma adição tão inusitada ao roteiro que até o baterista Jon Theodore deu uma erradinha. Para a velha guarda, foi como se Homme tivesse aceitado mais esse pedido de desculpas dos brasileiros e ainda mandado um “agora desencana disso!”. A outra música solicitada em coro não veio: “Misfit Love”, tocada em Buenos Aires no ano passado, mais ainda inédita por aqui (quem for ao show de Porto Alegre no sábado, também com ingressos esgotados, pode ter a sorte de ouvi-la). Mas fica difícil reclamar de um script com 21 pauladas (no México, a parada anterior da turnê, foram apenas 18), espalhadas por 1h45 de espetáculo. Se bem que as xaropes “...Like Clockwork”, “I Appear Missing” e “The Vampyre Of Time And Memory” não podem ser chamadas de pauladas. O público, no entanto, estava bastante receptivo às músicas melosas do último álbum. Tanto que o momento em que as vozes dos presentes ficaram mais evidência se deu nas estrofes de “Fairweather Friends”. Homme levou o show com comentários cirúrgicos, sempre enaltecendo o ânimo de quem pagou caro para estar no gargarejo (detalhe: a casa parecia uma sauna de tão quente, algo indesculpável). Também fez questão de mencionar que a atual turnê começou em São Paulo, no Lollapalooza de 2013. Antes de fechar o bis com “A Song For The Dead”, prometeu que se o QOTSA vier a lançar um novo álbum, o começo será pela capital paulistana novamente. Isso a gente bem sabe que é conversinha de rockstar. Mas, vindo de Homme, dá para perdoar.  (Foto: Marcos Hermes/divulgação)