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Em retorno como trio, Paralamas misturam hits, covers e lados B em São Paulo

por em 22/02/2016
Os Paralamas do Sucesso – 21 de fevereiro – Teatro J Safra/São Paulo, SP
Por Lucas Borges Teixeira Não faltam sucessos em um show dos Paralamas do Sucesso. Afinal, não é qualquer um que pode ostentar uma sequência própria de “Óculos”, “Meu Erro” e “Alagados”. Nos últimos três anos, a banda rodou o país com seu projeto de comemoração de 30 anos de carreira em que tocava quase todos os seus hits. No entanto, quem foi ao teatro J Safra, em São Paulo, para ver o projeto Paralamas Trio, em que Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone voltaram a tocar sozinhos em um palco depois de três décadas, teve uma experiência totalmente diferente das apresentações convencionais da banda carioca. A começar pelo local. O novo teatro na Barra Funda é um ambiente diferente das grandes casas de show em que a banda geralmente se apresenta. Não foi à toa, portanto, que Herbert Viana pediu repetidas respostas da plateia no começo. O público, empolgado, queria pular ao som de “Meu Erro”(segunda música), mas a estrutura, claro, não ajudava. Ele não se aguentou: “Podem se levantar”. A resposta imediata foi a tomada da frente do palco. O clima mudou. Até Bi Ribeiro, conhecido por não se empolgar no palco, começou a se movimentar mais. Dessa vez, o trio trocou a maioria dos hits por uma série de covers em homenagem a artistas que influenciaram suas carreiras. “Uma banda que sempre nos encantou e inspirou muito nos anos 1980”, afirmou o vocalista antes de começar a entoar“Running On The Spot”, do Jam. Ele também falou das suas raízes latino-americanas. Depois de “Cuando Pase El Temblor”, do Soda Stereo, acusou o Brasil de manter-se cego ao pop dos vizinhos. Também teve The Who (“See Me Feel Me”) e, por fim, Jimi Hendrix. “Vamos ser mais uma vez pretensiosos e tocar uma daquele cara que era o melhor de todos, disparado”, anunciou antes de “Little Wing”. Os três estavam em um bom humor nítido. Herbert Vianna falou mais do que o normal. “Fomos muito pretensiosos?”, brincou, depois de tocar a segundo do guitarrista americano. De fato, embora não haja base de comparação, eles não deixaram a desejar. A formação a três permitiu que as virtudes de cada um deles com seu instrumento ficasse mais evidente. Difícil dizer quem estava melhor. Por outro lado, a formação mais crua e minimalista expõe mais as falhas. A voz de Herbert claramente não acompanha sua elaborada guitarra. Não que isso seja um problema pra ele. “Desculpem, o idiota aqui na fase pós-acidente continua a fazer besteira”, brincou depois de errar a passagem de “Viernes 3 Am”. A banda também decidiu apostar nos lados B. Músicas nada presentes no repertório atual da banda: “O Rouxinol E A Rosa” (de Os Grãos, 1991), “Vovó Ondina É Gente Fina” (Cinema Mudo, 1983), “Dois Elefantes” (Bora-Bora, 1988) e até “Mr. Scarecrow”, gravada com Cássia Eller no terceiro álbum solo de Herbert Vianna (O Som Do Sim, 2000). Sem muitas pretensões, em uma semana em que o país está voltado aos Rolling Stones, os Paralamas mostram que, com a antiga fórmula de guitarra, bateria e baixo, ainda se faz um bom show de rock.
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por em 22/02/2016
Os Paralamas do Sucesso – 21 de fevereiro – Teatro J Safra/São Paulo, SP
Por Lucas Borges Teixeira Não faltam sucessos em um show dos Paralamas do Sucesso. Afinal, não é qualquer um que pode ostentar uma sequência própria de “Óculos”, “Meu Erro” e “Alagados”. Nos últimos três anos, a banda rodou o país com seu projeto de comemoração de 30 anos de carreira em que tocava quase todos os seus hits. No entanto, quem foi ao teatro J Safra, em São Paulo, para ver o projeto Paralamas Trio, em que Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone voltaram a tocar sozinhos em um palco depois de três décadas, teve uma experiência totalmente diferente das apresentações convencionais da banda carioca. A começar pelo local. O novo teatro na Barra Funda é um ambiente diferente das grandes casas de show em que a banda geralmente se apresenta. Não foi à toa, portanto, que Herbert Viana pediu repetidas respostas da plateia no começo. O público, empolgado, queria pular ao som de “Meu Erro”(segunda música), mas a estrutura, claro, não ajudava. Ele não se aguentou: “Podem se levantar”. A resposta imediata foi a tomada da frente do palco. O clima mudou. Até Bi Ribeiro, conhecido por não se empolgar no palco, começou a se movimentar mais. Dessa vez, o trio trocou a maioria dos hits por uma série de covers em homenagem a artistas que influenciaram suas carreiras. “Uma banda que sempre nos encantou e inspirou muito nos anos 1980”, afirmou o vocalista antes de começar a entoar“Running On The Spot”, do Jam. Ele também falou das suas raízes latino-americanas. Depois de “Cuando Pase El Temblor”, do Soda Stereo, acusou o Brasil de manter-se cego ao pop dos vizinhos. Também teve The Who (“See Me Feel Me”) e, por fim, Jimi Hendrix. “Vamos ser mais uma vez pretensiosos e tocar uma daquele cara que era o melhor de todos, disparado”, anunciou antes de “Little Wing”. Os três estavam em um bom humor nítido. Herbert Vianna falou mais do que o normal. “Fomos muito pretensiosos?”, brincou, depois de tocar a segundo do guitarrista americano. De fato, embora não haja base de comparação, eles não deixaram a desejar. A formação a três permitiu que as virtudes de cada um deles com seu instrumento ficasse mais evidente. Difícil dizer quem estava melhor. Por outro lado, a formação mais crua e minimalista expõe mais as falhas. A voz de Herbert claramente não acompanha sua elaborada guitarra. Não que isso seja um problema pra ele. “Desculpem, o idiota aqui na fase pós-acidente continua a fazer besteira”, brincou depois de errar a passagem de “Viernes 3 Am”. A banda também decidiu apostar nos lados B. Músicas nada presentes no repertório atual da banda: “O Rouxinol E A Rosa” (de Os Grãos, 1991), “Vovó Ondina É Gente Fina” (Cinema Mudo, 1983), “Dois Elefantes” (Bora-Bora, 1988) e até “Mr. Scarecrow”, gravada com Cássia Eller no terceiro álbum solo de Herbert Vianna (O Som Do Sim, 2000). Sem muitas pretensões, em uma semana em que o país está voltado aos Rolling Stones, os Paralamas mostram que, com a antiga fórmula de guitarra, bateria e baixo, ainda se faz um bom show de rock.