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Iggy Azalea processa ex-namorado por vazamento de música; entenda o caso

por em 18/09/2014
Por
Eriq Gardner Ser uma celebridade nem sempre é uma experiência prazerosa. E um dos motivos que podem azedar a fama está diretamente ligado aos relacionamentos tidos antes dela. Para Iggy Azalea, isso tem significado brigar com um antigo namorado que trouxe à tona uma música inédita e uma suposta sex tape. Agora, ela decidiu enfrentar esse pesadelo liberando sua fúria sobre ele na Justiça. A história começou em março de 2008, quando a rapper, então com 17 anos, morava em um hotel em Houston, no Texas. De acordo com a ação movida ontem (17/09), no Tribunal Federal da Califórnia, ela estava trabalhando em novas músicas quando conheceu um homem mais velho, Maurice Williams – o rapper Jefe Wine –,  sócio da empresa de petróleo Wine Enterprises, Inc.. Pouco tempo depois, ele a colocou em um apartamento, diz a denúncia. Porém, naquela época, Iggy não sabia que Williams era casado e tinha filhos. Segundo o processo, o novo namorado da rapper a acompanhou quando ela se mudou para Atlanta, em 2009, indo morar com ela. Durante esse período, "Williams baixou todo o conteúdo do computador pessoal de Azalea", incluindo gravações originais inéditas. O processo avança então para 24 de julho de 2014, quando um comunicado da imprensa divulgou a associação das empresas Primco, ESMG, Top Sail e Wine Enterprises, Inc., que alegaram ter os “direitos assegurados” de lançar um EP de Iggy Azalea, Inizio. “Nós acreditamos que a fusão será monumental, pois os projetos que estamos preparando irão chocar o mundo!”, disse Williams. De acordo com o processo, a música era um trabalho não divulgado e a sua liberação configura uma violação dos direitos autorais da cantora, bem como de sua marca, nome e imagem. Ela também alega que houve conversão de informações roubadas de seu computador. Em agosto, quando a rapper experimentava o estrelato com o sucesso de “Fancy”, o single do verão americano, algumas músicas do EP Inizio começaram a aparecer em todo lugar, como no iTunes, Google Play Store, Pandora e Spotify. A reação de Iggy e sua gravadora, a Universal Musical, foi enviar cartas de cease-and-desist, ou seja, uma espécie de intimação para cessar a distribuição do material, sob pena de processo. Mas, embora os varejistas tenham obedecido ao pedido, a situação tornou-se ainda mais problemática. O atual processo não faça referência a nenhuma sex tape, mas, na última semana, o site TMZ acirrou os ânimos ao noticiar que havia um vídeo com esse tipo de conteúdo envolvendo a artista. Cuidadosamente, o veículo não dizia se tinha ou não a fita em seu poder. Em vez disso, afirmava que o produtor de filmes pornográficos Steven Hirsch havia tido acesso ao conteúdo. Mais tarde, o próprio TMZ colocou em dúvida se realmente era Iggy Azalea no vídeo e citou Maurice Williams, dizendo que ele tinha um acordo que lhe dava direitos exclusivos de “manufaturar, vender, distribuir e divulgar ‘qualquer’ gravação com imagens visuais” da cantora. A alegação de Iggy é simples: o conteúdo é falsificado. A denúncia obtida pelo The Hollywood Reporter explica que, na época em que Williams e Iggy moravam juntos em Atlanta, ele a apresentou a Kareem Chapman como um empresário em potencial. Pouco tempo depois, ela assinou com a empresa de Chapman. O ex-namorado da rapper afirma que ela manteve uma cópia do documento. Williams agiu sem o conhecimento de sua companheira e transformou esse contrato em um “acordo de gravação e composição musical”. “O acordo apresenta sinais de que não é genuíno”, diz o conteúdo da ação judicial. “Inclui, por exemplo, parágrafos fora de ordem, uma linha para assinatura da 'Wine Enterprises, Inc.' em vez de identificar seu representante autorizado, e oferece, como o endereço para notificações judicias, o contato de um advogado que não tinha conhecimento sobre o acordo.” Iggy afirma, agora, que Williams não tem direitos reais sobre sua música e está processando o ex-namorado por violar seus direitos autorais em músicas como "It Ain't Tricking", "U Ain't My Daddy", "Take My Picture", "Red Bottoms", "Supernova" e "Miss International". A rapper também está à procura de declarações de que Williams – e as empresas que fazem negócios com ele – não têm direito de usar sua marca, nem de controlar o uso comercial de seu nome e de sua imagem. Mais uma vez não há menção à suposta sex tape no processo, mas, curiosamente, a denúncia cita que os acusados revelaram “vídeos promocionais com um imitador de Azalea”. A reportagem do Hollywood Reporter não conseguiu entrar em contato com Maurice Williams para que ele se posicionasse sobre o assunto. Segundo a ação, movida pelos advogados Howard King e Stephen Rothschild, a empresa de petróleo mencionada por Iggy Azalea foi condenada a pagar multa de US$ 3,6 milhões por “operar de forma semelhante a um esquema de Ponzi [operação fraudulenta semelhante ao esquema de pirâmide]”.
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Iggy Azalea processa ex-namorado por vazamento de música; entenda o caso

por em 18/09/2014
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Eriq Gardner Ser uma celebridade nem sempre é uma experiência prazerosa. E um dos motivos que podem azedar a fama está diretamente ligado aos relacionamentos tidos antes dela. Para Iggy Azalea, isso tem significado brigar com um antigo namorado que trouxe à tona uma música inédita e uma suposta sex tape. Agora, ela decidiu enfrentar esse pesadelo liberando sua fúria sobre ele na Justiça. A história começou em março de 2008, quando a rapper, então com 17 anos, morava em um hotel em Houston, no Texas. De acordo com a ação movida ontem (17/09), no Tribunal Federal da Califórnia, ela estava trabalhando em novas músicas quando conheceu um homem mais velho, Maurice Williams – o rapper Jefe Wine –,  sócio da empresa de petróleo Wine Enterprises, Inc.. Pouco tempo depois, ele a colocou em um apartamento, diz a denúncia. Porém, naquela época, Iggy não sabia que Williams era casado e tinha filhos. Segundo o processo, o novo namorado da rapper a acompanhou quando ela se mudou para Atlanta, em 2009, indo morar com ela. Durante esse período, "Williams baixou todo o conteúdo do computador pessoal de Azalea", incluindo gravações originais inéditas. O processo avança então para 24 de julho de 2014, quando um comunicado da imprensa divulgou a associação das empresas Primco, ESMG, Top Sail e Wine Enterprises, Inc., que alegaram ter os “direitos assegurados” de lançar um EP de Iggy Azalea, Inizio. “Nós acreditamos que a fusão será monumental, pois os projetos que estamos preparando irão chocar o mundo!”, disse Williams. De acordo com o processo, a música era um trabalho não divulgado e a sua liberação configura uma violação dos direitos autorais da cantora, bem como de sua marca, nome e imagem. Ela também alega que houve conversão de informações roubadas de seu computador. Em agosto, quando a rapper experimentava o estrelato com o sucesso de “Fancy”, o single do verão americano, algumas músicas do EP Inizio começaram a aparecer em todo lugar, como no iTunes, Google Play Store, Pandora e Spotify. A reação de Iggy e sua gravadora, a Universal Musical, foi enviar cartas de cease-and-desist, ou seja, uma espécie de intimação para cessar a distribuição do material, sob pena de processo. Mas, embora os varejistas tenham obedecido ao pedido, a situação tornou-se ainda mais problemática. O atual processo não faça referência a nenhuma sex tape, mas, na última semana, o site TMZ acirrou os ânimos ao noticiar que havia um vídeo com esse tipo de conteúdo envolvendo a artista. Cuidadosamente, o veículo não dizia se tinha ou não a fita em seu poder. Em vez disso, afirmava que o produtor de filmes pornográficos Steven Hirsch havia tido acesso ao conteúdo. Mais tarde, o próprio TMZ colocou em dúvida se realmente era Iggy Azalea no vídeo e citou Maurice Williams, dizendo que ele tinha um acordo que lhe dava direitos exclusivos de “manufaturar, vender, distribuir e divulgar ‘qualquer’ gravação com imagens visuais” da cantora. A alegação de Iggy é simples: o conteúdo é falsificado. A denúncia obtida pelo The Hollywood Reporter explica que, na época em que Williams e Iggy moravam juntos em Atlanta, ele a apresentou a Kareem Chapman como um empresário em potencial. Pouco tempo depois, ela assinou com a empresa de Chapman. O ex-namorado da rapper afirma que ela manteve uma cópia do documento. Williams agiu sem o conhecimento de sua companheira e transformou esse contrato em um “acordo de gravação e composição musical”. “O acordo apresenta sinais de que não é genuíno”, diz o conteúdo da ação judicial. “Inclui, por exemplo, parágrafos fora de ordem, uma linha para assinatura da 'Wine Enterprises, Inc.' em vez de identificar seu representante autorizado, e oferece, como o endereço para notificações judicias, o contato de um advogado que não tinha conhecimento sobre o acordo.” Iggy afirma, agora, que Williams não tem direitos reais sobre sua música e está processando o ex-namorado por violar seus direitos autorais em músicas como "It Ain't Tricking", "U Ain't My Daddy", "Take My Picture", "Red Bottoms", "Supernova" e "Miss International". A rapper também está à procura de declarações de que Williams – e as empresas que fazem negócios com ele – não têm direito de usar sua marca, nem de controlar o uso comercial de seu nome e de sua imagem. Mais uma vez não há menção à suposta sex tape no processo, mas, curiosamente, a denúncia cita que os acusados revelaram “vídeos promocionais com um imitador de Azalea”. A reportagem do Hollywood Reporter não conseguiu entrar em contato com Maurice Williams para que ele se posicionasse sobre o assunto. Segundo a ação, movida pelos advogados Howard King e Stephen Rothschild, a empresa de petróleo mencionada por Iggy Azalea foi condenada a pagar multa de US$ 3,6 milhões por “operar de forma semelhante a um esquema de Ponzi [operação fraudulenta semelhante ao esquema de pirâmide]”.