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Em São Paulo, Kesha diverte fãs com baixarias e todos os hits

por em 26/01/2015
ong>Por Angela Destri Os gritos ensurdecedores começaram antes mesmo de Kesha subir ao palco. A fumaça, o show de luzes e a entrada dos músicos foi o suficiente para que as poucas pessoas presentes no Citibank Hall, em São Paulo, ontem (25/1), parecessem uma multidão. Depois de alguns minutos de introdução, a cantora apareceu e todos perderam a linha. A apresentação começou com “Warrior”, que dá nome ao álbum e à turnê, e já era possível perceber o que aconteceria pela próxima 1h30: muito circo, pouca música. Dançarinos, figurinos, objetos de cena... Vários truques e embelezamentos que pareciam querer tirar a atenção das letras e melodias. 01 Pouco importava o que Kesha fazia. Todo e qualquer movimento era seguido por berros histéricos de seus seguidores. Isso foi ainda mais perceptível quando a loira fez sua primeira troca de roupas, deixando o trabalho de entreter o público com sua banda de apoio. Não rolou: se não era ela em cima do palco, o povo não dava a menor bola para o que acontecia ali. Quando retornou, usando um visual sexy, mas descolado, iniciou a segunda parte do show, um pouco mais “roqueira”. A cantora separou algumas surpresas para os fãs. A primeira delas foi “Machine Gun Love”, nunca antes tocada no Brasil. Em seguida, foi a vez de “Take It Off”, em que um verdadeiro strip club foi montado no palco. Um rapaz foi escolhido para receber a lap dance de sua rainha e seus dois dançarinos. Tanto a atitude da artista, que chegou a pedir para ver um “brazilian penis”, quanto as letras de suas músicas não são exatamente apropriadas para menores de 18. Mas, naquela plateia realmente jovem, com certeza havia gente que ainda não pode beber e dirigir. Não que eles se impressionassem quando ela dizia coisas do tipo “São Paulo, entre na minha vagina!” ou beijava seu tecladista ou tirava as calças dele, mostrando o bumbum. 02 A segunda surpresa foi recebida com ainda mais entusiasmo. “Ninguém no mundo viu isso antes”, anunciou Kesha, antes de começar a cantar “Timber”, sua parceria com Pitbull – que, de fato, foi apresentada raríssimas vezes. A verdadeira festa, porém, começou a partir de “Your Love Is My Drug”, em que um hipopótamo rosa gigante foi levado para o palco e seus dançarinos apareceram com bandeiras dos Estados Unidos estilizadas nas cores do arco-íris, representando o movimento LGBT, que sempre teve o apoio da cantora. O setlist foi encerrado com “Tik Tok”, hit de 2009 que a fez estourar, com a aguardada “Die Young” pintando somente no bis. Para finalizar, um dos integrantes de sua equipe, a quem ela chamou de Santa (Papai Noel), assumiu os vocais e mandou “(You Gotta) Fight For Your Right (To Party!)”, dos Beastie Boys. Enquanto isso, Kesha, destruía duas pichorras (que nossos hermanos chamam de piñatas), saía correndo pelo palco com uma bandeira do Brasil e brincava com seus dançarinos. Tudo, obviamente, sob os aplausos de seus fãs, que achavam tudo maravilhoso, gritando “linda”, “gostosa” e “eu te amo”. Até os mais descontrolados sacaram o óbvio: o que Kesha realmente quer é se divertir; a música é apenas um pretexto. 03
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Em São Paulo, Kesha diverte fãs com baixarias e todos os hits

por em 26/01/2015
ong>Por Angela Destri Os gritos ensurdecedores começaram antes mesmo de Kesha subir ao palco. A fumaça, o show de luzes e a entrada dos músicos foi o suficiente para que as poucas pessoas presentes no Citibank Hall, em São Paulo, ontem (25/1), parecessem uma multidão. Depois de alguns minutos de introdução, a cantora apareceu e todos perderam a linha. A apresentação começou com “Warrior”, que dá nome ao álbum e à turnê, e já era possível perceber o que aconteceria pela próxima 1h30: muito circo, pouca música. Dançarinos, figurinos, objetos de cena... Vários truques e embelezamentos que pareciam querer tirar a atenção das letras e melodias. 01 Pouco importava o que Kesha fazia. Todo e qualquer movimento era seguido por berros histéricos de seus seguidores. Isso foi ainda mais perceptível quando a loira fez sua primeira troca de roupas, deixando o trabalho de entreter o público com sua banda de apoio. Não rolou: se não era ela em cima do palco, o povo não dava a menor bola para o que acontecia ali. Quando retornou, usando um visual sexy, mas descolado, iniciou a segunda parte do show, um pouco mais “roqueira”. A cantora separou algumas surpresas para os fãs. A primeira delas foi “Machine Gun Love”, nunca antes tocada no Brasil. Em seguida, foi a vez de “Take It Off”, em que um verdadeiro strip club foi montado no palco. Um rapaz foi escolhido para receber a lap dance de sua rainha e seus dois dançarinos. Tanto a atitude da artista, que chegou a pedir para ver um “brazilian penis”, quanto as letras de suas músicas não são exatamente apropriadas para menores de 18. Mas, naquela plateia realmente jovem, com certeza havia gente que ainda não pode beber e dirigir. Não que eles se impressionassem quando ela dizia coisas do tipo “São Paulo, entre na minha vagina!” ou beijava seu tecladista ou tirava as calças dele, mostrando o bumbum. 02 A segunda surpresa foi recebida com ainda mais entusiasmo. “Ninguém no mundo viu isso antes”, anunciou Kesha, antes de começar a cantar “Timber”, sua parceria com Pitbull – que, de fato, foi apresentada raríssimas vezes. A verdadeira festa, porém, começou a partir de “Your Love Is My Drug”, em que um hipopótamo rosa gigante foi levado para o palco e seus dançarinos apareceram com bandeiras dos Estados Unidos estilizadas nas cores do arco-íris, representando o movimento LGBT, que sempre teve o apoio da cantora. O setlist foi encerrado com “Tik Tok”, hit de 2009 que a fez estourar, com a aguardada “Die Young” pintando somente no bis. Para finalizar, um dos integrantes de sua equipe, a quem ela chamou de Santa (Papai Noel), assumiu os vocais e mandou “(You Gotta) Fight For Your Right (To Party!)”, dos Beastie Boys. Enquanto isso, Kesha, destruía duas pichorras (que nossos hermanos chamam de piñatas), saía correndo pelo palco com uma bandeira do Brasil e brincava com seus dançarinos. Tudo, obviamente, sob os aplausos de seus fãs, que achavam tudo maravilhoso, gritando “linda”, “gostosa” e “eu te amo”. Até os mais descontrolados sacaram o óbvio: o que Kesha realmente quer é se divertir; a música é apenas um pretexto. 03