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Il Volo promete voltar ao Brasil em 2017

Trio italiano veio ao país promover seu novo álbum com Plácido Domingo

por Rebecca Silva em 16/11/2016

O Il Volo ficou conhecido mundialmente por misturar a música clássica e o pop, dando uma cara nova para o que muitos consideram ultrapassado. O trio italiano, formado por Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble, tinha viagem agendada ao Brasil em novembro, onde teriam como missão abrir os shows que Mariah Carey faria no país. Após o cancelamento da cantora, os garotos decidiram aproveitar a visita para divulgar seu novo álbum, Notte Magica – A Tribute To The Three Tenors. Durante sua passagem por aqui, no final de outubro, conversamos com Piero sobre o lançamento e a honra de cantar ao lado de Plácido Domingo.

Como surgiu o interesse pela música clássica, pela ópera? É algo comum entre jovens da sua idade na Itália?
A paixão começou quando éramos crianças, veio dos nossos avôs. Assistimos às apresentações dos Três Tenores (Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti). Quisemos fazer algo diferente, cantar pop com vozes clássicas. Esse estilo nasceu na Itália e pessoas de gerações anteriores a nossa não ouviam mais. Atraímos um público mais novo para o gênero pela maneira que cantamos. É muito especial para nós.

Como foi a decisão de cantar pop com música clássica?
Muitos artistas cantam pop. Quem canta crossover (um dos termos usados para definir o estilo do Il Volo)? O Andrea Bocelli. Queríamos fazer algo único e que nos deixasse feliz, que amássemos fazer.

Vocês lidam com muitas críticas por misturarem gêneros que, supostamente, pertencem a universos tão distantes?
Se é muito fácil, é falso. A vida é uma luta, cada um tem suas batalhas. O importante é fazer o que se ama porque as pessoas sempre vão te criticar. A resposta que damos é o nosso público vindo aos shows, gostando do nosso trabalho. Não ligamos para as críticas.

No novo trabalho, vocês homenageiam os Três Tenores, que se apresentaram juntos quando vocês ainda eram bem novos, e tiveram a honra de ter a presença de um deles, Plácido Domingo, no palco. Como foi a experiência?
Foi o momento mais importante das nossas vidas. Quero frisar que não queremos ser os novos Três Tenores. Somos jovens demais para isso. Cerca de 80% do repertório é igual ao do show original deles, por ser uma homenagem, com modificações apenas em algumas coisas para atender ao nosso público mais jovem. Com o apoio dele, tudo ficou mais fácil. Nesses 26 anos desde a apresentação dos Três Tenores, muitos fizeram homenagens, mas nunca com a colaboração de um deles. Além da presença de Plácido, tivemos o apoio da família de José Carreras e da Fundação Pavarotti.

Sentiram algum tipo de pressão ou responsabilidade pela tarefa de renovar o público dos tenores?Ficamos nervosos antes de subir ao palco mas, graças aos conselhos de Plácido, deu tudo certo. Somos muito gratos. Ele dizia: “Não precisam ficar nervosos, estarei lá com vocês, só sorriam para o público”. Estamos felizes com o resultado! Na primeira semana após o lançamento, o álbum chegou ao topo do ranking Clássico da Billboard. Somos gratos ao nosso público. Queremos que as pessoas sintam a nossa cultura, nossa tradição. Por isso tivemos a ideia de fazer também o DVD, para que todos tivessem a oportunidade de viver aquela noite mágica em Florença.

Infelizmente, os shows de Mariah Carey foram cancelados, mas esta não é a primeira vez de vocês no Brasil. O que mais gostam daqui?
Amamos as pessoas. Vocês são parecidos com os italianos, a forma de ser, falar. O público brasileiro é lindo e amoroso, se diverte muito. Ver os sorrisos da plateia é a melhor parte.

O que sabem sobre música brasileira?
Conhecemos os ícones. Roberto Carlos, Tom Jobim, Ivete Sangalo. Sonho cantar com Roberto, fazer uma versão de uma música sua. Quem sabe quando voltarmos ao Brasil no ano que vem?

  • HOT 100
    BRASIL
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  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Il Volo promete voltar ao Brasil em 2017

Trio italiano veio ao país promover seu novo álbum com Plácido Domingo

por Rebecca Silva em 16/11/2016

O Il Volo ficou conhecido mundialmente por misturar a música clássica e o pop, dando uma cara nova para o que muitos consideram ultrapassado. O trio italiano, formado por Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble, tinha viagem agendada ao Brasil em novembro, onde teriam como missão abrir os shows que Mariah Carey faria no país. Após o cancelamento da cantora, os garotos decidiram aproveitar a visita para divulgar seu novo álbum, Notte Magica – A Tribute To The Three Tenors. Durante sua passagem por aqui, no final de outubro, conversamos com Piero sobre o lançamento e a honra de cantar ao lado de Plácido Domingo.

Como surgiu o interesse pela música clássica, pela ópera? É algo comum entre jovens da sua idade na Itália?
A paixão começou quando éramos crianças, veio dos nossos avôs. Assistimos às apresentações dos Três Tenores (Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti). Quisemos fazer algo diferente, cantar pop com vozes clássicas. Esse estilo nasceu na Itália e pessoas de gerações anteriores a nossa não ouviam mais. Atraímos um público mais novo para o gênero pela maneira que cantamos. É muito especial para nós.

Como foi a decisão de cantar pop com música clássica?
Muitos artistas cantam pop. Quem canta crossover (um dos termos usados para definir o estilo do Il Volo)? O Andrea Bocelli. Queríamos fazer algo único e que nos deixasse feliz, que amássemos fazer.

Vocês lidam com muitas críticas por misturarem gêneros que, supostamente, pertencem a universos tão distantes?
Se é muito fácil, é falso. A vida é uma luta, cada um tem suas batalhas. O importante é fazer o que se ama porque as pessoas sempre vão te criticar. A resposta que damos é o nosso público vindo aos shows, gostando do nosso trabalho. Não ligamos para as críticas.

No novo trabalho, vocês homenageiam os Três Tenores, que se apresentaram juntos quando vocês ainda eram bem novos, e tiveram a honra de ter a presença de um deles, Plácido Domingo, no palco. Como foi a experiência?
Foi o momento mais importante das nossas vidas. Quero frisar que não queremos ser os novos Três Tenores. Somos jovens demais para isso. Cerca de 80% do repertório é igual ao do show original deles, por ser uma homenagem, com modificações apenas em algumas coisas para atender ao nosso público mais jovem. Com o apoio dele, tudo ficou mais fácil. Nesses 26 anos desde a apresentação dos Três Tenores, muitos fizeram homenagens, mas nunca com a colaboração de um deles. Além da presença de Plácido, tivemos o apoio da família de José Carreras e da Fundação Pavarotti.

Sentiram algum tipo de pressão ou responsabilidade pela tarefa de renovar o público dos tenores?Ficamos nervosos antes de subir ao palco mas, graças aos conselhos de Plácido, deu tudo certo. Somos muito gratos. Ele dizia: “Não precisam ficar nervosos, estarei lá com vocês, só sorriam para o público”. Estamos felizes com o resultado! Na primeira semana após o lançamento, o álbum chegou ao topo do ranking Clássico da Billboard. Somos gratos ao nosso público. Queremos que as pessoas sintam a nossa cultura, nossa tradição. Por isso tivemos a ideia de fazer também o DVD, para que todos tivessem a oportunidade de viver aquela noite mágica em Florença.

Infelizmente, os shows de Mariah Carey foram cancelados, mas esta não é a primeira vez de vocês no Brasil. O que mais gostam daqui?
Amamos as pessoas. Vocês são parecidos com os italianos, a forma de ser, falar. O público brasileiro é lindo e amoroso, se diverte muito. Ver os sorrisos da plateia é a melhor parte.

O que sabem sobre música brasileira?
Conhecemos os ícones. Roberto Carlos, Tom Jobim, Ivete Sangalo. Sonho cantar com Roberto, fazer uma versão de uma música sua. Quem sabe quando voltarmos ao Brasil no ano que vem?