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Exposição em São Paulo revela as faces de Renato Russo

Entramos na mostra do MIS que reúne mais de mil itens pessoais do roqueiro; a abertura para o público será no feriado da Independência

Renato Russo não era o mais exibido dos roqueiros nacionais. De personalidade forte, costumava dar boas e sinceras entrevistas: dizia o que pensava, falava de sentimentos e criticava o que o incomodava.

Como celebridade, era mais tranquilo. Não se metia em polêmicas, evitava festas badaladas e, depois de um tempo, só ia a programas de auditório quando precisava divulgar um trabalho.

Também não era o maior fã de shows. Ao final de sua vida, a Legião Urbana fez poucas apresentações ao vivo. Ele se considerava um letrista, não um ídolo: “um ariano que nasceu no Rio de Janeiro e gosta de meninos e meninas”.

Letra de "Geração Coca Cola", escrita no caderno que o artista usava durante o curso de Comunicação Social.

Divulgação/Acervo Renato Russo

Logo do Aborto Elétrico.
Exposição ficará em cartaz entre 6 de setembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018, no MIS em São Paulo.

Reprodução/Leticia Godoy

Violão Yamaha utilizado pelo artista em apresentações do Legião Urbana.

Giuliano Manfredini, filho único de Renato, concedeu ao museu total acesso ao apartamento do músico.

 

Divulgação/Cinthia Bueno

Desenho feito em 1982 de Eduardo e Mônica.

Divulgação/Acervo Renato Russo

Renato Russo colecionava discos, lia muito e adorava fazer listas. Tinha as letras das músicas e suas opiniões sobre o trabalho da Legião Urbana guardados e organizados em sua casa no Rio de Janeiro.

O apartamento em que o roqueiro morou ficou conservado e fechado por 21 anos, com suas roupas limpas, chão varrido e papéis guardados. Até ser aberto neste ano pela curadoria do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo para a exposição sobre ele que será inaugurada nesta quinta-feira (07/09) e ficará aberta até janeiro.

9 ARTISTAS QUE INFLUENCIARAM RENATO RUSSO

A proposta da mostra, segundo os organizadores, é simples e ambiciosa: entrar na cabeça de Renato. Para isso, estão catalogados e expostos mais de mil itens que pertenceram ao roqueiro.

Tem de tudo: instrumentos, anotações, desenhos, letras de músicas, roupas, quadros e até a coleção completa de discos dos Beatles em edição limitada.

Um dos pontos mais interessantes é a reprodução do quarto em que Renato Russo viveu seus últimos anos, com os móveis originais. Não há luxo, não há rebeldia, não há o exagero do rock n’ roll (tão presente em suas letras): há uma cama de solteiro, um guarda roupa, uma estante de livros, um crucifixo, um quadro seu e uma foto de seu filho, Giuliano Manfredini. Cores amenas e muita madeira.

COMO ERA O MUNDO QUANDO RENATO RUSSO MORREU

Para os fãs, há diversas anotações e opiniões sobre o mundo expostas na parede.  Há set lists desde a sua primeira banda, Aborto Elétrico, e as primeiras versões de parte das suas músicas, como “Eduardo E Mônica” e “Geração Coca-Cola”.

Ver seus objetos e sua intimidade não ajuda apenas a lembrar do artista, mas a entendê-lo melhor. Um exemplo disso são suas roupas: parte colorida e florida, parte com estampas de rock e parte provocadora (uma expõe, em inglês, a legenda “Eu não sou gay, meu namorado é”).

A exposição revela sua mania de organização e desnuda sua fragilidade com as próprias composições. Ao lado de nomes de músicas, anotação questionando sua qualidade. Ao lado de discos, suposições do que fazer para ter um resultado melhor.

20 VEZES EM QUE RENATO RUSSO FOI EXTREMAMENTE SINCERO

Renato Russo ia muito além do letrista (ou do poeta, como você preferir), ia além do rebelde, do romântico, do dramático, do metódico, do fã de astrologia. Ele era uma união dessas diferentes faces e todas estão expostas no MIS. 

Serviço:
Exposição Renato Russo
MIS – São Paulo
De: 07/09/17 a 28/01/18 - 10h às 21h (terça a sábado) e 09h às 19h (domingos e feriados)
Ingressos: de R$ 15 a R$ 30 nas bilheterias ou, antecipado, pelo site Ingresso Rápido.

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Exposição em São Paulo revela as faces de Renato Russo

Entramos na mostra do MIS que reúne mais de mil itens pessoais do roqueiro; a abertura para o público será no feriado da Independência

por Lucas Borges Teixeira em 05/09/2017

Renato Russo não era o mais exibido dos roqueiros nacionais. De personalidade forte, costumava dar boas e sinceras entrevistas: dizia o que pensava, falava de sentimentos e criticava o que o incomodava.

Como celebridade, era mais tranquilo. Não se metia em polêmicas, evitava festas badaladas e, depois de um tempo, só ia a programas de auditório quando precisava divulgar um trabalho.

Também não era o maior fã de shows. Ao final de sua vida, a Legião Urbana fez poucas apresentações ao vivo. Ele se considerava um letrista, não um ídolo: “um ariano que nasceu no Rio de Janeiro e gosta de meninos e meninas”.

Letra de "Geração Coca Cola", escrita no caderno que o artista usava durante o curso de Comunicação Social.

Divulgação/Acervo Renato Russo

Logo do Aborto Elétrico.
Exposição ficará em cartaz entre 6 de setembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018, no MIS em São Paulo.

Reprodução/Leticia Godoy

Violão Yamaha utilizado pelo artista em apresentações do Legião Urbana.

Giuliano Manfredini, filho único de Renato, concedeu ao museu total acesso ao apartamento do músico.

 

Divulgação/Cinthia Bueno

Desenho feito em 1982 de Eduardo e Mônica.

Divulgação/Acervo Renato Russo

Renato Russo colecionava discos, lia muito e adorava fazer listas. Tinha as letras das músicas e suas opiniões sobre o trabalho da Legião Urbana guardados e organizados em sua casa no Rio de Janeiro.

O apartamento em que o roqueiro morou ficou conservado e fechado por 21 anos, com suas roupas limpas, chão varrido e papéis guardados. Até ser aberto neste ano pela curadoria do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo para a exposição sobre ele que será inaugurada nesta quinta-feira (07/09) e ficará aberta até janeiro.

9 ARTISTAS QUE INFLUENCIARAM RENATO RUSSO

A proposta da mostra, segundo os organizadores, é simples e ambiciosa: entrar na cabeça de Renato. Para isso, estão catalogados e expostos mais de mil itens que pertenceram ao roqueiro.

Tem de tudo: instrumentos, anotações, desenhos, letras de músicas, roupas, quadros e até a coleção completa de discos dos Beatles em edição limitada.

Um dos pontos mais interessantes é a reprodução do quarto em que Renato Russo viveu seus últimos anos, com os móveis originais. Não há luxo, não há rebeldia, não há o exagero do rock n’ roll (tão presente em suas letras): há uma cama de solteiro, um guarda roupa, uma estante de livros, um crucifixo, um quadro seu e uma foto de seu filho, Giuliano Manfredini. Cores amenas e muita madeira.

COMO ERA O MUNDO QUANDO RENATO RUSSO MORREU

Para os fãs, há diversas anotações e opiniões sobre o mundo expostas na parede.  Há set lists desde a sua primeira banda, Aborto Elétrico, e as primeiras versões de parte das suas músicas, como “Eduardo E Mônica” e “Geração Coca-Cola”.

Ver seus objetos e sua intimidade não ajuda apenas a lembrar do artista, mas a entendê-lo melhor. Um exemplo disso são suas roupas: parte colorida e florida, parte com estampas de rock e parte provocadora (uma expõe, em inglês, a legenda “Eu não sou gay, meu namorado é”).

A exposição revela sua mania de organização e desnuda sua fragilidade com as próprias composições. Ao lado de nomes de músicas, anotação questionando sua qualidade. Ao lado de discos, suposições do que fazer para ter um resultado melhor.

20 VEZES EM QUE RENATO RUSSO FOI EXTREMAMENTE SINCERO

Renato Russo ia muito além do letrista (ou do poeta, como você preferir), ia além do rebelde, do romântico, do dramático, do metódico, do fã de astrologia. Ele era uma união dessas diferentes faces e todas estão expostas no MIS. 

Serviço:
Exposição Renato Russo
MIS – São Paulo
De: 07/09/17 a 28/01/18 - 10h às 21h (terça a sábado) e 09h às 19h (domingos e feriados)
Ingressos: de R$ 15 a R$ 30 nas bilheterias ou, antecipado, pelo site Ingresso Rápido.