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Flaira Ferro apresenta disco reflexivo e crítico em São Paulo

por em 10/09/2015
Por Rodrigo Rocha
Nesta sexta-feira (11/09), Flaira Ferro lança em São Paulo o disco Cordões Umbilicais. A cantora se apresenta a partir das 21h30 no Teatro Brincante, um lugar em que ela se sente bem à vontade. Dançarina, atriz e educadora, a faceta como cantora foi a última a ser descoberta (ao menos para o público). Nascida em Recife, Flaira foi convidada a ir ao Brincante para trabalhar com teatro e dança. E foi em São Paulo que nasceu Cordões Umbilicais, primeiro projeto musical autoral da artista (disponível para download gratuito em seu site oficial. [caption id="attachment_41497" align="aligncenter" width="500"]Capa de Cordões Umbilicais Capa de Cordões Umbilicais[/caption] “A dança, em especial o frevo, foi minha porta de entrada para o universo das artes. Meu envolvimento com a música e a composição foram consequências diretas dessa relação com o movimento corporal. Compus minha primeira música aos 8 anos e percebo que a música é um escape importante para minhas emoções”, indica ela a relação de longa data com a música. Como bem sugere o título do álbum, o repertório composto pela cantora traz à tona temas pessoais. Em letras como “Me Curar de Mim” e “Atriz, Cantora Ou Dançarina?”, Flaira faz autorreflexões. E também trata de sua relação com a nova cidade que fez de morada (“Bom Dia, Doutor”). “Quando vim morar aqui tive que me reconhecer e me inventar para ser parte de uma cidade na qual eu não tinha vínculos afetivos. Conheci a solidão e aliada a ela, paradoxalmente, o sentimento de não estar só, de estar conectada com a criação de algo maior”, explica. “Meu disco se alimentou muito destes sentimentos que a cidade provocou e provoca em mim. Sinto que esta cidade é infinita para dentro. É um lugar que proporciona encontros inesperados e estimula um tipo de reinvenção contínua de si mesmo”. Como as artes se complementam em seu trabalho? Ou você procura trabalhá-las independentes? Dança, teatro e música são linguagens totalmente complementares e sem dúvida trabalho para encontrar a potência que existe nessas pontes. Olho sempre para o corpo como palco de todas as possibilidades. Pra cantar, por exemplo, é preciso trabalhar a respiração, coisa que a dança também faz. Pra interpretar uma dança ou música a atuação é um recurso importante na escolha das intenções, enfim. Todas elas têm o corpo como instrumento e o movimento como impulso para ações e intenções. A possibilidade de me expressar misturando tudo isso é o que me interessa hoje. Você pensa na dança e nos movimentos na hora de compor? A composição geralmente nasce por intuição e necessidade. Há, sim, um processo de escuta pessoal para traduzir com o máximo de verdade aquilo que ainda não é palavra nem som. E acredito que nessa escuta todas a informações que meu corpo absorveu com a dança viram recursos para compreender o que penso na hora de compor. O lado da educadora também aparece na hora de fazer música? Como? Para falar a verdade, nunca parei para pensar nisso. Amo dar aulas e ensinar é uma grande paixão. Mas no processo de criação as finalidades são outras. Quando faço música, a única coisa que me importa é ser verdadeira com o que sinto. Claro que me preocupo com a mensagem e nem tudo que sinto acho relevante para ser compartilhado. Talvez meu lado educadora apareça mais na hora de escolher repertório. https://www.youtube.com/watch?v=_XCdpi4SH0U  Serviço Show Flaira Ferro – Cordões Umbilicais Data: 11 de setembro (sexta) Horário: 21h30 Local: Teatro Brincante Endereço: Rua Purpurina, 428 - Vila Madalena - SP Entrada: R$20 (Não aceita cartões) Informações: www.institutobrincante.org.br/eventos/90
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Flaira Ferro apresenta disco reflexivo e crítico em São Paulo

por em 10/09/2015
Por Rodrigo Rocha
Nesta sexta-feira (11/09), Flaira Ferro lança em São Paulo o disco Cordões Umbilicais. A cantora se apresenta a partir das 21h30 no Teatro Brincante, um lugar em que ela se sente bem à vontade. Dançarina, atriz e educadora, a faceta como cantora foi a última a ser descoberta (ao menos para o público). Nascida em Recife, Flaira foi convidada a ir ao Brincante para trabalhar com teatro e dança. E foi em São Paulo que nasceu Cordões Umbilicais, primeiro projeto musical autoral da artista (disponível para download gratuito em seu site oficial. [caption id="attachment_41497" align="aligncenter" width="500"]Capa de Cordões Umbilicais Capa de Cordões Umbilicais[/caption] “A dança, em especial o frevo, foi minha porta de entrada para o universo das artes. Meu envolvimento com a música e a composição foram consequências diretas dessa relação com o movimento corporal. Compus minha primeira música aos 8 anos e percebo que a música é um escape importante para minhas emoções”, indica ela a relação de longa data com a música. Como bem sugere o título do álbum, o repertório composto pela cantora traz à tona temas pessoais. Em letras como “Me Curar de Mim” e “Atriz, Cantora Ou Dançarina?”, Flaira faz autorreflexões. E também trata de sua relação com a nova cidade que fez de morada (“Bom Dia, Doutor”). “Quando vim morar aqui tive que me reconhecer e me inventar para ser parte de uma cidade na qual eu não tinha vínculos afetivos. Conheci a solidão e aliada a ela, paradoxalmente, o sentimento de não estar só, de estar conectada com a criação de algo maior”, explica. “Meu disco se alimentou muito destes sentimentos que a cidade provocou e provoca em mim. Sinto que esta cidade é infinita para dentro. É um lugar que proporciona encontros inesperados e estimula um tipo de reinvenção contínua de si mesmo”. Como as artes se complementam em seu trabalho? Ou você procura trabalhá-las independentes? Dança, teatro e música são linguagens totalmente complementares e sem dúvida trabalho para encontrar a potência que existe nessas pontes. Olho sempre para o corpo como palco de todas as possibilidades. Pra cantar, por exemplo, é preciso trabalhar a respiração, coisa que a dança também faz. Pra interpretar uma dança ou música a atuação é um recurso importante na escolha das intenções, enfim. Todas elas têm o corpo como instrumento e o movimento como impulso para ações e intenções. A possibilidade de me expressar misturando tudo isso é o que me interessa hoje. Você pensa na dança e nos movimentos na hora de compor? A composição geralmente nasce por intuição e necessidade. Há, sim, um processo de escuta pessoal para traduzir com o máximo de verdade aquilo que ainda não é palavra nem som. E acredito que nessa escuta todas a informações que meu corpo absorveu com a dança viram recursos para compreender o que penso na hora de compor. O lado da educadora também aparece na hora de fazer música? Como? Para falar a verdade, nunca parei para pensar nisso. Amo dar aulas e ensinar é uma grande paixão. Mas no processo de criação as finalidades são outras. Quando faço música, a única coisa que me importa é ser verdadeira com o que sinto. Claro que me preocupo com a mensagem e nem tudo que sinto acho relevante para ser compartilhado. Talvez meu lado educadora apareça mais na hora de escolher repertório. https://www.youtube.com/watch?v=_XCdpi4SH0U  Serviço Show Flaira Ferro – Cordões Umbilicais Data: 11 de setembro (sexta) Horário: 21h30 Local: Teatro Brincante Endereço: Rua Purpurina, 428 - Vila Madalena - SP Entrada: R$20 (Não aceita cartões) Informações: www.institutobrincante.org.br/eventos/90