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Entrevistamos Lucy Alves, uma ex-The Voice que emplacou de verdade!

por em 27/11/2014

Por Bruna Gonçalves Serur

Se você acompanha o programa The Voice, provavelmente conhece a sanfoneira paraibana Lucy Alves. Se não conhece, guarde esse nome. A instrumentista de 28 anos já fez parte do "bando" de Alceu Valença, com quem gravou vídeo e fez shows na Europa, toca mais instrumentos do que pode contar e foi uma das finalistas da edição brasileira do programa musical em 2013. Apesar de não ter levado o primeiro lugar, como outros participantes de programas musicais que não venceram e construíram carreiras de sucesso, casos de Thiaguinho e Roberta Sá, Lucy assinou contrato com a gravadora Universal e lançou seu primeiro CD solo em maio. Em setembro, Lucy foi uma das atrações do Brazilian Day, celebrado em Nova York. Voltou para os Estados Unidos agora em novembro para cinco shows – restam duas datas, uma em Framingham (Massachussets), no dia 28, e outra em Everett (Washington), no dia 30. E a nordestina não para. Dos EUA, Lucy volta para a sua terra e, no dia 19 de dezembro, desembarca em sua nova casa, o Rio de Janeiro. Depois disso? Nem ela sabe ao certo. Shows em São Paulo e no Rio, talvez. Mas o Carnaval já está certo: será no Nordeste.

Acostumada à estrada, Lucy contou à Billboard Brasil sobre como era sua carreira antes do The Voice, como ela mudou depois da participação no programa, sobre seus planos para 2015 e a gravação do seu primeiro DVD.

Interpretação e composição

“Tenho vontade de mostrar um pouquinho mais a minha cara de compositora. Tenho meu trabalho autoral, que venho desenvolvendo há um tempo, e nesse meu primeiro CD eu realmente regravei canções que já são consagradas no cancioneiro popular. Mas, nesse DVD [que será gravado em 2015], a intenção principal é trazer algo novo. Nada impede que eu faça alguma regravação que goste, porque tenho esse lado intérprete mesmo.”

Sanfona

“O meu gosto musical vem muito do meu ambiente familiar. Desde o forró de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, até música clássica, com Villa-Lobos, Tchaikovsky. Foi uma coisa bem misturada. A música brasileira sempre esteve muito presente. A sanfona sempre estava lá na nossa casa porque os tios de painho já tocavam, meu bisavô também. Mas, por incrível que pareça, foi o último instrumento que aprendi a tocar e que depois me abriu tantas portas.”

Público antes do The Voice

“Era um público muito diverso, de jovens, de pessoas da minha idade, até o pessoal mais velho, que gosta do meu repertório. Sou muito grata ao pessoal não só da Paraíba, mas do Nordeste, que é uma família gigantesca. Eu tive esse privilégio de poder transitar entre pessoas maravilhosas, como o próprio Dominguinhos, que foi um dos padrinhos que tivemos, eu e minha família, o Sivuca, o Alceu Valença... A gente teve essa fortuna de ser reconhecido desde que começou a trabalhar. Depois do The Voice, as portas realmente se abriram para várias outras regiões do país. Eu pude viajar. Fui a Minas Gerais, a São Paulo, vim para o Rio.”

A derrota no programa

“Chegar à final foi maravilhoso. Estar entre os quatro participantes, ser o segundo lugar – eu soube que fui o segundo lugar. Foi uma questão de não ganhar o dinheiro, mas assinei com a gravadora [Universal], que era uma das premiações para o primeiro colocado. Gravei o meu primeiro CD solo. Ganhei também.”

Shows lotados

“Sempre que eu faço shows em rua, abertos, eles lotam. Isso vai de 10 mil pessoas para cima. Até show de teatro, que tem capacidade para mil pessoas, 900 pessoas, e até um teatro mais aconchegante, para 300 pessoas, os espaços têm sido bem preenchidos. Até agora, está dando certo.”

Vida na estrada

“Essa profissão é maravilhosa. Muita gente acha que só são flores, mas a parte de viajar é complicadinha mesmo. É aquela história que Milton fala, ‘a gente tem que ir aonde o público está’ e eu já me desloquei bastante. Gosto muito de viajar, de ver a estrada, de conhecer pessoas, de parar nos lugares para comer, de conversar, de trocar uma palavra. É uma parte que, às vezes, é dura, mas tá inclusa. Quem é cantor, instrumentista, usa muito o corpo. Não dá para estar toda hora na farra, mas também não deixo de viver. Tem horário para tudo. Dá para você andar na calçada, dá para você sair com os amigos, dá pra você namorar, dá para você fazer tudo. É se organizar. Querer fazer, querer que a coisa funcione, querer andar. E eu gosto disso.”

Mudança para o Rio

“Foi por uma questão de querer estar mais próxima de alguns músicos, de alguns produtores, de fazer um intercâmbio mesmo. Conhecer as pessoas. Eu acho que lá, no Nordeste, a coisa tá bem encaminhada. E eu senti realmente a necessidade de mostrar um pouco mais a cara para o lado de cá, de trabalhar aqui, de me apresentar.”

Amizade com Alceu Valença

“Alceu viu um vídeo do meu antigo grupo no YouTube e se apaixonou. Certo dia, a gente se encontrou no Recife [em 2012], ele fez uma participação em um show da gente. Depois, nos encontramos no Rio e aí a gente foi conciliando. Ele gostou tanto que a gente começou a fazer um bocado de shows. Toquei muito com a banda dele. Gosto muito da família dele, a gente ficou muito próximo. Eu passei a integrar o bando dele, tocando sanfona, tocando violino e cantando. Ele me dava um espaço muito legal. Isso foi antes do The Voice. Ele está sempre por perto. Alceu é um dos meus padrinhos mais queridos.”

Artistas com os quais gostaria de trabalhar

“Sou muito fã do Gilberto Gil. Não o conheço pessoalmente, mas tenho uma vontade muito grande de dividir palco, de quem sabe gravar alguma coisa com ele, que é um cara que tem essa história do ecletismo também, já conseguiu gravar de tudo um pouco. Marisa Monte, que é um exemplo de cantora para mim, de profissionalismo, de dedicação, de talento. E Maria Bethânia, que eu acho uma artista completa, fantástica. Queria muito ter tocado com Dominguinhos e consegui. Já toquei e cantei com a Elba também, que é paraibana e outra grande referência para mim. Uma mulher de fibra, que também veio para o Rio muito jovem tentar a vida e é uma pessoa que está me dando bastante força.”

O ecletismo em pessoa

“Escuto jazz, reggae, rock, muito samba, muito choro. Eu gosto de música. Me agradou... pode ser funk, pode ser rap. Eu gosto de música.”

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Maiara & Maraisa
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Entrevistamos Lucy Alves, uma ex-The Voice que emplacou de verdade!

por em 27/11/2014

Por Bruna Gonçalves Serur

Se você acompanha o programa The Voice, provavelmente conhece a sanfoneira paraibana Lucy Alves. Se não conhece, guarde esse nome. A instrumentista de 28 anos já fez parte do "bando" de Alceu Valença, com quem gravou vídeo e fez shows na Europa, toca mais instrumentos do que pode contar e foi uma das finalistas da edição brasileira do programa musical em 2013. Apesar de não ter levado o primeiro lugar, como outros participantes de programas musicais que não venceram e construíram carreiras de sucesso, casos de Thiaguinho e Roberta Sá, Lucy assinou contrato com a gravadora Universal e lançou seu primeiro CD solo em maio. Em setembro, Lucy foi uma das atrações do Brazilian Day, celebrado em Nova York. Voltou para os Estados Unidos agora em novembro para cinco shows – restam duas datas, uma em Framingham (Massachussets), no dia 28, e outra em Everett (Washington), no dia 30. E a nordestina não para. Dos EUA, Lucy volta para a sua terra e, no dia 19 de dezembro, desembarca em sua nova casa, o Rio de Janeiro. Depois disso? Nem ela sabe ao certo. Shows em São Paulo e no Rio, talvez. Mas o Carnaval já está certo: será no Nordeste.

Acostumada à estrada, Lucy contou à Billboard Brasil sobre como era sua carreira antes do The Voice, como ela mudou depois da participação no programa, sobre seus planos para 2015 e a gravação do seu primeiro DVD.

Interpretação e composição

“Tenho vontade de mostrar um pouquinho mais a minha cara de compositora. Tenho meu trabalho autoral, que venho desenvolvendo há um tempo, e nesse meu primeiro CD eu realmente regravei canções que já são consagradas no cancioneiro popular. Mas, nesse DVD [que será gravado em 2015], a intenção principal é trazer algo novo. Nada impede que eu faça alguma regravação que goste, porque tenho esse lado intérprete mesmo.”

Sanfona

“O meu gosto musical vem muito do meu ambiente familiar. Desde o forró de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, até música clássica, com Villa-Lobos, Tchaikovsky. Foi uma coisa bem misturada. A música brasileira sempre esteve muito presente. A sanfona sempre estava lá na nossa casa porque os tios de painho já tocavam, meu bisavô também. Mas, por incrível que pareça, foi o último instrumento que aprendi a tocar e que depois me abriu tantas portas.”

Público antes do The Voice

“Era um público muito diverso, de jovens, de pessoas da minha idade, até o pessoal mais velho, que gosta do meu repertório. Sou muito grata ao pessoal não só da Paraíba, mas do Nordeste, que é uma família gigantesca. Eu tive esse privilégio de poder transitar entre pessoas maravilhosas, como o próprio Dominguinhos, que foi um dos padrinhos que tivemos, eu e minha família, o Sivuca, o Alceu Valença... A gente teve essa fortuna de ser reconhecido desde que começou a trabalhar. Depois do The Voice, as portas realmente se abriram para várias outras regiões do país. Eu pude viajar. Fui a Minas Gerais, a São Paulo, vim para o Rio.”

A derrota no programa

“Chegar à final foi maravilhoso. Estar entre os quatro participantes, ser o segundo lugar – eu soube que fui o segundo lugar. Foi uma questão de não ganhar o dinheiro, mas assinei com a gravadora [Universal], que era uma das premiações para o primeiro colocado. Gravei o meu primeiro CD solo. Ganhei também.”

Shows lotados

“Sempre que eu faço shows em rua, abertos, eles lotam. Isso vai de 10 mil pessoas para cima. Até show de teatro, que tem capacidade para mil pessoas, 900 pessoas, e até um teatro mais aconchegante, para 300 pessoas, os espaços têm sido bem preenchidos. Até agora, está dando certo.”

Vida na estrada

“Essa profissão é maravilhosa. Muita gente acha que só são flores, mas a parte de viajar é complicadinha mesmo. É aquela história que Milton fala, ‘a gente tem que ir aonde o público está’ e eu já me desloquei bastante. Gosto muito de viajar, de ver a estrada, de conhecer pessoas, de parar nos lugares para comer, de conversar, de trocar uma palavra. É uma parte que, às vezes, é dura, mas tá inclusa. Quem é cantor, instrumentista, usa muito o corpo. Não dá para estar toda hora na farra, mas também não deixo de viver. Tem horário para tudo. Dá para você andar na calçada, dá para você sair com os amigos, dá pra você namorar, dá para você fazer tudo. É se organizar. Querer fazer, querer que a coisa funcione, querer andar. E eu gosto disso.”

Mudança para o Rio

“Foi por uma questão de querer estar mais próxima de alguns músicos, de alguns produtores, de fazer um intercâmbio mesmo. Conhecer as pessoas. Eu acho que lá, no Nordeste, a coisa tá bem encaminhada. E eu senti realmente a necessidade de mostrar um pouco mais a cara para o lado de cá, de trabalhar aqui, de me apresentar.”

Amizade com Alceu Valença

“Alceu viu um vídeo do meu antigo grupo no YouTube e se apaixonou. Certo dia, a gente se encontrou no Recife [em 2012], ele fez uma participação em um show da gente. Depois, nos encontramos no Rio e aí a gente foi conciliando. Ele gostou tanto que a gente começou a fazer um bocado de shows. Toquei muito com a banda dele. Gosto muito da família dele, a gente ficou muito próximo. Eu passei a integrar o bando dele, tocando sanfona, tocando violino e cantando. Ele me dava um espaço muito legal. Isso foi antes do The Voice. Ele está sempre por perto. Alceu é um dos meus padrinhos mais queridos.”

Artistas com os quais gostaria de trabalhar

“Sou muito fã do Gilberto Gil. Não o conheço pessoalmente, mas tenho uma vontade muito grande de dividir palco, de quem sabe gravar alguma coisa com ele, que é um cara que tem essa história do ecletismo também, já conseguiu gravar de tudo um pouco. Marisa Monte, que é um exemplo de cantora para mim, de profissionalismo, de dedicação, de talento. E Maria Bethânia, que eu acho uma artista completa, fantástica. Queria muito ter tocado com Dominguinhos e consegui. Já toquei e cantei com a Elba também, que é paraibana e outra grande referência para mim. Uma mulher de fibra, que também veio para o Rio muito jovem tentar a vida e é uma pessoa que está me dando bastante força.”

O ecletismo em pessoa

“Escuto jazz, reggae, rock, muito samba, muito choro. Eu gosto de música. Me agradou... pode ser funk, pode ser rap. Eu gosto de música.”