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Galego faz tudo sozinho em sua segunda viagem sonora

por em 29/10/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha Para quem conheceu e curtiu o primeiro disco de Galego, pode estranhar a sonoridade de The Man Of Tomorrow – ou simplesmente T.M.O.T. Enquanto em Transeatlântico, seu disco de estreia, o artista paulistano convida Curumin, Rafael Castro, Rodrigo Campos e Cris Scabello e Maurício Fleury, do Bixiga 70, para um balanço bem brasileiro que vai do samba-rock a um “Samba Russo”, em T.M.O.T. Galego faz, sozinho, uma viagem interplanetária. Sua excursão pelo universo – mais conhecido como seu quarto - durou exatos três meses: de junho a agosto, ele compôs, gravou todos os instrumentos, produziu, mixou e masterizou.  A Billboard Brasil conversou com ele sobre esse trabalho de um homem só. Como foi esse processo de criação solitário? Alguns dias antes de começar a criar as músicas eu estava muito afim de gravar coisas novas e de explorar outros caminhos musicais. Não foi algo planejado ou uma ideia que foi sendo maturada. Dias depois comecei a gravar e fui criando e gravando ao mesmo tempo. Todas as músicas foram criadas desta forma. Quando comecei não tinha ideia do que seria isso e em um primeiro momento pensei em fazer um EP instrumental. O único desejo de fato era criar com total liberdade, estivesse o caminhando me levando a fazer canção, barulho, metal ou seja lá o que fosse. Estava afim de pirar, de curtir, com fluidez. Comecei a compor em junho, antes disso eu não tinha nenhum esboço dessas canções. No fim de agosto já estava tudo pronto, gravado, mixado e masterizado. O disco foi inteiramente gravado no meu quarto, com uma guitarra, um baixo, um teclado, um cabo P10, uma placa de dois canais, um fone de ouvido e um notebook. Algumas vozes foram gravadas com o microfone embutido do computador, até eu conseguir um mic emprestado para concluir as gravações. Como foi essa transição de um trabalho, digamos, mais solar para este disco? Para mim foi muito natural. Simplesmente expressei um novo momento que surgiu. Sem me reprimir ou me preocupar com uma suposta incoerência. Ser incoerente é, dentre outras coisas, não ser verdadeiro, mas se de alguma forma, ainda assim for incoerente, também não me importo, eu posso e a arte mais ainda. E no fluxo na hora de colocar as ideias no papel e musicar, qual a maior diferença? A diferença entre este disco e o Transeatlântico é que as músicas do Transe foram todas compostas no violão e só depois de um tempo foram gravadas num estúdio, com outras pessoas envolvidas na produção. No T.M.O.T tudo foi feito ao mesmo tempo: gravação, composição, letra etc.
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Por Rodrigo Amaral da Rocha Para quem conheceu e curtiu o primeiro disco de Galego, pode estranhar a sonoridade de The Man Of Tomorrow – ou simplesmente T.M.O.T. Enquanto em Transeatlântico, seu disco de estreia, o artista paulistano convida Curumin, Rafael Castro, Rodrigo Campos e Cris Scabello e Maurício Fleury, do Bixiga 70, para um balanço bem brasileiro que vai do samba-rock a um “Samba Russo”, em T.M.O.T. Galego faz, sozinho, uma viagem interplanetária. Sua excursão pelo universo – mais conhecido como seu quarto - durou exatos três meses: de junho a agosto, ele compôs, gravou todos os instrumentos, produziu, mixou e masterizou.  A Billboard Brasil conversou com ele sobre esse trabalho de um homem só. Como foi esse processo de criação solitário? Alguns dias antes de começar a criar as músicas eu estava muito afim de gravar coisas novas e de explorar outros caminhos musicais. Não foi algo planejado ou uma ideia que foi sendo maturada. Dias depois comecei a gravar e fui criando e gravando ao mesmo tempo. Todas as músicas foram criadas desta forma. Quando comecei não tinha ideia do que seria isso e em um primeiro momento pensei em fazer um EP instrumental. O único desejo de fato era criar com total liberdade, estivesse o caminhando me levando a fazer canção, barulho, metal ou seja lá o que fosse. Estava afim de pirar, de curtir, com fluidez. Comecei a compor em junho, antes disso eu não tinha nenhum esboço dessas canções. No fim de agosto já estava tudo pronto, gravado, mixado e masterizado. O disco foi inteiramente gravado no meu quarto, com uma guitarra, um baixo, um teclado, um cabo P10, uma placa de dois canais, um fone de ouvido e um notebook. Algumas vozes foram gravadas com o microfone embutido do computador, até eu conseguir um mic emprestado para concluir as gravações. Como foi essa transição de um trabalho, digamos, mais solar para este disco? Para mim foi muito natural. Simplesmente expressei um novo momento que surgiu. Sem me reprimir ou me preocupar com uma suposta incoerência. Ser incoerente é, dentre outras coisas, não ser verdadeiro, mas se de alguma forma, ainda assim for incoerente, também não me importo, eu posso e a arte mais ainda. E no fluxo na hora de colocar as ideias no papel e musicar, qual a maior diferença? A diferença entre este disco e o Transeatlântico é que as músicas do Transe foram todas compostas no violão e só depois de um tempo foram gravadas num estúdio, com outras pessoas envolvidas na produção. No T.M.O.T tudo foi feito ao mesmo tempo: gravação, composição, letra etc.