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Fatboy Slim e Brasil, a “audiência mais amigável do planeta”

por em 04/02/2016
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
Hoje o Brasil se tornou uma das rotas favoritas dos artistas da música eletrônica internacional, mas bem antes de o país receber Tomorroland e o Electric Daisy Carnival, dois gigantes do mundo dos festivais, e ser passagem obrigatórias dos DJs mais renomados do mundo, um inglês já descobria a afinidade do povo brasileiro com o gênero que domina a cena pop mundial atual. No final da década de 1990, quando o Brasil ainda vivia à margem do circuito eletrônico mundial, Norman Cook – mais conhecido como Fatboy Slim – aterrissava em terras tupiniquins para trazer as batidas contagiantes da house music e do big beat, movimento que ajudou a fundar, ainda impopular para o brasileiro. Desde então, muitos carnavais passaram – 15, para ser mais exato. Em 2004, o DJ e produtor inglês levou 260 mil pessoas para a praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, já em 2007 se tornou o primeiro DJ a se apresentar de cima de um trio elétrico no Carnaval de Salvador. Nesse ano, o inglês vem ao Brasil comemorar os 15 anos de Carnaval com a turnê Put Your Hands Up For Brazil, I Love This Country. As apresentações serão realizadas nos dias 06/02, em Angra dos Reis, no Cafe De La Musique, e no Guarujá, na Praia da Enseada; 07/02 em Itajaí, na Belvedere Beach Club, e Florianópolis, no Music Park e 08/02 em Itu, na Anzu. A Billboard Brasil falou com Fatboy Slim sobre a sua ligação duradoura com o Brasil e a cena eletrônica atual. O que te atrai tanto no Brasil? Os brasileiros, principalmente. Nós compartilhamos o mesmo amor pela música como uma celebração coletiva e como escape do estresse da vida diária. É a audiência mais amigável do planeta! Em 2001, você tocou na última edição do Free Jazz Festival, um evento importante no Brasil. Qual é a diferença de tocar no Brasil em 2001 e hoje? O que mudou, é mais fácil? É mais fácil de organizar e planejar os eventos, as pessoas entendem mais de música eletrônica e o show de um DJ funciona muito melhor nos dias de hoje. Com a internet é mais fácil de se comunicar com as pessoas. Como você acompanha esse aumento nas vendas de vinil? Você compra? Eu acho que é um pouco o auge de uma nostalgia e não necessariamente uma tendência. Nós, DJs, amamos vinil, mas ver como muito mais coisas podem ser feitas com o digital torna difícil voltar a usar vinil. É mais para colecionadores. Como você trabalha seus sets hoje em dia? Há espaço para improvisação ou já é um set bem definido? É tudo sobre ter as armas certas em seu arsenal e usar o que for necessário na noite. Cada show é diferente, depende da multidão, do ambiente, do clima da noite (ou da tarde). O Brasil está bem representado na sua discografia. Você tem vontade de conhecer ou trabalhar com mais artistas daqui? O que você conhece da música brasileira? Estou sempre à procura de novos sons e artistas novos em qualquer lugar do mundo. Muito da dance music brasileira moderna é fortemente influenciada pelo som da EDM internacional. Como eu não me importo com isso, tendo a olhar mais para o passado em busca de inspiração. Quem você destaca na música pop atual? Eu adoro Diplo, Chocolate Puma, Tame Impala e, é claro, David Bowie. Você tem planos para lançar um novo álbum? Nenhum no momento, eu acho que a ideia de um álbum é bastante redundante na era digital.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
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Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
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Fatboy Slim e Brasil, a “audiência mais amigável do planeta”

por em 04/02/2016
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or Rodrigo Amaral da Rocha
Hoje o Brasil se tornou uma das rotas favoritas dos artistas da música eletrônica internacional, mas bem antes de o país receber Tomorroland e o Electric Daisy Carnival, dois gigantes do mundo dos festivais, e ser passagem obrigatórias dos DJs mais renomados do mundo, um inglês já descobria a afinidade do povo brasileiro com o gênero que domina a cena pop mundial atual. No final da década de 1990, quando o Brasil ainda vivia à margem do circuito eletrônico mundial, Norman Cook – mais conhecido como Fatboy Slim – aterrissava em terras tupiniquins para trazer as batidas contagiantes da house music e do big beat, movimento que ajudou a fundar, ainda impopular para o brasileiro. Desde então, muitos carnavais passaram – 15, para ser mais exato. Em 2004, o DJ e produtor inglês levou 260 mil pessoas para a praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, já em 2007 se tornou o primeiro DJ a se apresentar de cima de um trio elétrico no Carnaval de Salvador. Nesse ano, o inglês vem ao Brasil comemorar os 15 anos de Carnaval com a turnê Put Your Hands Up For Brazil, I Love This Country. As apresentações serão realizadas nos dias 06/02, em Angra dos Reis, no Cafe De La Musique, e no Guarujá, na Praia da Enseada; 07/02 em Itajaí, na Belvedere Beach Club, e Florianópolis, no Music Park e 08/02 em Itu, na Anzu. A Billboard Brasil falou com Fatboy Slim sobre a sua ligação duradoura com o Brasil e a cena eletrônica atual. O que te atrai tanto no Brasil? Os brasileiros, principalmente. Nós compartilhamos o mesmo amor pela música como uma celebração coletiva e como escape do estresse da vida diária. É a audiência mais amigável do planeta! Em 2001, você tocou na última edição do Free Jazz Festival, um evento importante no Brasil. Qual é a diferença de tocar no Brasil em 2001 e hoje? O que mudou, é mais fácil? É mais fácil de organizar e planejar os eventos, as pessoas entendem mais de música eletrônica e o show de um DJ funciona muito melhor nos dias de hoje. Com a internet é mais fácil de se comunicar com as pessoas. Como você acompanha esse aumento nas vendas de vinil? Você compra? Eu acho que é um pouco o auge de uma nostalgia e não necessariamente uma tendência. Nós, DJs, amamos vinil, mas ver como muito mais coisas podem ser feitas com o digital torna difícil voltar a usar vinil. É mais para colecionadores. Como você trabalha seus sets hoje em dia? Há espaço para improvisação ou já é um set bem definido? É tudo sobre ter as armas certas em seu arsenal e usar o que for necessário na noite. Cada show é diferente, depende da multidão, do ambiente, do clima da noite (ou da tarde). O Brasil está bem representado na sua discografia. Você tem vontade de conhecer ou trabalhar com mais artistas daqui? O que você conhece da música brasileira? Estou sempre à procura de novos sons e artistas novos em qualquer lugar do mundo. Muito da dance music brasileira moderna é fortemente influenciada pelo som da EDM internacional. Como eu não me importo com isso, tendo a olhar mais para o passado em busca de inspiração. Quem você destaca na música pop atual? Eu adoro Diplo, Chocolate Puma, Tame Impala e, é claro, David Bowie. Você tem planos para lançar um novo álbum? Nenhum no momento, eu acho que a ideia de um álbum é bastante redundante na era digital.