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Henrique & Diego sobre o sucesso: “Não foi por sorte. Amadurecemos”

por em 28/04/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Recebemos a visita da dupla sertaneja Henrique & Diego em nossa redação para bater um papo sobre o sucesso que é o single “Suíte 14”. O hit, que tem a colaboração de Mc Guimê, entrou no Hot 100 Brasil no dia 17 de janeiro, há 15 semanas, e passou todas no Top 10. Dessas 15, durante cinco semanas consecutivas, “Suíte 14” ocupou a 1ª posição, e está, atualmente, em 3º lugar. Mas não foi a primeira da dupla a entrar no ranking. Em 2011, Henrique e Diego estrearam no Hot 100 Brasil com “Coração Sem Noção”, que passou três meses no ranking e chegou até a 33ª posição. Depois dela, “5 Horas Da Manhã” ficou dois meses e chegou até a 88ª posição. Seguida por “Festa Boa”, que chegou até a 3ª posição e passou cinco meses no ranking. Quando ela saiu, “Ô, Delícia” entrou, também ficou por cinco meses, mas só chegou até a 35ª posição.

Naturais de Cuiabá, no Mato Grosso, os dois trabalham juntos como uma dupla há 13 anos, e se conheceram quando uma banda que tocava em festas, da qual Henrique fazia parte, precisou de mais um integrante. Com um repertório bem eclético, eles já tocaram rock, pagode, axé, reggae... enfim, o que pedissem.

Como aconteceu a parceria com Mc Guimê?

Henrique: Um tempo atrás, eu vim para São Paulo trabalhar por uns dias. E, à noite, fui curtir um show da Turma do Pagode. Vi que em um camarote tinha um cara cheio de tatuagem, com uma expressão bem diferente, tirando fotos e dando autógrafos. Eu perguntei para a galera quem ele era, e disseram “ah, é um Mc aqui de São Paulo que está estourando aqui, com a música ‘Plaquê de 100’”. Depois de um tempo, ele apareceu no nosso camarote, e aí eu troquei uma ideia com ele. E eu conversei com o meu empresário, disse que o Guimê estava estourando. A gente tinha que arrumar uma música para gravar com ele, porque era uma novidade. A música dele é legal, o jeito dele cantar é legal, e a expressão dele é muito forte. Daí quando ele estourou de vez  com “País do Futebol”, eu disse: “Eu falei! Eu disse que ele ia estourar”.

Diego: Quando nós o chamamos, ele topou na hora. Nós chegamos no estúdio umas 8h. Por volta das 10h, a música já estava pronta. A ideia não era ele cantar um funk, mas ele fazer um rap e falar de amor, que era uma coisa ele não fazia, ele falava sobre ostentação. A gente ficou surpreso até, quando ela ficou pronta, com o rap dele.

Como tem sido a demanda de shows depois de “Suíte 14”?

H: Já era esperado. Em qualquer segmento que você trabalhe, você sabe quais são os ingredientes que você precisa para ter sucesso naquele negócio. Se você acerta em uma canção, ela te traz bons frutos. Na hora em que “Suíte 14” começou a bombar, a gente percebeu os shows melhorarem. Os lugares em que passamos nesses 13 anos, que tocávamos uma ou duas vezes ao ano, ficaram pequenos.

D: Acaba puxando as outras músicas do próprio DVD, do próprio disco, a galera começa a conhecer as músicas novas, e ao mesmo tempo resgata as músicas antigas que algumas pessoas não conheciam.

E quais são os próximos passos depois de estourar?

H: Talvez CDs ou até mesmo um DVD – no ano que vem a gente não grava DVD, porque é muito difícil, até por causa dos clipes, que hoje é um lado muito forte na música. Na era digital, as pessoas não querem só ver a imagem do show. Elas querem um clipe. Então, se elas querem um clipe, vamos dar um clipe para eles. O futuro é ficar nessa situação: fazer uma música por trimestre ou por semestre, até, depois de uns dois anos, fazer um disco com dez músicas, sendo quatro singles já lançados nos últimos anos e seis inéditas.

D: O Guimê nunca lançou CD, ele entrou em estúdio agora para começar a gravar um disco. Acho que no segundo semestre sai... Isso mostra que esse lado da internet é muito forte, mesmo. Ele só trabalha com singles. Tem muita gente que nem conhece as músicas novas dele, porque a “País Do Futebol” ficou tão grande, que as outras ficam um pouco sumidas.

Vocês têm medo disso acontecer com “Suíte 14”?

D: Não. A gente sabe que a “Suíte 14”, lógico, foi a divisora de águas da nossa carreira,  mas acreditamos que tem muito mais coisa a vir nesse DVD novo.

H: A gente acredita que não foi por sorte. Viemos amadurecendo várias músicas, chegando cada vez mais perto, lapidando. Se a música é boa, a gente tem que dar a visibilidade certa para ela. Foi o que fizemos. Temos também a internet [a dupla tem mais de 2 milhões de fãs no Facebook]. O nosso segredo foi que a gente enxergou quais eram os caminhos certos para colocarmos a nossa música em evidência, porque sabíamos que ela era boa.

 

Essa coisa do funkeiro participando do trabalho do sertanejo, e vice e versa, tem virado uma tendência. É um caminho para vocês? Vocês pretendem buscar novas parcerias no funk?

H: Não é um objetivo nosso, mas a gente sempre quis misturar porque dentro do nosso show a gente brincava com isso. Se o seu público aceita que você brinque com outros ritmos, você deve. O que a gente faz hoje é semear oportunidades. Se a gente canta pagode em um show, por que não gravar uma música com alguém do pagode? Acho que o legal é você pensar que você está sempre navegando entre outras tribos que vão te aceitar também. Não que você vá roubar toda a galera do pagode, mas vai agregar.

D: O bacana é que não abriu as portas só para o Henrique e Diego entrarem no mundo dos rappers ou dos funkeiros. Todo mundo acabou usufruindo dessa ideia da “Suíte 14”. Até mesmo porque às vezes um funkeiro nem iria a um show de sertanejo. E hoje não, quebrou essa barreira. Isso é o bacana da música, poder juntar as tribos, quebrar os preconceitos.

[caption id="attachment_31514" align="aligncenter" width="1745"]Henrique e Diego, na redação da Billboard Henrique e Diego, na redação da Billboard[/caption]

Tem algum estado que vocês ainda não visitaram?

H e D: Não fomos ao Amazonas. Não fomos ainda a Sergipe – vamos agora para Aracaju –, e nem Pernambuco... Fomos agora ao Maranhão. Não fomos a três ou quatro estados.

A impressão que a gente tem é que o Rio não tem muita tradição em música sertaneja, que é um mercado mais difícil. Tem o samba, tem o funk. O que vocês sentiram lá?

H: Está rolando mesmo essa vibe de sertanejo lá, está muito forte. Só que a disputa do sertanejo no Rio de Janeiro com o samba, com o pagode, fica como se fosse na Bahia. O sertanejo é muito forte na Bahia, muito mesmo, mas, como é um estado muito turístico, o cara que sai lá de Porto Alegre não quer ouvir sertanejo quando vai para a Bahia. Ele já ouve isso em casa. Ele quer o axé, a música local. Por isso não perde a visibilidade, mas não vai estourar porque o turista chega ao Rio e quer ir ao samba e na favela ver o funk. Ainda tem uma barreira.

D: Mas que já vem se quebrando. Ao longo desses oito ou dez anos, a música sertaneja vem conquistando espaço.

H: Todo mundo vem abrindo caminho. Desde o Zé Rico, que abriu lá atrás, daí veio o Zezé,  Bruno e Marrone, Rionegro & Solimões, aí já veio o Luan Santana que trouxe mais uma febre para essas praças. E aí vem somando com Jorge e Matheus, Gusttavo Lima. E aí vem agora a gente com uma música com um funkeiro, abrindo mais um caminho. Acho que todo mundo vem fortalecendo o que a gente faz.

Vocês acham que o Luan é o marco desse som mais novo, mais moderno, no sertanejo?

H: Não só o som dele, mas eu acho também que pelo fato de ver um menino cantando. A gente tinha o costume de ver sempre pais de família, caras mais velho, cantando. Zezé, o Leandro e Leonardo, todos eram casados, caras de mais de 27 anos de idade. Eu acho que ele mostrou que a música sertaneja é para o jovem também.

D: Ele foi um propulsor, trouxe o lado teen para a música sertaneja, atraiu olhares de jovens. O papo da música sertaneja também mudou. Antes falava muito de roça, era muito rural.

Agora o sertanejo está na fase da “sofrência”...

H: Nós surgimos em 2009 por causa de “Vai Beber”. Fomos precursores da ostentação no sertanejo. A “sofrência” é a ideia de que a molecada agora ouve também a coisa do chifre, do relacionamento. O jovem não gostava disso no sertanejo, mas ele ouvia o pagode, e o pagode sempre foi “sofrência”. Depois veio o pagode mais brincalhão, mas o estilo sempre foi “sofrência”.

D: É o romantismo, na verdade. Nunca saiu de moda.

Uns dez ou quinze anos atrás, sucesso era tocar na rádio ou estar na Globo. Fora disso era discutível. O que é sucesso hoje, pra vocês?

D: A junção do rádio, TV e internet. Estar bem visto em todos os meios juntos. E no show você sente o sucesso. Na hora em que você puxa a música, e ela vem junto com um grito, que parece que vai te dar um tapa. Isso aí não tem rádio, revista, dinheiro. Não tem o que pague aquilo ali. Aquilo é sucesso. Se surpreender a cada show.

H: E sucesso é estar na Billboard! {risos]

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
RANKING COMPLETO
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Henrique & Diego sobre o sucesso: “Não foi por sorte. Amadurecemos”

por em 28/04/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Recebemos a visita da dupla sertaneja Henrique & Diego em nossa redação para bater um papo sobre o sucesso que é o single “Suíte 14”. O hit, que tem a colaboração de Mc Guimê, entrou no Hot 100 Brasil no dia 17 de janeiro, há 15 semanas, e passou todas no Top 10. Dessas 15, durante cinco semanas consecutivas, “Suíte 14” ocupou a 1ª posição, e está, atualmente, em 3º lugar. Mas não foi a primeira da dupla a entrar no ranking. Em 2011, Henrique e Diego estrearam no Hot 100 Brasil com “Coração Sem Noção”, que passou três meses no ranking e chegou até a 33ª posição. Depois dela, “5 Horas Da Manhã” ficou dois meses e chegou até a 88ª posição. Seguida por “Festa Boa”, que chegou até a 3ª posição e passou cinco meses no ranking. Quando ela saiu, “Ô, Delícia” entrou, também ficou por cinco meses, mas só chegou até a 35ª posição.

Naturais de Cuiabá, no Mato Grosso, os dois trabalham juntos como uma dupla há 13 anos, e se conheceram quando uma banda que tocava em festas, da qual Henrique fazia parte, precisou de mais um integrante. Com um repertório bem eclético, eles já tocaram rock, pagode, axé, reggae... enfim, o que pedissem.

Como aconteceu a parceria com Mc Guimê?

Henrique: Um tempo atrás, eu vim para São Paulo trabalhar por uns dias. E, à noite, fui curtir um show da Turma do Pagode. Vi que em um camarote tinha um cara cheio de tatuagem, com uma expressão bem diferente, tirando fotos e dando autógrafos. Eu perguntei para a galera quem ele era, e disseram “ah, é um Mc aqui de São Paulo que está estourando aqui, com a música ‘Plaquê de 100’”. Depois de um tempo, ele apareceu no nosso camarote, e aí eu troquei uma ideia com ele. E eu conversei com o meu empresário, disse que o Guimê estava estourando. A gente tinha que arrumar uma música para gravar com ele, porque era uma novidade. A música dele é legal, o jeito dele cantar é legal, e a expressão dele é muito forte. Daí quando ele estourou de vez  com “País do Futebol”, eu disse: “Eu falei! Eu disse que ele ia estourar”.

Diego: Quando nós o chamamos, ele topou na hora. Nós chegamos no estúdio umas 8h. Por volta das 10h, a música já estava pronta. A ideia não era ele cantar um funk, mas ele fazer um rap e falar de amor, que era uma coisa ele não fazia, ele falava sobre ostentação. A gente ficou surpreso até, quando ela ficou pronta, com o rap dele.

Como tem sido a demanda de shows depois de “Suíte 14”?

H: Já era esperado. Em qualquer segmento que você trabalhe, você sabe quais são os ingredientes que você precisa para ter sucesso naquele negócio. Se você acerta em uma canção, ela te traz bons frutos. Na hora em que “Suíte 14” começou a bombar, a gente percebeu os shows melhorarem. Os lugares em que passamos nesses 13 anos, que tocávamos uma ou duas vezes ao ano, ficaram pequenos.

D: Acaba puxando as outras músicas do próprio DVD, do próprio disco, a galera começa a conhecer as músicas novas, e ao mesmo tempo resgata as músicas antigas que algumas pessoas não conheciam.

E quais são os próximos passos depois de estourar?

H: Talvez CDs ou até mesmo um DVD – no ano que vem a gente não grava DVD, porque é muito difícil, até por causa dos clipes, que hoje é um lado muito forte na música. Na era digital, as pessoas não querem só ver a imagem do show. Elas querem um clipe. Então, se elas querem um clipe, vamos dar um clipe para eles. O futuro é ficar nessa situação: fazer uma música por trimestre ou por semestre, até, depois de uns dois anos, fazer um disco com dez músicas, sendo quatro singles já lançados nos últimos anos e seis inéditas.

D: O Guimê nunca lançou CD, ele entrou em estúdio agora para começar a gravar um disco. Acho que no segundo semestre sai... Isso mostra que esse lado da internet é muito forte, mesmo. Ele só trabalha com singles. Tem muita gente que nem conhece as músicas novas dele, porque a “País Do Futebol” ficou tão grande, que as outras ficam um pouco sumidas.

Vocês têm medo disso acontecer com “Suíte 14”?

D: Não. A gente sabe que a “Suíte 14”, lógico, foi a divisora de águas da nossa carreira,  mas acreditamos que tem muito mais coisa a vir nesse DVD novo.

H: A gente acredita que não foi por sorte. Viemos amadurecendo várias músicas, chegando cada vez mais perto, lapidando. Se a música é boa, a gente tem que dar a visibilidade certa para ela. Foi o que fizemos. Temos também a internet [a dupla tem mais de 2 milhões de fãs no Facebook]. O nosso segredo foi que a gente enxergou quais eram os caminhos certos para colocarmos a nossa música em evidência, porque sabíamos que ela era boa.

 

Essa coisa do funkeiro participando do trabalho do sertanejo, e vice e versa, tem virado uma tendência. É um caminho para vocês? Vocês pretendem buscar novas parcerias no funk?

H: Não é um objetivo nosso, mas a gente sempre quis misturar porque dentro do nosso show a gente brincava com isso. Se o seu público aceita que você brinque com outros ritmos, você deve. O que a gente faz hoje é semear oportunidades. Se a gente canta pagode em um show, por que não gravar uma música com alguém do pagode? Acho que o legal é você pensar que você está sempre navegando entre outras tribos que vão te aceitar também. Não que você vá roubar toda a galera do pagode, mas vai agregar.

D: O bacana é que não abriu as portas só para o Henrique e Diego entrarem no mundo dos rappers ou dos funkeiros. Todo mundo acabou usufruindo dessa ideia da “Suíte 14”. Até mesmo porque às vezes um funkeiro nem iria a um show de sertanejo. E hoje não, quebrou essa barreira. Isso é o bacana da música, poder juntar as tribos, quebrar os preconceitos.

[caption id="attachment_31514" align="aligncenter" width="1745"]Henrique e Diego, na redação da Billboard Henrique e Diego, na redação da Billboard[/caption]

Tem algum estado que vocês ainda não visitaram?

H e D: Não fomos ao Amazonas. Não fomos ainda a Sergipe – vamos agora para Aracaju –, e nem Pernambuco... Fomos agora ao Maranhão. Não fomos a três ou quatro estados.

A impressão que a gente tem é que o Rio não tem muita tradição em música sertaneja, que é um mercado mais difícil. Tem o samba, tem o funk. O que vocês sentiram lá?

H: Está rolando mesmo essa vibe de sertanejo lá, está muito forte. Só que a disputa do sertanejo no Rio de Janeiro com o samba, com o pagode, fica como se fosse na Bahia. O sertanejo é muito forte na Bahia, muito mesmo, mas, como é um estado muito turístico, o cara que sai lá de Porto Alegre não quer ouvir sertanejo quando vai para a Bahia. Ele já ouve isso em casa. Ele quer o axé, a música local. Por isso não perde a visibilidade, mas não vai estourar porque o turista chega ao Rio e quer ir ao samba e na favela ver o funk. Ainda tem uma barreira.

D: Mas que já vem se quebrando. Ao longo desses oito ou dez anos, a música sertaneja vem conquistando espaço.

H: Todo mundo vem abrindo caminho. Desde o Zé Rico, que abriu lá atrás, daí veio o Zezé,  Bruno e Marrone, Rionegro & Solimões, aí já veio o Luan Santana que trouxe mais uma febre para essas praças. E aí vem somando com Jorge e Matheus, Gusttavo Lima. E aí vem agora a gente com uma música com um funkeiro, abrindo mais um caminho. Acho que todo mundo vem fortalecendo o que a gente faz.

Vocês acham que o Luan é o marco desse som mais novo, mais moderno, no sertanejo?

H: Não só o som dele, mas eu acho também que pelo fato de ver um menino cantando. A gente tinha o costume de ver sempre pais de família, caras mais velho, cantando. Zezé, o Leandro e Leonardo, todos eram casados, caras de mais de 27 anos de idade. Eu acho que ele mostrou que a música sertaneja é para o jovem também.

D: Ele foi um propulsor, trouxe o lado teen para a música sertaneja, atraiu olhares de jovens. O papo da música sertaneja também mudou. Antes falava muito de roça, era muito rural.

Agora o sertanejo está na fase da “sofrência”...

H: Nós surgimos em 2009 por causa de “Vai Beber”. Fomos precursores da ostentação no sertanejo. A “sofrência” é a ideia de que a molecada agora ouve também a coisa do chifre, do relacionamento. O jovem não gostava disso no sertanejo, mas ele ouvia o pagode, e o pagode sempre foi “sofrência”. Depois veio o pagode mais brincalhão, mas o estilo sempre foi “sofrência”.

D: É o romantismo, na verdade. Nunca saiu de moda.

Uns dez ou quinze anos atrás, sucesso era tocar na rádio ou estar na Globo. Fora disso era discutível. O que é sucesso hoje, pra vocês?

D: A junção do rádio, TV e internet. Estar bem visto em todos os meios juntos. E no show você sente o sucesso. Na hora em que você puxa a música, e ela vem junto com um grito, que parece que vai te dar um tapa. Isso aí não tem rádio, revista, dinheiro. Não tem o que pague aquilo ali. Aquilo é sucesso. Se surpreender a cada show.

H: E sucesso é estar na Billboard! {risos]