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Exclusivo: Lana Del Rey fala sobre cinema e seu próximo álbum

por em 07/01/2015
Lana
Del Rey já tem nove faixas escritas para seu próximo álbum, intitulado Honeymoon. “Estou procurando mais algumas músicas para juntar tudo”, disse a cantora, que pode vir a receber muitos prêmios neste ano por sua mais recente colaboração para as telonas. Após o sucesso de “Young And Beautiful”, que compõe a trilha sonora do filme O Grande Gatsby, de 2013, o produtor de cinema Harvey Weinstein contatou Lana para que ela fizesse parte de um filme de sua empresa, a The Weinstein Co. Grandes Olhos, novo filme de Tim Burton, que conta a história da artista plástica Margaret Keane nos anos 1950 e 1960, foi a primeira escolha da cantora. “Como Harvey sabia que eu amava o Tim Burton, ele me disse: ‘Por que você não escreve a faixa-título, alguma coisa com refrão sobre “olhos grandes”?’”, relembra a americana. “Tim foi gentil o suficiente para ouvir a música. E ele gostou”, completa. Foi assim que, em parceria com Daniel Heath, nasceu “Big Eyes”, indicada ao Globo de Ouro, ao lado de músicas escritas ou gravadas por John Legend e Common, Lorde, Patti Smith e Sia. A faixa é também uma forte candidata ao Oscar, cujos indicados serão anunciados no dia 15 de janeiro. Veja a entrevista que Lana Del Rey deu à Billboard: A música resume a história que os espectadores acabaram de assistir. Houve alguma fala com a qual você começou, uma ideia em particular que você queria passar primeiro? Eu tinha algumas linhas inicias e o verso “Eu o vi rastejando pelo jardim/ Você estava se escondendo?”. Melodicamente, foi algo que veio rapidamente e gostei da ideia de trompetes entrando no refrão, deixando um pouco mais estranho e no ritmo de jazz. Sempre gosto de misturar. “Big Eyes” foi concebida para resumir a história, com um pouco da minha própria visão. A música que toca nos créditos finais, “I Can Fly”, também é sua. Qual das duas você escreveu primeiro? Acho que eles pensaram que “Big Eyes” era um pouco sombria e queriam uma música que compartilhasse essa história sobre como Margaret [Keane] sai da escuridão, uma redenção. Eu disse: “Tenho uma música chamada ‘I Can Fly’, mas eu gostaria de refazer a letra e falar mais sobre o que ela está fazendo [no fime]”. Dan [Heath] achou fácil adaptá-la instrumentalmente. Qual elemento de Margaret mais chamou sua atenção? Seu talento. Sou fã da arte dela e de suas interpretações do mundo e como ela o via. A maneira como ela pintava era realmente linda e interessante. Eu adoro a parte do filme em que ela está convencida de que seu marido a deixou ter uma chance de pintar com seu próprio nome, trabalhando com retratos de mulheres com olhos muito pequenos. O negociante de arte diz [sarcasticamente] “Bem, isso é original”. É sempre interessante ser lembrada de quão longe chegamos em relação aos direitos das mulheres. Eu amo a forma com que ela enxerga as coisas. Você pode comparar esta com a experiência de O Grande Gatsby? Big Eyes mudou apenas um pouco durante os seis meses em que tomei conhecimento do filme. Para mim,  O Grande Gatsby estava sempre mudando. [O diretor] Baz Luhrman estava no Skype por alguns dias em uma tela gigante. Ele simplesmente não queria apenas a versão final – queria vinte versões diferentes e estava conduzindo tudo online. Ele gostava de ficar por dentro de todas as diferentes intepretações. Havia tantas versões diferentes que se tornou uma música tema. As músicas de Grandes Olhos nos dão alguma indicação de como será o som do novo álbum? É bem diferente do último e parecido com os dois primeiros, Born To Die e Paradise. Estou gostando de me afundar nessa sensação mais sombria no novo álbum. Está sendo bom. Você continua escrevendo tudo? Estou pensando em fazer uma cover de “Don't Let Me Be Misunderstood”, gravada pela Nina Simone. Após minha versão de “The Other Woman”, de Jessie Mae Robinson, eu gostaria de ter uma música de jazz no disco. Estou me divertindo com a minha interpretação.
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Exclusivo: Lana Del Rey fala sobre cinema e seu próximo álbum

por em 07/01/2015
Lana
Del Rey já tem nove faixas escritas para seu próximo álbum, intitulado Honeymoon. “Estou procurando mais algumas músicas para juntar tudo”, disse a cantora, que pode vir a receber muitos prêmios neste ano por sua mais recente colaboração para as telonas. Após o sucesso de “Young And Beautiful”, que compõe a trilha sonora do filme O Grande Gatsby, de 2013, o produtor de cinema Harvey Weinstein contatou Lana para que ela fizesse parte de um filme de sua empresa, a The Weinstein Co. Grandes Olhos, novo filme de Tim Burton, que conta a história da artista plástica Margaret Keane nos anos 1950 e 1960, foi a primeira escolha da cantora. “Como Harvey sabia que eu amava o Tim Burton, ele me disse: ‘Por que você não escreve a faixa-título, alguma coisa com refrão sobre “olhos grandes”?’”, relembra a americana. “Tim foi gentil o suficiente para ouvir a música. E ele gostou”, completa. Foi assim que, em parceria com Daniel Heath, nasceu “Big Eyes”, indicada ao Globo de Ouro, ao lado de músicas escritas ou gravadas por John Legend e Common, Lorde, Patti Smith e Sia. A faixa é também uma forte candidata ao Oscar, cujos indicados serão anunciados no dia 15 de janeiro. Veja a entrevista que Lana Del Rey deu à Billboard: A música resume a história que os espectadores acabaram de assistir. Houve alguma fala com a qual você começou, uma ideia em particular que você queria passar primeiro? Eu tinha algumas linhas inicias e o verso “Eu o vi rastejando pelo jardim/ Você estava se escondendo?”. Melodicamente, foi algo que veio rapidamente e gostei da ideia de trompetes entrando no refrão, deixando um pouco mais estranho e no ritmo de jazz. Sempre gosto de misturar. “Big Eyes” foi concebida para resumir a história, com um pouco da minha própria visão. A música que toca nos créditos finais, “I Can Fly”, também é sua. Qual das duas você escreveu primeiro? Acho que eles pensaram que “Big Eyes” era um pouco sombria e queriam uma música que compartilhasse essa história sobre como Margaret [Keane] sai da escuridão, uma redenção. Eu disse: “Tenho uma música chamada ‘I Can Fly’, mas eu gostaria de refazer a letra e falar mais sobre o que ela está fazendo [no fime]”. Dan [Heath] achou fácil adaptá-la instrumentalmente. Qual elemento de Margaret mais chamou sua atenção? Seu talento. Sou fã da arte dela e de suas interpretações do mundo e como ela o via. A maneira como ela pintava era realmente linda e interessante. Eu adoro a parte do filme em que ela está convencida de que seu marido a deixou ter uma chance de pintar com seu próprio nome, trabalhando com retratos de mulheres com olhos muito pequenos. O negociante de arte diz [sarcasticamente] “Bem, isso é original”. É sempre interessante ser lembrada de quão longe chegamos em relação aos direitos das mulheres. Eu amo a forma com que ela enxerga as coisas. Você pode comparar esta com a experiência de O Grande Gatsby? Big Eyes mudou apenas um pouco durante os seis meses em que tomei conhecimento do filme. Para mim,  O Grande Gatsby estava sempre mudando. [O diretor] Baz Luhrman estava no Skype por alguns dias em uma tela gigante. Ele simplesmente não queria apenas a versão final – queria vinte versões diferentes e estava conduzindo tudo online. Ele gostava de ficar por dentro de todas as diferentes intepretações. Havia tantas versões diferentes que se tornou uma música tema. As músicas de Grandes Olhos nos dão alguma indicação de como será o som do novo álbum? É bem diferente do último e parecido com os dois primeiros, Born To Die e Paradise. Estou gostando de me afundar nessa sensação mais sombria no novo álbum. Está sendo bom. Você continua escrevendo tudo? Estou pensando em fazer uma cover de “Don't Let Me Be Misunderstood”, gravada pela Nina Simone. Após minha versão de “The Other Woman”, de Jessie Mae Robinson, eu gostaria de ter uma música de jazz no disco. Estou me divertindo com a minha interpretação.