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Get Up Kids revive o nascimento da cena emo em São Paulo

Show de um dos pioneiros do gênero serviu para o reencontro de velhos amigos e para matar a saudade

A noite no último sábado (02/09) foi de pura celebração para quem acompanhou o surgimento do movimento emo, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. E essa comemoração tinha horário e local para ser feita: às 19h, no Carioca Club, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Por lá rolou o show de um dos pioneiros da onda emo, a banda The Get Up Kids. O grupo passou por São Paulo, durante sua turnê pela América do Sul, produzida pela PowerLine, que promete trazer mais bandas de peso para o Brasil.

Para preparar o público para sua apresentação, foram convidadas as bandas Hateen e Horace Green.

GET-UP-02Foto: Drico Adriano Oliveira/Power Line/Divulgação

E parece que a apresentação do Get Up Kids estava sendo esperada pelos fãs, segundo a segundo. Para provar isso, era só necessário dar aquela passada perto das rodas de amigos que esperavam a abertura das portas da casa de shows. Praticamente todos dizendo quais músicas eles mais queriam ouvir ao vivo. A maior parte delas fazia parte do clássico disco Four Minute Mile, de 1997. O cover da música “Close To Me”, do The Cure, também era praticamente unanimidade.

Faltando poucas horas para eles entrarem em campo, o Horace Green começou a aquecer o clima do Carioca Club com uma apresentação bastante intensa, mas que foi um pouco prejudicada pela casa de shows ainda não ter muitas pessoas lá dentro. Mas nada que tenha abalado a banda. Espero ver mais um show deles.

O Hateen, que se apresentou na semana anterior no Oxigênio Fest, entrou logo na sequência e aumentou a temperatura da casa. Diferente da apresentação no evento passado, eles tiveram mais tempo para tocar e os fãs puderam curtir um pouco mais da banda.

OXIGÊNIO HARDCORE FEST MOVIMENTOU A CENA EM SÃO PAULO

O clima já estava pronto e a casa cheia para receber a banda principal. O Get Up entrou no palco ovacionado pelo público, logo que abriram as cortinas. Neste momento, a galera já se espremia na frente do palco, para tentar ficar o mais próximo possível da banda.

Logo de início já veio a clássica “Holiday” e, pouco depois, “Valentine”, que já deixaram claro como seria a pegada do show. Não demorou muito para que algumas pessoas começassem a subir no palco para se jogar na multidão. O clima de celebração se confirmava a cada momento.

Até que viesse outro momento emocionante, foram executadas as músicas “Action & Action” e “Forgive and Forget”.

Foi depois destas canções que o coração bateu mais forte e os pelos do corpo se arrepiaram, quando começaram as batidas e a linha de baixo que todos já conheciam. Ao entrar o teclado, a casa de show veio quase a baixo. Era a introdução de “Close To Me”, uma das mais esperadas da noite.

Com o pessoal cantando em coro e dançando ao ritmo das batidas, a música foi acompanhada do começo ao fim.

Não deu nem tempo para o público se acalmar e já começavam outros dois clássicos: “Campfire Kansas” e “Don’t Hate Me”. Nessas músicas, o palco voltou a ser pista de dança de alguns que voltavam a se jogar de lá de cima. A banda parecia não estar incomodada com isso, o que deixou a apresentação ainda mais íntima.

GET-UP-01Foto: Drico Adriano Oliveira/Power Line/Divulgação

O show ficou ainda mais emocionante quando eles começaram a tocar “I’ll Catch You” (que para mim era a mais esperada). Neste momento era possível ver pessoas com os olhos cheios de lágrimas. Não para menos, essa música fez parte de momentos importantes para muitas pessoas. Para se ter uma ideia, foi ouvindo essa música que o músico Mark Hoppus, do Blink 182, pediu sua esposa em casamento.

A apresentação do Get Up contou ainda com algumas outras músicas no bis, com direito a “Ten Minutes”.

Fazia muito tempo que eu não assistia um show tão emocionante e com direito ao reencontro de velhos amigos. Foi uma noite especial e todos os fãs só devem um grandioso “obrigado” por este momento.

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Get Up Kids revive o nascimento da cena emo em São Paulo

Show de um dos pioneiros do gênero serviu para o reencontro de velhos amigos e para matar a saudade

por Márcio Apolinário em 04/09/2017

A noite no último sábado (02/09) foi de pura celebração para quem acompanhou o surgimento do movimento emo, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. E essa comemoração tinha horário e local para ser feita: às 19h, no Carioca Club, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

Por lá rolou o show de um dos pioneiros da onda emo, a banda The Get Up Kids. O grupo passou por São Paulo, durante sua turnê pela América do Sul, produzida pela PowerLine, que promete trazer mais bandas de peso para o Brasil.

Para preparar o público para sua apresentação, foram convidadas as bandas Hateen e Horace Green.

GET-UP-02Foto: Drico Adriano Oliveira/Power Line/Divulgação

E parece que a apresentação do Get Up Kids estava sendo esperada pelos fãs, segundo a segundo. Para provar isso, era só necessário dar aquela passada perto das rodas de amigos que esperavam a abertura das portas da casa de shows. Praticamente todos dizendo quais músicas eles mais queriam ouvir ao vivo. A maior parte delas fazia parte do clássico disco Four Minute Mile, de 1997. O cover da música “Close To Me”, do The Cure, também era praticamente unanimidade.

Faltando poucas horas para eles entrarem em campo, o Horace Green começou a aquecer o clima do Carioca Club com uma apresentação bastante intensa, mas que foi um pouco prejudicada pela casa de shows ainda não ter muitas pessoas lá dentro. Mas nada que tenha abalado a banda. Espero ver mais um show deles.

O Hateen, que se apresentou na semana anterior no Oxigênio Fest, entrou logo na sequência e aumentou a temperatura da casa. Diferente da apresentação no evento passado, eles tiveram mais tempo para tocar e os fãs puderam curtir um pouco mais da banda.

OXIGÊNIO HARDCORE FEST MOVIMENTOU A CENA EM SÃO PAULO

O clima já estava pronto e a casa cheia para receber a banda principal. O Get Up entrou no palco ovacionado pelo público, logo que abriram as cortinas. Neste momento, a galera já se espremia na frente do palco, para tentar ficar o mais próximo possível da banda.

Logo de início já veio a clássica “Holiday” e, pouco depois, “Valentine”, que já deixaram claro como seria a pegada do show. Não demorou muito para que algumas pessoas começassem a subir no palco para se jogar na multidão. O clima de celebração se confirmava a cada momento.

Até que viesse outro momento emocionante, foram executadas as músicas “Action & Action” e “Forgive and Forget”.

Foi depois destas canções que o coração bateu mais forte e os pelos do corpo se arrepiaram, quando começaram as batidas e a linha de baixo que todos já conheciam. Ao entrar o teclado, a casa de show veio quase a baixo. Era a introdução de “Close To Me”, uma das mais esperadas da noite.

Com o pessoal cantando em coro e dançando ao ritmo das batidas, a música foi acompanhada do começo ao fim.

Não deu nem tempo para o público se acalmar e já começavam outros dois clássicos: “Campfire Kansas” e “Don’t Hate Me”. Nessas músicas, o palco voltou a ser pista de dança de alguns que voltavam a se jogar de lá de cima. A banda parecia não estar incomodada com isso, o que deixou a apresentação ainda mais íntima.

GET-UP-01Foto: Drico Adriano Oliveira/Power Line/Divulgação

O show ficou ainda mais emocionante quando eles começaram a tocar “I’ll Catch You” (que para mim era a mais esperada). Neste momento era possível ver pessoas com os olhos cheios de lágrimas. Não para menos, essa música fez parte de momentos importantes para muitas pessoas. Para se ter uma ideia, foi ouvindo essa música que o músico Mark Hoppus, do Blink 182, pediu sua esposa em casamento.

A apresentação do Get Up contou ainda com algumas outras músicas no bis, com direito a “Ten Minutes”.

Fazia muito tempo que eu não assistia um show tão emocionante e com direito ao reencontro de velhos amigos. Foi uma noite especial e todos os fãs só devem um grandioso “obrigado” por este momento.