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Emily Estefan dribla as expectativas de ser como os pais

Cantora é filha de Gloria e Emilio Estefan e acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio

por Rebecca Silva em 29/05/2017

Nascer em uma família talentosa e conhecida pode trazer benefícios e desvantagens para a carreira de um artista da música. Emily Estefan resolveu enfrentar o desafio, driblou a pressão que colocava em si mesma, os medos de falhar e os pitacos dos outros e lançou Take Whatever You Want, seu primeiro álbum de estúdio.

No disco, Emily convida o ouvinte a conhecer seu íntimo, em letras honestas, e descobrir o seu próprio som, com pitadas de jazz, R&B e soul, cantado pela voz madura de uma jovem de 22 anos.

Emily cresceu rodeada por música e, além de cantar e compor, também toca guitarra, baixo, piano e bateria. A Billboard Brasil conversou com Emily sobre a experiência de poder se mostrar musicalmente e a influência dos pais na carreira:

Como foi crescer na sua família, tão musical?

Foi sempre muito normal. Minha vida foi um pouco diferente da vida do meu irmão [Gloria sofreu um acidente de ônibus em 1990 e quase ficou paralítica. Os médicos temiam que sua coluna não aguentasse o peso de outra gravidez, mas Emily nasceu e acredita ter tido uma vida diferente pelos traumas do acidente]. Meus pais sempre foram seres humanos antes de tudo. Tive dificuldades como qualquer pessoa, mas também tive oportunidades que nem todos têm.

Você chegou a pensar em seguir outra carreira que não fosse a música?

Sempre estive conectada à música. Tentava tocar bateria quando tinha dois anos. Mas nunca pensei que seria uma carreira. Quando fiz 17 anos e precisei decidir qual caminho seguir com a minha vida, fui estudar música na faculdade. Nas aulas, tive a oportunidade de aprender a teoria por trás de tudo que sempre ouvi.

Como foi esse processo de encontrar seu próprio som? Quais as suas influências?

Quando vou compor, não penso em um som específico, deixo que flua. Nunca penso em um gênero. É sobre os meus sentimentos naquele momento, como pessoa. A música é a tradução do que você é. Pego o sentimento e penso em como traduzir para a guitarra, para a letra. Escuto de tudo. Posso acordar ouvindo blues e jazz e ir dormir no mesmo dia escutando heavy metal [risos]. Escuto música para me divertir, mas também para aprender.

Você teve forte influência latina, mas conhece alguma coisa de música brasileira?

Sim! No meu último semestre na faculdade, tive aula de música brasileira, de percussão brasileira. Descobri que muito da música de vocês vem da polca, por causa de algumas colônias, né? Achei demais! Até fiz um cover de “Construção”, do Chico Buarque.

Qual foi o melhor conselho que sua mãe deu sobre a carreira? Sentiu pressão para seguir os passos dela?

“Você não pode fingir o que é de verdade”. Quando você é real, verdadeiro, pode até falhar, mas estará sendo honesto com você mesmo. As pessoas sempre têm algo a dizer, é inevitável. A maior pressão não vinha dos outros, mas de mim mesma. Tive que aprender a me pressionar menos.

Qual a sensação de finalmente lançar o álbum e poder dividir suas músicas com o público?

É surreal. Amo fazer apresentações ao vivo e me conectar com as pessoas. Para mim, é uma honra poder fazer música para o mundo. É o maior superpoder de todos, então trato a música com muito respeito.

Ficou nervosa antes de lançar o disco?

Nunca sou confiante! Fiquei nervosa porque é algo muito pessoal, as pessoas iam ter contato com um lado muito sensível meu. É como aparecer pelada para o mundo inteiro ver. Mas foi uma experiência incrível e aprendi muito no processo.

Os latinos passam por um momento delicado nos Estados Unidos com as promessas de Trump. Como é para você? Sente necessidade de falar sobre o assunto?

O que o mundo mais precisa no momento é se olhar no espelho e questionar: tenho compaixão pelos outros? Me importo com as pessoas? O mundo está cheio de insegurança, ganância, individualismo. Vivo a minha vida, faço meu melhor. Os latinos precisam se manter unidos. Precisamos ser a melhor versão de nós mesmos, cuidar uns dos outros.

Ouça o disco Take Whatever You Want:

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Emily Estefan dribla as expectativas de ser como os pais

Cantora é filha de Gloria e Emilio Estefan e acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio

por Rebecca Silva em 29/05/2017

Nascer em uma família talentosa e conhecida pode trazer benefícios e desvantagens para a carreira de um artista da música. Emily Estefan resolveu enfrentar o desafio, driblou a pressão que colocava em si mesma, os medos de falhar e os pitacos dos outros e lançou Take Whatever You Want, seu primeiro álbum de estúdio.

No disco, Emily convida o ouvinte a conhecer seu íntimo, em letras honestas, e descobrir o seu próprio som, com pitadas de jazz, R&B e soul, cantado pela voz madura de uma jovem de 22 anos.

Emily cresceu rodeada por música e, além de cantar e compor, também toca guitarra, baixo, piano e bateria. A Billboard Brasil conversou com Emily sobre a experiência de poder se mostrar musicalmente e a influência dos pais na carreira:

Como foi crescer na sua família, tão musical?

Foi sempre muito normal. Minha vida foi um pouco diferente da vida do meu irmão [Gloria sofreu um acidente de ônibus em 1990 e quase ficou paralítica. Os médicos temiam que sua coluna não aguentasse o peso de outra gravidez, mas Emily nasceu e acredita ter tido uma vida diferente pelos traumas do acidente]. Meus pais sempre foram seres humanos antes de tudo. Tive dificuldades como qualquer pessoa, mas também tive oportunidades que nem todos têm.

Você chegou a pensar em seguir outra carreira que não fosse a música?

Sempre estive conectada à música. Tentava tocar bateria quando tinha dois anos. Mas nunca pensei que seria uma carreira. Quando fiz 17 anos e precisei decidir qual caminho seguir com a minha vida, fui estudar música na faculdade. Nas aulas, tive a oportunidade de aprender a teoria por trás de tudo que sempre ouvi.

Como foi esse processo de encontrar seu próprio som? Quais as suas influências?

Quando vou compor, não penso em um som específico, deixo que flua. Nunca penso em um gênero. É sobre os meus sentimentos naquele momento, como pessoa. A música é a tradução do que você é. Pego o sentimento e penso em como traduzir para a guitarra, para a letra. Escuto de tudo. Posso acordar ouvindo blues e jazz e ir dormir no mesmo dia escutando heavy metal [risos]. Escuto música para me divertir, mas também para aprender.

Você teve forte influência latina, mas conhece alguma coisa de música brasileira?

Sim! No meu último semestre na faculdade, tive aula de música brasileira, de percussão brasileira. Descobri que muito da música de vocês vem da polca, por causa de algumas colônias, né? Achei demais! Até fiz um cover de “Construção”, do Chico Buarque.

Qual foi o melhor conselho que sua mãe deu sobre a carreira? Sentiu pressão para seguir os passos dela?

“Você não pode fingir o que é de verdade”. Quando você é real, verdadeiro, pode até falhar, mas estará sendo honesto com você mesmo. As pessoas sempre têm algo a dizer, é inevitável. A maior pressão não vinha dos outros, mas de mim mesma. Tive que aprender a me pressionar menos.

Qual a sensação de finalmente lançar o álbum e poder dividir suas músicas com o público?

É surreal. Amo fazer apresentações ao vivo e me conectar com as pessoas. Para mim, é uma honra poder fazer música para o mundo. É o maior superpoder de todos, então trato a música com muito respeito.

Ficou nervosa antes de lançar o disco?

Nunca sou confiante! Fiquei nervosa porque é algo muito pessoal, as pessoas iam ter contato com um lado muito sensível meu. É como aparecer pelada para o mundo inteiro ver. Mas foi uma experiência incrível e aprendi muito no processo.

Os latinos passam por um momento delicado nos Estados Unidos com as promessas de Trump. Como é para você? Sente necessidade de falar sobre o assunto?

O que o mundo mais precisa no momento é se olhar no espelho e questionar: tenho compaixão pelos outros? Me importo com as pessoas? O mundo está cheio de insegurança, ganância, individualismo. Vivo a minha vida, faço meu melhor. Os latinos precisam se manter unidos. Precisamos ser a melhor versão de nós mesmos, cuidar uns dos outros.

Ouça o disco Take Whatever You Want: