NOTÍCIAS

Foreign, a jovem dupla de rappers que você precisa conhecer

Irmãos - um nascido no Brasil e outro nos EUA - fazem uma sonoridade moderna e antenada com o mundo

por Marcos Lauro em 27/07/2017

Filhos de um italiano – executivo de uma multinacional – e uma brasileira, os irmãos Ale (Alessandro Sgro, 20 anos, nascido em São Paulo) e Dani (Daniele Sgro, 18 anos, nascido em Boston), tiveram a oportunidade de morar em diversos lugares do mundo: Itália, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e, atualmente, Brasil.

Sempre juntos e interessados por música, os irmãos absorveram essas vivências pelo mundo e formaram a dupla Foreign (“estrangeiro”). O vídeo mais recente da dupla é “Humanity”, faixa do álbum Paradigm.

Veja o clipe e leia abaixo um bate-papo com a dupla:

Depois de passarem por tantos lugares, onde vocês moram hoje em dia?
Dani: Depois de vários anos viajando o mundo e morando em cidades como Boston, Viena, Roma, Londres e Tóquio, hoje moramos em São Paulo.

E como vocês compõem? Juntos? Como é a mecânica?
Ale: A gente compõe as batidas de cada música juntos, o que pode levar de um a sete dias. Quando achamos que a batida está perfeita, começamos a compor as letras. Nós nos separamos, cada um no seu quarto [risos], e quando estamos prontos, cada um mostra suas próprias letras – decidimos se usamos a letra do Dani ou a minha, ou se as fundimos. Uma vez finalizada a música, estamos prontos para a gravação.

Quais são as inspirações?
Dani: Nós nos inspiramos nos artistas de músicas autorais, com o propósito de discutir ideologias e transmitir mensagens profundas. Um dos rappers que nos inspira muito é o Kendrick Lamar. Normalmente nas nossas letras costumamos falar sobre temas raciais ou problemas sociais. A gente não gosta de escrever letras banais.

FOREIGN-02Alisson Demétrio/Divulgação

O rap vive hoje a onda do trap, especialmente nos EUA. É um gênero que interessa? Pretendem ir por esse lado ou não é o foco?
Ale: O trap não é o nosso foco particularmente, mas gostamos de misturar alguns gêneros musicais nas nossas músicas. Isso significa que algumas das nossas batidas musicais para o futuro podem ser batidas de trap, mas sempre com o nosso próprio estilo. Pessoalmente o meu problema com trap hoje em dia, é que todos os artistas estão querendo fazer trap. Isso faz que o mundo do rap fique muito padronizado e muitos artistas acabam perdendo a própria identidade musical.

Já gravaram em português?
Dani: Ainda não gravamos uma música inteira em português, mas na “Better Than The Pros” tem um trecho em português. O nosso foco no momento é trabalhar com músicas em inglês, mas quem sabe que no futuro a gente comece a gravar em português também – principalmente se a interação do público brasileiro continuar a ser tão boa.

Vocês já disseram que têm o sonho de cantar na abertura de uma Copa do Mundo. Porque numa Copa e não num outro evento de música, por exemplo?
Ale: Com certeza! Desde criança eu e meu irmão sempre amamos futebol, e o nosso sonho sempre foi jogar na final da copa do mundo. Apesar de ter abandonado o futebol como possível carreira, o esporte ainda faz parte do nosso dia a dia. É por isso que um dos nossos sonhos é tocar na copa, mas não excluímos nenhuma possibilidade. Tocamos onde nossa música tenha um propósito.

Já têm planos para um próximo álbum?
Dani: Agora estamos mais focados em lançar vários singles e não necessariamente um álbum inteiro. Mas um dos nossos “passion projects” é criar um álbum onde cada música represente uma das cidades onde nós já moramos!

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Foreign, a jovem dupla de rappers que você precisa conhecer

Irmãos - um nascido no Brasil e outro nos EUA - fazem uma sonoridade moderna e antenada com o mundo

por Marcos Lauro em 27/07/2017

Filhos de um italiano – executivo de uma multinacional – e uma brasileira, os irmãos Ale (Alessandro Sgro, 20 anos, nascido em São Paulo) e Dani (Daniele Sgro, 18 anos, nascido em Boston), tiveram a oportunidade de morar em diversos lugares do mundo: Itália, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e, atualmente, Brasil.

Sempre juntos e interessados por música, os irmãos absorveram essas vivências pelo mundo e formaram a dupla Foreign (“estrangeiro”). O vídeo mais recente da dupla é “Humanity”, faixa do álbum Paradigm.

Veja o clipe e leia abaixo um bate-papo com a dupla:

Depois de passarem por tantos lugares, onde vocês moram hoje em dia?
Dani: Depois de vários anos viajando o mundo e morando em cidades como Boston, Viena, Roma, Londres e Tóquio, hoje moramos em São Paulo.

E como vocês compõem? Juntos? Como é a mecânica?
Ale: A gente compõe as batidas de cada música juntos, o que pode levar de um a sete dias. Quando achamos que a batida está perfeita, começamos a compor as letras. Nós nos separamos, cada um no seu quarto [risos], e quando estamos prontos, cada um mostra suas próprias letras – decidimos se usamos a letra do Dani ou a minha, ou se as fundimos. Uma vez finalizada a música, estamos prontos para a gravação.

Quais são as inspirações?
Dani: Nós nos inspiramos nos artistas de músicas autorais, com o propósito de discutir ideologias e transmitir mensagens profundas. Um dos rappers que nos inspira muito é o Kendrick Lamar. Normalmente nas nossas letras costumamos falar sobre temas raciais ou problemas sociais. A gente não gosta de escrever letras banais.

FOREIGN-02Alisson Demétrio/Divulgação

O rap vive hoje a onda do trap, especialmente nos EUA. É um gênero que interessa? Pretendem ir por esse lado ou não é o foco?
Ale: O trap não é o nosso foco particularmente, mas gostamos de misturar alguns gêneros musicais nas nossas músicas. Isso significa que algumas das nossas batidas musicais para o futuro podem ser batidas de trap, mas sempre com o nosso próprio estilo. Pessoalmente o meu problema com trap hoje em dia, é que todos os artistas estão querendo fazer trap. Isso faz que o mundo do rap fique muito padronizado e muitos artistas acabam perdendo a própria identidade musical.

Já gravaram em português?
Dani: Ainda não gravamos uma música inteira em português, mas na “Better Than The Pros” tem um trecho em português. O nosso foco no momento é trabalhar com músicas em inglês, mas quem sabe que no futuro a gente comece a gravar em português também – principalmente se a interação do público brasileiro continuar a ser tão boa.

Vocês já disseram que têm o sonho de cantar na abertura de uma Copa do Mundo. Porque numa Copa e não num outro evento de música, por exemplo?
Ale: Com certeza! Desde criança eu e meu irmão sempre amamos futebol, e o nosso sonho sempre foi jogar na final da copa do mundo. Apesar de ter abandonado o futebol como possível carreira, o esporte ainda faz parte do nosso dia a dia. É por isso que um dos nossos sonhos é tocar na copa, mas não excluímos nenhuma possibilidade. Tocamos onde nossa música tenha um propósito.

Já têm planos para um próximo álbum?
Dani: Agora estamos mais focados em lançar vários singles e não necessariamente um álbum inteiro. Mas um dos nossos “passion projects” é criar um álbum onde cada música represente uma das cidades onde nós já moramos!