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Emicida recebe Pitty como convidada de última hora no João Rock

Rapper fechou a edição 2017 do festival com show rock and roll

por Marcos Lauro em 11/06/2017

O nome do festival é João Rock. Mas em 2016, Criolo fechou o evento com um show que prendeu boa parte de público até o último acorde da noite. A organização não perdeu tempo: escalou Emicida para encerrar o festival desse ano e ele correspondeu com um show bem rock and roll.

JOÃO ROCK 2017: 55 MIL PESSOAS QUE NÃO TEMERAM O FRIO

Emicida, por sua vez, chamou reforço. Vanessa da Mata chegou para cantar “Passarinhos”, hit do mais recente álbum do rapper, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa..., de 2015 – a faixa é a mais ouvida do álbum no streaming e já tem mais de 16 milhões de plays só no Spotify. Vanessa, com um visual estonteante, hipnotizou a plateia e aproveitou para cantar mais uma, outro hit: “Ai, Ai, Ai”, que contou com Emicida na percussão.

Pôr do sol durante a edição 2017 do João Rock.

firehousemedia/Divulgação

Visão geral do João Rock, que recebeu 55 mil pessoas no último sábado (10/06).

firehousemedia/Divulgação

Zé Ramalho abriu os trabalhos no Palco Nordeste.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Em muitos momentos, o Palco Nordeste atraiu mais público do que o principal.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Alceu dominou o Palco Nordeste logo depois de Zé Ramalho.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Uma tarde de clássicos da música do Nordeste no João Rock.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

O Capital Inicial começou e terminou o seu show com protesto e coro de "Fora, Temer!".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

CPM 22: Badauí e o onipresente Arthur, filho do guitarrista, Luciano.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Luciano, seu filho Arthur (aniversariante do dia) e Badauí.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty fez o show mais esperado e comemorado da noite. Flagrante do comecinho da apresentação, em "Admirável Chip Novo".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty durante o João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

A cantora estava há um ano e meio afastada dos palcos e deve fazer mais shows em festivais até o fim de 2017.

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Pitty durante apresentação no palco principal do João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty e o público do João Rock 2017.

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Emicida e um dos seus convidados, Coruja BC1.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Emicida no João Rock 2017. "Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]?", disse à reportagem da Billboard Brasil ao ser perguntado sobre encerrar o festival.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Também do álbum mais recente, “Mandume” teve quase todos os participantes da faixa original. Subiram Rico Dalasam, Raphão Alaafin, Coruja BC1, Muzzice e Drik Barbosa para cantar esse hino que reúne grandes nomes da nova geração do rap.

Mas a participação que mais mexeu com o público foi uma inesperada, combinada de última hora nos bastidores. Pitty, logo depois de realizar seu show, subiu ao palco para cantar “Hoje Cedo”.

UM ANO E MEIO DEPOIS, PITTY VOLTA AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO JOÃO ROCK

A Billboard Brasil conversou com Emicida minutos antes do show que encerrou o João Rock 2017. Leia o papo:

O nome é João ROCK. Criolo encerrou no ano passado e você agora. O que está acontecendo?
Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]? Mas tem um lance de difusão, saca? Por muito tempo se distanciou o rock do rap, mas elas têm se aproximado. São dois universos diferentes, mas se aproximam cada vez mais. E a gente só tem a ganhar com essa troca.

Porque tem a convivência com as outras bandas, dá pra trocar muita informação, né?
Sim, muito! A estrada gruda todo mundo, tá ligado? A gente se esbarra nos Graal da vida aí [risos]. Tá todo mundo correndo pra fazer seu som e na hora de trocar ideia a gente vê que tem mais semelhanças do que diferenças.

Você acabou de lançar o Língua Franca, que é um projeto mais pontual. Não deve rolar nada nesse show?
Ah, ele é tipo um road disc, saca, quando o disco é feito no meio de um caminho de outra coisa. A gente ficou dez dias em estúdio e fez tudo. Ficou um retrato bacana desses dez dias. Foi divertido e tem o lance de estabelecer duas linguagens contemporâneas do Brasil e de Portugal e tentar aproximar mais.

E qual a diferença, pra você, de estar num festival grande como esse, com um público bem jovem, e num show seu, solo, num outro lugar?
Eu tenho um histórico foda em festival, gosto muito. Tem muita gente que não veio ver só o Emicida. Então tem a chance de juntar essa galera pra escutar o som, apresentar o som... é o que eu chapo. A molecada é jovem mas eu sou jovem também, não me tira dessa caixinha não [risos]. Ainda não. Daqui a pouco não vai ter como argumentar, mas ainda sou moleque [risos]. Então, fiz muito festival aqui e lá fora e é a síntese dessa capacidade de união. Pô, tem o Palco Nordeste, tem a molecada nova do rap, Armandinho, Vanessa da Mata que tá comigo... isso aqui hoje é a prova da força da música brasileira.

Quem cê veria ver aqui no festival?
Pitty, fácil. E cantaria tudo [risos]. Sempre ouvi muito, escuto até hoje. Sou suspeito pra falar dela...

E tem a parceria de vocês, “Hoje Cedo”...
Ah, mas foi foda pra eu me conter nessa parceria, hein. Sou fã, né? Mas tive que fazer uma cara meio séria porque eu já era “artista de verdade”, né, mano [risos]? Por dentro eu tava: “Caralho, mano, a Pitty tá aqui, que foda” [risos].

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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Emicida recebe Pitty como convidada de última hora no João Rock

Rapper fechou a edição 2017 do festival com show rock and roll

por Marcos Lauro em 11/06/2017

O nome do festival é João Rock. Mas em 2016, Criolo fechou o evento com um show que prendeu boa parte de público até o último acorde da noite. A organização não perdeu tempo: escalou Emicida para encerrar o festival desse ano e ele correspondeu com um show bem rock and roll.

JOÃO ROCK 2017: 55 MIL PESSOAS QUE NÃO TEMERAM O FRIO

Emicida, por sua vez, chamou reforço. Vanessa da Mata chegou para cantar “Passarinhos”, hit do mais recente álbum do rapper, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa..., de 2015 – a faixa é a mais ouvida do álbum no streaming e já tem mais de 16 milhões de plays só no Spotify. Vanessa, com um visual estonteante, hipnotizou a plateia e aproveitou para cantar mais uma, outro hit: “Ai, Ai, Ai”, que contou com Emicida na percussão.

Pôr do sol durante a edição 2017 do João Rock.

firehousemedia/Divulgação

Visão geral do João Rock, que recebeu 55 mil pessoas no último sábado (10/06).

firehousemedia/Divulgação

Zé Ramalho abriu os trabalhos no Palco Nordeste.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Em muitos momentos, o Palco Nordeste atraiu mais público do que o principal.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Alceu dominou o Palco Nordeste logo depois de Zé Ramalho.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Uma tarde de clássicos da música do Nordeste no João Rock.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

O Capital Inicial começou e terminou o seu show com protesto e coro de "Fora, Temer!".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

CPM 22: Badauí e o onipresente Arthur, filho do guitarrista, Luciano.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Luciano, seu filho Arthur (aniversariante do dia) e Badauí.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty fez o show mais esperado e comemorado da noite. Flagrante do comecinho da apresentação, em "Admirável Chip Novo".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty durante o João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

A cantora estava há um ano e meio afastada dos palcos e deve fazer mais shows em festivais até o fim de 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty durante apresentação no palco principal do João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty e o público do João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Emicida e um dos seus convidados, Coruja BC1.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Emicida no João Rock 2017. "Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]?", disse à reportagem da Billboard Brasil ao ser perguntado sobre encerrar o festival.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Também do álbum mais recente, “Mandume” teve quase todos os participantes da faixa original. Subiram Rico Dalasam, Raphão Alaafin, Coruja BC1, Muzzice e Drik Barbosa para cantar esse hino que reúne grandes nomes da nova geração do rap.

Mas a participação que mais mexeu com o público foi uma inesperada, combinada de última hora nos bastidores. Pitty, logo depois de realizar seu show, subiu ao palco para cantar “Hoje Cedo”.

UM ANO E MEIO DEPOIS, PITTY VOLTA AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO JOÃO ROCK

A Billboard Brasil conversou com Emicida minutos antes do show que encerrou o João Rock 2017. Leia o papo:

O nome é João ROCK. Criolo encerrou no ano passado e você agora. O que está acontecendo?
Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]? Mas tem um lance de difusão, saca? Por muito tempo se distanciou o rock do rap, mas elas têm se aproximado. São dois universos diferentes, mas se aproximam cada vez mais. E a gente só tem a ganhar com essa troca.

Porque tem a convivência com as outras bandas, dá pra trocar muita informação, né?
Sim, muito! A estrada gruda todo mundo, tá ligado? A gente se esbarra nos Graal da vida aí [risos]. Tá todo mundo correndo pra fazer seu som e na hora de trocar ideia a gente vê que tem mais semelhanças do que diferenças.

Você acabou de lançar o Língua Franca, que é um projeto mais pontual. Não deve rolar nada nesse show?
Ah, ele é tipo um road disc, saca, quando o disco é feito no meio de um caminho de outra coisa. A gente ficou dez dias em estúdio e fez tudo. Ficou um retrato bacana desses dez dias. Foi divertido e tem o lance de estabelecer duas linguagens contemporâneas do Brasil e de Portugal e tentar aproximar mais.

E qual a diferença, pra você, de estar num festival grande como esse, com um público bem jovem, e num show seu, solo, num outro lugar?
Eu tenho um histórico foda em festival, gosto muito. Tem muita gente que não veio ver só o Emicida. Então tem a chance de juntar essa galera pra escutar o som, apresentar o som... é o que eu chapo. A molecada é jovem mas eu sou jovem também, não me tira dessa caixinha não [risos]. Ainda não. Daqui a pouco não vai ter como argumentar, mas ainda sou moleque [risos]. Então, fiz muito festival aqui e lá fora e é a síntese dessa capacidade de união. Pô, tem o Palco Nordeste, tem a molecada nova do rap, Armandinho, Vanessa da Mata que tá comigo... isso aqui hoje é a prova da força da música brasileira.

Quem cê veria ver aqui no festival?
Pitty, fácil. E cantaria tudo [risos]. Sempre ouvi muito, escuto até hoje. Sou suspeito pra falar dela...

E tem a parceria de vocês, “Hoje Cedo”...
Ah, mas foi foda pra eu me conter nessa parceria, hein. Sou fã, né? Mas tive que fazer uma cara meio séria porque eu já era “artista de verdade”, né, mano [risos]? Por dentro eu tava: “Caralho, mano, a Pitty tá aqui, que foda” [risos].