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“Esse show vai entrar para a história do BTS”, afirma Jin no palco do Citibank Hall

Grupo sul-coreano apresentou hits do álbum Wings em uníssono com sete mil fãs

por Érica Imenes em 20/03/2017

Bangtan Boys (BTS) – 19 de março – Citibank Hall, São Paulo (SP)

Quem ainda não está familiarizado com a música pop da Coreia do Sul, pode se surpreender com os feitos desses sete meninos com seus 20 e poucos anos. Entre recordes de visualizações no YouTube e posições de destaque no Billboard 200, o Bangtan Boys – mais conhecido como BTS – volta ao Brasil pela 3ª vez, em dois shows sold out, em São Paulo.

K-POP: AFINAL, COMO ELE SE TORNOU TÃO GRANDE?

O primeiro dia da fase brasileira da “The Wings Tour” trouxe um espetáculo dentro do espetáculo: antes mesmo do grupo subir ao palco, fãs acompanhavam os telões laterais, que passavam uma playlist de clipes dos jovens ídolos, como um flashmob bem treinado. Os fanchants (um tipo de ‘grito de guerra’ que os fãs de k-pop usam para demonstrar apoio ao artista) com os nomes originais de Rap Monster, Jin, Jimin, Suga, J-Hope, JungKook e V eram ensurdecedores. E isso foi só aquecimento.

O vídeo de abertura seguia a linha mais artística – assim como todos teasers e clipes da chamada “trilogia Youth”, que marca a fase mais madura do Bangtan no último ano e meio. Sete mil pessoas gritavam o que, durante a noite, se tornaria praticamente um mantra e entre repetições de “BTS! BTS! BTS!” e o grupo deu início ao que seria uma noite épica, com sua música de trabalho mais recente, “Not Today”. Uma pequena pausa em seguida, para que o grupo pudesse cumprimentar seu exército (literalmente, já que o nome oficial de seus seguidores é A.R.M.Y), após dois anos longe do Brasil. “O show Wings foi sold out somente em São Paulo [da turnê], obrigado!”, comemorava o rapper e dançarino principal, J-Hope, nitidamente orgulhoso do público local.

Entre coreografias fortes e o impacto visual das projeções no palco, outra coisa que chamou a atenção foi o background das músicas, com arranjos feitos com banda ao vivo (ao invés de samplers eletrônicos), o que deixou cada canção mais orgânica e deu sensação de uma estrutura melhor elaborada se compararmos aos eventos de 2014 e 2015. Continuando o show, o grupo não perdeu a energia ao apresentar “Am I Wrong”, “Baepsae” e “Dope”.

O K-POP À PROVA DE BALAS DO BTS

A primeira parte de apresentações solo teve início com “Begin”, do “garoto de ouro”, JungKook; em seguida, destaque para “Lies”, cantada por Jimin, com uma performance que incluiu dança contemporânea e olhos vendados, em uma parte da coreografia, de forma bem dramática. O rapper Suga assumiu o holofote logo após, preenchendo o palco com a fluidez de seu rap rápido, carregado de emoção, com a canção “First Love”.

Uma pausa nas apresentações individuais, para “Lost” (cantada pela chamada ‘vocal line’ do BTS, o quarteto responsável pelas vozes e harmonias), seguida de “Save Me” e “I Need You”. O líder do grupo e rapper principal, Rap Monster, reclamou sua vez sob os holofotes com sua “Reflection”; V apresentou “Stigma”, com carisma que arrancou berros dos fãs. J-Hope acendeu (literalmente) a luz da casa de shows, para acompanhar com expressão emocionada as palmas rítmicas que embalaram sua performance com “Mama”. Jin fechou a série de apresentações individuais, com vocais impecáveis em “Awake”.

Agora era a vez do trio de rappers mostrar as habilidades que ajudaram a dar notoriedade ao Bangtan, com “BTS Cypher Pt. 4”. Apesar da média de idade do público aparentar passar bem longe da maioridade, a chamada “rapper line” conseguiu transformar o Citibank em uma balada underground de hip-hop (selo ‘swagg’ de aprovação).

10 FATOS SOBRE O BTS, GRUPO DE K-POP QUE BATEU RECORDE NO BILLBOARD 200

O restante do grupo voltou ao palco, com “Fire” e pausou para mais uma sessão de conversas e interações em português. Após um “estão curtindo?”, dito por Rap Monster, o grupo deixou de lado as danças elaboradas e inumanamente sincronizadas para interagir na beira do palco com o público com um pot-pourri de “N.O”, “No More Dream” (música de estreia do BTS, em 2013), “Boy In Luv” e “Danger”, todas das 1ª fase musical do grupo, que ficou marcada como a “trilogia escolar”.

A performance de “Run” também dispensou a dança e reservou uma surpresa: explosões de serpentina amarela cobriam o público, que já não se aguentava de tanta euforia. Após “21st Century Girl”, Jin compartilhou seu agradecimento com os fãs, e declarou: “esse show vai entrar para a história do BTS”.

A parte final do show se aproximava, com “Intro: Boy Meets Evil” e a dança solo de J-Hope (que coreografou pessoalmente a abertura de ‘Wings’), seguida da provocante “Blood, Sweat & Tears”, que incorporou reggaeton ao K-Pop. O grupo fechava essa noite inesquecível, após um encore com mais três canções e reverências de 180° para o público, em forma de respeito. Abraçados com a bandeira do Brasil, os Bangtan Boys despediam-se de mais um show histórico em solo brasileiro, com a promessa de um “até a próxima”.

O grupo se apresenta novamente hoje no Citibank Hall, em São Paulo, mas com ingressos esgotados.

  • HOT 100
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1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Bangtan Boys (BTS) – 19 de março – Citibank Hall, São Paulo (SP)

Quem ainda não está familiarizado com a música pop da Coreia do Sul, pode se surpreender com os feitos desses sete meninos com seus 20 e poucos anos. Entre recordes de visualizações no YouTube e posições de destaque no Billboard 200, o Bangtan Boys – mais conhecido como BTS – volta ao Brasil pela 3ª vez, em dois shows sold out, em São Paulo.

K-POP: AFINAL, COMO ELE SE TORNOU TÃO GRANDE?

O primeiro dia da fase brasileira da “The Wings Tour” trouxe um espetáculo dentro do espetáculo: antes mesmo do grupo subir ao palco, fãs acompanhavam os telões laterais, que passavam uma playlist de clipes dos jovens ídolos, como um flashmob bem treinado. Os fanchants (um tipo de ‘grito de guerra’ que os fãs de k-pop usam para demonstrar apoio ao artista) com os nomes originais de Rap Monster, Jin, Jimin, Suga, J-Hope, JungKook e V eram ensurdecedores. E isso foi só aquecimento.

O vídeo de abertura seguia a linha mais artística – assim como todos teasers e clipes da chamada “trilogia Youth”, que marca a fase mais madura do Bangtan no último ano e meio. Sete mil pessoas gritavam o que, durante a noite, se tornaria praticamente um mantra e entre repetições de “BTS! BTS! BTS!” e o grupo deu início ao que seria uma noite épica, com sua música de trabalho mais recente, “Not Today”. Uma pequena pausa em seguida, para que o grupo pudesse cumprimentar seu exército (literalmente, já que o nome oficial de seus seguidores é A.R.M.Y), após dois anos longe do Brasil. “O show Wings foi sold out somente em São Paulo [da turnê], obrigado!”, comemorava o rapper e dançarino principal, J-Hope, nitidamente orgulhoso do público local.

Entre coreografias fortes e o impacto visual das projeções no palco, outra coisa que chamou a atenção foi o background das músicas, com arranjos feitos com banda ao vivo (ao invés de samplers eletrônicos), o que deixou cada canção mais orgânica e deu sensação de uma estrutura melhor elaborada se compararmos aos eventos de 2014 e 2015. Continuando o show, o grupo não perdeu a energia ao apresentar “Am I Wrong”, “Baepsae” e “Dope”.

O K-POP À PROVA DE BALAS DO BTS

A primeira parte de apresentações solo teve início com “Begin”, do “garoto de ouro”, JungKook; em seguida, destaque para “Lies”, cantada por Jimin, com uma performance que incluiu dança contemporânea e olhos vendados, em uma parte da coreografia, de forma bem dramática. O rapper Suga assumiu o holofote logo após, preenchendo o palco com a fluidez de seu rap rápido, carregado de emoção, com a canção “First Love”.

Uma pausa nas apresentações individuais, para “Lost” (cantada pela chamada ‘vocal line’ do BTS, o quarteto responsável pelas vozes e harmonias), seguida de “Save Me” e “I Need You”. O líder do grupo e rapper principal, Rap Monster, reclamou sua vez sob os holofotes com sua “Reflection”; V apresentou “Stigma”, com carisma que arrancou berros dos fãs. J-Hope acendeu (literalmente) a luz da casa de shows, para acompanhar com expressão emocionada as palmas rítmicas que embalaram sua performance com “Mama”. Jin fechou a série de apresentações individuais, com vocais impecáveis em “Awake”.

Agora era a vez do trio de rappers mostrar as habilidades que ajudaram a dar notoriedade ao Bangtan, com “BTS Cypher Pt. 4”. Apesar da média de idade do público aparentar passar bem longe da maioridade, a chamada “rapper line” conseguiu transformar o Citibank em uma balada underground de hip-hop (selo ‘swagg’ de aprovação).

10 FATOS SOBRE O BTS, GRUPO DE K-POP QUE BATEU RECORDE NO BILLBOARD 200

O restante do grupo voltou ao palco, com “Fire” e pausou para mais uma sessão de conversas e interações em português. Após um “estão curtindo?”, dito por Rap Monster, o grupo deixou de lado as danças elaboradas e inumanamente sincronizadas para interagir na beira do palco com o público com um pot-pourri de “N.O”, “No More Dream” (música de estreia do BTS, em 2013), “Boy In Luv” e “Danger”, todas das 1ª fase musical do grupo, que ficou marcada como a “trilogia escolar”.

A performance de “Run” também dispensou a dança e reservou uma surpresa: explosões de serpentina amarela cobriam o público, que já não se aguentava de tanta euforia. Após “21st Century Girl”, Jin compartilhou seu agradecimento com os fãs, e declarou: “esse show vai entrar para a história do BTS”.

A parte final do show se aproximava, com “Intro: Boy Meets Evil” e a dança solo de J-Hope (que coreografou pessoalmente a abertura de ‘Wings’), seguida da provocante “Blood, Sweat & Tears”, que incorporou reggaeton ao K-Pop. O grupo fechava essa noite inesquecível, após um encore com mais três canções e reverências de 180° para o público, em forma de respeito. Abraçados com a bandeira do Brasil, os Bangtan Boys despediam-se de mais um show histórico em solo brasileiro, com a promessa de um “até a próxima”.

O grupo se apresenta novamente hoje no Citibank Hall, em São Paulo, mas com ingressos esgotados.