NOTÍCIAS

Engraçado e bem acompanhado, Jason Mraz faz um bom show pop em São Paulo

por em 08/04/2015
ong>Jason Mraz - 7 de abril – Citibank Hall/São Paulo   Por Lucas Borges Teixeira Finalmente fez frio em São Paulo. Estava uns 17 graus na noite desta terça (07/04), mas um número considerável de fãs de Jason Mraz, formado principalmente por casais e mulheres, esperava pacientemente em uma fila do lado de fora do Citibank Hall, na zona sul da capital, para tirar foto e ganhar uma réplica do tradicional chapéu do cantor. Difícil dizer se era o trânsito ou o excesso de interesse do público pela lembrancinha, mas, quando o músico subiu ao palco, por volta das 21h30, havia muitos lugares vazios. Acompanhado do quarteto feminino Raining Jane, com quem compôs seu último disco, Yes! (2014), o americano entrou animado com "Everywhere". Ele estava mesmo cercado: seja em "Frank D. Fixer" ou em "A Beautiful Mess", era o grito delas que se destacava a cada acorde, suspiro ou piada. Mraz, por sua vez, não economizou nas gracinhas. Ao exibir uma imagem da Via Láctea no telão, explicou: "essa é a vagina de Deus... Posso falar essas duas palavras juntas? Então tudo bem. Na verdade, isso é São Paulo. Que trânsito..." Depois, claro, filosofou sobre o real significado do cenário. Bem-humoradas também eram as jovens que o acompanham desde 2007 e abriram a apresentação com duas músicas próprias. Um blues interessante e bem feito com baixo, percussão, guitarra e cello. Ao longo do show, no entanto, os instrumentos passaram de uma dezena, até um belo sitar vinho deu as caras. Conseguiram ser protagonistas em diferentes momentos, com diferentes solos. Mraz é conhecido por mensagens de paz, carpe diem e por lutar por diversas causas, como igualdade de gêneros e direitos LGBT. Antes de "Sail Away", ele apresentou uma série de fotos que fez quando conheceu a Antártica para alertar sobre o aquecimento global. "É exatamente como mostra [o documentário de 2006] Uma Verdade Inconveniente", bradou. Em sua quarta apresentação no Brasil, Mraz, que tocará hoje (08/04) no Rio de Janeiro, trouxe seu projeto acústico, explorado no último disco. Parte do show girou em torno de um violão comandado por ele e vários instrumentos acústicos com elas, como um jovem grupo roots tocando em uma rua ensolarada da Califórnia. Para isso, algumas das músicas foram repaginadas. Caso de "Lucky", gravada originalmente em We Sing. We Dance. We Steal Things. (2008) com Colbie Caillat, uma das mais aplaudidas e cantadas da noite. Já no bis - ou após o "intervelo", como chamou Mraz -, "Love Someone",  sucesso do Yes!, não passou despercebida. Nenhuma, no entanto, chegou perto de "I'm Yours." O hit chiclete que rodou o mundo em 2008 fez garotas gritarem e chorarem como se não fosse terça-feira. Tudo bem, tudo bem: "Butterfly" e "Quiet" também trouxeram lágrimas - masculinas, inclusive - ao já-não-tão-vazio salão. Mraz é um sujeito pequeno e a banda que o acompanha, intimista. Mas não é nem um pouco exagerado falar que eles preencheram o palco. O estilo de bom moço do americano e de suas músicas fica mais interessante quando temperado com o carisma com que ele rege seus shows. Com um grupo de primeira e muito bom humor, o som bonitinho transforma-se em uma apresentação divertida. Do que mais, afinal, precisa um show pop?
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Engraçado e bem acompanhado, Jason Mraz faz um bom show pop em São Paulo

por em 08/04/2015
ong>Jason Mraz - 7 de abril – Citibank Hall/São Paulo   Por Lucas Borges Teixeira Finalmente fez frio em São Paulo. Estava uns 17 graus na noite desta terça (07/04), mas um número considerável de fãs de Jason Mraz, formado principalmente por casais e mulheres, esperava pacientemente em uma fila do lado de fora do Citibank Hall, na zona sul da capital, para tirar foto e ganhar uma réplica do tradicional chapéu do cantor. Difícil dizer se era o trânsito ou o excesso de interesse do público pela lembrancinha, mas, quando o músico subiu ao palco, por volta das 21h30, havia muitos lugares vazios. Acompanhado do quarteto feminino Raining Jane, com quem compôs seu último disco, Yes! (2014), o americano entrou animado com "Everywhere". Ele estava mesmo cercado: seja em "Frank D. Fixer" ou em "A Beautiful Mess", era o grito delas que se destacava a cada acorde, suspiro ou piada. Mraz, por sua vez, não economizou nas gracinhas. Ao exibir uma imagem da Via Láctea no telão, explicou: "essa é a vagina de Deus... Posso falar essas duas palavras juntas? Então tudo bem. Na verdade, isso é São Paulo. Que trânsito..." Depois, claro, filosofou sobre o real significado do cenário. Bem-humoradas também eram as jovens que o acompanham desde 2007 e abriram a apresentação com duas músicas próprias. Um blues interessante e bem feito com baixo, percussão, guitarra e cello. Ao longo do show, no entanto, os instrumentos passaram de uma dezena, até um belo sitar vinho deu as caras. Conseguiram ser protagonistas em diferentes momentos, com diferentes solos. Mraz é conhecido por mensagens de paz, carpe diem e por lutar por diversas causas, como igualdade de gêneros e direitos LGBT. Antes de "Sail Away", ele apresentou uma série de fotos que fez quando conheceu a Antártica para alertar sobre o aquecimento global. "É exatamente como mostra [o documentário de 2006] Uma Verdade Inconveniente", bradou. Em sua quarta apresentação no Brasil, Mraz, que tocará hoje (08/04) no Rio de Janeiro, trouxe seu projeto acústico, explorado no último disco. Parte do show girou em torno de um violão comandado por ele e vários instrumentos acústicos com elas, como um jovem grupo roots tocando em uma rua ensolarada da Califórnia. Para isso, algumas das músicas foram repaginadas. Caso de "Lucky", gravada originalmente em We Sing. We Dance. We Steal Things. (2008) com Colbie Caillat, uma das mais aplaudidas e cantadas da noite. Já no bis - ou após o "intervelo", como chamou Mraz -, "Love Someone",  sucesso do Yes!, não passou despercebida. Nenhuma, no entanto, chegou perto de "I'm Yours." O hit chiclete que rodou o mundo em 2008 fez garotas gritarem e chorarem como se não fosse terça-feira. Tudo bem, tudo bem: "Butterfly" e "Quiet" também trouxeram lágrimas - masculinas, inclusive - ao já-não-tão-vazio salão. Mraz é um sujeito pequeno e a banda que o acompanha, intimista. Mas não é nem um pouco exagerado falar que eles preencheram o palco. O estilo de bom moço do americano e de suas músicas fica mais interessante quando temperado com o carisma com que ele rege seus shows. Com um grupo de primeira e muito bom humor, o som bonitinho transforma-se em uma apresentação divertida. Do que mais, afinal, precisa um show pop?