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Gruff Rhys fala sobre shows com John e Fernanda, do Pato Fu: “temos uma conexão”

por em 06/03/2012
Imagem: Divulgação/ Mark James

Há uma ligação animal entre o galês Gruff Rhys e os brasileiros John Ulhoa e Fernanda Takai. O líder da banda Super Furry Animals (“animais superpeludos”) – entre outros projetos, como o duo Neon Neon e a carreira solo - e o casal à frente do Pato Fu se conheceram há uma década em um estúdio. Desde então mantêm a amizade e a forma parecida de fazer músicas ao mesmo tempo cativantes e esquisitas – apertando bichinhos de brinquedo, por exemplo.

Eles vão tocar juntos pela primeira vez em shows em São Paulo, no dia 7/3, e em Curitiba, dia 10/3 - Gruff também fará um show solo em SP no dia 8. Gruff, que lançou seu terceiro disco solo, Hotel Shampoo, no ano passado, conversou com a Billboard Brasil sobre as parcerias brasileiras e outros inusitados projetos.

Como foi o encontro com o Pato Fu e o que fez vocês se tornarem amigos?

Foi por acaso. Estávamos no mesmo estúdio, na Inglaterra, e é sempre interessante conhecer outros músicos enquanto estamos gravando. Somos da mesma geração e temos uma conexão. Ambos gostamos de fazer experimentos com a música pop. Temos uma relação semelhante com o pop e com as guitarras.

 Você já ouviu o disco que eles fizeram com instrumentos de brinquedo?

Sim, e por coincidência eu estava usando brinquedos nos meus shows nessa época também. Foi um paralelo interessante para mim. Eu estava usando pássaros de brinquedo, coisas assim, qualquer coisa que fizesse barulho, e sampleava ao vivo. Não estou mais usando os brinquedos, mas ainda há um elemento disso nas coisas que faço ao vivo.

Vocês vão ter tempo para tocar juntos antes dos shows?

Não muito, mas vamos ensaiar. Já estamos discutindo o que fazer pela internet. Mas só vamos ter dois dias juntos antes de tocar. Vai ser uma aventura, de verdade. Nós vamos misturar as coisas deles e as minhas e também tentar fazer algo único para o show. Vai ser um evento especial.

Vão tentar compor algo?

Sim, acho que deveríamos tentar. E também devemos tocar algumas versões, estamos discutindo colocar canções de outras pessoas no show.

Quais?

Isso deveria ser uma supresa... (Risos)

Na instalação que você fez para lançar o disco Hotel Shampoo há algum item brasileiro?

Com certeza! Quando comecei a fazer turnês, eu nunca tinha ficado em hotéis antes. Então eu pegava tudo que eles davam, porque eu pensei que nunca ia voltar nesses lugares, e era de graça mesmo. Achei que ia ficar nessa vida por uns três anos, mas depois de 15 anos eu tinha tanta coisa! (Risos). Então construí um hotel de shampoos. Mas sim, quando o Super Furry Animals foi para o Brasil eu trouxe algumas coisas. Mas não coleciono mais. Foi só até construir o hotel.  Foi um monumento ao desperdício. 

Você vai tocar mais coisas desse disco?

Devo tocar uma mistura das músicas dos meus três discos solo. Vou me concentrar neles. Mas talvez também algo de outros projetos.

Pretende se encontrar com o Tony da Gatorra?

Espero que sim, mantenho contato com ele, preciso combinar. Essa turnê aconteceu de última hora, não vou ficar muito no Brasil. Mas espero que eu consiga encontrá-lo, quem sabe tocar com ele.  Não vamos pra Porto Alegre, mas talvez eu possa convencê-lo a ir a algum dos shows. Ele veio para o País de Gales em 2010, fez alguns shows e muitos amigos aqui. Ele é um cara muito inspirador.

Você participou recentemente de uma greve de compositores no País de Gales. Como foi isso?

Há uma estranha situação com os direitos para músicas em galês na BBC. Não são os mesmos direitos de músicas em inglês. A diferença é enorme, e eles ainda estavam fazendo cortes nos royalties para os compositores em galês. Então decidimos fazer uma greve. Nós pedimos para a rádio BBC parar de tocar nossas músicas. Houve um pânico. Porque na rádio BBC daqui 60% do tempo é de músicas em galês, então eles não tinham nada para tocar. Houve muito interesse da mídia na história. E as pessoas de Londres começaram a perceber que estavam cometendo um erro. Agora está havendo uma nova negociação. Se não der em nada, talvez façamos outra greve por um mês, ou coisa assim.

É verdade que o Neon Neon vai entrar em estúdio nesse ano?

Acho que vamos fazer algo esse ano sim. O primeiro disco que fizemos foi uma biografia do [engenheiro americano] John DeLorean. Se fizermos outro, deve ser outra biografia, de alguém completamente diferente. Já tivemos algumas ideias, mas vamos manter em segredo, mas ainda temos que conversar com a família da pessoa antes. Vamos voltar para o estúdio. Se soar bem, faremos um disco.

E outros projetos para esse ano?

Alguns anos atrás fiz um filme chamado Separado!. Estou querendo fazer a sequência, deve ser parte de uma trilogia. Sobre os Super Furry Animals, um disco ainda deve demorar mais. 

 

Serviço:


São Paulo

Gruff Rhys, John Ulhoa e Fernanda Takai

Quarta-feira (7), às 23h

Studio SP (Rua Augusta, 591)

Ingressos: R$ 40 a R$ 60


Gruff Rhys 

Quinta-feira (8), às 23h

Studio SP (Rua Augusta, 591)

Ingressos: R$ 40 a R$ 60


Curitiba

Gruff Rhys

Sábado (10), à meia-noite

The Peppers Bar (Rua Inácio Lustosa, 496)

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Gruff Rhys fala sobre shows com John e Fernanda, do Pato Fu: “temos uma conexão”

por em 06/03/2012
Imagem: Divulgação/ Mark James

Há uma ligação animal entre o galês Gruff Rhys e os brasileiros John Ulhoa e Fernanda Takai. O líder da banda Super Furry Animals (“animais superpeludos”) – entre outros projetos, como o duo Neon Neon e a carreira solo - e o casal à frente do Pato Fu se conheceram há uma década em um estúdio. Desde então mantêm a amizade e a forma parecida de fazer músicas ao mesmo tempo cativantes e esquisitas – apertando bichinhos de brinquedo, por exemplo.

Eles vão tocar juntos pela primeira vez em shows em São Paulo, no dia 7/3, e em Curitiba, dia 10/3 - Gruff também fará um show solo em SP no dia 8. Gruff, que lançou seu terceiro disco solo, Hotel Shampoo, no ano passado, conversou com a Billboard Brasil sobre as parcerias brasileiras e outros inusitados projetos.

Como foi o encontro com o Pato Fu e o que fez vocês se tornarem amigos?

Foi por acaso. Estávamos no mesmo estúdio, na Inglaterra, e é sempre interessante conhecer outros músicos enquanto estamos gravando. Somos da mesma geração e temos uma conexão. Ambos gostamos de fazer experimentos com a música pop. Temos uma relação semelhante com o pop e com as guitarras.

 Você já ouviu o disco que eles fizeram com instrumentos de brinquedo?

Sim, e por coincidência eu estava usando brinquedos nos meus shows nessa época também. Foi um paralelo interessante para mim. Eu estava usando pássaros de brinquedo, coisas assim, qualquer coisa que fizesse barulho, e sampleava ao vivo. Não estou mais usando os brinquedos, mas ainda há um elemento disso nas coisas que faço ao vivo.

Vocês vão ter tempo para tocar juntos antes dos shows?

Não muito, mas vamos ensaiar. Já estamos discutindo o que fazer pela internet. Mas só vamos ter dois dias juntos antes de tocar. Vai ser uma aventura, de verdade. Nós vamos misturar as coisas deles e as minhas e também tentar fazer algo único para o show. Vai ser um evento especial.

Vão tentar compor algo?

Sim, acho que deveríamos tentar. E também devemos tocar algumas versões, estamos discutindo colocar canções de outras pessoas no show.

Quais?

Isso deveria ser uma supresa... (Risos)

Na instalação que você fez para lançar o disco Hotel Shampoo há algum item brasileiro?

Com certeza! Quando comecei a fazer turnês, eu nunca tinha ficado em hotéis antes. Então eu pegava tudo que eles davam, porque eu pensei que nunca ia voltar nesses lugares, e era de graça mesmo. Achei que ia ficar nessa vida por uns três anos, mas depois de 15 anos eu tinha tanta coisa! (Risos). Então construí um hotel de shampoos. Mas sim, quando o Super Furry Animals foi para o Brasil eu trouxe algumas coisas. Mas não coleciono mais. Foi só até construir o hotel.  Foi um monumento ao desperdício. 

Você vai tocar mais coisas desse disco?

Devo tocar uma mistura das músicas dos meus três discos solo. Vou me concentrar neles. Mas talvez também algo de outros projetos.

Pretende se encontrar com o Tony da Gatorra?

Espero que sim, mantenho contato com ele, preciso combinar. Essa turnê aconteceu de última hora, não vou ficar muito no Brasil. Mas espero que eu consiga encontrá-lo, quem sabe tocar com ele.  Não vamos pra Porto Alegre, mas talvez eu possa convencê-lo a ir a algum dos shows. Ele veio para o País de Gales em 2010, fez alguns shows e muitos amigos aqui. Ele é um cara muito inspirador.

Você participou recentemente de uma greve de compositores no País de Gales. Como foi isso?

Há uma estranha situação com os direitos para músicas em galês na BBC. Não são os mesmos direitos de músicas em inglês. A diferença é enorme, e eles ainda estavam fazendo cortes nos royalties para os compositores em galês. Então decidimos fazer uma greve. Nós pedimos para a rádio BBC parar de tocar nossas músicas. Houve um pânico. Porque na rádio BBC daqui 60% do tempo é de músicas em galês, então eles não tinham nada para tocar. Houve muito interesse da mídia na história. E as pessoas de Londres começaram a perceber que estavam cometendo um erro. Agora está havendo uma nova negociação. Se não der em nada, talvez façamos outra greve por um mês, ou coisa assim.

É verdade que o Neon Neon vai entrar em estúdio nesse ano?

Acho que vamos fazer algo esse ano sim. O primeiro disco que fizemos foi uma biografia do [engenheiro americano] John DeLorean. Se fizermos outro, deve ser outra biografia, de alguém completamente diferente. Já tivemos algumas ideias, mas vamos manter em segredo, mas ainda temos que conversar com a família da pessoa antes. Vamos voltar para o estúdio. Se soar bem, faremos um disco.

E outros projetos para esse ano?

Alguns anos atrás fiz um filme chamado Separado!. Estou querendo fazer a sequência, deve ser parte de uma trilogia. Sobre os Super Furry Animals, um disco ainda deve demorar mais. 

 

Serviço:


São Paulo

Gruff Rhys, John Ulhoa e Fernanda Takai

Quarta-feira (7), às 23h

Studio SP (Rua Augusta, 591)

Ingressos: R$ 40 a R$ 60


Gruff Rhys 

Quinta-feira (8), às 23h

Studio SP (Rua Augusta, 591)

Ingressos: R$ 40 a R$ 60


Curitiba

Gruff Rhys

Sábado (10), à meia-noite

The Peppers Bar (Rua Inácio Lustosa, 496)