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Emanuelle Araújo lança primeiro álbum e prova que é muito mais do que axé

Conhecida pela carreira na Banda Eva e pelo trabalho como atriz, artista se aventura em carreira solo

por Rebecca Silva em 03/10/2016

A vida da cantora e atriz Emanuelle Araújo sempre deu a impressão de passar rápida demais. Talvez por isso, o trabalho que resultou em seu primeiro álbum solo, O Problema É A Velocidade, foi feito sem pressa, sem prazos. Conhecida por ter substituído Ivete Sangalo à frente da Banda Eva e também por seus papeis na televisão (Cordel Encantado, Malhação) e no cinema (Ó Paí, Ó, S.O.S. Mulheres Ao Mar e O Rei das Manhãs, em que interpreta Gretchen), Emanuelle resolveu, enfim, se aventurar na carreira solo e mostrar um samba romântico em um disco cheio de influências latinas. A Billboard Brasil conversou com a cantora sobre o lançamento.

Você tem em seu currículo o trabalho em bandas (Eva e Moinho, esta última fundada por Emanuelle, Lan Lan e Toni Costa) e atuações em cinema, novelas e teatro. Por que lançar um álbum solo só agora? O que te inspirou?

Foi um movimento natural. Sou muito do coletivo por causa da minha vivência no teatro, acostumada a estar sempre rodeada de pessoas, aprendendo com as escolas de cada um. O coletivo me seduziu e me absorveu por todo esse tempo. Agora, as decisões são minhas e passam sempre por mim. Era uma ideia que estava na minha cabeça há mais ou menos um ano e meio. Mesmo sendo um disco solo, as ideias não deixam de passar pelo coletivo porque tudo foi decidido junto com Kassin, meu produtor. O Problema É A Velocidade é MPB na essência, inspirado por compositores regionais como Caymmi, pela admiração que sinto pelas grandes intérpretes, como a baiana Jussara Silveira. Busquei compositores que admiro em prol do disco, inspirada na relação que as intérpretes têm com as letras que cantam.

Qual o significado, para você, do nome do álbum? Como foi essa escolha?

Ela é uma das faixas do disco e o nome encaixou perfeitamente. É um disco que não tem a menor pressa. Tudo na minha vida aconteceu rápido, até a minha maternidade foi precoce (Emanuelle teve a filha Bruna aos 17 anos). Ela casa muito com a forma como o disco rolou.

Como foi decidido que “Uma Mulher” seria o primeiro single do álbum?

Pela sonoridade. Ela abre o disco e foi feita toda com percussão, não tem bateria. Traz a sonoridade da MPB, tem o violão do Pedro Sá. É uma música que pode ser compreendida em qualquer lugar. Tem essa mistura de Rio e Bahia que me define. Apesar de já morar no Rio há 13 anos, não perco meu sotaque baiano.

Ao ouvir o disco, percebemos um toque de samba, um pouco de ritmos latinos, com lembranças do axé, tudo isso embalando letras de amor com um pouco de melancolia. Você trouxe para o disco compositores como Arnaldo Antunes, Zeca Veloso, Paulinho Moska. Como foi o processo com essa equipe? 

A música latina influencia a música baiana. Sou muito fã dessa mistura. Nosso disco traz um pouco disso. Posso resumir o processo com a palavra afeto. Chamei compositores por quem sinto admiração, ou então com quem eu já tinha amizade, já convivia. Não pedi nenhum tema específico. Apenas falei que seria meu primeiro disco sozinha e queria algo que combinasse comigo. Tudo casou perfeitamente quando eles começaram a me enviar as composições. O álbum nasceu dessa sincronicidade, da falta de planejamento. Recebi muito afeto deles de forma muito natural. É como diziam os Novos Baianos: “Pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto”.

Ouça O Problema É A Velocidade:

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1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Emanuelle Araújo lança primeiro álbum e prova que é muito mais do que axé

Conhecida pela carreira na Banda Eva e pelo trabalho como atriz, artista se aventura em carreira solo

por Rebecca Silva em 03/10/2016

A vida da cantora e atriz Emanuelle Araújo sempre deu a impressão de passar rápida demais. Talvez por isso, o trabalho que resultou em seu primeiro álbum solo, O Problema É A Velocidade, foi feito sem pressa, sem prazos. Conhecida por ter substituído Ivete Sangalo à frente da Banda Eva e também por seus papeis na televisão (Cordel Encantado, Malhação) e no cinema (Ó Paí, Ó, S.O.S. Mulheres Ao Mar e O Rei das Manhãs, em que interpreta Gretchen), Emanuelle resolveu, enfim, se aventurar na carreira solo e mostrar um samba romântico em um disco cheio de influências latinas. A Billboard Brasil conversou com a cantora sobre o lançamento.

Você tem em seu currículo o trabalho em bandas (Eva e Moinho, esta última fundada por Emanuelle, Lan Lan e Toni Costa) e atuações em cinema, novelas e teatro. Por que lançar um álbum solo só agora? O que te inspirou?

Foi um movimento natural. Sou muito do coletivo por causa da minha vivência no teatro, acostumada a estar sempre rodeada de pessoas, aprendendo com as escolas de cada um. O coletivo me seduziu e me absorveu por todo esse tempo. Agora, as decisões são minhas e passam sempre por mim. Era uma ideia que estava na minha cabeça há mais ou menos um ano e meio. Mesmo sendo um disco solo, as ideias não deixam de passar pelo coletivo porque tudo foi decidido junto com Kassin, meu produtor. O Problema É A Velocidade é MPB na essência, inspirado por compositores regionais como Caymmi, pela admiração que sinto pelas grandes intérpretes, como a baiana Jussara Silveira. Busquei compositores que admiro em prol do disco, inspirada na relação que as intérpretes têm com as letras que cantam.

Qual o significado, para você, do nome do álbum? Como foi essa escolha?

Ela é uma das faixas do disco e o nome encaixou perfeitamente. É um disco que não tem a menor pressa. Tudo na minha vida aconteceu rápido, até a minha maternidade foi precoce (Emanuelle teve a filha Bruna aos 17 anos). Ela casa muito com a forma como o disco rolou.

Como foi decidido que “Uma Mulher” seria o primeiro single do álbum?

Pela sonoridade. Ela abre o disco e foi feita toda com percussão, não tem bateria. Traz a sonoridade da MPB, tem o violão do Pedro Sá. É uma música que pode ser compreendida em qualquer lugar. Tem essa mistura de Rio e Bahia que me define. Apesar de já morar no Rio há 13 anos, não perco meu sotaque baiano.

Ao ouvir o disco, percebemos um toque de samba, um pouco de ritmos latinos, com lembranças do axé, tudo isso embalando letras de amor com um pouco de melancolia. Você trouxe para o disco compositores como Arnaldo Antunes, Zeca Veloso, Paulinho Moska. Como foi o processo com essa equipe? 

A música latina influencia a música baiana. Sou muito fã dessa mistura. Nosso disco traz um pouco disso. Posso resumir o processo com a palavra afeto. Chamei compositores por quem sinto admiração, ou então com quem eu já tinha amizade, já convivia. Não pedi nenhum tema específico. Apenas falei que seria meu primeiro disco sozinha e queria algo que combinasse comigo. Tudo casou perfeitamente quando eles começaram a me enviar as composições. O álbum nasceu dessa sincronicidade, da falta de planejamento. Recebi muito afeto deles de forma muito natural. É como diziam os Novos Baianos: “Pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto”.

Ouça O Problema É A Velocidade: