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Exclusivo: entrevistamos a empoderada Camila Cabello, do Fifth Harmony

por em 06/03/2015

Por Angela Destri

Em 2012, Camila Cabello, Ally Brooke, Normani Kordei, Dinah Jane Hansen e Lauren Jauregui, cinco meninas que nunca haviam se conhecido, mas que compartilhavam o mesmo sonho, inscreveram-se no reality show musical The X Factor. O criador do programa, Simon Cowell, não achou que cada uma delas, individualmente, tinha o que era necessário para ser uma grande estrela, mas viu muito potencial em um possível quinteto. Foi assim que nasceu o Fifth Harmony, cujo nome foi escolhido por uma votação online durante a competição.

Apesar de terem ficado em 3º lugar, assinaram com a Syco Music, de Cowell, e a Epic Records, de L.A. Reid, que também foi jurado da temporada da qual participaram. Três anos depois, as jovens já têm cinco EPs no currículo e iniciam sua quinta turnê, agora promovendo seu álbum de estreia, Reflection, que fez sua estreia no ranking Billboard 200 na 5ª posição.

Por serem bem diferentes, às vezes é difícil chegar a um consenso sobre qual caminho seguir, mas Camila garante que existe, sim, muita harmonia entre elas. Foi trabalhando juntas que conquistaram o prêmio de Artist To Watch, no MTV Video Music Awards de 2014, receberam convites para cantar em vários programas de rádio, participaram de eventos importantes, inclusive na Casa Branca (chamando a atenção de Michelle Obama).

“Passar a integrar um grupo nos fez mais fortes e pudemos aperfeiçoar nossas individualidades”, definiu Camila, que completou 18 anos na terça-feira (3/3), em papo telefônico com Billboard Brasil. A cubana, residente em Miami desde os cinco, falou ainda sobre feminismo e sobre como foi conhecer a primeira dama americana, inspiração para o single “Bo$$”.

https://www.youtube.com/watch?v=Y4JfPlry-iQ

O que vocês têm a oferecer de diferente dos outros girl groups?

Acho que é o fato de que viemos de lugares diferentes e temos histórias diferentes. Todas nós ouvimos tipos diferentes de música, temos personalidades muito diferentes. Basicamente, somos pessoas completamente diferentes. Acho que, nesse tipo de dinâmica, conseguirmos trabalhar nossas individualidades. É o que nos destaca. É até um pouco mágico quando pessoas que acreditam em coisas diferentes e vêm de lugares diferentes conseguem se unir para criar algo juntas.

Vocês acabaram de lançar seu primeiro álbum de estúdio, Reflection. Há um momento específico ou alguma música para cada uma se destacar individualmente?

Com certeza, porque há tanta variedade nesse álbum e todo mundo meio que tem suas favoritas, uma música que goste mais ou que faz mais seu estilo. Então, acredito que todas tenham um momento especial. Mas não podemos esquecer que somos um grupo, e é nisso que focamos.

No seu single “Bo$$”, vocês citam Michelle Obama e Oprah Winfrey. Vocês já conheceram alguma das duas?

Sim! Na verdade, tivemos a oportunidade de conhecê-las na cerimônia para acender as luzes de Natal da Casa Branca, em novembro. E foi absolutamente fantástico! Tiramos fotos com elas, cara a cara, e elas foram simplesmente maravilhosas. Michelle disse que faz exercícios ouvindo “Bo$$” e quando está em algum lugar e começar a tocar a música, ela dança e bate palmas. Ela é absolutamente incrível. Foi uma grande honra conhece-las.

Vocês receberam críticas de fãs republicanos por causa da menção à primeira dama dos Estados Unidos?

Na verdade, não. Acho que ficou claro que não queríamos nos envolver com política, não era essa a questão, mas sim falar do empoderamento (o neologismo, já bastante disseminado no Brasil, é usado para traduzir “empowerment” e tem significado próximo de “autonomia”) feminino, citando alguém que gostamos e admiramos que, por acaso, é envolvida com política.

Vocês consideram a música feminista?

Sim, sem dúvidas! Tentamos incorporar o tema na música, porque o sentido todo é meio que criar um movimento musical para mulheres empoderadas, mostrar que elas podem fazer qualquer coisa, que não somos limitadas, podemos sair e ganhar nosso próprio dinheiro. Não precisamos depender de um homem para fazer tudo por nós. Temos o poder de sermos nossas próprias “chefes”. E nós realmente queríamos inspirá-las a sonhar alto, não ter medo de ir longe.

Algumas pessoas viram uma contradição entre o clipe e a mensagem da música, porque vocês falam sobre independência feminina enquanto dançam com roupas curtas. Como vocês receberam essas críticas?

Acho que parte do feminismo é encorajar as mulheres a entender que é o nosso corpo e que não podem nos dizer o que usar ou o que fazer com ele e como devemos nos comportar. Tem isso de outras pessoas acharem que podem dizer às mulheres o que fazer... Acho que feminismo é não concordar com isso. Se você quiser usar roupas curtas e se sente confiante em relação ao que veste, então tudo bem. É o seu corpo, faça o que quiser. Se você quiser usar calças longas, não tem problema se é assim que você se sente confiante. Acho que esse é o objetivo do feminismo.

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Exclusivo: entrevistamos a empoderada Camila Cabello, do Fifth Harmony

por em 06/03/2015

Por Angela Destri

Em 2012, Camila Cabello, Ally Brooke, Normani Kordei, Dinah Jane Hansen e Lauren Jauregui, cinco meninas que nunca haviam se conhecido, mas que compartilhavam o mesmo sonho, inscreveram-se no reality show musical The X Factor. O criador do programa, Simon Cowell, não achou que cada uma delas, individualmente, tinha o que era necessário para ser uma grande estrela, mas viu muito potencial em um possível quinteto. Foi assim que nasceu o Fifth Harmony, cujo nome foi escolhido por uma votação online durante a competição.

Apesar de terem ficado em 3º lugar, assinaram com a Syco Music, de Cowell, e a Epic Records, de L.A. Reid, que também foi jurado da temporada da qual participaram. Três anos depois, as jovens já têm cinco EPs no currículo e iniciam sua quinta turnê, agora promovendo seu álbum de estreia, Reflection, que fez sua estreia no ranking Billboard 200 na 5ª posição.

Por serem bem diferentes, às vezes é difícil chegar a um consenso sobre qual caminho seguir, mas Camila garante que existe, sim, muita harmonia entre elas. Foi trabalhando juntas que conquistaram o prêmio de Artist To Watch, no MTV Video Music Awards de 2014, receberam convites para cantar em vários programas de rádio, participaram de eventos importantes, inclusive na Casa Branca (chamando a atenção de Michelle Obama).

“Passar a integrar um grupo nos fez mais fortes e pudemos aperfeiçoar nossas individualidades”, definiu Camila, que completou 18 anos na terça-feira (3/3), em papo telefônico com Billboard Brasil. A cubana, residente em Miami desde os cinco, falou ainda sobre feminismo e sobre como foi conhecer a primeira dama americana, inspiração para o single “Bo$$”.

https://www.youtube.com/watch?v=Y4JfPlry-iQ

O que vocês têm a oferecer de diferente dos outros girl groups?

Acho que é o fato de que viemos de lugares diferentes e temos histórias diferentes. Todas nós ouvimos tipos diferentes de música, temos personalidades muito diferentes. Basicamente, somos pessoas completamente diferentes. Acho que, nesse tipo de dinâmica, conseguirmos trabalhar nossas individualidades. É o que nos destaca. É até um pouco mágico quando pessoas que acreditam em coisas diferentes e vêm de lugares diferentes conseguem se unir para criar algo juntas.

Vocês acabaram de lançar seu primeiro álbum de estúdio, Reflection. Há um momento específico ou alguma música para cada uma se destacar individualmente?

Com certeza, porque há tanta variedade nesse álbum e todo mundo meio que tem suas favoritas, uma música que goste mais ou que faz mais seu estilo. Então, acredito que todas tenham um momento especial. Mas não podemos esquecer que somos um grupo, e é nisso que focamos.

No seu single “Bo$$”, vocês citam Michelle Obama e Oprah Winfrey. Vocês já conheceram alguma das duas?

Sim! Na verdade, tivemos a oportunidade de conhecê-las na cerimônia para acender as luzes de Natal da Casa Branca, em novembro. E foi absolutamente fantástico! Tiramos fotos com elas, cara a cara, e elas foram simplesmente maravilhosas. Michelle disse que faz exercícios ouvindo “Bo$$” e quando está em algum lugar e começar a tocar a música, ela dança e bate palmas. Ela é absolutamente incrível. Foi uma grande honra conhece-las.

Vocês receberam críticas de fãs republicanos por causa da menção à primeira dama dos Estados Unidos?

Na verdade, não. Acho que ficou claro que não queríamos nos envolver com política, não era essa a questão, mas sim falar do empoderamento (o neologismo, já bastante disseminado no Brasil, é usado para traduzir “empowerment” e tem significado próximo de “autonomia”) feminino, citando alguém que gostamos e admiramos que, por acaso, é envolvida com política.

Vocês consideram a música feminista?

Sim, sem dúvidas! Tentamos incorporar o tema na música, porque o sentido todo é meio que criar um movimento musical para mulheres empoderadas, mostrar que elas podem fazer qualquer coisa, que não somos limitadas, podemos sair e ganhar nosso próprio dinheiro. Não precisamos depender de um homem para fazer tudo por nós. Temos o poder de sermos nossas próprias “chefes”. E nós realmente queríamos inspirá-las a sonhar alto, não ter medo de ir longe.

Algumas pessoas viram uma contradição entre o clipe e a mensagem da música, porque vocês falam sobre independência feminina enquanto dançam com roupas curtas. Como vocês receberam essas críticas?

Acho que parte do feminismo é encorajar as mulheres a entender que é o nosso corpo e que não podem nos dizer o que usar ou o que fazer com ele e como devemos nos comportar. Tem isso de outras pessoas acharem que podem dizer às mulheres o que fazer... Acho que feminismo é não concordar com isso. Se você quiser usar roupas curtas e se sente confiante em relação ao que veste, então tudo bem. É o seu corpo, faça o que quiser. Se você quiser usar calças longas, não tem problema se é assim que você se sente confiante. Acho que esse é o objetivo do feminismo.