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Em terceiro show em São Paulo, Jake Bugg sorri pouco e encanta muito

por em 28/11/2014

Por Bruna Serur

Quando adentrou o palco do Citibank Hall para sua terceira apresentação em São Paulo este ano, Jake Bugg não parecia diferente do tímido inglês que tocou no Lollapalooza em abril. Rápido, pegou sua guitarra e foi direto para o microfone, sem rodeios ou introdução. O show de 1h15 de duração começou às 21h32 com “Messed Up Kids”, do seu mais recente álbum, Shangri La – homônimo da turnê. A diferença não estava em Jake, que, como em abril, “deu show”. Estava na plateia, que dessa vez o acompanhou não somente nos refrãos, mas cantando todas as letras, de “Messed Up Kids” até “Lightning Bolt”.

Quem perdeu o show do Lollapalooza ou nunca deu uma googleada rápida no nome do cantor ficou surpreso com a seriedade do britânico, que mal interagiu com o público. As raras palavras não cantadas eram dificílimas de decifrar por conta do carregado sotaque. Antes do início do show, depois da abertura da banda brasileira The Moondogs, que “esquentou” a galera, houve uma tentativa de coro “Jake! Jake! Jake!” que não deu muito certo. Algumas pessoas pediram silêncio, pois “ele não gosta disso”, argumentaram.

O quarteto The Moondogs merece um parágrafo próprio. Escolha muito coerente com a atração principal, os quatro sorridentes integrantes, todos uniformizados com suéter, calça e sapatos sociais pretos, camisa branca e gravata borboleta, vieram “para trazer um pouco de rock n’roll”, como disse o carismático vocalista Johnny Franco – que até desceu correndo do palco para dançar com as pessoas na pista.

Logo em seguida começou a organização do palco para receber Jake Bugg. Como de praxe, cada pessoa da produção que aparecia para testar um instrumento recebia uma onda de gritinhos. Se ao menos a plateia soubesse que o verdadeiro Bugg nem os daria a chance de processar a sua chegada... Mas a postura burocrática não impediu que Bugg fizesse um show impecável e deixasse todos os presentes boquiabertos com seus solos de guitarra, principalmente em “Taste It”, do seu álbum de lançamento, o homônimo Jake Bugg, de 2012.

Perto do fim, o que devia ser um dos pontos altos da noite perdeu um pouco da intensidade. “Broken” era para ser executada exclusivamente por Bugg, um faixo de luz e um violão. Infelizmente, algumas fãs histéricas mal deixaram o cara cantar. Entre berros de “lindo!”, “maravilhoso!” e “Jake, I love you!”, a canção perdeu um pouco da graça. Logo em seguida, veio a animadíssima “Lightning Bolt” e aí ficou tudo certo. No início da música, Jake, trocando uma palavra com seu companheiro, o baixista Tom Robertson (o “Robbo”), até deixou escapar um sorriso. Só isso. Era a retribuição que a carinhosa plateia queria para ir para casa. Houve até gente chorando de emoção, incrédula.

O setlist foi quase o mesmo do restante da turnê, sofrendo apenas pequenas alterações – entre elas, a adição de “Hold On You”, lançada em outubro. Bis? Não existiu. Teve quem ficasse parado esperando (o quê? não se sabe) o retorno do inglês, mas isso realmente não aconteceu. Hoje (28/11), Bugg leva sua sisudez para o Rio de Janeiro. O show é no Citibank Hall, às 21h30.

(Foto: Francisco Cepeda/Agnews)

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Quando adentrou o palco do Citibank Hall para sua terceira apresentação em São Paulo este ano, Jake Bugg não parecia diferente do tímido inglês que tocou no Lollapalooza em abril. Rápido, pegou sua guitarra e foi direto para o microfone, sem rodeios ou introdução. O show de 1h15 de duração começou às 21h32 com “Messed Up Kids”, do seu mais recente álbum, Shangri La – homônimo da turnê. A diferença não estava em Jake, que, como em abril, “deu show”. Estava na plateia, que dessa vez o acompanhou não somente nos refrãos, mas cantando todas as letras, de “Messed Up Kids” até “Lightning Bolt”.

Quem perdeu o show do Lollapalooza ou nunca deu uma googleada rápida no nome do cantor ficou surpreso com a seriedade do britânico, que mal interagiu com o público. As raras palavras não cantadas eram dificílimas de decifrar por conta do carregado sotaque. Antes do início do show, depois da abertura da banda brasileira The Moondogs, que “esquentou” a galera, houve uma tentativa de coro “Jake! Jake! Jake!” que não deu muito certo. Algumas pessoas pediram silêncio, pois “ele não gosta disso”, argumentaram.

O quarteto The Moondogs merece um parágrafo próprio. Escolha muito coerente com a atração principal, os quatro sorridentes integrantes, todos uniformizados com suéter, calça e sapatos sociais pretos, camisa branca e gravata borboleta, vieram “para trazer um pouco de rock n’roll”, como disse o carismático vocalista Johnny Franco – que até desceu correndo do palco para dançar com as pessoas na pista.

Logo em seguida começou a organização do palco para receber Jake Bugg. Como de praxe, cada pessoa da produção que aparecia para testar um instrumento recebia uma onda de gritinhos. Se ao menos a plateia soubesse que o verdadeiro Bugg nem os daria a chance de processar a sua chegada... Mas a postura burocrática não impediu que Bugg fizesse um show impecável e deixasse todos os presentes boquiabertos com seus solos de guitarra, principalmente em “Taste It”, do seu álbum de lançamento, o homônimo Jake Bugg, de 2012.

Perto do fim, o que devia ser um dos pontos altos da noite perdeu um pouco da intensidade. “Broken” era para ser executada exclusivamente por Bugg, um faixo de luz e um violão. Infelizmente, algumas fãs histéricas mal deixaram o cara cantar. Entre berros de “lindo!”, “maravilhoso!” e “Jake, I love you!”, a canção perdeu um pouco da graça. Logo em seguida, veio a animadíssima “Lightning Bolt” e aí ficou tudo certo. No início da música, Jake, trocando uma palavra com seu companheiro, o baixista Tom Robertson (o “Robbo”), até deixou escapar um sorriso. Só isso. Era a retribuição que a carinhosa plateia queria para ir para casa. Houve até gente chorando de emoção, incrédula.

O setlist foi quase o mesmo do restante da turnê, sofrendo apenas pequenas alterações – entre elas, a adição de “Hold On You”, lançada em outubro. Bis? Não existiu. Teve quem ficasse parado esperando (o quê? não se sabe) o retorno do inglês, mas isso realmente não aconteceu. Hoje (28/11), Bugg leva sua sisudez para o Rio de Janeiro. O show é no Citibank Hall, às 21h30.

(Foto: Francisco Cepeda/Agnews)