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Entusiasmo no palco e na pista marcam estreia da Banda Do Mar em São Paulo

por em 01/11/2014
ong>Por José Flávio Júnior https://www.youtube.com/watch?v=Agjmt3779Ns Reconciliação. Essa é a palavra que melhor define a apresentação da Banda Do Mar que aconteceu ontem (31/10), na Audio, casa de shows paulistana. Nesse projeto dividido com o baterista português Fred, o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães tem resgatado a energia e o entusiasmo que Los Hermanos e aquela Malluzinha folk, em início de carreira, um dia exibiriam. Tanto em cima do palco como no chão: a casa recebeu um ótimo e participativo público, que sofreu para chegar ao local – Leonardo e Luan Santana se apresentavam na mesma região, o que causou trânsito gigantesco nas imediações (prepare-se para o caos nos dias dos shows de Paul McCartney, especialmente se chover). O álbum da Banda Do Mar, que tem grandes chances de ser consagrado como o melhor do ano pela crítica especializada, já ensejava essa recuperação de Camelo e Mallu. Com rocks para cima e bons refrãos, os dois se afastaram do clima chocho de seus últimos trabalhos individuais. Na Audio, 11 das 12 faixas do disco foram executadas – e ninguém reclamaria se a ausente “Vamo Embora” estivesse no roteiro também. O restante do setlist foi preenchido com adequados resgates de Los Hermanos (“Além Do Que Se Vê”, uma versão de “Morena” que nas passagens instrumentais citava “Retrato Pra Iaiá”, composta por Rodrigo Amarante), Mallu solo (“Velha E Louca”, “Cena”) e Camelo solo (a obrigatória “Janta”, “Doce Solidão” em arranjo mais potente). O guitarrista Gabriel Bubu, que acompanha os Hermanos, e o baixista Marcos Gerez, do Hurtmold, ajudaram o trio a dar peso às canções. Ao final, a sensação foi de que a 1h15 de espetáculo passou rápido demais, mesmo com Mallu e Camelo econômicos nas conversas entre as músicas. Quem for hoje ao show de Salvador ou conseguir pegar o trio nas datas restantes da turnê (que passa por Ribeirão Preto, Juiz de Fora, Brasília, Teresina, Curitiba e Belo Horizonte ainda neste mês), vai desejar que a Banda Do Mar não seja uma sorte grande de uma vez na vida, como diz a letra da chiclete “Seja Como For”. O projeto merece continuar e nós merecemos novas oportunidades de conferir essa felicidade na plateia.
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Entusiasmo no palco e na pista marcam estreia da Banda Do Mar em São Paulo

por em 01/11/2014
ong>Por José Flávio Júnior https://www.youtube.com/watch?v=Agjmt3779Ns Reconciliação. Essa é a palavra que melhor define a apresentação da Banda Do Mar que aconteceu ontem (31/10), na Audio, casa de shows paulistana. Nesse projeto dividido com o baterista português Fred, o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães tem resgatado a energia e o entusiasmo que Los Hermanos e aquela Malluzinha folk, em início de carreira, um dia exibiriam. Tanto em cima do palco como no chão: a casa recebeu um ótimo e participativo público, que sofreu para chegar ao local – Leonardo e Luan Santana se apresentavam na mesma região, o que causou trânsito gigantesco nas imediações (prepare-se para o caos nos dias dos shows de Paul McCartney, especialmente se chover). O álbum da Banda Do Mar, que tem grandes chances de ser consagrado como o melhor do ano pela crítica especializada, já ensejava essa recuperação de Camelo e Mallu. Com rocks para cima e bons refrãos, os dois se afastaram do clima chocho de seus últimos trabalhos individuais. Na Audio, 11 das 12 faixas do disco foram executadas – e ninguém reclamaria se a ausente “Vamo Embora” estivesse no roteiro também. O restante do setlist foi preenchido com adequados resgates de Los Hermanos (“Além Do Que Se Vê”, uma versão de “Morena” que nas passagens instrumentais citava “Retrato Pra Iaiá”, composta por Rodrigo Amarante), Mallu solo (“Velha E Louca”, “Cena”) e Camelo solo (a obrigatória “Janta”, “Doce Solidão” em arranjo mais potente). O guitarrista Gabriel Bubu, que acompanha os Hermanos, e o baixista Marcos Gerez, do Hurtmold, ajudaram o trio a dar peso às canções. Ao final, a sensação foi de que a 1h15 de espetáculo passou rápido demais, mesmo com Mallu e Camelo econômicos nas conversas entre as músicas. Quem for hoje ao show de Salvador ou conseguir pegar o trio nas datas restantes da turnê (que passa por Ribeirão Preto, Juiz de Fora, Brasília, Teresina, Curitiba e Belo Horizonte ainda neste mês), vai desejar que a Banda Do Mar não seja uma sorte grande de uma vez na vida, como diz a letra da chiclete “Seja Como For”. O projeto merece continuar e nós merecemos novas oportunidades de conferir essa felicidade na plateia.