NOTÍCIAS

Indicados ao Oscar de Melhor Canção Original: nossa análise

por em 16/01/2015
ong>Por Maurício Amendola   Nomes como Stevie Wonder, Barbra Streisand, Celine Dion e Eminem já foram agraciados com a estatueta do Oscar de Melhor Canção Original. Em 2015, entre os indicados, anunciados ontem (15/01), estão representantes da música negra, da country music e do pop, numa disputa bem imprevisível. Mas nós, da Billboard Brasil, não abriríamos mão de dar uns palpites... Aí vão eles: (Clique nas imagens para assistir aos vídeos) glory “Glory”, de John Legend e Common – do filme Selma Por que pode ganhar: Além de levar a estatueta do Globo de Ouro na última semana, a canção com tons épicos, assinada por John Legend e Common, aborda o tema mais quente nos Estados Unidos hoje: o combate ao racismo. Com citações que vão da marcha histórica de Martin Luther King aos protestos recentes em Ferguson, “Glory” é uma candidata fortíssima ao Oscar. Além disso, John Legend está na crista da onda (“All Of Me” foi um dos principais hits de 2014) e Common, que fez um discurso emocionante no Globo de Ouro, conquistou um respeito no show biz e na crítica raríssimo entre rappers. Ponto desfavorável: Neste milênio, apenas quatro vezes houve congruência entre o Globo de Ouro e o Oscar no prêmio de Melhor Canção Original. Ganhar o primeiro não garante favoritismo na disputa do segundo. Pelo contrário.   adam levine “Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (interpretada por Adam Levine) – do filme Mesmo Se Nada Der Certo Por que pode ganhar: Gregg Alexander, coautor da canção, pode não ser um nome conhecido do público abaixo dos 20, mas todo mundo já ouviu suas canções por aí. Além do sucesso noventista “You Get What You Give”, do New Radicals, sua antiga banda, o competente “cantautor” assinou hits como “The Game Of Love”, de Santana & Michelle Branch, e “Murder On The Dance Floor”, de Sophie Ellis-Bextor, e compôs para gente como Tina Turner, Rod Stewart e Hanson. Após dar as costas para a indústria por 15 anos e viver apenas nos bastidores, Alexander entregou ao público a bela “Lost Stars”, perfeita na voz de Adam Levine.  A Academia pode muito bem coroar sua trajetória – e sua volta ao show biz – com uma estatueta. Além disso, a faixa, que já ultrapassa a marca de 18 milhões de visualizações no YouTube, foi cantada no The Voice pelo próprio vocalista do Maroon 5 ao lado do pupilo Matt McAndrew, o que a fez cair ainda mais nas graças do público. Ponto desfavorável: Para alguns críticos – como Chris Payne, editor da Billboard americana – “Yellow Flicker Beat”, de Lorde, deveria estar no lugar de “Lost Stars” como representante do pop. A balada de Gregg Alexander seria uma composição inferior – o que não é unanimidade na redação de Billboard Brasil.   Beyond-the-Lights-Gugu-Mbatha-RawGrateful”, de Diana Warren (Interpretada por Rita Ora) – do filme Beyond The Lights Por que pode ganhar: Além de trazer o apelo pop de Rita Ora, “Grateful” foi assinada por Diana Warren. A californiana de 58 anos compôs canções como “I Don’t Wanna Miss A Thing”, sucesso com o Aerosmith na trilha de Armageddon, e “Because You Loved Me”, mega hit na voz de Celine Dion. Com currículo invejável, Diana já acumula sete indicações ao Oscar, cinco ao Globo de Ouro (uma estatueta) e 12 ao Grammy (um prêmio). Ou seja, o trunfo é o currículo da compositora e o fato de ela nunca ter arrebatado um Oscar. Ponto desfavorável: Convenhamos, a música não é memorável, tem até algo de cafona. Essa proposta pode não agradar os integrantes da Academia que buscam algo mais contemporâneo.   glen cam  “I’m Not Gonna Miss You”, de Glen Campbell – do filme Glen Campbell… I LL Be Me Por que pode ganhar: O documentário sobre a lenda da música americana contou com uma canção tema mais do que especial. Glen Campbell, de 78 anos, sofre do Mal de Alzheimer, e, à época do lançamento do filme, revelou que “I’m Not Gonna Miss You” será sua última música gravada em estúdio.  Isso por si só já seria motivo fortíssimo para ele levar o Oscar e ser aplaudido de pé. Mas tem outro: ainda que tenha sido aclamado por público e crítica, o longa não foi indicado na categoria de Melhor Documentário. E a Academia adora um prêmio de consolação... Ponto desfavorável: São tantos pontos favoráveis, tantos motivos que consagram a canção, tanta emotividade no entorno da composição, que... não devemos descartar a possibilidade de ela nem passar perto de ganhar. Afinal, Oscar sem zebras ou injustiças não é Oscar!   maxresdefault “Everything Is Awesome”, de Shawn Patterson  (interpretada por Tegan And Sara)– do filme Uma Aventura Lego Por que pode ganhar: fora o toque pop de Shawn Patterson – que já trabalhou com 50 Cent, Kesha e Steven Tyler, entre muitos –, a representante mais eletrônica entre os indicados conta com gente de cacife da cena alternativa envolvida. “Everything Is Awesome” foi produzida por Mark Motherbaugh, um dos fundadores da Devo, e conta com a participação do The Lonely Island, trio de comédia formado por Akiva Schaffer, Andy Samberg e Jorma Taccone – figurinhas carimbadas do Saturday Night Live. Com batidas poderosas e hipnóticas que renderam um 7º lugar na parada Dance da Billboard, a música pode se destacar por ser completamente diferente das demais indicadas. Vai que a Academia compra o hype... Ponto desfavorável: O filme foi ignorado – com certa injustiça, há de se dizer – na categoria de Melhor Animação. Uma esnobada tão grande como essa, considerando a sofisticação da animação, pode ser indício de derrota. O prêmio já seria a indicação em Canção Original.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Indicados ao Oscar de Melhor Canção Original: nossa análise

por em 16/01/2015
ong>Por Maurício Amendola   Nomes como Stevie Wonder, Barbra Streisand, Celine Dion e Eminem já foram agraciados com a estatueta do Oscar de Melhor Canção Original. Em 2015, entre os indicados, anunciados ontem (15/01), estão representantes da música negra, da country music e do pop, numa disputa bem imprevisível. Mas nós, da Billboard Brasil, não abriríamos mão de dar uns palpites... Aí vão eles: (Clique nas imagens para assistir aos vídeos) glory “Glory”, de John Legend e Common – do filme Selma Por que pode ganhar: Além de levar a estatueta do Globo de Ouro na última semana, a canção com tons épicos, assinada por John Legend e Common, aborda o tema mais quente nos Estados Unidos hoje: o combate ao racismo. Com citações que vão da marcha histórica de Martin Luther King aos protestos recentes em Ferguson, “Glory” é uma candidata fortíssima ao Oscar. Além disso, John Legend está na crista da onda (“All Of Me” foi um dos principais hits de 2014) e Common, que fez um discurso emocionante no Globo de Ouro, conquistou um respeito no show biz e na crítica raríssimo entre rappers. Ponto desfavorável: Neste milênio, apenas quatro vezes houve congruência entre o Globo de Ouro e o Oscar no prêmio de Melhor Canção Original. Ganhar o primeiro não garante favoritismo na disputa do segundo. Pelo contrário.   adam levine “Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (interpretada por Adam Levine) – do filme Mesmo Se Nada Der Certo Por que pode ganhar: Gregg Alexander, coautor da canção, pode não ser um nome conhecido do público abaixo dos 20, mas todo mundo já ouviu suas canções por aí. Além do sucesso noventista “You Get What You Give”, do New Radicals, sua antiga banda, o competente “cantautor” assinou hits como “The Game Of Love”, de Santana & Michelle Branch, e “Murder On The Dance Floor”, de Sophie Ellis-Bextor, e compôs para gente como Tina Turner, Rod Stewart e Hanson. Após dar as costas para a indústria por 15 anos e viver apenas nos bastidores, Alexander entregou ao público a bela “Lost Stars”, perfeita na voz de Adam Levine.  A Academia pode muito bem coroar sua trajetória – e sua volta ao show biz – com uma estatueta. Além disso, a faixa, que já ultrapassa a marca de 18 milhões de visualizações no YouTube, foi cantada no The Voice pelo próprio vocalista do Maroon 5 ao lado do pupilo Matt McAndrew, o que a fez cair ainda mais nas graças do público. Ponto desfavorável: Para alguns críticos – como Chris Payne, editor da Billboard americana – “Yellow Flicker Beat”, de Lorde, deveria estar no lugar de “Lost Stars” como representante do pop. A balada de Gregg Alexander seria uma composição inferior – o que não é unanimidade na redação de Billboard Brasil.   Beyond-the-Lights-Gugu-Mbatha-RawGrateful”, de Diana Warren (Interpretada por Rita Ora) – do filme Beyond The Lights Por que pode ganhar: Além de trazer o apelo pop de Rita Ora, “Grateful” foi assinada por Diana Warren. A californiana de 58 anos compôs canções como “I Don’t Wanna Miss A Thing”, sucesso com o Aerosmith na trilha de Armageddon, e “Because You Loved Me”, mega hit na voz de Celine Dion. Com currículo invejável, Diana já acumula sete indicações ao Oscar, cinco ao Globo de Ouro (uma estatueta) e 12 ao Grammy (um prêmio). Ou seja, o trunfo é o currículo da compositora e o fato de ela nunca ter arrebatado um Oscar. Ponto desfavorável: Convenhamos, a música não é memorável, tem até algo de cafona. Essa proposta pode não agradar os integrantes da Academia que buscam algo mais contemporâneo.   glen cam  “I’m Not Gonna Miss You”, de Glen Campbell – do filme Glen Campbell… I LL Be Me Por que pode ganhar: O documentário sobre a lenda da música americana contou com uma canção tema mais do que especial. Glen Campbell, de 78 anos, sofre do Mal de Alzheimer, e, à época do lançamento do filme, revelou que “I’m Not Gonna Miss You” será sua última música gravada em estúdio.  Isso por si só já seria motivo fortíssimo para ele levar o Oscar e ser aplaudido de pé. Mas tem outro: ainda que tenha sido aclamado por público e crítica, o longa não foi indicado na categoria de Melhor Documentário. E a Academia adora um prêmio de consolação... Ponto desfavorável: São tantos pontos favoráveis, tantos motivos que consagram a canção, tanta emotividade no entorno da composição, que... não devemos descartar a possibilidade de ela nem passar perto de ganhar. Afinal, Oscar sem zebras ou injustiças não é Oscar!   maxresdefault “Everything Is Awesome”, de Shawn Patterson  (interpretada por Tegan And Sara)– do filme Uma Aventura Lego Por que pode ganhar: fora o toque pop de Shawn Patterson – que já trabalhou com 50 Cent, Kesha e Steven Tyler, entre muitos –, a representante mais eletrônica entre os indicados conta com gente de cacife da cena alternativa envolvida. “Everything Is Awesome” foi produzida por Mark Motherbaugh, um dos fundadores da Devo, e conta com a participação do The Lonely Island, trio de comédia formado por Akiva Schaffer, Andy Samberg e Jorma Taccone – figurinhas carimbadas do Saturday Night Live. Com batidas poderosas e hipnóticas que renderam um 7º lugar na parada Dance da Billboard, a música pode se destacar por ser completamente diferente das demais indicadas. Vai que a Academia compra o hype... Ponto desfavorável: O filme foi ignorado – com certa injustiça, há de se dizer – na categoria de Melhor Animação. Uma esnobada tão grande como essa, considerando a sofisticação da animação, pode ser indício de derrota. O prêmio já seria a indicação em Canção Original.