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Entre o teatro, a literatura e a música; Maria Bethânia é artista fundamental na MPB

Cantora ficou na 10ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 12/09/2016

Maria Bethânia já nasceu musical: seu nome é inspirado numa valsa do compositor pernambucano Capiba. Irmã de Caetano Veloso, sua veia artística surgiu no teatro: estreou nos palcos em 1963, no espetáculo Boca De Ouro, de Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro. Seu irmão era responsável pela trilha sonora. Logo depois, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e toda a turma que faria parte da Tropicalia pouco tempo depois. Em 1964 já tinha seu espetáculo solo e, no ano seguinte, estreou num compacto cantando “Carcará” e “É De Manhã”.

Bethânia ficou em 10º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota, como não podia deixar de ser, foi conquistada no quesito “voz” – inconfundível e marcante já desde o comecinho dos anos 1960.

Em 2016, foi tema do samba enredo da Mangueira, escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, uma justa homenagem para marcar os seus 50 anos de carreira.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Maria Bethânia:

Drama - Anjo Exterminado (1972) – Inspirada pelo teatro, Bethânia lança um álbum dividido em atos. Com 12 faixas, a primeira metade é o primeiro ato, enquanto as seguintes formam o segundo.

 

Reprodução

Drama 3º Ato (1973) – Continuação do álbum do ano anterior. Aqui aparecem textos de importantes escritores, como Fernando Pessoa e Clarice Lispector, entre as músicas. Essa característica se tornou marca da carreira de Bethânia.

 

Reprodução

Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo (1975) – Show gravado no Canecão que marca o encontro entre o compositor e a intérprete. Destaque para as versões de “Sinal Fechado”, “Gota D’água” e “Gita”, de Raul Seixas e Paulo Coelho.

 

Reprodução

Álibi (1978) – Esse é daqueles discos que parecem coletânea – foi o primeiro de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas. Tem “Sonho Meu”, “Explode Coração” e “Cálice”.

Reprodução

As Canções que Você Fez Pra Mim (1993) – Seguindo uma sugestão da gravadora, Bethânia homenageou Roberto e Erasmo Carlos e escolhei o repertório desse álbum. O sucesso foi tão grande que o trabalho ganhou versão em espanhol.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias para conhecer Maria Bethânia:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

  • HOT 100
    BRASIL
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  • HOT 100
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1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Entre o teatro, a literatura e a música; Maria Bethânia é artista fundamental na MPB

Cantora ficou na 10ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 12/09/2016

Maria Bethânia já nasceu musical: seu nome é inspirado numa valsa do compositor pernambucano Capiba. Irmã de Caetano Veloso, sua veia artística surgiu no teatro: estreou nos palcos em 1963, no espetáculo Boca De Ouro, de Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro. Seu irmão era responsável pela trilha sonora. Logo depois, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e toda a turma que faria parte da Tropicalia pouco tempo depois. Em 1964 já tinha seu espetáculo solo e, no ano seguinte, estreou num compacto cantando “Carcará” e “É De Manhã”.

Bethânia ficou em 10º lugar na eleição da Billboard Brasil que vai revelar qual é o artista mais completo do país. Sua maior nota, como não podia deixar de ser, foi conquistada no quesito “voz” – inconfundível e marcante já desde o comecinho dos anos 1960.

Em 2016, foi tema do samba enredo da Mangueira, escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, uma justa homenagem para marcar os seus 50 anos de carreira.

Veja abaixo cinco álbuns imperdíveis da carreira de Maria Bethânia:

Drama - Anjo Exterminado (1972) – Inspirada pelo teatro, Bethânia lança um álbum dividido em atos. Com 12 faixas, a primeira metade é o primeiro ato, enquanto as seguintes formam o segundo.

 

Reprodução

Drama 3º Ato (1973) – Continuação do álbum do ano anterior. Aqui aparecem textos de importantes escritores, como Fernando Pessoa e Clarice Lispector, entre as músicas. Essa característica se tornou marca da carreira de Bethânia.

 

Reprodução

Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo (1975) – Show gravado no Canecão que marca o encontro entre o compositor e a intérprete. Destaque para as versões de “Sinal Fechado”, “Gota D’água” e “Gita”, de Raul Seixas e Paulo Coelho.

 

Reprodução

Álibi (1978) – Esse é daqueles discos que parecem coletânea – foi o primeiro de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas. Tem “Sonho Meu”, “Explode Coração” e “Cálice”.

Reprodução

As Canções que Você Fez Pra Mim (1993) – Seguindo uma sugestão da gravadora, Bethânia homenageou Roberto e Erasmo Carlos e escolhei o repertório desse álbum. O sucesso foi tão grande que o trabalho ganhou versão em espanhol.

 

Reprodução

Ouça na playlist abaixo 20 músicas obrigatórias para conhecer Maria Bethânia:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.