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Hardwell: “Se eu estiver tocando em Ibiza, encontro alguém do Brasil”

DJ tocou na primeira edição do festival Ultra no Brasil, no Rio de Janeiro

Na última sexta (14/10) e sábado (15/10), após uma mudança de local de última hora, o Sambódromo carioca foi sede da primeira edição do festival Ultra no Brasil. Com um lineup de peso dividido em três palcos, o festival mostrou que o mercado para eventos desse tipo está aquecido no Brasil – o país tem, pelo menos, três grandes festivais de música eletrônica já fixos no calendário.

O responsável por encerrar o segundo dia de festa foi o holandês Hardwell. Figura carimbada no Brasil (já tocou em 2016 em Salvador, por exemplo), o DJ sempre dá um jeito de incluir sons nacionais no repertório do seu show. Se em Salvador rolou “Baile De Favela”, do MC João, o Sambódromo ouviu samba (para combinar com o ambiente, talvez), mais uma vez o funk do MC João e até João Brasil, com a faixa “Michael Douglas”.

A Billboard Brasil foi até o contêiner-camarote do DJ para bater um papo antes da apresentação:

Você causou quando tocou “Baile De Favela” em Salvador. Como conheceu a música?
Fiz uma grande viagem durante o Carnaval deste ano. Quando estou em turnê, sempre procuro hits de cada lugar e “Baile De Favela” era uma faixa underground que funciona para o público mais jovem, amo a melodia. Conheci o MC João e ele sugeriu que fizéssemos o remix e eu topei. O engraçado é que o Brasil é um dos maiores países que apoia o meu som, então em qualquer lugar que eu vá, se estiver tocando em Ibiza, na Índia, encontro alguém do Brasil. Sou muito grato pelo apoio dos meus fãs brasileiros e toco o remix em outros lugares também. 

Já li em entrevistas que o Ultra é um dos seus festivais favoritos...
É meu festival favorito no mundo inteiro, me considero parte da família Ultra. Acho que sou um dos únicos caras que tocou em 90% das edições. A minha favorita é a de Miami, é onde tudo começou, acontece em março, no início da temporada de festivais. Estou sempre em estúdio em janeiro e fevereiro e nessa edição é quando posso tocar todas as músicas novas. Ter a oportunidade de tocar pela primeira vez, para 40 mil pessoas. O público é inacreditável. 

E o que acha do Ultra no Brasil?
O apoio dos brasileiros tem sido incrível, estou muito feliz de estar aqui novamente. Como eu disse, o pessoal do Ultra é como minha segunda família e a combinação disso com o Brasil me faz ter certeza de que será uma noite maravilhosa.

O que você acha do cenário de música eletrônica brasileiro? Você conhece o trabalho de DJs como Alok e Ftampa?
Sim. Conheço o Alok e o convidei para meus shows em Ibiza, lancei algumas músicas do FTampa pelo meu selo, apoio 100% os talentos brasileiros. Acho a cena eletrônica no Brasil muito boa, as pessoas têm a mente aberta e é bom ver que esses talentos estão se destacando fora daqui.

Fora da música eletrônica, conhece outros sons do Brasil?
Ah, MC João, claro. Há algum tempo, quando comecei como DJ de hip hop, ouvia bastante funk. Sempre fui muito fã da música brasileira, toco muito em meus sets, até mesmo samba. Gosto muito do groove, da pegada do funk e isso é o Brasil. É inspirador e é diferente de qualquer outra cultura musical no mundo. São muitos talentos. Amo o Brasil.

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Hardwell: “Se eu estiver tocando em Ibiza, encontro alguém do Brasil”

DJ tocou na primeira edição do festival Ultra no Brasil, no Rio de Janeiro

por Ana Carolina Nunes em 17/10/2016

Na última sexta (14/10) e sábado (15/10), após uma mudança de local de última hora, o Sambódromo carioca foi sede da primeira edição do festival Ultra no Brasil. Com um lineup de peso dividido em três palcos, o festival mostrou que o mercado para eventos desse tipo está aquecido no Brasil – o país tem, pelo menos, três grandes festivais de música eletrônica já fixos no calendário.

O responsável por encerrar o segundo dia de festa foi o holandês Hardwell. Figura carimbada no Brasil (já tocou em 2016 em Salvador, por exemplo), o DJ sempre dá um jeito de incluir sons nacionais no repertório do seu show. Se em Salvador rolou “Baile De Favela”, do MC João, o Sambódromo ouviu samba (para combinar com o ambiente, talvez), mais uma vez o funk do MC João e até João Brasil, com a faixa “Michael Douglas”.

A Billboard Brasil foi até o contêiner-camarote do DJ para bater um papo antes da apresentação:

Você causou quando tocou “Baile De Favela” em Salvador. Como conheceu a música?
Fiz uma grande viagem durante o Carnaval deste ano. Quando estou em turnê, sempre procuro hits de cada lugar e “Baile De Favela” era uma faixa underground que funciona para o público mais jovem, amo a melodia. Conheci o MC João e ele sugeriu que fizéssemos o remix e eu topei. O engraçado é que o Brasil é um dos maiores países que apoia o meu som, então em qualquer lugar que eu vá, se estiver tocando em Ibiza, na Índia, encontro alguém do Brasil. Sou muito grato pelo apoio dos meus fãs brasileiros e toco o remix em outros lugares também. 

Já li em entrevistas que o Ultra é um dos seus festivais favoritos...
É meu festival favorito no mundo inteiro, me considero parte da família Ultra. Acho que sou um dos únicos caras que tocou em 90% das edições. A minha favorita é a de Miami, é onde tudo começou, acontece em março, no início da temporada de festivais. Estou sempre em estúdio em janeiro e fevereiro e nessa edição é quando posso tocar todas as músicas novas. Ter a oportunidade de tocar pela primeira vez, para 40 mil pessoas. O público é inacreditável. 

E o que acha do Ultra no Brasil?
O apoio dos brasileiros tem sido incrível, estou muito feliz de estar aqui novamente. Como eu disse, o pessoal do Ultra é como minha segunda família e a combinação disso com o Brasil me faz ter certeza de que será uma noite maravilhosa.

O que você acha do cenário de música eletrônica brasileiro? Você conhece o trabalho de DJs como Alok e Ftampa?
Sim. Conheço o Alok e o convidei para meus shows em Ibiza, lancei algumas músicas do FTampa pelo meu selo, apoio 100% os talentos brasileiros. Acho a cena eletrônica no Brasil muito boa, as pessoas têm a mente aberta e é bom ver que esses talentos estão se destacando fora daqui.

Fora da música eletrônica, conhece outros sons do Brasil?
Ah, MC João, claro. Há algum tempo, quando comecei como DJ de hip hop, ouvia bastante funk. Sempre fui muito fã da música brasileira, toco muito em meus sets, até mesmo samba. Gosto muito do groove, da pegada do funk e isso é o Brasil. É inspirador e é diferente de qualquer outra cultura musical no mundo. São muitos talentos. Amo o Brasil.