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Hoobastank volta ao Brasil para show único

por em 08/12/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha
O grupo Hoobastank aterrissa em São Paulo nesta quarta-feira (09/12) para uma apresentação única no Brasil. Com cinco álbuns lançados, o grupo californiano bombou no mundo todo no ano de 2004 – mesmo ano em que veio ao Brasil pela primeira vez – com o single “The Reason”, sucesso instantâneo que jogou a banda direto para o mainstream RESULTADO: BILLBOARD TE LEVA PARA O SHOW DO HOOBASTANK Após mais de uma década da passagem por terras brasileiras, o grupo lançou outros três discos e completa 20 anos de estrada no próximo ano. O sucesso comercial pode ter sido um acidente para o grupo que começou tocando em festivais de banda na ensolarada Califórnia. A Billboard Brasil falou com o vocalista Douglas Robb sobre sucesso, mainstream, novas formas de consumir música e, claro, sobre Brasil. O que o sucesso de The Reason representa para a banda? O sucesso dessa música lançou a banda para o mainstream. Antes nós até tínhamos algumas canções de rock de sucesso, mas, uma vez que essa música foi lançada, fomos empurrados para um público muito maior. Ela realmente abriu muitas portas para nós e nos permitiu, de certa forma, continuar a fazer o que fazemos hoje. Tanto o álbum The Reason quanto o single foram bem nos rankings Billboard. Este retorno comercial é algo com o qual vocês se importam? O sucesso comercial é sempre bom, mas não é algo que tentamos alcançar. Eu acho que se você o obter, você deve tê-lo de uma forma real, não de uma forma estereotipada e artificial. O sucesso comercial deve ser o subproduto da integridade artística. Infelizmente, nem sempre é o caso. Para nós, é mais importante permanecermos fieis a nós mesmos. Como vocês observam o mainstream atual? Eu, pessoalmente, não acompanho música da mesma maneira que acompanhava há 10, 15 anos. Eu ainda pego novos sons aqui e ali, mas acho que estou mais exigente agora. A maioria do gosto musical dos integrantes da banda vai menos para o mainstream. Em quase 20 anos de banda, muita coisa mudou? Nossos objetivos hoje são diferentes. A definição de “sucesso” é diferente. Nossas prioridades são diferentes. Nós não temos mais 22 anos. Já tocamos em vários lugares do planeta para milhares de pessoas. A única coisa que não mudou, porém, é que nós continuamos gostados de escrever e tocar. Como o Hoobastank vê esta nova era de streamings e downloads? Há prós e contras nos streams. É bom para os artistas menos conhecidos ter uma plataforma como essa para chegar com seu som em outros lugares. No entanto, é terrível quando o assunto são os royalties pagos aos artistas. Eles precisam descobrir uma maneira de corrigir o sistema atual de royalties. As músicas são tocadas milhares de vezes e o artista não recebe um centavo sequer por isso. O que vocês lembram da última viagem ao Brasil? É realmente diferente tocar aqui? Lembro-me de pensar o quão grande São Paulo era olhando de cima, dentro do avião. Eu me lembro da inacreditável paixão e o entusiasmo dos fãs. É, sim, diferente tocar no Brasil. Os brasileiros sabem festejar. Há planos para 2016? Algum álbum ou uma turnê para comemorar os 20 anos de carreira, de repente? Estamos em processo de negociações do contrato com a produtora para gravar novas músicas no início de 2016. Eu acho que é seguro dizer que haverá novas músicas no próximo ano, seguido de uma turnê, e, inclusive, já esperamos voltar ao Brasil, assim como em outros países da América do Sul.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Hoobastank volta ao Brasil para show único

por em 08/12/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha
O grupo Hoobastank aterrissa em São Paulo nesta quarta-feira (09/12) para uma apresentação única no Brasil. Com cinco álbuns lançados, o grupo californiano bombou no mundo todo no ano de 2004 – mesmo ano em que veio ao Brasil pela primeira vez – com o single “The Reason”, sucesso instantâneo que jogou a banda direto para o mainstream RESULTADO: BILLBOARD TE LEVA PARA O SHOW DO HOOBASTANK Após mais de uma década da passagem por terras brasileiras, o grupo lançou outros três discos e completa 20 anos de estrada no próximo ano. O sucesso comercial pode ter sido um acidente para o grupo que começou tocando em festivais de banda na ensolarada Califórnia. A Billboard Brasil falou com o vocalista Douglas Robb sobre sucesso, mainstream, novas formas de consumir música e, claro, sobre Brasil. O que o sucesso de The Reason representa para a banda? O sucesso dessa música lançou a banda para o mainstream. Antes nós até tínhamos algumas canções de rock de sucesso, mas, uma vez que essa música foi lançada, fomos empurrados para um público muito maior. Ela realmente abriu muitas portas para nós e nos permitiu, de certa forma, continuar a fazer o que fazemos hoje. Tanto o álbum The Reason quanto o single foram bem nos rankings Billboard. Este retorno comercial é algo com o qual vocês se importam? O sucesso comercial é sempre bom, mas não é algo que tentamos alcançar. Eu acho que se você o obter, você deve tê-lo de uma forma real, não de uma forma estereotipada e artificial. O sucesso comercial deve ser o subproduto da integridade artística. Infelizmente, nem sempre é o caso. Para nós, é mais importante permanecermos fieis a nós mesmos. Como vocês observam o mainstream atual? Eu, pessoalmente, não acompanho música da mesma maneira que acompanhava há 10, 15 anos. Eu ainda pego novos sons aqui e ali, mas acho que estou mais exigente agora. A maioria do gosto musical dos integrantes da banda vai menos para o mainstream. Em quase 20 anos de banda, muita coisa mudou? Nossos objetivos hoje são diferentes. A definição de “sucesso” é diferente. Nossas prioridades são diferentes. Nós não temos mais 22 anos. Já tocamos em vários lugares do planeta para milhares de pessoas. A única coisa que não mudou, porém, é que nós continuamos gostados de escrever e tocar. Como o Hoobastank vê esta nova era de streamings e downloads? Há prós e contras nos streams. É bom para os artistas menos conhecidos ter uma plataforma como essa para chegar com seu som em outros lugares. No entanto, é terrível quando o assunto são os royalties pagos aos artistas. Eles precisam descobrir uma maneira de corrigir o sistema atual de royalties. As músicas são tocadas milhares de vezes e o artista não recebe um centavo sequer por isso. O que vocês lembram da última viagem ao Brasil? É realmente diferente tocar aqui? Lembro-me de pensar o quão grande São Paulo era olhando de cima, dentro do avião. Eu me lembro da inacreditável paixão e o entusiasmo dos fãs. É, sim, diferente tocar no Brasil. Os brasileiros sabem festejar. Há planos para 2016? Algum álbum ou uma turnê para comemorar os 20 anos de carreira, de repente? Estamos em processo de negociações do contrato com a produtora para gravar novas músicas no início de 2016. Eu acho que é seguro dizer que haverá novas músicas no próximo ano, seguido de uma turnê, e, inclusive, já esperamos voltar ao Brasil, assim como em outros países da América do Sul.